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segunda-feira, 25 de julho de 2022

SAINDO DO FORNO!

 Novidades literárias que estarão na ´latada´ do "Cariri Cangaço Piranhas - 2022"

"Lampião e Benjamim Abraão - Uma das mais importantes reportagens fotográficas dos últimos tempos" ; de Angelo Osmiro Barreto.

 


O historiador, pesquisador e escritor Angelo Osmiro Barreto, nos brinda a todos com mais um importante trabalho literário saído da sua talentosa lavra.

Publicação com o prestigioso selo da Editora Sebo Vermelho, de Natal, RN. Adquira entrando em contato com o autor: (85) 99987-1646

Ângelo Osmiro, entre inúmeras outras atribuições, é presidente do insigne Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará - GECC.


"Manoel Neto no rastro de Lampião"; de Leonardo Ferraz Gominho.

 


Interessado? Pode enviar mensagem via zap (82) 99949 - 9831. R$ 60,00 (incluso correio), pagamento por PIX ou depósito em conta corrente Banco do Brasil ou Caixa Econômica.

 

“Lampião e a aliança de Gonzaga”; Novo livro de Valdir Nogueira

 


No alvorecer do dia 20 de outubro de 1922 a pacata cidade de São José do Belmonte teve a sua paz abalada ante a invasão e um massacre impiedoso, impetrado por um bando de cangaceiros que tinha como objetivo específico dar um fim a vida do industrial e bem sucedido coronel Luiz Gonzaga Gomes Ferraz. Envolvendo as duas tradicionais famílias do lugar, Pereira e Carvalho, esse triste episódio por muito tempo permaneceu velado na cidade, deixou cicatrizes profundas. Até hoje, há quem se emocione ou evite falar sobre o fato que espalhou sangue e dor pelo município.

Assim como outros pesquisadores, desvendando mistérios, Valdir Nogueira, tenta elucidar, através dessa sua nova obra literária, a grande trama que foi o cruel assassinato, daquele que tentou desenvolver São José do Belmonte: Luiz Gonzaga Gomes Ferraz, empresário ousado e empreendedor, um homem que ascendeu socialmente por esforço próprio, e que, infelizmente, teve a sua vida ceifada pelas balas assassinas do famigerado banditismo.

Sobre o novo livro de Valdir comentou o historiador e escritor Sérgio Augusto de Souza Dantas, prefaciador da referida obra:

“O presente trabalho chega em excelente hora. Pretende o autor – e o consegue com êxito – analisar devidamente um dos icônicos eventos protagonizados por Lampião, quando ainda incipiente chefe de grupo de cangaceiros e recém egresso da confraria capitaneada pelo célebre Sebastião Pereira, o “Sinhô”. Sem dúvida, cuida o presente trabalho do mais ousado episódio do início da carreira do hoje famoso cangaceiro pernambucano. Evento importante, mas que tem sido repetidamente desconsiderado pelos estudiosos do controvertido personagem. O assalto a Belmonte e o consequente assassinato de importante figura política do lugar – não nos custa destacar – são marcos em sua turbulenta vida de crimes. Será através destas duas ações que o apelido “Lampião” se consolidará em definitivo pelos sertões”.

A apresentação é do artista plástico Manuel Dantas Vilar Suassuna, e Orelha do historiador e escritor Igor Cardoso, ora editado sob a chancela do Centro De Estudos De História Municipal - CEHM, que promete trazer luz a um dos mais polêmicos episódios do cangaço, que no dia 20 de outubro do corrente ano completará 100 anos.

Para adquirir entre em contato com o autor pelo (87) 99652-9650

"Lampião: a construção de um mito" ; de Maria Otilia Souza.


 


Nesta obra, da  professora e escritora capelense Maria Otília Cabral Souza, que tem apresentação do ilustre Dr. Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço; a autora aborda a criação da imagem de Lampião como elemento simbólico do Nordeste, e por esse viés semiótico mostra os elementos que influenciaram esse processo, a exemplo da fotografia e seu caráter simbólico na construção e perpetuação do mito Lampião, a literatura de cordel como gênero épico na construção do herói popular, a visão midiática que o cinema propõe e sua postura crítica, a visão romanceada do herói bandido no romance e na música e por último, o papel da cultura de massa na descaracterização de Lampião.

