sábado, 25 de setembro de 2010

Prazer em conhecer:

Lampião Aceso entrevistou o pesquisador e escritor Geraldo Ferraz de Sá Torres Filho 

Nascido em Recife no no dia 30 de dezembro de 1955 viveu em várias cidades pernambucanas, entre elas Triunfo, Taquaritinga e Gravatá.


Formou-se em Administração de Empresas pela Faculdade de Ciências Humanas ESUDA, em 1978, no Recife – PE. Em seguida, fez pós-graduação em Administração Pública pela Faculdade de Administração de Pernambuco - FESP, nos anos de 1979 e 1980, também no Recife.

Servidor público municipal, desde 1975 (contratado pela extinta Fundação Guararapes, hoje incorporada a Secretaria de Educação do Recife), exerce o cargo de Administrador e faz parte da Comissão Central de Inquérito da Secretaria de Assuntos Jurídicos da Prefeitura do Recife. Desde 1991 tem como "hobby" a pintura, tendo já participado de diversas exposições coletivas e individuais.

Também é sócio fundador da instituição "Amigos do Arquivo Público Estadual Jordão Emerenciano" e do "Núcleo Pernambucano de História", ambos no Recife, e membro da União Brasileira de Escritores - UBE - Secção Pernambuco.

Neste momento o escritorencontra-se em Lisboa, capital de Portugal, onde participou do VII Congresso da UMEAL, proferindo a palestra 'Fome de cultura' em homenagem aos 52 anos de existência da UBE-PE.

Condecorado em 2003, com a comenda da Polícia Militar de Pernambuco, a Medalha Pernambucana do Mérito Policial Militar.

Indicado pela Câmara Municipal de Gravatá - PE, em 2004, por unanimidade, para receber o honroso título de Cidadão Gravataense.

Geraldo Ferraz é um Civil de sangue militar. Nasce em uma "dinastia de homens da lei" que se inicia com o nosso bisavô Antonio Miguel Torres, repassada para avô, tios primos sendo que o avô o célebre Theophanes Ferraz nascido em 1894 foi o precursor da linhagem da família Ferraz no ingresso das “forças policiais”.

E sócio da SBEC - Sociedade brasileira de estudos do Cangaço. Atualmente responde pela vice presidência da UBE - União Brasileira dos Escritores /PE. É membro da Sabri - sociedade amigos da Briosa formada recentemente no intuito de resgatar o valor da policia militar deste estado, são 50 confrades entre ex oficiais e civis.

A briosa

Vamos saber como se sucedeu este abraço? 

O meu primeiro contato com o cangaço se deu 1967/68. Eu estava jogando bola em frente a nossa residência em Gravatá/PE quando chega uma cidadã num carro muito bonito, ai sabe como é curiosidade de garoto automóvel no sertão já era raro de se ver e novo então?

Ela estava à procura do meu pai e aí coloquei a bola embaixo do braço e me aproximei, fiquei quieto, atento a conversa que se iniciava. Então descubro que aquela senhora chamava-se Aglae Lima de Oliveira, era pesquisadora, estava ali procura de informações e fotos sobre o cangaço.

 O ex cangaceiro "Candeeiro" ao lado da saudosa pesquisadora Aglae.

E claro, porém eu não fazia idéia de ela buscava subsídios para um capitulo em especial que era a história do meu avô. O homem que prendeu Antonio Silvino e o levou até a detenção no Recife alem de ter perseguido muitos outros cangaceiros inclusive ferindo o próprio Lampião no pé.

Bom, depois de presenciar toda a conversa e depoimentos do meu pai eu fiquei impressionado e instigado.
Recordo como ontem que havia uma fotografia do meu avô no corredor da nossa casa. Na foto ele nos fitava com um olhar austero que acompanhava quem passava por ali. E de repente eu o olho novamente só que agora sabendo de tantos feitos que envolveram a vida daquele homem. Eis ali o meu ídolo que acabara de nascer graças a uma visita da saudosa Aglae.

Anos depois eu já morando em Recife adquiro meu primeiro livro, Guerreiros do Sol de Frederico Pernambucano de Mello e depois de deleitar naquela obra eu resolvi que iria escrever a história do meu avô Theophanes Torres Ferraz, pois na época quase setenta anos depois de falecido conhecendo a fundo sua trajetória e diante de outras obras que eu também pude ler considerei que ele estava na “sarjeta” e era preciso colocá-lo no patamar dos verdadeiros heróis daquela história. 

Apresente suas crias!
- O primeiro volume de Pernambuco no tempo do cangaço (1894/1925), vem ao mundo em 2002 -, e o 2º volume (1926/1933) em 2003. Em 2006 concretizamos a obra "Theophanes Ferraz Torres, um herói militar na cavalaria de Pernambuco" que apresenta um resumo da vida nesta importante entidade. Porque a cavalaria é uma corporação que forma heróis e Theophanes ingressa na cavalaria em 1914 após o seu grande feito da prisão de Silvino, portanto um herói nato.
 
 



E um ponto interessante que me chamou atenção é que o posto de comandante era de Major, e Theophanes entra como “capitão”. E só pra demonstrar a razão desta patente, informo que nosso avô dominava com maestria a arte da cavalaria, por um fator primordial de ser sertanejo, e inclusive vaqueiro. Então a Cavalaria Pernambucana lucrou com a sua atuação e ele lucrou tão quanto.

 Grande chefe de volante, exemplar chefe de família. 
Sra. Amélia de Sá Torres e Theophanes Ferraz.

