terça-feira, 30 de abril de 2019

Entrevista do cangaceiro “Cobra verde”

Entrou no cangaço para ganhar uns “cobres", e, na madrugada do tiroteio em angico, foi buscar o leite....!

Fonte: A Noite ( edição ..14/11/ 1938 ) Transcrição de Ivanildo Silveira



Cobra Verde tem apenas 21 anos de idade , segundo nos declarou. Há dois anos e 10 meses que é cangaceiro. Natural de Piranhas-AL, fazia parte do grupo de ‘Moreno’. O primeiro combate que teve foi no povoado Navio, com a força do sargento ‘Negrinho’.

Perguntamos a ele por que abandonou a vida pacata da cidade para viver como bicho na caatinga, ao que ele respondeu, em sua própria linguagem : “

"Eu era operário da Fábrica da Pedra [Delmiro Gouveia, AL] e ganhava de dez a quatorze mil réis por semana . Era um aperreio para mim, rapaz novo e que queria viver limpo como os outros . Era muito injustiçado na vida. Por isso resolvi ser bandido para ver se arranja uns cobres. Achei boa a vida. Cheguei a possuir dois contos de réis, fora o 'ouro'".

Conta que nunca maltratou alguém, e que vivia no cangaço só para arranjar “ uns cobres “. Disse que fez diversos saques, alguns com Luiz Pedro. No último apresentou aos bandidos, apenas nove contos de réis, escondendo o resto. O chefe era muito bom , mas era muito sabido.

Declarou-nos, ainda, que esteve no Combate de Angico (quando morreu Lampião ). Não dentro do cerco, mas fora porque fora buscar leite muito cedo para a tropa, a mandado do Capitão. Quando foi chegando no coito viu a bagaceira (tiroteio ) de longe, saiu correndo para a Fazenda Cuiabá onde encontrou Balão e outros que, igualmente, haviam fugido do tiroteio.

O Grupo – continua  - era composto de 42 homens e 7 mulheres. Com a morte de Lampião esfacelou-se o cangaceirismo no nordeste , porque era o “ chefe”  que fornecia e dava ordens a todos os grupos de cangaceiros.

O desejo de Cobra Verde é trabalhar honestamente. Não quer voltar para o sertão.

Certificado de reservista do exército de Cobra Verde.
Créditos Ciro Barbosa , grupo Viva Piranhas (Facebook).


OBS: Foto de Cobra Verde (autor desconhecido) por ocasião das entregas dos cangaceiros à polícia. Ano: 1938 no Quartel da polícia em Santana do Ipanema-AL.

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Cangaceiros

João Vital dos Santos, vulgo 'Tempestade'

Créditos: Guilherme Machado
com informações de Joel Reis e edição do Lampião Aceso.



Nasceu no município de Dois Riachos, Alagoas em 1901, dia e data desconhecidos. Tempestade militou no bando do cangaceiro Moreno, de onde foi expulso "por ser violento" e de dedo leve no manejo do revólver. Deixou o Cangaço e foi morar com sua família no lugar Ponta da Serra na divisa da Bahia e Sergipe entre os municípios de Serra Negra e Poço Redondo.

Nesta localidade ele teve problemas com o chefe político da região o Coronel João Maria. Tempestade largou a terra, filhos e sua mulher e foi trabalhar em Maceió, precisamente na segurança do Governador do Estado de Alagoas, Muniz Falcão.

Sebastião Muniz Falcão


De cangaceiro a Guarda-costas

Tempestade chegou em Maceió em 1950 e tomou partido e segurança de toda a carreira política do governador, no início de 1960. Um dos seus feitos foi ter atingido mortalmente um tenente do exército a mando do genro do governador, Robson Mendes.

O ex-cangaceiro fugiu para Pernambuco e ficou escondido na fazenda dos Muniz no município de Buique. Todavia, anos depois, foi preso e condenado a 59 anos de cadeia, e saiu nos anos 70

Emboscada

Ao sair da detenção a caminho de casa levou um tiro de espingarda calibre 12, teve parte do rosto destruído pelo tiro.

