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sábado, 14 de julho de 2018

Mais um evento na Bahia

Seminário 80 anos da morte de Lampião



Os 80 anos da morte de Virgulino Ferreira da Silva (Lampião) serão lembrados em seminário promovido pelo Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, de 24 a 26 de julho, sempre a partir das 16h30. No encontro, com inscrição gratuita, haverá exibição de vídeos, lançamentos de livros e conferências.

Serão palestrantes, os especialistas José Bezerra Lima Irmão, Oleone Coelho Fontes, José Dionísio Nóbrega e Renato Luiz Bandeira, com os respectivos temas: A figura de Lampião no contexto histórico e no ambiente em que ele viveu, Lampião no Cumbe do Major Antonino, Retrospectiva do Cangaço no Nordeste Brasileiro.

Para falar sobre Lampião, cangaceiro brasileiro que atuou no Nordeste Brasileiro, exceto Piauí e Maranhão, conhecido como o Rei do Cangaço, os escritores irão apresentar ao público o Lampião: homem e o mito; O Nordeste do início do século XX; O mundo dos coronéis, jagunços, vaqueiros, tropeiros, curandeiros, beatos, fanáticos, cantadores, repentistas, secas e epidemias; Como Virgulino se tornou Lampião; Principais combates de Lampião Lampião na Bahia; Maria Bonita, a primeira-dama do cangaço; Angico: o Armagedom na Caatinga.

Ao citar o escritor Oleone Coelho Fontes, autor de “Lampião na Bahia”, o também escritor Renato Bandeira, que escreveu o “Dicionário Biográfico dos Cangaceiros e Jagunços”, destaca na referida publicação: “Lampião era perceptivo, cauteloso, observador, inteligentíssimo, detalhista, ladino, estrategista de gênio, artificioso, líder inconteste, improvisador singular, carismático... Seus feitos foram muitos como cangaceiro e chefe supremo do cangaço. Foram atributos que lhe assegurou sobreviver a um cerco permanente que teve a longa duração em mais de duas décadas, de 1916 a 1938, travando mais de 200 combates com os quais se envolveu em seus 22 anos na vida de julho de 1938”.

A trajetória do Cangaço, desde o século XVIII até o final do movimento por volta de 1940 também será destaque no seminário. Cada personagem será abordado dentro de uma ordem cronológica que ajudará o público a compreender como se desenrolou a saga, compreendendo a importância de cada cangaceiro e de que forma eles atuavam dentro do movimento. Uma visão clara, sucinta e emocionante para reviver a passagem de Lampião, seus inimigos e aliados, na história do povo do Nordeste brasileiro.

A inscrição par o seminário pode ser feita clicando aqui – O IGHB é uma das instituições apoiadas pelo Fundo de Cultura/Estado da Bahia. Funciona de segunda a sexta, das 13h às 18h. Tel. 71 3329 4463/Assessoria: Cleide Nunes – 71 999745858.

terça-feira, 10 de julho de 2018

De hoje até quinta!

'Seminário Angico 80 Anos – O Crepúsculo do Cangaço' reflete sobre últimos dias de Lampião e seu bando

O evento em Salvador reúne nomes como Oleone Coelho Fontes, Luitgarde Cavalcanti Barros, Indaiá Santos, neta de Corisco e Dadá e outros.

Por James Martins www.metro1.com.br




O "Seminário Angico 80 Anos – O Crepúsculo do Cangaço", evento que tem o objetivo de refletir sobre a passagem do 80º ano da morte de Lampião, Maria Bonita e inúmeros outros integrantes do bando, acontece entre esta terça-feira (10) e a próxima quinta (12), na Biblioteca Central dos Barris, e reúne em sua programação palestras, exposições temáticas, comercialização de livros, exibição de filmes e performances musicais. 

Promovido pelo Centro de Estudos Euclydes da Cunha – CEEC/UNEB, a Biblioteca Pública do Estado da Bahia e o Centro de Memória da Polícia Militar do Estado da Bahia, o seminário conta com nomes como Luitgarde Cavalcanti Barros, escritora e antropóloga, Luciana Savaget, jornalista e escritora, Oleone Coelho Fontes, escritor, Vera Ferreira, jornalista e escritora, neta de Lampião e Maria Bonita, Indaiá Santos, neta de Corisco e Dadá, Dalton Soares, jornalista, José Bezerra Lima Irmão, escritor, Luiz Rubem Bonfim, escritor, e Perfelino Neto, radialista.

A abertura ocorrerá às 08h30 desta terça (10), na sala Kátia Matoso, 3º andar da Biblioteca Central, localizada à Rua General Labatut, nº 27, Barris. As inscrições, gratuitas, deverão ser feitas no local e a participação dá direito a certificado.

Surpreendidos na madrugada de 28 de julho de 1938, na Grota do Angico, situada na localidade de Porto da Folha, hoje cidade de Poço Redondo, em Sergipe, os cangaceiros percorriam os sertões de sete estados nordestinos – Alagoas, Bahia, Ceará Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe – e transgrediam as fronteiras e as leis, apoiados numa rede de colaboradores que incluía autoridades oficiais, grandes e pequenos proprietários de terras, poderosos comerciantes médios e remediados, camponeses e outras tantas categorias que compunham a sociedade rural sertaneja, nas décadas de 1920/30.

SERVIÇO
O QUÊ: Seminário Angico 80 Anos – O Crepúsculo do Cangaço
ONDE: Biblioteca Central dos Barris
QUANDO: De 10 a 12 de julho
QUANTO: Grátis!

Contato (71) 33215081 / 991823952 – CEEC/UNEB (Manoel Neto), 31176085 – BCB (Naiara – Diretora).

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Documentário

Feminino Cangaço

O Centro de Estudos Euclydes da Cunha apresenta o documentário “FEMININO CANGAÇO” dirigido por Lucas Viana e Manoel Neto, propõe uma reflexão crítica sobre a entrada das mulheres no cangaço, suas motivações, as superstições em torno delas, seus papeis dentro dos bandos, seus costumes, crenças e dramas pessoais.

Trata-se de melhor compreender a importância das mulheres na construção do que hoje entendemos como o fenômeno do cangaço e as destacar como sujeitos ativos desta história, mulheres que transgrediram os valores sociais de sua época e cuja força surpreende ainda nos dias atuais.