Filho preferido?
- Carrego os três rebentos com a mesma dedicação. 

De outro autor?
- Na vasta bibliografia cangaceira fica difícil definir um único título pra por no patamar do melhor em nosso conceito. Eu digo com certeza que sou fã de dois ícones da escrita que são Antonio Amaury e Frederico Pernambucano, são estes as duas colunas mestras. 

Lamento existir um marco divisor entre alguns de nossos confrades que gostam de eleger uma predisposição para cada escritor dizendo que aquele pende para os militares e que o outro endeusa cangaceiros... criando um muro invisível. A sociedade que consome estes trabalhos até ganha com tal competição de idéias, mas nós escritores perdemos muito. Porem graças a SBEC, ao Cariri cangaço e a outros movimentos de estudo que serão promovidos e formados pouco a pouco teremos mais chances de ver essa naipe de estudiosos concentrados em um único assunto "o ciclo histórico do cangaço" puro, equilibrado nas duas medidas. Elejo Guerreiros do Sol de Frederico e Assim morreu Lampião de Amaury. 

Com base no que já leu qual é o primeiro título recomendado para um calouro?
- Para quem está iniciando eu aconselho que leia muito se possíve leia até a exaustão o que for necessário. Temos ai João Gomes de Lira nos dois volumes de seu “Lampião, memórias de um soldado de volante” temos a Marilourdes Ferraz e sua obra “O canto do acauã das memórias de Manuel de Souza Ferraz (Manuel Flor), um comandante das Forças Volantes”. Temos o próprio livro da Aglae “Lampião, cangaço e nordeste” que eu relatei no inicio desta nossa conversa. Aconselho mesmo que o calouro não fique apenas em um ou dois livros. E sem intenção de me promover eu diria que meu livro vem para atender uma necessidade sentida por pesquisadores, estudantes e curiosos no tocante à “cronologia” que não existia até então. Me dispus a partir deste principio aproveitando a saga do biografado, nosso avô, de 1894 até 1933 o ano de sua morte. Portanto a história vem da velha república que já é intrigante por si e que é marco ali o ciclo histórico do movimento cangaço ganha notoriedade com Silvino e Virgulino. 

No mais procurem participar de eventos e congressos como este que temos o privilégio. Seminários como o Cariri Cangaço amadurecem nossas ideias, formam melhor nossa opinião... Olha ai onde eu queria chegar: Temo muito por alguns formadores de opinião, são perigosos, pois estes vivem a incutir suas invenções e teorias absurdas na cabeça de muita gente que não sabe por onde começar. Eles impõem que aquela é a verdade.

Então é preciso respirar a atmosfera da época correto? Porque os valores da virada do século XIX para o século XX são totalmente diferentes do século em vigência. É preciso lembrar que religião, pátria e família eram as colunas de sustentação que regiam a sociedade e o cidadão que se excluísse dessa cartilha era automaticamente um marginal. O código penal desta época ainda não estava perseguindo o cangaceiro em si o bandoleiro ainda não havia recebido esta alcunha.

Com quantos personagens desta história você teve contato?
- Infelizmente eu tive oportunidade falar com poucas pessoas. Destes colaboradores a maioria prestou seus últimos depoimentos em prol da história, boa parte estava em idade provecta, entre 80 e 100 anos com a saúde debilitada e faleceram pouco tempo depois. Mas cada um narrou o que viu ou o que viveu registrei sua parcelas nesta bela história e cada um com seu valoroso depoimento tem nossa gratidão pela realização de Pernambuco no tempo do cangaço. Testemunhas oculares à exemplo de João Gominho que prestou grandes informações sobre a Floresta e a Serra Talhada e os contemporâneos do conturbado tempo do cangaço. 

Quanto aos ex cangaceiro: Eu não estive com nenhum. Até gostaria de ter estado com aqueles cabras que Theophanes reabilitou, como o caso de Medalha, Bem te vi entre outros, mas não foi possível. Me contentei com depoimento de quem os conheceu. Já no time dos militares destaco meu amigo Tenente João Gomes de Lira que se mostrou visivelmente emocionado ao saber que ali estava um neto de Theophanes. Herculano Nogueira irmão de “Lero”, me deu importantes informações que não divergem em nada do que depôe o tenente João Gomes, pelo contrário, só adiciona. 

Avalie a dificuldade daqueles sertanejos de Nazaré ainda existem muitos percalços, mas na referida época morando nos ermos da caatinga, cercados pela violência de Lampião que impôs vinganças injustas e ai foi inevitável o pessoal que não queria intriga com os irmãos Ferreira não tiveram alternativa se armaram e entraram em ação.

Com quem gostaria de ter conversado?
- Gostaria de ter conversado com Manoel Neto e Davi Jurubeba. Aproveito pra fazer justiça por conta de uma inverdade que já foi publicada por alguém que chegou a afirmar que os “Nazarenos” entraram na polícia para ganhar dinheiro, ou seja, foram meros oportunistas. É muito desplante, pelo contrario foram e ainda são homens de uma fibra tremenda, sertanejos natos que me ajudaram crer no estereótipo do autentico viver sertanejo com aquela hombridade hoje rara em nossa sociedade. Os Nazarenos foram homens exemplares que enfrentaram a inclemência das secas, o cangaço e seu maior ícone.

Qual o contato que não foi possível e lhe deixou de certo modo frustrado?
- Com certeza gostaria de pode ter convivido e ouvido todas essas epopeias da boca do meu saudoso e querido avô.

