Caminhos do Cangaço em Poço Redondo
No próximo mês de novembro, esqueçam a fadiga e o cansaço, e sigam a Poço Redondo para um edificante evento de Cangaço. Dois dias a programação, percorrendo a mataria e os caminhos do sertão, seguindo os antigos passos do bando de Lampião.
No roteiro tem Brió e uma morte de causar dó, tem Zé Joaquim cujo fuxico lhe deu fim, tem os Sete Umbuzeiros onde as duas volantes viram derramar seus sangreiros, tem a Cruz dos Nazarenos, tão grandes e ali tão pequenos.
No dia seguinte, já no clarear às janelas, a cabroeira vai seguir rumo ao Coito das Panelas. Mas antes do coito maior, um passeio ao arredor, em endereços de lutas e sangue pelo tempo em pó. Fazenda Paus Pretos e Areias, de memórias belas e tão feias, de muito roló sem solado, de muito calçado sem meias. Fazenda Santo Antônio e as Pias, onde a morte deu mais crias, um mundo de acabação, a dor maior no sertão.
Cinco corpos tombados, em cova rasa enterrados, fazendo da vida um nada e o fim de uma jornada. Nas beiradas do riacho, o Quatarvo tão conhecido, sepultura de Rosinha em local hoje esquecido.
Mas todos visitarão, durante dois dias nos passos do cangaço no sertão.
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quarta-feira, 25 de setembro de 2019
domingo, 13 de outubro de 2013
Crônica de uma expedição
Na rota dos primeiros passos de Lampião
Por: (*) Sérgio Dantas
Dia 20 de setembro de 2013. Chego ao Terminal Rodoviário de Serra Talhada por volta as 21:50h e ali já encontro os amigos Kiko Monteiro, Geziel Moura e seu filho Felipe. Os dois últimos, nortistas de Belém do Pará, fazendo uma das suas primeiras incursões pelo mega calor do sertão nordestino. Kiko, do ‘Lampião Aceso’, cabra já por demais calejado nas andanças pela caatinga, ansioso por rever velhos coitos e conhecer uns poucos novos.
Fizemos nosso “Quartel General” em Triunfo, pouso de clima mais ameno, cidade a pairar soberana sobre o horizonte de Pernambuco. “O ponto mais alto do Estado” – garantem os nativos e a Geografia nos confirma o dito. Estamos no Pajeú, próximos à divisa com a Paraíba, em meio a palcos de acontecimentos diversos na sangrenta epopeia do cangaço.
O nosso objetivo imediato seria o de visitar a maior quantidade possível de lugares relacionados ao início da ‘carreira’ de Lampião. Entre os dias 20 e 24 de setembro deste ano, caímos na estrada e tentamos levar a cabo a meta estabelecida.
Como é gratificante reencontrar amigos; ver a história de perto; criar imagens – mesmo que mentais - sobre os eventos que ocorreram neste ou naquele lugar. E lá fomos nós, decididos a fatiar o Pajeú; a aprender a ler as suas entranhas; a relembrar episódios que aprendemos através de livros sobre o tema.
Na manhã do dia 21, logo cedo, após lauto café-da-manhã, descemos a Serra da Baixa Verde e fomos ao nosso alvo: a casa de Luiz Gonzaga de Souza Ferraz, na agradável Terra das Pedras do Reino; São José do Belmonte. Viagem tranquila, sem sobressaltos. A Serra do Catolé um tanto à frente; bem mais à direita. Prosa boa, uma anedota aqui e ali, o amigo Kiko fazendo imitações de ‘personagens famosos’.
Em pouco estávamos diante do imponente casarão. Linhas originais conservadas, paredes de exagerada largura, o sótão com sua escadaria antiga – testemunha silenciosa daquele dia 20 de outubro de 1922. Recebidos pela professora Pergentina, atual proprietária do imóvel, podemos ver em detalhes toda a sua estrutura. Depois da inspeção ao velho sótão, de onde Gonzaga caiu para a morte nas mãos de Livino Ferreira e "Cajueiro", varejamos cada detalhe da construção centenária. A pequena câmera Sony H90 nas mãos de Kiko, registrando detalhes, imagens e falas.
De volta à Serra Talhada, parada no ‘Coringa’ para almoço. Depois, Cemitério, para visita ao túmulo de David Jurubeba. Daí, a viagem continua até a Pedreira de Zé Saturnino. Nesta, encontramos João Alves de Barros, filho do primeiro grande inimigo do rei do cangaço. Um pouco de prosa, e ele nos mostra, ao longe, o local da primeira tocaia, onde Antônio Ferreira saíra ferido. –“Ali na Serra Vermelha, e não naquelas pedras em cima da outra aí na beira da estrada, como tem uns mentirosos que contam”. Não soubemos identificar a quem o Sr. José Alves se referia, mas o fato é que ele estava certo. O combate foi na base da Serra Vermelha, onde, mais de trinta anos depois, foram encontrados um resto de punhal, uma espora e outras coisas de menor importância. As peças maiores nos foram mostradas. Tudo fotograficamente registrado.
