segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Uma fonte que seca

Nota de falecimento 

Caros amigos!

É com imensa tristeza que lhes transmito comunicado que acabei de receber do pesquisador Ângelo Osmiro que o amigo e filho João Souto cumpre o doloroso dever de anunciar o falecimento de seu pai o ex-cangaceiro Moreno, hoje as 9:30hs em Belo Horizonte. (Causa ainda não informada)

No próximo mês de novembro Moreno completaria 101 anos.

Como dirá Sérgio Dantas"A fonte está secando" Noticia difícil para quem teve, mas não criou uma oportunidade de conhecer um dos últimos ex cangaceiros viventes!

Vá com Deus poeta!

Antônio Inácio da Silva, O Moreno (1909 - 2010)  
Foto: Leonardo Lara

Votos de pesar aos meus amigos João Souto, Inacinho, Lili e a toda família!

2 comentários:

Juliana Ischiara disse...

Caros amigos e familiares de Moreno,

Quero externar todo o meu pesar, meus mais sinceros sentimentos a todos você. Sei o quanto é delicado este momento em que nos despedimos fisicamente daqueles que amamos. Mas tenham a certeza de que Deus os confortará, assim como guiará os passos do guerreiro Moreno rumo a eternidade.

Moreno não veio ao mundo e partiu dele de forma anônima, ele viverá para sempre na historiografia cangaceira, sendo imortalizado por seus feitos, seja como cangaceiro, seja como pai, marido e amigo.

Um abraço fraterno,

Juliana Ischiara
Quixadá-Ce

Leandro Cardoso Fernandes disse...

Caro Kiko. Gostaria de aproveitar este espaço para me irmanar no sentimento de perda com a família do Moreno. Moreno e Durvinha deixaram seus nomes na saga do cangaço e - graças a Deus - nós pudemos, de alguma forma, compartilhar de suas impressões, memórias, dissabores, testemunhando um final feliz para esta estória de sangue, suor, dor e coragem, que principiou há muito tempo atrás, quando no Nordeste o código penal era surra, bala e punhal. Tenho plena certeza que Seu Moreno e Dona Durvinha morreram realizados, pois apesar de terem visto suas famílias espicaçadas pelo chuço sangrento do Cangaço, puderam dar a bênção à um filho que julgavam perdido há muito tempo: o Inacinho. Ou seja: um final feliz, de reencontro e edificação, nesta que é uma das mais bonitas estórias que o cangaço nos deu.
Abraços a João, Preto, Murilo, Inácio, Neli e todos da família.
Leandro Cardoso Fernandes