Qual é o seu capitulo ?
- A prisão de Antonio Silvino.

Um cangaceiro (a)?
- Antonio Silvino.

A pergunta será reitórica, mas vamos cumprir o protocolo: cite um volante?
- Está respondido desde o principio, Theophanes.

Um coadjuvante?
- O bravo Manoel Neto.

Uma personagem secundária? Queria ter bom papel, mas não passou de figurante.
- O Tenente Coronel Muniz de Farias foi um cidadão membro da policia militar de Pernambuco a meu ver indigno de envergar a farda que usava. Foi um excelente advogado, mas também foi o carrasco de Theophanes. Em 1926 Theophanes se engaja pela segunda vez na luta contra o banditismo. Era também época da Coluna Prestes agindo no nordeste ele se embrenha no alto Sertão pernambucano tendo como base a cidade de Salgueiro, em seguida Floresta. 

Então Theophanes vem limpando toda a região ate chegar à Vila Bela (Serra Talhada) ode ele assume o comando definitivamente. Porem descobre que haviam três incorporados da coluna dos revoltosos na policia pernambucana sob as ordens de Muniz de Farias e Theophanes o denuncia por esse fato. Muniz o chama publicamente de monstro o que repercute negativamente para Theophanes e Muniz inicia uma perseguição. Até que em 1930, ano da revolução Theophanes cai em suas mãos. Nosso avô vai perdendo a saúde gradativamente morre aos 38 anos de idade em 11 de Setembro de 1933. 

Geralmente todo pesquisador é colecionador, qual é o foco de sua coleção?
- É uma pergunta que me dói a consciência, me lembro de algumas peças que poderiam estar comigo, mas estão no museu de Petrolina/PE legadas a um 3º plano como fui informado. Lá estão especificamente: Um relógio de ouro Sete Capas da guerra do Paraguai, esporas de prata, a sua espada entre outros. Tudo isto foi doado pelo nosso tio Theophanes Ferraz filho mesmo nome do meu pai. Minha queixa é por não estarem devidamente guardados, já soube até que outras peças desapareceram do arquivo deste museu.

Entre as peças que ficaram com você tem alguma relíquia em especial? 
- Pra não dizer que não tenho nada fiquei além de uma oração de proteção do corpo (esta também utilizada por Lampião só que dedicada a outro Santo). Eu possuo o relicário que e ele carregava no bolso com um bisaco e um crucifixo da virada do século XIII para o XIX. Presente de minha tia Nide que eu guardo com muito carinho e apreço num cantinho especial de nossa casa.

Nós que gostaríamos de ver um filme que retratasse um cangaço autêntico, fiel aos fatos, sem licença poética, erro primário enfim sem exagero da ficção lamentamos a eterna necessidade de se ter finalmente uma produção digna da saga, de preferência um épico ou uma trilogia, enquanto isto não foi possível qual a película mais lhe agradou? 
- Você aborda outro assunto também muito importante Filme é assunto de urgência, pois chama a atenção, mas que um livro para quem gosta das histórias do cangaço, Baile perfumado. Representou bem a proposta que eu tina para um filme do gênero, quando se falava de filme de sertão maioria os cineastas se baseavam num cenário do tipo carrascais parece que estavam lendo Os Sertões de Euclides da Cunha, e de repente Baile perfumado nos traz aquela imensidão verde dos cânions do São Francisco ambiente preferido de Lampião...

 ...Quem ler Pernambuco no tempo do Cangaço vai acompanhar vários capítulos em que as volantes perdiam o rastro dos bandidos, pelas condições do clima porque chovia torrencialmente em diversas épocas do ano. Alem de mata fechada e verde predominante. Então Baile Perfumado acerta por ser feito por quem conhecia o Sertão de Lampião. Improdutivo? sim, mas verde. 

Mas ainda espero um filme que retrate ambos os lados da história tirando a volante da posição de meros coadjuvante já que eles também foram protagonistas. E que os autores esqueçam a tal necessidade dos termos pejorativos em que a policia era motivo de chacota. Um trabalho sério tem apresentar as estratégias montadas para combater o cangaço.

Eleja a pérola mais absurda que já leu sobre Lampião? 
- Os causos irritantes tipo: Criança jogada para o alto e aparada no punhal; o causo do cangaceiro obrigado a comer sal... olha aí essa do sal é também atribuído a Antonio Silvino então note que fundamento tem estas histórias?.

Aproveitando esta oportunidade de estar diante do senhor, um descendente do citado, quero levantar uma questão que é abordada no livro do Major Optato Gueiros “Lampeão, Memórias de um Oficial ex-comandante de Forças Volantes, 2ª edição, 1953. Na página 31 ele nos diz que: “Foram presos e mortos mais de “600 comparsas” do célebre bandido, baseando-nos ainda numa estatística organizada por “Theóphanes Torres Ferraz”. Dessa época para o fim da campanha em “1939” foram mais de “200” que tiveram a mesma sorte”. Poucos bandidos pra tantos defuntos concorda?  
- Optato exagerou, não procede. Eu também me enveredei por esta pesquisa e o número de vitimas não chega à um terço desta conta de Optato. Até porque ninguém nunca vai precisar uma quantidade exata de cangaceiros presos ou mortos. É uma estatística impossível. 