Ainda na Pedreira, vimos, ao longe, o velho ‘Lero’, 94 anos, também filho de Zé Saturnino. ‘Lero’ não mais tange gado. Não consegue mais se por de pé sem a ajuda de um ‘andador’. Hoje o tempo lhe obrigada a apenas tanger a vida..
Mais adiante - depois de quase ‘150 porteiras’ a abrir e fechar -, chegamos à verdadeira fazenda Passagem das Pedras, margens do riacho de São Domingos. O veio d’água seco, areial puro, em virtude da prolongada estiagem. O cruzamos de carro e chegamos até a residência de Camilo Nogueira, que nos recebe com a simpatia de costume. Um ‘gentleman’ em pleno sertão. Ali do lado, os restos da casa onde nascera Virgolino Ferreira, o ‘Lampião’. Geziel não cabe em si de tanta felicidade ao pisar no solo onde seu principal ídolo abrira os olhos a primeira vez. Sensação única para o ‘cabra do Norte’.
...e alguns restos de telhas e tijolos atestam o local exato da casa dos Ferreira.
(Foto: Kiko Monteiro)
Olha a cara do paraense! Geziel todo prosa, sentado num velho tronco de cumeeira, contempla o lugar que deu origem ao brasileiro mais estudado de todos os tempos.
(Foto: Sergio Dantas)
No dia seguinte, mais viagens e visitas. Sítio dos Nunes e Serra Grande, primeiros pontos do roteiro. Trilha de barro a partir de Varzinha, até chegarmos ao pé da velha trilha para Betânia, onde foi deflagrado o primeiro tiro do grande combate de 26 de novembro de 1926. Serra Grande; quase 18 km de extensão. Combate na chã mais baixa, onde as duas partes altas do maciço se encontram e criam uma espécie de passagem natural para o lado sul. Já tinha estado lá uma vez. Na época, o acesso era mais fácil, pois ainda não existiam os trilhos da futura “Transnordestina”. Agora, a viagem até a serra, a partir da BR 232, tem que ser feita em grande parte a pé, debaixo de sol escaldante. Os trilhos cortaram a passagem que antes era praticamente livre: apenas uma cancela! Hoje chegar lá se tornou bem mais difícil. Afinal, como diria alguém, “o progresso tem que abrir mão da História”.
A tarde, mais lugares a ver. Paramos em Nazaré, solo dos mais devotados e ferrenhos perseguidores de Lampião. Rubelvan Lira – filho do saudoso tenente João Gomes de Lira – nos recebe. Pouco depois, vem ao nosso encontro o Sr. Ulisses, filho do valente Euclides ‘Flor’. E nos reclama: “deveriam ter avisado, para que a gente preparasse um almoço bom!”. A prova do bom e desinteressado hábito sertanejo de bem receber as visitas. Improvisou-se almoço. Comida excelente!
Uma visita ao cemitério velho. Fotos das lápides de Manoel Neto, Euclides Flor, Manoel Flor e Hildebrando Ferraz. O amigo da Terra do Açaí quase não quer sair do ‘campo santo’. Ali estão os restos de outros referenciais seus, notadamente Manoel Neto, o “Mané Fumaça”. E ainda havia mais a ver: os monumentos, a igrejinha, as relíquias fotográficas e materiais guardadas na casa de Zezinho. Emoção única ver e tocar na túnica militar de Odilon Flor, com suas divisas de sargento. Tudo registrado para a posteridade.
Depois, fazenda Tapera, de Manoel Gilo. Ali fomos muito bem recepcionados por Djalmir, neto de Cassimiro de Gilo, único sobrevivente do tiroteio que ali ocorrera em 26 de agosto de 1926. Djalmir, que trabalhava como motorista do sanfoneiro Dominguinhos, nos mostra tudo. Dos restos da casa às trincheiras naturais existentes nos barrancos de riacho próximo. De cartuchos encontrados entre os escombros da casa ao cemitério onde se sepultaram os corpos de Manoel Gilo e de outros mortos daquele violento dia de agosto. Depois do lanche, deixamos a fazenda já cumprimentando a noite.
Faltava Floresta do Navio. De última hora, resolvemos entrar na cidade e fazer uma visita a seu Neco - Manoel Cavalcanti de Souza-, último ‘nazareno’ vivo. ‘Neco de Pautília’. Apesar da saúde fragilizada, o velho combatente ainda relatou detalhes do combate de Maranduba, do qual participara sob as ordens do Coronel Liberato de Carvalho. “Morreram três cangaceiros: Sabonete, Catingueira e Quina-Quina” – relembra com alguma dificuldade. Saímos de Floresta com a triste impressão de que não veríamos o guerreiro mais uma vez. A vida e seu curso inexorável rumo ao desconhecido.
[OBS. Por conta do estado de saúde e principalmente por questão de ética não exibiremos a foto do amigo e velho guerreiro Neco. Apesar de termos tido autorização da família para registrar a visita.]
No dia 23, pela manhã, uma passadinha na Fazenda Abóboras, local de nascimento do famoso cangaceiro Sabino Gomes. Instalações amplas; bom exemplar da arquitetura do início do Século XX. A casa grande, embora reformada, guarda traços de sua grandiosidade original. Tudo fechado; um perdigueiro montando guarda. A nossa esquerda, a serra do Xique Xique, ao lado da Serra Talhada. Ali teve combate em 1925 e também estava em nossa relação de lugares a visitar.