Segundo a autora, "O desejo de transformar pessoas complexas e lendárias como Lampião em imagem símbolo torna-se cada dia mais forte, e na fronteira entre o passado e o presente quando impera o desconhecimento predomina a necessidade de reinventa-lo. Não importa ser, importa parecer. É nesse momento que o passado histórico doloroso se perde ancorado em novas interpretações. Destroem-se os valores históricos e se refaz uma nova imagem de Lampião. Ele se transforma em um produto de consumo exótico, extravagante e deixa para trás sua história, sua verdade.

Nesta obra a autora dá relevante destaque a dois importantes episódios de Lampião em Capela. História que há mais de 90 anos encontrava -se esquecida.

Após árdua tarefa de compilar informações, dirimir dúvidas, filtrar narrativas passadas, na incessante busca da verdade comparada, procurou narrar com extrema fidelidade fatos já conhecidos e vários outros inéditos com riqueza de detalhes e registros fotográficos desses dois episódios: Uma entrada inesperada em 1929 e uma tentativa frustrada em 1930 graças a coragem dos capelenses que lutaram com heroísmo em defesa da cidade.

A obra está à venda ao preço de R$ 50,00 + R$ 13,00 = 63,00 para qualquer parte do Brasil. Pix (79) 9 9909-6309.

"Quem Matou Delmiro Gouveia?", de Gilmar Teixeira.

 


A obra que está em sua segunda edição, traz um dos mais polêmicos episódios do começo do século passado, quando o um dos mais ousados empreendedores da história do nordeste, o cearense de Ipu, Delmiro Gouveia é alvejado a bala na varanda de seu chalé, no final da tarde, na localidade de Pedra, atual Delmiro Gouveia.

O livro é uma verdadeira odisseia na busca da elucidação dos fatos, confrontando depoimentos e notícias da época, rastreando fatos que passaram despercebidos quando ainda no calor dos acontecimentos. Vale a boa leitura e o conhecimento dos registros. Agora é esperar o lançamento do livro de Gilmar Teixeira e colocar mais lenha na fogueira das "mentiras e mistérios" das histórias do nordeste.

Para adquirir entre em contato com o autor pelo (75) 99199-1601

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Novidades na latada do Cariri Cangaço Piranhas (2015)

Cangaço - Ecos na literatura e cinema Nordestino, de Vera Figueiredo


A literatura presta uma imensurável contribuição ao estudo, pesquisa e divulgação da história e cultura nordestina, especialmente ao Cangaço, Coronelismo, Misticismo e temas afins.

No presente trabalho, a professora Vera Figueiredo Rocha faz uma análise séria, competente e esclarecedora das obras literárias: “Coiteiros”, de José Américo de Almeida; ”Cangaceiros” e “Pedra Bonita”, de José Lins do Rego; “O Cabeleira”, de Franklin Távora e “Sem Lei, nem Rei”, de Maximiano Campos; além dos roteiros dos Filmes: “O Cangaceiro”, de Lima Barreto; “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, de Glauber Rocha; “Corisco e Dadá”, de Rosemberg Cariry e “Baile Perfumado” de Hilton Lacerda, Paulo Caldas e Lírio Ferreira.

A autora utiliza uma responsável e lúcida para extrair, dessas obras, os fatores condicionantes e características marcantes do fenômeno do Cangaço, como a seca, injustiças, ausência do Estado nos setores vitais da sociedade, a violência, vingança, crueldade, código de honra, sofrimento e traições.

É importante destacar que, a autora procurou ser fiel, nas suas análises na medida do possível, às construções e desenvolvimento dos textos e Roteiros das obras em epígrafe, mesmo que venha contrariar, em alguns momentos, seus próprios conceitos e de outros estudiosos do assunto. Como por exemplo, a afirmativa, nas obras analisadas, que Lampião praticou um cangaço de vingança, conceituação que não se coaduna com a convicção da grande maioria dos estudiosos deste fenômeno.

Numa leitura sistemática e criteriosa, podemos constatar que a autora procurou, com responsabilidade e competência, agregar ao seu trabalho, uma sólida fundamentação teórica, recorrendo a renomados escritores, como Gilberto Freyre, Roberto Damatta, S. Freud, Frederico Pernambucano, Gustavo Barroso, Antônio Amaury, E. J. Hobsbawan e Djacir Menezes, entre outros.

O Título da segunda parte “O Imaginário do Cangaço na Literatura do Nordeste”, sintetiza , com maestria, o núcleo desse extraordinário trabalho. Sua leitura contribui com o esclarecimento de muitos pontos complexos do fenômeno do cangaço.