Tempestade morreu em Pedro Alexandre no dia 21 de abril de 1984 vitimado por um infarto. Segundo familiares sua angustia foi por não poder vingar se do tiro que levou a traição.

Ate hoje seus filhos e netos não o conhecem a história do cangaceiro ou agricultor João Vital dos Santos o 'Tempestade'.


OBS: O resumo acima me foi passado por sua filha Delfina Vital dos Santos hoje moradora de Delmiro Gouveia, Alagoas com informações da ex-cangaceira Aristeia.

terça-feira, 16 de abril de 2019

O Rei está morto

Jornais anunciam a morte de Virgulino Ferreira da Silva, "Lampião"

Confira a pesquisa do escritor Antonio Correia Sobrinho, com as manchetes de primeira página de jornais de todo o país que repercutiram os acontecimentos de Angico.

A ilustração faz parte do acervo do Lampião Aceso, então favor citar como fonte.

1. “O Estado” (SC) – Lampeão foi morto! Acender-se-á outro?
2. "Diário da Noite (RJ) – “Lampeão”, astro sangrento que se apagou!“



3. "A Noite” (RJ) – Morto Lampeão!




4. "O Globo" (RJ) – Livre o Nordeste do maior dos seus bandoleiros.
5. "O Imparcial" (MA) – Foi morto o bandido Lampeão.
6. “Correio da Manhã” (RJ) – Foi morto o Rei do Cangaço.
7. “Estado da Bahia” – Lampeão morreu.
8. "Correio do Povo" (SC) – O Nordeste livre de "Lampeão".



9. “Folha da Noite” (SP) – Surpreendido pela Polícia foi dizimado o bando de Lampeão.

10. "Folha da Manhã" (SP) – Noticia-se no Rio que Lampeão morreu.



11. "O Povo" (CE) – Decapitados Lampeão, sua mulher e nove comparsas.

12. "New York Times"Nº 1 bas man dies in his bed in Brazil (Homem mau "número um" morre em sua cama no Brasil).

13. “Diário de Notícias” (RJ) – Extingue-se o terror do Nordeste.
14. "Diário de Notícias" (AL) – O prefeito de Piranhas telegrafou às autoridades comunicando que chegou àquela cidade o tenente Bezerra trazendo as cabeças de Lampeão e de sua companheira Maria Bonita e mais nove bandidos, todos mortos no covil, onde se encontravam, quando foram surpreendidos pelas Forças Alagoanas. O tenente Bezerra foi ligeiramente ferido em combate.
15. "Jornal do Brasil” (RJ) – Após forte tiroteio com um grupo de bandoleiros, um contingente da Polícia alagoana matou Lampeão e onze cangaceiros.
16. "O Imparcial" (AL) – Tombou, afinal, o Rei do Cangaço! Lampeão, Luís Pedro, *Ângelo Roque, Maria Bonita e mais sete bandidos pela Polícia Alagoana. As Cabeças chegarão hoje a Maceió.
17. “Diário da Noite” (RJ) – Decapitados no próprio covil!
18. “Diário Carioca” (RJ) – Lampeão foi morto!
19. “Jornal do Comércio” (RJ) – A Morte de Lampeão.



20. “Diário de Pernambuco” (PE) – Lampeão e mais onze cangaceiros foram mortos pela polícia alagoana na Fazenda Angicos, em Sergipe.
21. “Correio do Paraná” (PR) – Abatido o “Rei do Cangaço”.
22. "A Tarde" (AL) – A notícia comunicada ao chefe de Polícia de Maceió - O comandante Lucena acaba de comunicar ao chefe de Polícia as mortes do bandido Lampeão, Maria Bonita, 'Ângelo Roque', e mais sete bandidos.
23. “Eu sei tudo: Magazine Mensal Ilustrado" (RJ) – É cercado e morto, com mais dez cangaceiros, No Lugar chamado Angicos, em 'Alagoas', o célebre Lampeão, o terror do Nordeste.
24. "O Lidador" (BA) – Lampeão morto!
25. “O Jornal” (RJ) – Mortos, no interior de Sergipe, Virgolino Ferreira, o Lampeão, sua companheira Maria Bonita e mais dez cangaceiros.
26. “A Batalha” (RJ) – Lampeão foi morto!
27. “Correio Paulistano” – Foi abatido, a tiros, pela polícia alagoana, o famigerado Lampeão.