No nosso livro há uma citação sobre o mês de Outubro de 1927 em que a imprensa começa a divulgar um número de vítimas e de cangaceiros presos que tem quantidade bem inferior que os abatidos. Sem contar os que ficaram no meio do caminho, os que desertaram ou foram enterrados pelos próprios companheiros. Optato não poderia ter atribuído a Theophanes. É verdade que em 1924 com a criação da super volante meu avô tenta iniciar uma contabilidade, mas no final deste mesmo ano ele é remanejado para uma outra missão e interrompe a empreita. Vai para Petrolina já sob as ameaças da Coluna Prestes e só volta em 1926 diante do pedido e pressão do Sertão pernambucano.
  
 Volante comandada por Theophanes. O primeiro da esq. para Dir.

Diante de tantas polêmicas surgidas posteriormente a tragédia em Angico alguma chegou a fazer sentido, levando-o a dar atenção especial ex.: “Ezequiel não morreu e reaparece anos mais tarde”, “João Peitudo, filho de Lampião”, “O Lampião de Buritis” e “a paternidade de Ananias”?
- Não poderíamos ficar avessos a estas polemicas supostas paternidades. Fica aquele mistério suspenso. A família de Lampião poderia ter colaborado cedendo amostras para realização de exames de DNA e ponto final calaria os falsos herdeiros, mas confesso que nunca acompanhei os detalhes destes outros casos.

E para Geraldo : Lampião morreu baleado ou envenenado? 
- Meu amigo... que pergunta cabulosa. Acredito que naquela época a volante tenha se valido de uma substancia não venenosa, mas sedativa, para amansar “a fera” porque o Rei do cangaço não era de se “pegar na garapa”, ou seja, com facilidade, pelo que sabíamos Lampião não ficaria no mesmo rancho que seus comandados etc.
 

É isso: Houve uma substancia ingerida a ponto de não matar, não ser detectada pelos métodos dele nem tampouco provocar vômitos, Sem delongas, Eu, Geraldo Ferraz não acredito que ele tenha sido pego lúcido! 

Em que assunto ou personagem você está trabalhando, ou qual gostaria de estudar para a publicação desta pesquisa. Enfim qual a próxima novidade de Geraldo Ferraz que teremos em nossas estantes? 
- Estou engajado em projetos fora do campo da literatura. Os amigos da Briosa estão procurando meios de recuperar algumas instituições culturais que estavam relegadas, abandonadas como: O teatro do Derby, A banda de música da PM, o próprio Museu da PM tão relegado ao 5º plano o acervo tem seu paradeiro ignorado. Estes sãos nossos três objetivos primordiais. 

Mas além da paixão pela literatura ressalto que sou cobrado e incentivado pelo mestre Frederico Pernambucano para que minha caneta produza outros escritos pela memória daqueles militares ou civis que lutaram para manter a paz social e a ordem em nosso Estado. Histórias de perseverança que semelhantes à do nosso avô ainda não foram mostradas devidamente aos pesquisadores. 

Exemplo: A luta de Eurico de Souza Leão, um dândi, aquele que na  expressão jocosa “deu um cacete danado” tendo Theophanes como braço armado contra o cangaço.

Quem pesquisa sabe que em 1928 Eurico expulsa Lampião dos domínios pernambucanos e este vai para a Bahia. Bem, vou enaltecer não só Eurico como também Leite Serrano: Aquele que fugiu com Theophanes formando uma coluna independente durante a revolução de 30 pra tentar vencer aquela que na minha opinião era uma aquartelada já vencida. 

Então são dois personagens que eu terei o maior prazer em colocar a disposição do grande público um pouco de suas biografias. Agora aproveito o intermédio do seu blog para contatar parentes de Eurico de Souza Leão e Leite Serrano no sentido de autorizar e fornecer elementos necessários, fotos, fatos e outros documentos para desenvolver com a melhor precisão possível a trajetória destes homens justamente no ciclo do cangaço. 

Geraldo, veja se você já não possui esta imagem abaixo. Cortesia do nosso reverendo Ivanildo Silveira.


Uma recordação do Cariri Cangaço 2010.

 Geraldo Ferraz, Alessandro, sargento Narciso e o Coroné Ângelo Osmiro
posam para Sra. Rosane, esposa de Geraldo.


Adquira as três obras de Geraldo através do email: geraldoferraz@uol.com.br
Maiores informações, visite: Pernambuco no Tempo do Cangaço 

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Cangaceiros

O antes o agora e o depois 

Ivanildo Silveira tira dos "emborná" mais um punhado de imagens. 

Juntas são uma forma de apresentar aos confrades que vão chegando as faces daqueles que saíram do anonimato e contaram para o mundo um pedaço de suas histórias particulares, fatos vivenciados em seus grupos, ao lado do chefe, e as confidências do período anterior as suas chegadas, narradas à amiga Dadá, entre outros, pelo próprio Lampião. Cada pedra por menor que fosse ergueu esta grande saga da qual somos tão envolvidos. 

*Relevem a qualidade de algumas fotos. Estas não receberam qualquer tratamento e quando digitalizadas e ampliadas para seguir um padrão perdem consequentemente a nitidez.    


Zé Sereno

 
Volta Seca
 

Vinte e cinco
 

Sila



Moreno
 

Ângelo Roque, o Labareda
 
 

Inacinha, companheira de Gato
 
 

 Durvinha, companheira de Virgínio e que após a morte deste juntou-se a Moreno.
 

Criança

 
Dulce, companheira de Criança.
 