Para finalizar as minhas observações e reflexões, chego à conclusão de que a literatura de cordel, a poesia dos poetas repentistas, os roteiros dos filmes e os romances, contribuíram para a formação do imaginário popular sobre a figura e as ações dos cangaceiros e a consequente construção do Herói e do mito, tratados na segunda e terceira parte desse trabalho, com muita lucidez.

Uma proveitosa leitura, a todos!
Francisco Pereira Lima (Prof. Pereira)

Valor: R$ 40 (com frete incluso) Para adquirir este livro envie email para franpelima@bol.com.br, ou o via telefone (83) 9911 - 8286.

Luiz Ruben lança Fim do Cangaço: As entregas




Este livro vem de uma longa pesquisa realizada nos jornais baianos, na Biblioteca Pública do Estado da Bahia, em Salvador, capital da Bahia, distante 470 km da minha atual residência, em Paulo Afonso, no nordeste baiano. Buscava saber tudo que foi publicado sobre o cangaço, especialmente sobre Lampião nos jornais daquela época. Daquele trabalho mais abrangente, fiz um recorte que apresento agora, tratando especificamente do fim do cangaço, através das entregas dos grupos cangaceiros, mostrando tudo que o jornal A Tarde, Diário de Notícias,Diário da Bahia, Estado da Bahia, O Imparcial, A Noite, Correio da Manhã, Diário da Noite, Jornal de Alagoas, Gazeta de Alagoas e O Globo, publicaram sobre o assunto.
 

Com o fim do rei do cangaço na grota de Angico em Sergipe, em 28 de julho de 1938, os cangaceiros remanescentes passaram por certo isolamento, pela falta de um líder como Lampião. Seria uma decorrência natural Corisco assumir a chefia dos bandos, mas, dois meses após a morte de Lampião, em outubro de 1938, iniciou-se o processo das rendições por parte do grupo de Zé Sereno. O fim do cangaço se aproximava.
 

Esse trabalho é dividido em quatro partes. A primeira mostra as entregas dos cangaceiros liderados por Zé Sereno, Ângelo Roque e o grupo do cangaceiro Pancada. Os primeiros se entregaram na Bahia, e o último em Poço Redondo estado de Sergipe, para as polícias alagoanas e sergipanas.
A outra parte deste trabalho foi realizada no Quartel dos Aflitos, atual QG da Polícia Militar, também em Salvador. São os documentos oficiais dos Boletins da Polícia Militar da Bahia sobre o combate ao banditismo, obtidos graças à gentileza do amigo, na época tenente Marins, que me deu total acesso aos arquivos da Polícia Militar da Bahia do período de 1928 a 1940.
 

Na Biblioteca Pública do Estado da Bahia, localizada no bairro dos Barris em Salvador, fiz o levantamento dos jornais locais a partir da morte de Lampião em julho de 1938, mostrando o que a imprensa baiana publicou sobre as entregas dos cangaceiros à Polícia Militar da Bahia, com menor destaque ao grupo de Zé Sereno, ao contrário do grande destaque dado a rendição do grupo de Ângelo Roque, com fotografias e páginas inteiras sobre o fato.
 

As entregas à Polícia alagoana obtive o material da imprensa Caetés, como troca de documentos com o pesquisador David Bandeira e Marcos Edilson. Também de pesquisa feita por Ana Paula Arruda, por mim contratada para essa missão em Aracaju, onde foram pesquisados os jornais tanto sergipanos quanto alagoanos.
 

A morte de Corisco e a sua perseguição estão descritas de duas formas, a primeira pela imprensa baiana, através de enviados ao local da morte de Corisco e ferimento de Dadá. Outra parte é descrita nos boletins oficiais da Polícia Militar da Bahia, narrada pelos próprios protagonistas dos acontecimentos e de oficiais ligados ao comando da perseguição aos fugitivos, Dadá, Corisco, a menina Zefinha, e o cangaceiro Rio Branco com sua companheira.
 

Nas matérias publicadas pela imprensa, quando foi presa e depois operada para amputação da perna, Dadá revela uma versão para sua entrada no cangaço, conforme vemos nos jornais da época, que é diferente da versão dada tempos depois, de que foi raptada e seduzida à força por Corisco, publicada em livros, revistas e jornais.
 