28. “Jornal Pequeno” (PE) – Nordeste liberto do maior flagelo que pesava sobre a sua população.
29. “O Dia” (PR) – Morreu Lampeão!
30. “Gazeta de Notícias” (RJ) – O bandoleiro Lampeão está Morto
31. “A Notícia” (SC) – Foi morto Lampião!
32. “O Radical” (RJ) – De Maceió anunciam a morte de “Lampeão”
33. “O Imparcial” (RJ) – Morto o Rei do Cangaço
34. “O Cruzeiro” (Revista Do RJ) – Abatido o “Rei do Cangaço”
35. “A Gazeta” (SC) – Como foi abatido Lampião
36. “Pacotilha” (MA) – O Nordeste respirou tranquilo!
37. “A Ordem” (RN) – Lampeão foi morto com 11 bandidos, no local Angico, em Sergipe.



38. “Correio de Aracaju” (SE) – Foi, afinal, abatida a fera do Nordeste.



39. “O Nordeste” (SE) – Virgolino Ferreira (Lampeão) e dez de seus asseclas foram abatidos, na fazenda Angico, pelas forças da Polícia Alagoana, sob o comando de Tenente João Bezerra que serve as ordens do tenente coronel José Lucena na perseguição ao bandido. Estão de parabéns os sertanejos com a morte do monstro.


40. “Folha da Manha” (SE) – Com a morte de Lampeão e dos seus companheiros de mais confiança, desapareceu o maior flagelo do Sertão nordestino.

41. “O Clarim” (SE) – Lampeão apagou-se.



42. “Sergipe-Jornal” (SE) – O Nordeste livre da grande praga.

43. "Vamos Ler" (RJ) – O fim do Fantasma das caatingas.

terça-feira, 2 de abril de 2019

Alerta

Marco histórico pode ser destruído com construção de rodovia, no Cariri cearense

Obra pode acabar com monumento que marcou o coronelismo no Ceará. Órgão estadual, porém, garante que haverá análise para evitar prejuízos

Por Antonio Rodrigues, Diário do Nordeste

A construção de uma rodovia entre os municípios de Porteiras e Missão Velha preocupa pesquisadores do Cariri. A obra pode destruir um monumento histórico que marcou o coronelismo no Ceará. A via passará no local em que fora erguida, na década de 30, uma lápide em memória de Antônio Gomes Grangeiro. A história desse fazendeiro começou a ser desenhada no período de Lampião, no sertão cearense.



Destino

"Diga a ele, dona, que num precisa ter medo deu, não. Ele precisa ter cuidado é com 'os bonzinho' que vêm aí atrás", alertou Lampião a Maria Celina Grangeiro, esposa de Antônio Grangeiro, que havia fugido de casa ao perceber a aproximação do cangaceiro e seu bando. Os "bonzinhos", a quem se referia o Rei do Cangaço eram as volantes comandadas pelo tenente José Gonçalves Pereira, que foram ao Cariri "dar cabo" do próprio Antônio Grangeiro, e também do fiscal de tributos Antônio Marrocos de Carvalho e, principalmente, de Francisco Pereira de Lucena, o Chico Chicote. O episódio ficou conhecido como "Fogo nas Guaribas".