Dadá


Candeeiro


Barreira
 

Balão


Aristéia, companheira de "Catingueira"
 

Adília, companheira de Canário


terça-feira, 21 de setembro de 2010

Lampião...

... Além da versão  

O querido confrade, pesquisador e escritor Alcino Alves Costa é autor de um dos mais polêmicos títulos sobre Lampião, especificamente em Sergipe e o seu final neste Estado. 
  
Não são poucos os pesquisadores que comungam com esta tese. Os bravos Nazarenos por exemplo, nunca acreditaram que ele tivesse sido morto em estado de "Lucidez". 
  
Que morreu no dia e local que a história oficial posteriza, mas não foi vitimado pelo chumbo, mas sim por outra substancia. 
  
As circunstâncias em que o Rei do cangaço foi emboscado ou se deixou emboscar no fatídico 28 de Julho de 1938 não fazem e talvez nunca farão sentido para muita gente. 

O livro Lampião além da versão, mentiras e mistérios de Angico teve suas três edições "esgotadas". Seu principal capítulo é bem resumido no artigo que o próprio autor nos enviou e agora compartilhamos com vocês. 

Concordem, discordem, compartilhem conosco suas opiniões através de seus comentários. 
  
Mentiras e Mistérios de Angico 
Por: Alcino Alves Costa

Não imaginava teimar tanto com “As mentiras e os mistérios de Angico”.

Mas, dominado por uma poderosa obsessão, aqui estou, espicaçando muitos de nossos historiadores e pesquisadores, especialmente aqueles tidos e havidos como os mais profundos conhecedores da história cangaceira e em particular a de Virgulino Ferreira – Lampião. O meu maior desejo é ter o prazer de conhecer as opiniões, contra ou a favor, postadas por todos os nossos queridos companheiros, cada um declarando com sinceridade o seu ponto de vista sobre as mentiras e os mistérios de Angico, ou mesmo de sua verdade.

A minha vontade e o meu interesse é fazer com que os vaqueiros da história do cangaço coloquem o seu pensamento em relação a este apaixonante tema. Não me conformo que se deixe perpetuar na saga do grande e genial homem do Riacho São Domingos, tantos labirintos não identificados e aceitos pelos pesquisadores. É por esta razão que aqui estou fazendo chegar aos escravos da vontade de Lampião justamente aquilo de mais estranho e misterioso que possa ter acontecido em Angico.

Sinceramente, ficarei muito feliz e agradecido se os nossos queridos companheiros de caminhadas pelas veredas e bibocas dos cafundós do sertão, bravos rastejadores da jornada heróica de Virgulino Ferreira da Silva, se dignassem em opinar sobre as possíveis mentiras e mistérios de Angico.

Cada um dos comentários registrados no blog me encherá de prazer e felicidade. É este o meu desejo. Discutir e, todos nós, juntos, tentar colocar algumas pedrinhas que faltam no tabuleiro da história.

Meus companheiros e amigos, antes de tentar destrinchar o meu pensamento sobre as mentiras e os mistérios de Angico, eu lhes peço, por favor, tenha em mãos o livro “Assim morreu Lampião”, do correto, sincero e o mais profundo conhecedor da história do cangaço, Antonio Amaury Correia de Araújo. Analise com cuidado, paciência e imparcialidade os depoimentos neste livro existente e registre o seu pensamento sobre o assunto.

Não levarei em consideração o depoimento de Zé Sereno quando ele afirma que a bebida tinha veneno, mesmo tendo Balão em seu testemunho dito que ouvira Zé Sereno dizer que o cinzano, apenas o cinzano, estava envenenado. Como se sabe esta afirmativa do companheiro de Sila caiu num descrédito total. Por qual motivo? Para não contrariar o desejo e a vontade dos vencedores, aqueles que registram a história conforme suas conveniências? Não sei.

Balão ainda diz que matou um soldado quando este batia na cabeça do cangaceiro Mergulhão. A história conta que morreu apenas o soldado Adrião, mas ele estava ao lado de Bezerra e Antônio Jacó quando foi atingido pelas balas do cangaceiro Elétrico. Quem mente. Balão ou a própria história?
Uma outra distorção da verdade dos fatos é aquela versão que apareceu dizendo que Pedro de Cândido seguiu da Forquilha até o riacho do Angico amarrado ao corpo de um soldado.

É impossível que alguém acredite que Maria Bonita gritou para Luiz Pedro:

- Cumpadi Luiz Pedro, cumpadi Luiz Pedro, ocê num dissi qui quando Lampião morresse ocê morria tamém?

Estas palavras de Maria Bonita estão na página 49 do “Assim morreu Lampião”. E os dois tiros e sua morte quando ia apanhar água no poço aconteceram ou não? A Grota de Angico devia chamar-se a Grota da Mentira.

Mentiras, mentiras e mais mentiras – e elas são intocáveis.

Vamos nos aprofundar sobre os depoimentos estranhos e desencontrados de Abdom, Panta de Godoy, e um trecho do de Balão.

1 – Na página 110, do “Assim morreu Lampião” Abdom diz:
 “O cangaceiro veio i começô a panhá água no cantil quase qui im cima di ondi nóis tava ajoeiado i aí eu atirei”.
 
Continua:
 “Daí nóis avancemo i caimo im cima du meio di ondi tava Lampião i nóis recuemo pra trais um pouco di Lampião”.
“Quando nóis recuemo um pouco nóis si intrincheiremo i mandamo bala nos cangaceiros i o pau quebrô”. 