Um fato curioso que apresento são os relatos das negociações de prazo com a Polícia Militar para sua entrega e agiotagem por parte de Corisco que vemos nos boletins oficiais da polícia. Outra curiosidade é quando ele joga dinheiro, quando da tentativa de fuga dele em 25 de maio de 1940 na fazenda Pacheco, publicado nos jornais.
 

Procurados pelos pesquisadores e repórteres na vida após o cangaço, os ex cangaceiros foram tirados do anonimato. Alguns ficaram à vontade com a exposição, a exemplo do cangaceiro Volta Seca, que não perdia oportunidade tanto na época em que ficou preso, como após sua libertação pelo indulto de Getúlio Vargas. Outros, contudo, se reservaram e só foram descobertos quase no fim de suas vidas.
 

Já Dadá era uma figura bastante procurada pela imprensa, não só por ter sido esposa de Corisco, mas também por ter sido uma hábil cangaceira, e uma excelente costureira, introduzindo uma nova estética na vestimenta dos cangaceiros pela sua arte nos bordados.
 

Apresento neste trabalho uma série de fotografias, entre outras, mostrando aspectos urbanísticos de algumas das cidades que tiveram alguns fatos ligados às visitas dos cangaceiros, na área de atuação dos grupos que andavam com Lampião no cangaço.
 

Quero deixar registradas minhas homenagens à imprensa alagoana e baiana pelos seus profissionais anônimos e os que estão identificados neste trabalho.
 

Confira na imagem as informções para aquisição. 

Piranhas no tempo do Cangaço, novo livro de Gilmar Teixeira


 
Gilmar Teixeira leva para a latada seu segundo livro. Depois do instigante "Quem matou Delmiro Gouveia", ele passeia pelos fatos que envolveram Piranhas nas tramas do Cangaço. Aguardem maiores informações sobre aquisição deste trabalho.

Lampião - O cangaço e seus segredos é a novidade de Sabino Bassetti
 

 

Através do e-mail sabinobassetti@hotmail.com vocês poderão estar adquirindo o mais recente trabalho de José Sabino Bassetti intitulado "Lampião - O Cangaço e seus Segredos".

O Livro, como o próprio título já diz, trará em suas páginas alguns segredos e informações, sobre o cangaço e seu representante maior, até então desconhecidas da grande maioria dos simpatizantes e estudiosos do assunto.

Um trabalho que foi desenvolvido através de pesquisas sérias e comprometidas com a verdadeira história, baseado em depoimentos e declarações de testemunhas oculares dos acontecimentos.

O Livro custa apenas R$ 40,00 (Quarenta reais) com frente já incluído, e será enviado devidamente autografado pelo autor, para qualquer lugar do país.

Não perca tempo e adquira já o seu.
Texto: Geraldo Junior

Corisco – A sombra de Lampião, 4º livro de Sérgio Dantas

 

Estamos falando da obra “Corisco – A sombra de Lampião”, um trabalho que trás o resultado de onze anos de pesquisa pelos sertões da Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco e Paraíba.

A ideia deste livro, segundo o autor, surgiu quando ele realizava entrevistas sobre as ações de Lampião e seu bando junto a antigos cangaceiros, policiais, ex-coiteiros e vítimas. Sérgio percebeu que a figura de Cristino Gomes da Silva Cleto, o verdadeiro nome de Corisco, era recorrente e muito presente. Logo veio a ideia de escrever sobre a vida do cangaceiro que, na opinião do autor, foi o mais destacado cangaceiro que andou com Lampião. Corisco também era conhecido como “Diabo Louro” e desde 1930 comandava um dos subgrupos de cangaceiros que atuavam junto ao “Rei do Cangaço”.

Para a conclusão de “Corisco – A sombra de Lampião”, Sérgio Dantas realizou cerca de 120 entrevistas, onde figuram oito ex-cangaceiros e cangaceiras. Mas igualmente o autor pesquisou em jornais antigos existentes em vários arquivos nordestinos, além de utilizar muito material proveniente de boletins e relatórios policiais. Em relação a estes últimos, o autor destaca o relatório do capitão Felipe de Castro, que organizou em maio de 1940 a perseguição que culminou na morte de Corisco.

Ainda sobre a morte deste famoso cangaceiro, Sérgio Dantas comenta que, entre vários relatos, o livro trás interessantes depoimentos de membros da família Pacheco, onde em sua propriedade ocorreu o combate final entre Corisco e a volante comandada pelo tenente Zé Rufino.