Na madrugada do dia 1º de fevereiro de 1927, os militares chegaram ao sítio Salvaterra, no Brejo dos Santos (atual cidade de Brejo Santo) e capturaram Antônio Gomes, seu sobrinho João Grangeiro e dois moradores, Aprígio Timóteo de Barros e Raimundo Madeiro Barros. Com mãos e pés amarrados com cordas, os quatro seguiram até o sítio Guaribas, no atual território do município de Porteiras, onde presenciaram cerca de 31 horas de troca de tiros entre as volantes e os capangas de Chico Chicote, que foi vencido. Ele foi encontrado morto, de joelhos, baleado no maxilar, no braço esquerdo e com tiro fatal no tórax.

Os quatro reféns, incluindo Antônio Grangeiro, que acompanhou o ataque ao casarão de seu compadre, Chico Chicote, foram mortos após o tiroteio. Por volta das 14 horas já do dia 2 de fevereiro, "os homens de Salvaterra" foram assassinados, degolados e incinerados. Depois, enterrados em valas comuns ali mesmo. Anos depois, no local onde estavam os corpos, João Gomes Grangeiro, filho do fazendeiro, ergueu uma lápide em memória do pai.

Os restos mortais ficaram por lá até a década 1980, quando a família os enterrou, em definitivo, no cemitério de Porteiras. Ali, foi erguida uma cruz, que se tornou um marco do "Fogo das Guaribas".

Importância

O administrador e gestor cultural Mano Grangeiro, neto de Antônio Grangeiro, acredita que aquela cruz é um marco para a história do País. "Aquilo tem um valor afetivo e histórico. Não nos pertence, e sim à história do Ceará, do País. Isso não foi um fato isolado. Não foi um acidente. É um fato ligado a diversos outros. Tem forte enraizamento nas questões políticas locais e estaduais da época. Destruir aquilo é destruir parte da história", enfatiza Grangeiro.

O temor de familiares e pesquisadores advém da demarcação da obra. No local, foram cravadas estacas que sinalizam onde deverá passar a pista. "Aquele mausoléu tem importância de caráter nacional, porque representa o modos operandi do coronelismo no sertão nordestino, especificamente no Cariri", acredita o pesquisador Bruno Yacub.

Os descendentes da família se mobilizaram para evitar que isso acontecesse. O próprio Mano conversou com a Prefeitura de Porteiras para ter acesso ao estudo topográfico. Até agora, sem sucesso.

A equipe do Diário do Nordeste entrou em contato com o Departamento Estadual de Rodovias (DER), que informou que aquele trecho da rodovia ainda encontra-se em fase de elaboração de projeto. "Toda e qualquer situação sobre esta rodovia encontra-se em análise e o DER evitará que qualquer traçado prejudique o mausoléu", garantiu em nota.

Assim como a residência onde morava Antônio Grangeiro, que se encontra preservada no Sítio Salvaterra, em Brejo Santo, o marco do antigo mausoléu é motivo de visita de inúmeros pesquisadores que passam pelo Cariri. "Têm o maior respeito por aquele lugar", ressalta Bruno.



 Pescadas in cariridasantigas.com.br


Já o casarão de Chico Chicote, que protagonizou o episódio, foi demolido na última década. "O 'Fogo nas Guaribas' é um grande exemplo da prática do coronelismo no Cariri cearense", completa o pesquisador. Na época que Antônio Grangeiro foi assassinado pela Polícia, sua esposa, dona Celina, estava grávida de cinco meses de Raimunda Grangeiro Neves, hoje com 92 anos, única filha viva do casal. Sua mãe morreu cinco dias após seu parto. Ela conta que a família ficou desamparada com a morte do fazendeiro e acabou se dispersando. As irmãs mais velhas casaram no ano seguinte à tragédia. "A família foi destruída", lembra.