2 – Agora trechos do depoimento de Panta de Godoy, contidos na página 89 do “Assim morreu Lampião”.
 “Quando nóis tava subindo i chegando nessas pedra, topemos com um cabra qui tava apanhando água a uma déis braças, mais o menos, di distância”.
 “Nóis corremo pra dentro, corremo dentro i quando chegamo na frenti um pouquinho topei cum Maria Bonita, que vinha buscar água, com uma bacia de queijo do reino na mão”.


E Panta prossegue:
 “Aí quando avistei cum ela, ela deu meia volta, correu i disse: - Valha-me Nossa Sinhora”!
 “Aí eu atirei nas costas dela i ela caiu”.
 “No qui ela caiu ela feiz corcunda e levantou-si i ia saindo i Antonho Ferro gritô: - Cumpadi, sigura a bandida qui ela vai-si imbora”!
 “Eu dei otro tiro, na barriga dela, assim por ditrais, ela caiu i morreu”.


E Maria Bonita ainda teve tempo e se lembrou de chamar por Luís Pedro avisando-o que Lampião estava morto? Você acredita nesta aberração?

3 – Em seu depoimento, à página 111, do “Assim morreu Lampião”, Balão diz:
 “...Durmimo um pedaço de tempo quando Lampião falô: Zé Sereno. Chama todu mundo aí qui nóis vamu rezá u ofício de Nossa Sinhora”.
 “O pessoá si levantô si ajoeiô i adispois qui eli acabô di rezá tornô a si deitá”.

E ninguém escutou os tiros, quase naquele mesmo instante?

Os nossos companheiros e especiais amigos Aderbal Nogueira e Severo Barbosa tem em DVD um depoimento de Panta de Godoy ele dizendo que do poço onde Amoroso estava enchendo o cantil até a barraca de Lampião tem mais de 50 metros de distância. Esta distância entre o poço e a barraca eu precisava conhecê-la.

Foi o que fiz. Convidei Vicente Rodrigues do Nascimento, aquele rapaz que levou a máquina para Maria Bonita costurar a roupa do sobrinho de Lampião, ainda vivo, e que era neto de dona Guilermina, a mãe de Durval e Pedro de Cândido. Com ele caminhei do poço até a barraca, a distância entre um ponto e outro é de quase 100 metros.

Não desconheço que existem afirmações atestando que a distância não passava de 20 metros. É uma lástima que assim digam, não é verdade. Eu abomino mentiras e jamais iria afirmar algo que não fosse real e verdadeiro.

Eu sei, porém não me envergonho e não escondo de minha nenhuma formação escolar, no entanto, mesmo assim, procuro ser consciente naquilo que faço. Assim agindo, não posso deixar de reconhecer que nestes três célebres testemunhos estão documentadas verdadeiras aberrações. Aberrações que me surpreende. Uma delas é saber que pessoas cultas, de uma capacidade e competência muito além da normalidade, acreditam nestes depoimentos que agridem a inteligência humana, e os defende com todo vigor de seu sentimento e de seu espírito.

É inacreditável que estes historiadores e pesquisadores, homens da mais alta responsabilidade, teimarem em desprezar e até mesmo escarnecer quando se fala das mentiras e mistérios de Angico.

Ora, meus companheiros, quem em sã consciência poderá acreditar que após o tiro que Abdom deu em Amoroso, Panta de Godoy dar dois tiros em Maria Bonita e ninguém, nem Lampião, nem os outros cangaceiros e nem os cachorros, ouviram nada?
Como é que se entende Maria Bonita ir descendo o riacho à procura do poço para também apanhar água, acontecer o disparo no cangaceiro, e ela continuar descendo o riacho, caminhando tranquila, sem escutar o estampido?

Ainda mais. Balão diz que antes do primeiro tiro, Lampião e os cangaceiros estavam rezando o Ofício de Nossa Senhora e logo após foram novamente se deitar. Aconteceram três tiros; Maria Bonita gritava chamando por Nossa Senhora; Abdom e seus companheiros avançaram e chegaram tão próximo de onde estava Lampião que tiveram que recuar com tempo suficiente para se entrincheirarem e então atirarem em Lampião.

Você acredita nesta versão? Eu não.

Qual a pessoa inteligente e imparcial que acredita nestas anomalias que circundam a Grota de Angico? Sinceramente, não posso acreditar que ninguém neste mundo aceite uma distorção histórica de tamanha monta.

É por estas e outras fortíssimas razões que este velho Caipira de Poço Redondo, teima com convicção total e absoluta que a Grota de Angico é envolta em mentiras e mistérios. Meus amigos, eu posso garantir, se os depoimentos de Abdom, Panta e Balão forem verdadeiros, a morte de Lampião é tão misteriosa que a nossa pobre mente jamais conseguirá decifrá-la. Mas, por favor, não vamos perpetuar tantas e tantas mentiras e contradições.


A todos vocês o meu muito obrigado pela deferência.

Abraços!!!

Alcino Alves Costa
O Caipira de Poço Redondo >
alcino.alvess@gmail.com 

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Dois grandes defensores de Mossoró

Curiosidades sobre o soldado João Batista e o cabo "Pastel".

Soldado João Batista, Cangaceiro Jararaca e o Soldado João Arcanjo
(Foto de José Octávio)

O soldado João Batista nasceu no dia 24 de Junho de 1901, em Santana do Matos. Ingressou na Polícia Militar no ano de 1921 e em 1927 enfrentou, talvez, sua mais importante batalha em toda carreira policial, que foi a invasão do bando de Virgulino Ferreira, o Lampião, à cidade de Mossoró.