Depois de uma passagem rápida pelo Museu do Cangaço de Serra Talhada, nos despedimos do amigo Kiko. Infelizmente o cabra não pode permanecer conosco até o final, sob pena de perder sua carona de retorno ao Sergipe.
A viagem continuou sem a animação do cabra ‘Gitirana’. Fomos a Xique Xique e podemos bem entender toda a dinâmica do combate ali havido em novembro de 1925. Um açude cobre parte do local, mas ainda é possível ver pedras da cerca natural e o paredão da serra. Ali morrera Ildefonso Flor, garoto imberbe, em seus 16 anos de vida. A serra ao lado, testemunha de tudo, em seu silêncio milenar.
O dia se completa com a ida à Baixa do Juá, próximo ao Tenório, onde fora baleado Livino Ferreira, irmão de Lampião, na data de 5 de julho de 1925. Aqui também a Transnordestina criou algum obstáculo para acesso. Mas cremos que valeu ir até o local, hoje tão esquecido pelos livros. Nos pareceu ainda virgem, intocado, caatinga bruta.
Para coroar a viagem, uma breve entrada na Paraíba. Terras de Princesa Isabel, feudo dos Pereira e dos Diniz. Uma passada em Patos do Irerê, onde reinou absoluto o Coronel Marcolino Diniz, sombria figura detentora do poder naquelas plagas. Na povoação, esquecida pelos homens e pelo tempo, a igrejinha singela – onde se conta ter acontecido o casamento do cangaceiro Meia-Noite. Um pouco fora do arruado, o casarão velho dos Patos que, se não cuidado a tempo, em breve será apenas um monte de entulho.
Muitos lugares, histórias várias. Porém, todos entrelaçadas pela presença constante de Lampião e seus cangaceiros. Bom visitar, conhecer, apreender as particularidades de cada sítio histórico, em particular. Em breve, outras viagens virão. Esperamos com as boas companhias desta. O alvo nos indica, a priori, o nordeste da Bahia. Encontraremos o momento certo para a incursão.
Sérgio Augusto de Souza Dantas
Natal, RN
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*Bacharel em Direito, pesquisador independente e autor dos livros “Lampião e o Rio Grande do Norte” (2005), “Antônio Silvino: O Cangaceiro, O Homem, O Mito” (2006) e “Lampião: Entre a Espada e a Lei” (2008). Clique Aqui e confira uma entrevista com SD
É permitida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, desde que citada a fonte e o autor.
Por: (*) Sérgio Dantas
Dia 20 de setembro de 2013. Chego ao Terminal Rodoviário de Serra Talhada por volta as 21:50h e ali já encontro os amigos Kiko Monteiro, Geziel Moura e seu filho Felipe. Os dois últimos, nortistas de Belém do Pará, fazendo uma das suas primeiras incursões pelo mega calor do sertão nordestino. Kiko, do ‘Lampião Aceso’, cabra já por demais calejado nas andanças pela caatinga, ansioso por rever velhos coitos e conhecer uns poucos novos.
Fizemos nosso “Quartel General” em Triunfo, pouso de clima mais ameno, cidade a pairar soberana sobre o horizonte de Pernambuco. “O ponto mais alto do Estado” – garantem os nativos e a Geografia nos confirma o dito. Estamos no Pajeú, próximos à divisa com a Paraíba, em meio a palcos de acontecimentos diversos na sangrenta epopeia do cangaço.
Kiko Monteiro, Sérgio Dantas e Geziel Moura traçam o mapa.
(Foto: Felipe Mauler)
O nosso objetivo imediato seria o de visitar a maior quantidade possível de lugares relacionados ao início da ‘carreira’ de Lampião. Entre os dias 20 e 24 de setembro deste ano, caímos na estrada e tentamos levar a cabo a meta estabelecida.
Como é gratificante reencontrar amigos; ver a história de perto; criar imagens – mesmo que mentais - sobre os eventos que ocorreram neste ou naquele lugar. E lá fomos nós, decididos a fatiar o Pajeú; a aprender a ler as suas entranhas; a relembrar episódios que aprendemos através de livros sobre o tema.
Na manhã do dia 21, logo cedo, após lauto café-da-manhã, descemos a Serra da Baixa Verde e fomos ao nosso alvo: a casa de Luiz Gonzaga de Souza Ferraz, na agradável Terra das Pedras do Reino; São José do Belmonte. Viagem tranquila, sem sobressaltos. A Serra do Catolé um tanto à frente; bem mais à direita. Prosa boa, uma anedota aqui e ali, o amigo Kiko fazendo imitações de ‘personagens famosos’.
Em pouco estávamos diante do imponente casarão. Linhas originais conservadas, paredes de exagerada largura, o sótão com sua escadaria antiga – testemunha silenciosa daquele dia 20 de outubro de 1922. Recebidos pela professora Pergentina, atual proprietária do imóvel, podemos ver em detalhes toda a sua estrutura. Depois da inspeção ao velho sótão, de onde Gonzaga caiu para a morte nas mãos de Livino Ferreira e "Cajueiro", varejamos cada detalhe da construção centenária. A pequena câmera Sony H90 nas mãos de Kiko, registrando detalhes, imagens e falas.
