Tenente Peregrino de Albuquerque Montenegro
A partir de 1915, ele se destacou na perseguição implacável a figuras como Lampião e Sinhô Pereira, com quem travou uma rivalidade que durou mais de dez anos. Peregrino comandava uma "volante" de 20 homens escolhidos a dedo.
Um erro de julgamento na Chapada do Araripe marcou sua carreira.
Ao tentar prender Rubião Ricarte por desacato (o rapaz estava embriagado), Peregrino foi surpreendido pelo irmão de Rubião, Raimundo Ricarte, que rendeu o Tenente com uma faca no pescoço. A fuga dos irmãos deu origem a um novo e perigoso bando de cangaceiros: os Ricartes.
Após o incidente com os irmãos Ricarte, a carreira de Peregrino Montenegro consolidou-se como uma das mais implacáveis do Sertão, marcada por missões de "limpeza" e confrontos diretos com rebeldes e cangaceiros.
Como Delegado Especial na cidade de Campos Sales, Peregrino recebeu ordens diretas para liquidar cangaceiros e ele eliminou bandos perigosos.
Um dos episódios mais memoráveis foi o confronto direto com o Tenente Tarquínio, da Coluna Prestes. Tarquínio o desafiou para um duelo no punhal, mas acabou sendo alvejado por um tiro de mosquetão e finalizado a golpes de faca.
A rivalidade com Chico Chicote, que foi encontrado morto em posição de tiro após o combate na fazenda Guaribas, teve a participação ativa das volantes que Peregrino ajudou a estruturar.
Nem tudo foi glória militar; Peregrino foi acusado de excessos graves contra civis e familiares de cangaceiros.
O caso mais famoso foi o ataque à família de Ioiô Maroto, em Belmonte (PE), onde sua volante teria agredido mulheres e idosos, o que motivou vinganças posteriores e críticas em jornais da época (como no jornal A Província).
Peregrino Montenegro sobreviveu a inúmeras emboscadas e tiroteios, consolidando-se como um dos raros oficiais que enfrentou Lampião, a Coluna Prestes e os coronéis rebeldes, saindo vivo para contar a história.
Postado originalmente pelo perfil "O cangaço pelo Nordeste Brasileiro!

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