Entre outros, João Batista foi um dos valorosos componentes da PM que se juntou a população local para defender a cidade. O seu nome consta como participante da "Trincheira do Esgoto" onde fica a atual Praça Rodolfo Fernandes, conforme consta na relação gravada em placa afixada ao monumento existente ao lado da Igreja de São Vicente.

Com ímpeto forte e não querendo ver sua cidade saqueada pelos cangaceiros, João Batista não se aquietou e de acordo com o historiador Raul Fernandes, no seu livro A Marcha de Lampião - Assalto a Mossoró, também fez parte da trincheira comandada pelo próprio prefeito de Mossoró, Sr. Rodolfo Fernandes.

Já após a derrota do bando, que custou a vida do Cangaceiro Colchete e a prisão do cangaceiro Jararaca, o Soldado João Batista chegou a fazer parte da guarda do cangaceiro, enquanto esteve sob os cuidados da PM.

João Batista foi transferido para a reserva da PM em 31 de Julho de 1959, como terceiro sargento. Faleceu em 18 de Dezembro de 1990, aos 89 anos, em Mossoró, sendo considerado um homem bravo e corajoso, o que lhe permitiu em vida ser agraciado com uma medalha e certificado de honra ao mérito, pelos feitos durante a "Grande Resistência ao Bando de Lampião".

  Boletim Regimental que promoveu os soldados João Arcanjo e Minervino Fagundes

A histórica fotografia que aparece José Leite de Santana, o célebre cangaceiro Jararaca ao que parece foi tirada pelo fotografo J. Otávio. Alguns autores dizem que na verdade J. Otávio era apenas o dono do estúdio onde a foto foi revelada. De qualquer forma o crédito de autoria da foto deve ser dele. Ela consta em inúmeros livros, museus, etc.

TOXINA, com informações do Livro, 2º BPM, Notas para a História, de Antônio Nonato de Oliveira e do Coronel Ângelo, historiador da PM.

Cabo Pastel, o policial que matou Colchete


Rara fotografia do Sargento Pastel, autor da morte do cangaceiro Colchete

Acostumados a pilhar cidades inteiras, o bando do cangaceiro Lampião conheceu em Mossoró sua primeira derrota. Por volta de 16h:00 do dia 13 de Junho de 1927, Lampião e seus cangaceiros invadiam a cidade de Mossoró os quais foram recebidos e expulsos à bala pelos corajosos mossoroenses.

Entre os cidadãos que se encontravam nas várias trincheiras armadas pela cidade, estavam alguns policiais que pertenciam ao contingente policial local.

Um deles era o Cabo Leonel da Silva Pastel, pouco conhecido na história e cuja única fotografia foi descoberta tem pouco tempo pelo Coronel Ângelo, historiador da PMRN.

Conforme Boletim Oficial da PM, o Cabo Pastel teria sido o responsável pela morte do cangaceiro Colchete e também teria sido o autor da prisão de Jararaca, ferido no peito quando tentava ajudar seu companheiro Colchete.

Por tais razões, Pastel foi promovido ao Posto de Sargento, tudo isso registrado no Boletim Regimental da PMRN, nº 166, datado de 15 de Junho de 1927. Além disso, também foram promovidos ao Posto de Cabo, os soldados Minervino Fagundes e João Arcanjo, pela coragem com que ajudaram a população a enfrentar a investida do Bando de Lampião, tudo isso, registrado no Boletim Regimental nº 172, de 21 de Junho de 1927.

Outro policial que participou da defesa da cidade está na famosa foto em que Jararaca aparece ferido e escoltado por dois soldados. João Batista é o soldado que está com um pano amarrado no queixo motivado por uma forte dor de dente ou papeira e que também foi posteriormente promovido a sargento; chegou a ser agraciado com uma medalha da Prefeitura de Mossoró pelo reconhecimento a sua coragem e valentia no combate aos cangaceiros.

 Boletim Regimental que promoveu o cabo Leonel da Silva Pastel

O outro policial da foto, não mencionado nem mesmo pelos historiadores mais renomados é o soldado João Arcanjo. Depois de várias pesquisas nos arquivos históricos da PMRN, o Coronel Ângelo colheu informações precisas que indicam como sendo João Arcanjo o outro soldado que aparece na fotografia.


As informações são do historiador da PMRN, Coronel Ângelo Mário de Azevedo Dantas. Postado no Blog Toxina. página do pesquisador sargento Gama. Este fato dentre outros estarão com mais riqueza de detalhes no livro: Cronologia da PM/RN - de 1834 a 2009 do Cel. Angelo, que brevemente estará à venda.

Mas os Créditos são de: Nildo Alexadrino, que descobriu no Toxina, copiou e divulgou na Comunidade do Orkut Lampião, Grande Rei do Cangaço Clique, conheça e participe. 

sábado, 18 de setembro de 2010

Vem aí!

Série de entrevistas 

Não preciso dizer que o Cariri Cangaço 2010 além de se consolidar como maior evento do gênero foi mais uma excelente oportunidade para rever amigos, atualizar conhecimento, coleções e matar as minhas saudades do Crato (ai, como eu me sinto bem naquela atmosfera. Daniele não se esqueça do meu título de cidadão). Eu ainda não sei como expressar a intensidade da minha paixão por esta cidade.