Fachada do casarão de Luiz Gonzaga de Souza Ferraz
(Foto: Kiko Monteiro)
Interior do casarão de Gonzaga
(Foto: Kiko Monteiro)
Sótão que Gonzaga tentou em vão usar como esconderijo.
(Foto: Kiko Monteiro)
De volta à Serra Talhada, parada no ‘Coringa’ para almoço. Depois, Cemitério, para visita ao túmulo de David Jurubeba. Daí, a viagem continua até a Pedreira de Zé Saturnino. Nesta, encontramos João Alves de Barros, filho do primeiro grande inimigo do rei do cangaço. Um pouco de prosa, e ele nos mostra, ao longe, o local da primeira tocaia, onde Antônio Ferreira saíra ferido. –“Ali na Serra Vermelha, e não naquelas pedras em cima da outra aí na beira da estrada, como tem uns mentirosos que contam”. Não soubemos identificar a quem o Sr. José Alves se referia, mas o fato é que ele estava certo. O combate foi na base da Serra Vermelha, onde, mais de trinta anos depois, foram encontrados um resto de punhal, uma espora e outras coisas de menor importância. As peças maiores nos foram mostradas. Tudo fotograficamente registrado.
Registrando a visita e agradecendo pelo depoimento do Sr. João Alves.
(Foto: Geziel Moura)
As pedras no sopé da Serra Vermelha.
Primeira refrega entre os Ferreira e José Saturnino.
(Foto: Kiko Monteiro)
Ferragem de um punhal encontrado no local acima há trinta anos.
(Foto: Kiko Monteiro)
(Foto: Kiko Monteiro)
Ruínas da Maniçoba da Pedreira (casa de Zé Saturnino).
(Foto: Kiko Monteiro)
Mais adiante - depois de quase ‘150 porteiras’ a abrir e fechar -, chegamos à verdadeira fazenda Passagem das Pedras, margens do riacho de São Domingos. O veio d’água seco, areial puro, em virtude da prolongada estiagem. O cruzamos de carro e chegamos até a residência de Camilo Nogueira, que nos recebe com a simpatia de costume. Um ‘gentleman’ em pleno sertão. Ali do lado, os restos da casa onde nascera Virgolino Ferreira, o ‘Lampião’. Geziel não cabe em si de tanta felicidade ao pisar no solo onde seu principal ídolo abrira os olhos a primeira vez. Sensação única para o ‘cabra do Norte’.
Riacho de São Domingos: há anos sem correr água!
(Foto: Kiko Monteiro)
Na casa que havia neste local nascera Virgolino.
Apenas o velho mandacaru...
(Foto: Kiko Monteiro)
(Foto: Sergio Dantas)
Nosso estimado Camilo Nogueira apresenta duas peças de um torno de madeira
que pertenciam a José Ferreira, pai de Lampião.
(Foto: Kiko Monteiro)
Antes de encerrar o dia de visitas, uma parada nas ruínas da casa de Dona Xanda, mãe de Saturnino. As paredes – antes marcadas por tiros – já praticamente caíram. Restos das brigas entre o cangaceiro famoso e José Alves de Barros, o Zé Saturnino. Já na saída do local, Geziel lembra-se de apanhar um pedacinho de tijolo para presentear um amigo: “entregue isto ao Dr. Ivanildo” – ele me pede. E completa: “já que ele nunca veio aqui, diga a ele que eu envio essa lembrança!”. Em Natal, dias depois, cumpri a missão a mim confiada.
Fazenda Pedreira. Ruínas da casa de dona Xanda.
(Foto: Kiko Monteiro)
(Foto: Kiko Monteiro)
Encomenda para Ivanildo Silveira. Camilo detalha o fabrico dos tijolos.
(Foto: Sérgio Dantas)
No dia seguinte, mais viagens e visitas. Sítio dos Nunes e Serra Grande, primeiros pontos do roteiro. Trilha de barro a partir de Varzinha, até chegarmos ao pé da velha trilha para Betânia, onde foi deflagrado o primeiro tiro do grande combate de 26 de novembro de 1926. Serra Grande; quase 18 km de extensão. Combate na chã mais baixa, onde as duas partes altas do maciço se encontram e criam uma espécie de passagem natural para o lado sul. Já tinha estado lá uma vez. Na época, o acesso era mais fácil, pois ainda não existiam os trilhos da futura “Transnordestina”. Agora, a viagem até a serra, a partir da BR 232, tem que ser feita em grande parte a pé, debaixo de sol escaldante. Os trilhos cortaram a passagem que antes era praticamente livre: apenas uma cancela! Hoje chegar lá se tornou bem mais difícil. Afinal, como diria alguém, “o progresso tem que abrir mão da História”.
Perto da Serra Grande. Agora, com um obstáculo a mais a transpor:
os trilhos da Transnordestina.
(Foto: Felipe Mauler)
(Foto: Felipe Mauler)
Na encosta da Serra Grande.