Acervo Lampião Aceso

Contos do além-cangaço

Assombração no poço

por Wanessa Campos


Iniciamos uma pequena série sobre assombrações do Cangaço. Elas foram contadas por duas pessoas respeitadas: João Jurubeba e Amaury Corrêa. O primeiro, falecido, pertenceu as volantes e o segundo, sério pesquisador e escritor do Cangaço. No final, Valter Rosa Borges, respeitado parapsicólogo, explica o fenômeno:

Era uma noite de 1956. A temperatura estava quente numa localidade chamada Pau Ferro, próxima de outra chamada de Serrote Preto, Alagoas. Ali existia um poço conhecido como Avelino com água potável da melhor qualidade. Era costume de os moradores buscarem  água nesse poço, principalmente em época de seca. Assim fez Amália Araújo. Aquela noite, além de quente, havia lua cheia, céu sem nuvens. Pegou o pote, a rodilha e foi caminhando na terra esturricada em direção ao Avelino por volta das 20h.  A lua alta iluminava a estradinha estreita e deserta. Não fazia medo. Encheu o pote e fez o caminho de volta.

Mal deu alguns passos, ouviu barulho de gente falando alto. Estranhou, porque na ida não escutou nada. Procurou ouvir de onde vinha o barulho. Viu embaixo de uma árvore frondosa uma fogueira grande e ao redor dela, homens e mulheres conversando, rindo alto. Para espanto de Amália, todos vestiam roupas do Cangaço, inclusive bornais. Ela ficou paralisada. Controlou os nervos e os músculos. Não tremeu. O pote na cabeça não derramou uma gota d´água. Observou que alguém do grupo também a olhava sem dizer uma palavra. Ficaram assim se entreolhando por alguns instantes. Até que Amália se deu conta de que a fogueira estalava. Sinal que ia desabar. Não podia ser verdade. Lampião e o bando morreram havia 18 anos. Decidiu ir para casa. Chegando, colocou o pote no chão e foi se deitar. Não conseguiu dormir só pensando na cena. Não contou a ninguém, pois iriam dizer que estava louca. Não pregou o olho, até ouvir o galo cantar. O dia amanhecera. Levantou, fez o café e partiu para o Poço Avelino com pretexto de buscar água.

Foi até a árvore onde os “cangaceiros” estavam. Nenhum rastro, nenhuma brasa, nenhum pau queimado da fogueira. Nenhuma marca de alpercata, nenhum rastro. Nenhuma cinza. Nada…ela jamais esqueceu o que vira.  Sonho, não era possível….  Não teve coragem de contar a ninguém que viu assombração.  Muitos anos depois, resolveu contar. Disseram que foi visão.

Pescado sítio de comadre Wanessa

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Entre Maceió e Salvador...

... O traslado da cabeça de Lampião foi de caminhão, navio, ou... 

Transcrição de Antonio Correia Sobrinho


O jornal "CORREIO DA MANHÃ", no dia 13 de Agosto de 1938, assim noticiou:

Para o Museu do Serviço Médico- Legal
Chegaram à Bahia as cabeças de Lampião e Maria Bonita

Bahia, 12 (Havas) – Chegaram a esta capital de avião as cabeças de Lampião e Maria Bonita, recompostas pelo doutor Arnaldo Silveira, médico comissionado pelo governo para conseguir as mesmas para o museu do serviço médico legal.

Bahia, 12 (Havas) – Chegaram hoje, às nove horas, de avião, as cabeças de Lampião e Maria Bonita, trazidas pelo doutor Arnaldo Silveira, médico comissionado pelo governo para estudar os despojos do “rei do cangaço”.



O doutor Arnaldo Silveira recompôs as duas cabeças, tendo tirado modelagens em gesso que ficaram no Museu Arqueológico de Alagoas.

Falando à imprensa, o doutor Silveira declarou que teve grande trabalho para fazer a recomposição, pois as duas cabeças tinham todos os ossos fraturados, provavelmente devido a coronhadas de armas.
Acrescentou o Dr. Silveira que haviam desaparecido as obturações em ouro dos dentes de Lampião como também de sua companheira.



As cabeças de Lampião e de Maria Bonita ficarão no Museu do Serviço Médico do Estado.