Descendo das nuvens:

Levei comigo nosso eficiente gravador de bolso, selecionamos alguns dos grandes pesquisadores presentes no evento para que estes abordassem um pouco de suas obras, preferências e concepções sobre esta história tão instigante. E hoje um mês exato após o evento vamos conferir estas conversas de pé de ouvido.

Do tipo que: Quando pensamos que não há mais nada para surgir nem a acrescentar... uma bomba estoura, um novo ou um velho personagem é descoberto, teorias, tramas e mistérios infinitos saltam da obscuridão.

Alguns destes segredos  foram para o além junto com seus guardiões. Já outras são postas em questão.

Iniciamos ano passado com Antônio Amaury e Ângelo Osmiro, clique nos nomes para conferir.

Gostaríamos de ter abordado a todos. Colegas vão se perguntar por que fiquei de fora? Ôpa, é só por enquanto, não foi por preferência, jamais, foi questão de planejamento e desencontros mesmo.

O processo deu e ainda está dando uma trabalheira tremenda. Viemos nas últimas semanas dedicando horas para repassar "fielmente" os áudios para o PC, mas vai valer a pena. Se eu arquivasse mais três só ia publicar em Dezembro.

Enquanto a maioria está mais interessada no que planejam nossos pretensos governantes que tal descontrair um pouco com estes textos e descobrir o que planejam nossos pesquisadores?

As perguntas são basicamente as mesmas. Tento repassar o interesse dos leitores e consumidores. Haverá uma "quase unanimidade" em determinadas recomendações e cada um deixa uma prévia de seus projetos em andamento ou quase finalizados. Desta vez o desafio foi maior cruzamos a peixeira com sete distintos cavalheiros que já puseram no papel, no DVD e na rota do cangaço o resultado de sua paixão pela história do Cangaço.

Durante as próximas semanas entre um artigo e outro vamos publicar estes momentos de aprendizagem e admiração por estes confrades. Nossos questionamentos tem caracteristica de "feijão com arroz", mas aqui e acolá os entrevistados adicionam um tempero mais extravagante e se encarregaram de colocar uma pimenta, abrem o coração e desfilam suas convicções.

Os leitores e até mesmo o entrevistado poderá se surpreender ou não com repercussão de determinada resposta. Afirmo que as declarações contidas nestas são de inteira responsabilidade do entrevistado. Não foram inventadas nem sequer alteradas pelo Lampião aceso. Foram transcritas apartir de entrevista gravada com respectivo arquivo disponível para dirimir quaisquer dúvidas.

Palavras poderão gerar algum mal entendido. Porém não aceitaremos comentários de cunho agressivo estes deverão ser dirigidos aos emails de seus responsáveis.

Leiam, comentem!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Atenção, senhores colecionadores

Procurando literatura de Cordel? 

Abaixo, o Catálogo de Cordeis da Editora Luzeiro www.editoraluzeiro.com.br.

Os pedidos podem ser feitos ao poeta Varneci Nascimento, assistente Editorial da Luzeiro, pelo e-mail: varnecicordel@hotmail.com .

Ou se preferir vendas@editoraluzeiro.com.br
Pelos telefones: (11)5585-1800/5589-4342
Pelos Correios:
Editora Luzeiro/Setor de Vendas Rua: Dr. Nogueira Martins, 538
CEP.: 04143-020 Saúde
 São Paulo – SP

SELECIONAMOS SOMENTE OS RELACIONADOS AO CANGAÇO. PARA DEMAIS TÍTULOS ACESSE  O SITE DA LUZEIRO.
Obs: Cordéis de 32 páginas, com capa em quatro cores, ao preço unitário de R$ 3,00:

.......A Chegada de Lampião no Céu
.......A Chegada de Lampião no Inferno
.......A Chegada de Lampião no Purgatório
.......A Confissão de Antônio Silvino
...... A Volta de Lampião ao Inferno
.......Antônio Silvino – Vida, Crimes e Julgamento
.......Encontro de Lampião com Adão no Paraíso
.......História de Mariquinha e José de Souza Leão
.......Jerônimo, o Grande Herói do Sertão
.......Lampião e Maria Bonita no Paraíso
.......Lampião e sua História Contada Toda em Cordel
.......Lampião, o Rei do Cangaço
.......Maria Bonita a Mulher do Cangaço
.......O Cangaceiro Isaías
.......O Cangaceiro do Nordeste
.......O Encontro de Lampião com Dioguinho
.......O Encontro de Lampião com Saturnino no Inferno
.......O Grande Debate de Lampião com São Pedro
.......O Neto de José de Souza Leão
.......Os Cabras de Lampião (edição especial)
.......Uma das Maiores Proezas que Antônio Silvino fez no Sertão de Pernambuco
.......Vida, Vingança e Morte de Corisco

.......Visita de Lampião a Padre Cícero no céu Lançamento
.......Zé Baiano, Vida e Morte

Obs: Cordéis de 16 páginas, em formato pequeno (11X15) com capa em duas cores, ao preço unitário de R$ 2,00:

.......A Matança de Corisco Para Vingar a Morte de Lampião
.......O Encontro de Lampião com Antônio Silvino no Inferno
.......Nordeste, Terra de Bravos
.......O Encontro de Lampião com o Coronel Pinga-Fogo
.......Cangaço - Um Movimento Social



A dica eu pesquei no: Cordel Atemporal

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Scans

Jornal A Tarde, 11 de Setembro 2010





Créditos para o confrade Rubervanio "Rubinho" Lima que está gozando férias e prestigio na capital baiana.