A tarde, mais lugares a ver. Paramos em Nazaré, solo dos mais devotados e ferrenhos perseguidores de Lampião. Rubelvan Lira – filho do saudoso tenente João Gomes de Lira – nos recebe. Pouco depois, vem ao nosso encontro o Sr. Ulisses, filho do valente Euclides ‘Flor’. E nos reclama: “deveriam ter avisado, para que a gente preparasse um almoço bom!”. A prova do bom e desinteressado hábito sertanejo de bem receber as visitas. Improvisou-se almoço. Comida excelente!
Com Ulisses Ferraz
mais que satisfeitos com o convite para o comes... e bebes também.
(Foto: Felipe Mauler)
Uma visita ao cemitério velho. Fotos das lápides de Manoel Neto, Euclides Flor, Manoel Flor e Hildebrando Ferraz. O amigo da Terra do Açaí quase não quer sair do ‘campo santo’. Ali estão os restos de outros referenciais seus, notadamente Manoel Neto, o “Mané Fumaça”. E ainda havia mais a ver: os monumentos, a igrejinha, as relíquias fotográficas e materiais guardadas na casa de Zezinho. Emoção única ver e tocar na túnica militar de Odilon Flor, com suas divisas de sargento. Tudo registrado para a posteridade.
O túmulo em destaque é onde repousam os restos mortais do lendário Manoel de Souza Neto e Hildebrando Ferraz.
(Foto: Sérgio Dantas)
(Foto: Sérgio Dantas)
Reencontro com o casal de amigos Iraci e Zezinho de Emília.
(Foto: Felipe Mauler)
Blusão militar ou gandola do Sargento Odilon Flor.
(Foto: Sérgio Dantas)
Nos despedimos do povo bom de Nazaré e tocamos a viagem até Caraíbas, palco de grande combatede 15 de fevereiro de 1926. Uma cerca de arame farpado nos impede de ir até o pé do serrote onde houve o confronto. Queríamos pelo menos um cartucho antigo, para presentear um amigo nosso. Mas nos contentamos em ver o local a algumas dezenas de metros.
O anfitrião Djalmir conta a tragédia que se abateu sobre a Família Gilo.
(Foto: Kiko Monteiro)
Em busca de vestígios, no local onde antes foi a casa da família Gilo.
(Foto: Kiko Monteiro)
(Foto: Kiko Monteiro)
Vestígios de 87 anos:
Cápsulas de balas de calibres diferentes.
(Foto: Kiko Monteiro)
(Foto: Kiko Monteiro)
A margem do Capim Grosso, riacho que corta a propriedade, serviu
como proteção para Lampião e os cabras. Assim como o São Domingos o Capim Grosso é mais um areal resultado da terrível seca.
(Foto: Sérgio Dantas)
Num pequeno cemitério dentro da propriedade jazem 11 vitimas de Lampião.
(Foto: Kiko Monteiro)
(Foto: Kiko Monteiro)
Faltava Floresta do Navio. De última hora, resolvemos entrar na cidade e fazer uma visita a seu Neco - Manoel Cavalcanti de Souza-, último ‘nazareno’ vivo. ‘Neco de Pautília’. Apesar da saúde fragilizada, o velho combatente ainda relatou detalhes do combate de Maranduba, do qual participara sob as ordens do Coronel Liberato de Carvalho. “Morreram três cangaceiros: Sabonete, Catingueira e Quina-Quina” – relembra com alguma dificuldade. Saímos de Floresta com a triste impressão de que não veríamos o guerreiro mais uma vez. A vida e seu curso inexorável rumo ao desconhecido.
[OBS. Por conta do estado de saúde e principalmente por questão de ética não exibiremos a foto do amigo e velho guerreiro Neco. Apesar de termos tido autorização da família para registrar a visita.]
No dia 23, pela manhã, uma passadinha na Fazenda Abóboras, local de nascimento do famoso cangaceiro Sabino Gomes. Instalações amplas; bom exemplar da arquitetura do início do Século XX. A casa grande, embora reformada, guarda traços de sua grandiosidade original. Tudo fechado; um perdigueiro montando guarda. A nossa esquerda, a serra do Xique Xique, ao lado da Serra Talhada. Ali teve combate em 1925 e também estava em nossa relação de lugares a visitar.
Chegando às Abóboras de Sabino
(Foto: Kiko Monteiro)
(Foto: Kiko Monteiro)
A casa-grande da fazenda Abóboras.
(Foto: Felipe Mauler)
(Foto: Felipe Mauler)
Depois de uma passagem rápida pelo Museu do Cangaço de Serra Talhada, nos despedimos do amigo Kiko. Infelizmente o cabra não pode permanecer conosco até o final, sob pena de perder sua carona de retorno ao Sergipe.
Fim de linha pra Kiko Monteiro. Visita ao acervo do museu do Cangaço
mantido pela Fundação Cabras de Lampião, na terra do Xaxado.
(Foto: Felipe Mauler)
(Foto: Felipe Mauler)
A viagem continuou sem a animação do cabra ‘Gitirana’. Fomos a Xique Xique e podemos bem entender toda a dinâmica do combate ali havido em novembro de 1925. Um açude cobre parte do local, mas ainda é possível ver pedras da cerca natural e o paredão da serra. Ali morrera Ildefonso Flor, garoto imberbe, em seus 16 anos de vida. A serra ao lado, testemunha de tudo, em seu silêncio milenar.
