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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Sátira

Fotos que intrigam...


Estaria Benjamim, falando ao celular em pleno 1936?!


OBS. Não levem a sério, é apenas brincadeira com as semelhanças. Se tiverem outras sugestões enviem para lampiaoaceso@hotmail.com

terça-feira, 3 de maio de 2011

Familiares

E o Barra Nova? 

O cangaceiro Barra Nova foi um dos cabras que deixou poucos relatos sobre sua vida. Sabe-se que andava diretamente no grupo de Lampião. E que o seu verdadeiro nome era Manuel Maurício.

A fotografia abaixo estava em seu embornal quando foi morto pelo tenente Zé Rufino e o próprio Zé a deu de presente, na década de 60, a João Maurício, filho do cangaceiro.


Sabonete, Barra Nova e Luis Pedro

Recentemente conheci o senhor José Aldino, residente no povoado Alto dos Coelhos, município de Água Branca, Alagoas, e foi ele quem me levou até o senhor João.

Conversamos durante algumas horas e várias passagens do cangaceiro me foram relatadas, desde os motivos que o levaram a entrar no cangaço, até a morte pelas mãos do famoso tenente Zé Rufino [em 1936]. A história tem muitos pormenores, assim como detalhes que ainda são inéditos e que estarão em breve registrados em um livro.

 Da esquerda pra direita: João de Sousa Lima, João (filho de Barra Nova) e José Aldino. 
João Maurício, exibe em suas mãos a foto postada no alto deste artigo e na fotografia grande um "retrato pintado" de Barra Nova.

José Aldino é um dos guardiões das histórias do Alto dos Coelhos, e atende a todos que buscam informações, com uma educação só encontrada nos homens sábios. Agradeço a fotografia a João Maurício e José Aldino. Em breve teremos um capítulo sobre a história de Barra Nova.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Acessório inseparável

Lampião e o seu "papo-de-ema"

Por Ivanildo Silveira


O renomado escritor Nertan Macedo, em seu livro" Cinco histórias sangrentas de Lampião ", pgs 42/43, nos brinda, com o seguinte fato sobre o Rei do Cangaço.

"...Nem sempre perpetrava Lampião simples matança sem sentido. O objetivo maior dos seus assaltos era o Saque e a pilhagem. Lampião gostava de ouro, e foi enriquecendo até que se tornou lendária a sua fortuna. Com efeito, durante a sua longa vida de crimes, ele roubou fazendas e povoados, até cidades. Levou muitos milhares de contos de réis dos velhos cofres sertanejos, e moedas de ouro avaramente amealhadas por Coronéis riquíssimos em suas fazendas antigas.

A fama da sua riqueza atraía novos adeptos ao bando, e também estimulava o desejo de perseguição no espírito dos soldados da volante. Todos queriam botar a mão no seu famoso PAPO-DE-EMA.

E o Papo-de-Ema era um pé de meia que Lampião carregava consigo, durante todo o tempo, costurado as vestes de seu próprio corpo.

Guardadas nessa misteriosa bisaca de pano, o chefe do cangaço levava centenas de notas de quinhentos mil Réis, que naquele tempo representava verdadeira fortuna. As moedas roubadas ele as distribuía com os companheiros, com as mulheres do bando, e com os pobres que lhe faziam pedidos de esmolas no meio das estradas. Estranha generosidade a do bandido caolho, que com uma das mãos saqueva comerciantes e com a outra distribuía favores. Lampião era, antes de tudo, um facínora sertanejo, um amealhador terrível de riquezas roubadas. Conta o escrivão José de Arimatéia que além do seu transportável Papo-de-Ema o chefe do cangaço tinha, em alguma parte do interior baiano, um esconderijo cheio de ouro...

Vê-se, na foto acima, Lampião pagando um coiteiro, utilizando, ao que tudo indica, a bolsa "Papo-de-Ema ", onde guardava só cédulas graúdas.

Essa foto foi feita em 1936, pelo árabe Benjamin Abrahão, no momento em que Lampião estava pagando a um coiteiro. Logicamente, para preservar a identidade do homem, a foto foi feita com ele de costas.

Quanto aos dois cangaceiros, que aparecem na foto, creio que se tratam de : Jurity (ao fundo), e Sabonete ( sentado ).