quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Depois do evento...

No gabinete do "Coroné" 

Retornando pra casa, depois de mais um Cariri Cangaço, de Juazeiro do Norte até Aracaju, fizemos uma conexão em Fortaleza. Os horários incompatíveis exigiram quatro horas de espera.

Ainda bem, visse?

Sobrou para o amigo Ângelo Osmiro nos aturar dispensando o descanso de uma boa tarde de Domingo com a família em sua residência até o horário do próximo vôo. Tô de prosa.

Além do convite e hospitalidade ímpar o Coroné nos apresentou todo seu acervo, começando pelos principais exemplares de sua “modesta biblioteca” com mais de 470 títulos somente sobre cangaço.


Os demais se dividem em: Padre Cícero - outra paixão -, coronelismo, cultura popular e outros movimentos. Este número não inclui o acervo doado pela família do velho e inesquecível amigo Hilário Lucetti como já noticiamos anteriormente.

São muitos os confrades pesquisadores que visitam o famoso gabinete na "terra de Iracema" e ninguém passa por lá sem deixar seu registro no livro. Sempre solicito recebe inclusive estudantes a procura de informações seguras sobre o assunto.



Nesta mesma ocasião fomos presenteados com um trabalho de Ângelo em homenagem a Jaguaruana - Ceará terra natal do seu saudoso pai. O livro foi lançado em 2005.



Quem conhece suas coleções não tem como não se encantar com o bando dos cangaceirinhos dele. São souvenirs de tudo que é tamanho e matéria prima desde o frágil papel ao aço.

Fotografamos alguns dos mais interessantes. Fica a dica aí pra quem conhece o Coroné e quem sabe está em duvida como presenteá-lo. Vamos conferir?

Notaram a semelhança?













Biscuit.
 
O legado do Meste Vitalino.








Acharam pequena?
 
O que me dizem desta? Precisam ver os detalhes.
 


Zé Baiano foi recordação de Alagadiço/SE.



Madeira. Detalhe curioso das botas.
 
Parece metal, mas é papel.

 


Estilo terracota

O altar macabro

Aproveitando o embalo...

Apresento ao Coroné e aos amigos que apreciam o artesanato as novas do Galdino, artesão pernambucano. Ele moldou no barro uma série de cenas do cotidiano "até moderno" do rei do Cangaço com a irreverência e criatividade de quem se criou no Alto do Moura em Caruaru.

A famosa foto com a revista A Noite Ilustrada.





Balançando a rede para Expedita dormir.

Outro ângulo
 

Maria reforma os trajes do amado.

Mulher rendeira ensinando Lampião a rendar
 

A retribuição.

 
Lampião, Maria, Padre Cícero e Gonzagão


Amamentando Expedita.
 
De mãos dadas


Posando para Benjamim.



Brasilidade



Lampião embriagado

 
Veja mais visitando o: Sítio do Galdino

Um comentário:

garrido3 disse...

Caro amigo Kiko, creia sem a menor dúvida que muito mais importante do que a coleção de livros temáticos do Ângelo, é o modo cordial de como ele recebe a todos em sua casa. Aliás, não apenas ele, como também sua dileta esposa, Sra. Socorro, cujo tenho o imenso prazer de convivê-los a mais de dez anos. Nunca é demais lembrar que o meu querido " Cangaceiro Ângelo " felizmente foge à regra de alguns que hoje vivem às custas da memória de ex-cangaceiros, ex-volantes, familiares e vítimas do tema em si.


Charles Garrido
Fortaleza - Ce