Geziel Moura pega um bronze
as margens do açude do Saco, em Xique-Xique. .
as margens do açude do Saco, em Xique-Xique. .
(Foto: Sérgio Dantas)
O dia se completa com a ida à Baixa do Juá, próximo ao Tenório, onde fora baleado Livino Ferreira, irmão de Lampião, na data de 5 de julho de 1925. Aqui também a Transnordestina criou algum obstáculo para acesso. Mas cremos que valeu ir até o local, hoje tão esquecido pelos livros. Nos pareceu ainda virgem, intocado, caatinga bruta.
Baixa do Juá (ou Tenório),
local do combate onde Livino foi ferido de morte.
local do combate onde Livino foi ferido de morte.
Para coroar a viagem, uma breve entrada na Paraíba. Terras de Princesa Isabel, feudo dos Pereira e dos Diniz. Uma passada em Patos do Irerê, onde reinou absoluto o Coronel Marcolino Diniz, sombria figura detentora do poder naquelas plagas. Na povoação, esquecida pelos homens e pelo tempo, a igrejinha singela – onde se conta ter acontecido o casamento do cangaceiro Meia-Noite. Um pouco fora do arruado, o casarão velho dos Patos que, se não cuidado a tempo, em breve será apenas um monte de entulho.
Igrejinha de Patos de Irerê: infinitas histórias!
(Foto :Sérgio Dantas)
Dentro desta capela encontra-se o túmulo do Cel.
Marcolino Diniz e de sua esposa "Xandu".
(Foto: Sérgio Dantas)
Casa de Marcolino Diniz
(Foto: Felipe Mauler)
Casarão dos Patos de Irerê.
(Foto: Felipe Mauler)
(Foto: Felipe Mauler)
Muitos lugares, histórias várias. Porém, todos entrelaçadas pela presença constante de Lampião e seus cangaceiros. Bom visitar, conhecer, apreender as particularidades de cada sítio histórico, em particular. Em breve, outras viagens virão. Esperamos com as boas companhias desta. O alvo nos indica, a priori, o nordeste da Bahia. Encontraremos o momento certo para a incursão.
Sérgio Augusto de Souza Dantas
Natal, RN
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*Bacharel em Direito, pesquisador independente e autor dos livros “Lampião e o Rio Grande do Norte” (2005), “Antônio Silvino: O Cangaceiro, O Homem, O Mito” (2006) e “Lampião: Entre a Espada e a Lei” (2008). Clique Aqui e confira uma entrevista com SD
É permitida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, desde que citada a fonte e o autor.
terça-feira, 10 de abril de 2012
Personalidades na rota
Da Pedra do Reino às pedras de Angico
Por Jairo Luiz
Hoje foi um grande dia para todos nós que amamos a Cultura Brasileira e em especial aqueles que gostam da Cultura Nordestina. Pela 1ª vez o grande Mestre Ariano Suassuna, esteve na Grota de Angico - ROTA DO CANGAÇO XINGÓ - para gravar o documentário chamado " Visões do Brasil" produzido pelo SESC.
Foi indescritível fazer a Trilha de Angico com o Mestre Ariano no auge dos seus 85 anos de idade e de muita sabedoria.
Por Jairo Luiz
Hoje foi um grande dia para todos nós que amamos a Cultura Brasileira e em especial aqueles que gostam da Cultura Nordestina. Pela 1ª vez o grande Mestre Ariano Suassuna, esteve na Grota de Angico - ROTA DO CANGAÇO XINGÓ - para gravar o documentário chamado " Visões do Brasil" produzido pelo SESC.
Foi indescritível fazer a Trilha de Angico com o Mestre Ariano no auge dos seus 85 anos de idade e de muita sabedoria.
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Resgate de fotos históricas 3
Novos achados do "C.S.I." Rubens Antonio
Complementando este primeiro artigo Clique aqui Eis a única foto existente... de João Biano da Silva um dos matadores do cangaceiro 'Arvorêdo':
Muito chamado por "João Biana" é uma alteração posterior ao evento da morte de Arvoredo. O nome correto é João Biano da Silva. Uma imagem cuja dificuldade para conseguir foi grande, mas, graças ao senhor Raimundo, de Jaguarari, ex-cunhado de João Biano, e a gentileza imensa dos filhos deste valente sertanejo.
No texto de Oleone Coelho Fontes, em seu livro "Lampião na Bahia", aparecem os matadores citados como Xisto e João Martins da Silva... Este erro apenas reproduz o cometido pelo coronel Alfredo Barbosa, de Jaguarary, que, à época do evento, relatou-o, errando no nome de João. João Biano está enterrado na Fazenda Saco, em Jaguarari.
Partícipe, com o amigo João Biano, na morte do cangaceiro Arvoredo, logo abaixo é também a única foto restante de Cícero Ferreira, o Xisto.
Nova dificuldade para consegui-la, mas graças ao sobrinho sr. Messias, e à filha adotiva daquele, a "Neguinha", consegui esta imagem. Xisto está sepultado na Fazenda Mulungu, em Jaguarari.
Viveu para contar história
Pretende explorar a Lagoa do Lino?
Precisei de quatro viagens para localizar esta importante Fazenda. Local da morte dos cangaceiros AZULÃO, MARIA DORA, CANJICA E ZABELÊ, em combate com Zé Rufino em 1933.
Ela aparece na literatura como situada nos municípios de Miguel Calmon, Serrolândia, Mairi, Várzea do Poço, Várzea da Roça e Jacobina...
A realidade:
1 - Ela está na divisa entre os municípios de Várzea do Poço e Serrolândia, em área de litígio entre ambos.
2 - Fica mais próxima ao povoado de Maracujá, que pertence ao Município de Serrolândia, mas é mais próxima se acessada pelo Município de Várzea do Poço.
3 - Mudou de nome para Fazenda Santa Mônica.
Obs. os cangaceiros, aliás as cabeças destes não estão enterradas lá ok. Foram parar no instituto Nina Rodrigues e desde 1969 juntamente com o grande Chefe para o cemitério Quinta dos Lázaros na baixa das quintas bairro da capital baiana.
Que visitar os túmulos? Siga o mapa.
Para se chegar à sepultura das cabeças dos cangaceiros Azulão, Zabelê, Canjica e Maria, inumadas em 1969, segue-se adiante. Passa-se pela capela do cemitério e, após a mesma, vira-se à esquerda. As sepulturas estão na parte inferior do segundo bloco gavetas ou carneiras à direita.
Eis o aspecto dos túmulos.
Aproveite e conheça o jazigo do célebre "Corisco".
Agora... fica fácil para todo mundo.
É mais uma iniciativa pró-memória... É uma espécie de salvamento...
A velocidade com que as coisas estão se perdendo impressiona..
Acreditem... Tem criança, em sítio importante do Cangaço, que acha que "cangaceiro" é:
- Espécie de passarinho
- Fantasia de folclore... e só... Sem qualquer vínculo histórico...
Nadem no açude do confrade Rubens: Cangaço na Bahia
Muito chamado por "João Biana" é uma alteração posterior ao evento da morte de Arvoredo. O nome correto é João Biano da Silva. Uma imagem cuja dificuldade para conseguir foi grande, mas, graças ao senhor Raimundo, de Jaguarari, ex-cunhado de João Biano, e a gentileza imensa dos filhos deste valente sertanejo.
No texto de Oleone Coelho Fontes, em seu livro "Lampião na Bahia", aparecem os matadores citados como Xisto e João Martins da Silva... Este erro apenas reproduz o cometido pelo coronel Alfredo Barbosa, de Jaguarary, que, à época do evento, relatou-o, errando no nome de João. João Biano está enterrado na Fazenda Saco, em Jaguarari.
Partícipe, com o amigo João Biano, na morte do cangaceiro Arvoredo, logo abaixo é também a única foto restante de Cícero Ferreira, o Xisto.
Nova dificuldade para consegui-la, mas graças ao sobrinho sr. Messias, e à filha adotiva daquele, a "Neguinha", consegui esta imagem. Xisto está sepultado na Fazenda Mulungu, em Jaguarari.
Viveu para contar história
Pretende explorar a Lagoa do Lino?
Precisei de quatro viagens para localizar esta importante Fazenda. Local da morte dos cangaceiros AZULÃO, MARIA DORA, CANJICA E ZABELÊ, em combate com Zé Rufino em 1933.
Ela aparece na literatura como situada nos municípios de Miguel Calmon, Serrolândia, Mairi, Várzea do Poço, Várzea da Roça e Jacobina...
A realidade:
1 - Ela está na divisa entre os municípios de Várzea do Poço e Serrolândia, em área de litígio entre ambos.
2 - Fica mais próxima ao povoado de Maracujá, que pertence ao Município de Serrolândia, mas é mais próxima se acessada pelo Município de Várzea do Poço.
3 - Mudou de nome para Fazenda Santa Mônica.
Obs. os cangaceiros, aliás as cabeças destes não estão enterradas lá ok. Foram parar no instituto Nina Rodrigues e desde 1969 juntamente com o grande Chefe para o cemitério Quinta dos Lázaros na baixa das quintas bairro da capital baiana.
Que visitar os túmulos? Siga o mapa.
Guia geral do Cemitério Quintas dos Lázaros,
indicando a localização das sepulturas dos cangaceiros:
indicando a localização das sepulturas dos cangaceiros:
Para se chegar à sepultura das cabeças dos cangaceiros Azulão, Zabelê, Canjica e Maria, inumadas em 1969, segue-se adiante. Passa-se pela capela do cemitério e, após a mesma, vira-se à esquerda. As sepulturas estão na parte inferior do segundo bloco gavetas ou carneiras à direita.
Eis o aspecto dos túmulos.
Aproveite e conheça o jazigo do célebre "Corisco".
Este mausoléu fica logo após a entrada do cemitério,
virando-se à direita, na segunda fileira de sepulcros
virando-se à direita, na segunda fileira de sepulcros
Agora... fica fácil para todo mundo.
É mais uma iniciativa pró-memória... É uma espécie de salvamento...
A velocidade com que as coisas estão se perdendo impressiona..
Acreditem... Tem criança, em sítio importante do Cangaço, que acha que "cangaceiro" é:
- Espécie de passarinho
- Fantasia de folclore... e só... Sem qualquer vínculo histórico...
Nadem no açude do confrade Rubens: Cangaço na Bahia
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segunda-feira, 16 de maio de 2011
Nobres iniciativas de um pesquisador
Pelo andar da carruagem e andanças do vaqueiro Rubens a Memória do cangaço será ressuscitada em Juazeiro, Jaguarari (BA) e região
1º Clique e reveja a matéria Fogo da Abóbora, 82 anos
2º O pedido - Ação de nosso confrade Rubens Antonio (Foto).
Saudações Amigos e Amigas
Abóbora ou Abóboras era pertencente ao Município de Jaguarari/BA à época do fogo. Passou a pertencer ao Município de Juazeiro.
Conversei com gente apropriada do município de Juazeiro que anotaram os dados e estão mandando confeccionar uma cruz com nome, apelido, data de falecimento, do cangaceiro "Mergulhão".
Também olharão o em torno e pensarão algo para a sepultura, em termos de composição mineral.
As ideias estão fluindo e também e conversarei com a assessoria do prefeito, Sr. Isaac Cavalcante, para ver como poderemos dar mais destaque ao sítio. Ainda esta semana, é provável que eu converse com algum secretário.
O objetivo é arregimentar crianças para servirem de guia darem informações a quem visita o povoado. Na verdade, temos que dar um jeito de atrair turistas para aquele distrito.
E, ainda em termos de artesanato, provavelmente o Núcleo de Artesanato Mineral de Juazeiro começará a preparar peças referentes ao Cangaço.
Mais uma coisa:
O pessoal de Juazeiro está pensando em também revitalizar a sepultura do cangaceiro Arvoredo.
Meu desejo é mais amplo... é a criação da Rota do Cangaço em importantes cidades da Bahia. Com as seguintes Estações:
2º A intervenção já começa a dar resultados, eis um comunicado do pesquisador enviado hoje.
Um abração Rubens Antonio.
- Professor e palestrante sobre História Geológica da Bahia, Antropologia, Geologia, Epistemologia, Metodologia do Trabalho Científico, História da Ciência.
1º Clique e reveja a matéria Fogo da Abóbora, 82 anos
2º O pedido - Ação de nosso confrade Rubens Antonio (Foto).
Saudações Amigos e Amigas
Abóbora ou Abóboras era pertencente ao Município de Jaguarari/BA à época do fogo. Passou a pertencer ao Município de Juazeiro.
Conversei com gente apropriada do município de Juazeiro que anotaram os dados e estão mandando confeccionar uma cruz com nome, apelido, data de falecimento, do cangaceiro "Mergulhão".
Também olharão o em torno e pensarão algo para a sepultura, em termos de composição mineral.
![]() |
| Aspecto atual da sepultura do cangaceiro Mergulhão |
As ideias estão fluindo e também e conversarei com a assessoria do prefeito, Sr. Isaac Cavalcante, para ver como poderemos dar mais destaque ao sítio. Ainda esta semana, é provável que eu converse com algum secretário.
O objetivo é arregimentar crianças para servirem de guia darem informações a quem visita o povoado. Na verdade, temos que dar um jeito de atrair turistas para aquele distrito.
E, ainda em termos de artesanato, provavelmente o Núcleo de Artesanato Mineral de Juazeiro começará a preparar peças referentes ao Cangaço.
Mais uma coisa:
O pessoal de Juazeiro está pensando em também revitalizar a sepultura do cangaceiro Arvoredo.
Aspecto da sepultura de Arvoredo, em Jaguarari.
Meu desejo é mais amplo... é a criação da Rota do Cangaço em importantes cidades da Bahia. Com as seguintes Estações:
- Abóboras - Sítio da batalha e sepultura de Mergulhão
- Barrinha - Sítio local da morte de Arvoredo
- Jaguarari - Sepultura de Arvoredo
- Itiúba - visita à Calçada de Pedra... sítio de uma trincheira de Aristides... e à residência fortificada do mesmo.
- Queimadas - Cadeia municipal ainda preservada como na época do massacre...
2º A intervenção já começa a dar resultados, eis um comunicado do pesquisador enviado hoje.
Prezados amigos e amigas
"Fui hoje informado pelo pessoal da prefeitura de Juazeiro que está já confeccionada uma cruz apropriada para marcar o local da sepultura. Esta será colocada em evento apropriado.
Assim que o mesmo se realize, passarei a vocês fotografias do evento".
Que tal... para começar? Estou tentando.pessoal... Quem quiser colaborar... Estou aqui historiageologica@gmail.com
Um abração Rubens Antonio.
- Professor e palestrante sobre História Geológica da Bahia, Antropologia, Geologia, Epistemologia, Metodologia do Trabalho Científico, História da Ciência.
"O Lampião Aceso e obviamente os cangaceirólogos de todo o país parabenizam e agradecem o cuidado, entusiasmo e determinação do Sr. Rubens Antonio, bem como as autoridades dos respectivos municípios".
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