Não falta em “Corisco – A sombra de Lampião” o rigor de uma pesquisa histórica realizada com esmero e qualidade, onde os leitores vão desfrutar de muitas informações interessantes, em meio a uma narrativa dinâmica nas suas quase 350 páginas e uma iconografia composta por cerca de 70 fotografias.

A venda está sendo realizada com exclusividade pelo professor Pereira, pelo valor de R$ 50,00 (com frete incluso). Os pedidos poderão ser feitos através do email franpelima@bol.com.br, ou o telefone (83) 99911 8286.

sábado, 22 de outubro de 2011

O livro de Gilmar Teixeira no Jornal do Commercio, PE

Nova luz sobre Delmiro Gouveia
Quase um século após o misterioso crime, pesquisador apresenta em livro versão inédita para a morte do homem que revolucionou a indústria no Nordeste

Por Wagner Sarmento

A história não é produto acabado. Está sempre sujeita a revisões, releituras, reviravoltas. A morte do empresário Delmiro Gouveia, pioneiro da industrialização do Nordeste e construtor da primeira usina hidrelétrica brasileira, assassinado em 10 de outubro de 1917, nunca foi ponto final. Reza a tradição popular que, após ser alvejado na cadeira de balanço do alpendre de seu chalé, Delmiro indagou, antes de morrer: ”Quem foi o cabra que me matou?”.


Delmiro lendo jornal em sua cadeira, tal qual quando foi morto

A pergunta atravessou décadas sem resposta. Entre silêncios e murmúrios, um crime sem solução, mais um, retrato de um país onde a injustiça é, muitas vezes, o único elemento indubitável. Mas o manto do mistério pode ter sido desvelado 94 anos depois. É o que garante o historiador baiano Gilmar Teixeira Santos, que mergulhou no intrigante crime e lançou à luz fatos ocultados pelas biografias anteriores. A investigação feita pelo pesquisador revela que o homicídio foi uma grande trama arquitetada por falsos amigos e rivais do homem que anteviu o Nordeste do futuro.


Teixeira debruçou-se sobre inquéritos e reportagens
Os operários Róseo Morais do Nascimento e José Inácio Pia, conhecido como Jacaré, haviam sido demitidos de uma das fábricas de Delmiro duas semanas antes do crime. Pobres, foram presos e acabaram condenados pelo homicídio à pena máxima de 30 anos. Jacaré fugiu duas vezes da cadeia e foi morto em 1924 pelo coronel José Lucena, mesmo homem que matou o pai de Lampião. Róseo cumpriu 15 anos de pena, foi solto por bom comportamento e morreu de velhice em 1979. Em vida, nunca conseguiu se desfazer da pecha de assassino. Uma revisão processual, porém, inocentou a dupla mais de meio século depois, em 1983, após acreditar um álibi desprezado na época e segundo o qual ambos estavam em Sergipe no dia em que Delmiro foi eliminado. Enterrava-se ali, naquela absolvição póstuma, a principal versão sobre o crime.

Outra hipótese difundida alardeava que o assassinato teria sido demandado pela Machine Cotton, empresa escocesa que havia perdido mercado com a ascensão da Companhia Agro-Fabril Mercantil, criada em 1914 por Delmiro Gouveia, a primeira na América do Sul a fabricar linhas para costura e fios para malharia. O que reforçou a possibilidade foi o fato de a Machine ter comprado a fábrica do empresário após sua morte e atirado todo o seu maquinário de um penhasco no Rio São Francisco.

“Todos os biógrafos compraram essas ideias ventiladas logo após o assassinato e ficaram repetindo isso. Ignoraram inclusive a revisão penal que inocentou antigos culpados. Na verdade, essas falsas versões foram difundidas pelos verdadeiros culpados para desviar o foco”, explica Teixeira, em entrevista por telefone ao Jornal do Commercio.


 Róseo Morais e José Inácio Pia, o "Jacaré"
Arquivo do autor não inclusa na matéria original 

O pesquisador começou a se debruçar sobre o crime sem resposta em 2008, quando realizava um documentário sobre a Usina Hidrelétrica de Angiquinho, na margem alagoana da cachoeira de Paulo Afonso, na Bahia, inaugurada por Delmiro em 1913 e que servia para fornecer energia elétrica à fábrica de linha do industrial e à vila erguida por ele na Pedra (AL), município hoje denominado Delmiro Gouveia, em homenagem ao cearense. O trabalho fora encomendado pela Fundação Delmiro Gouveia, que administra o sítio histórico.

Ao cascavilhar o acervo histórico sobre o personagem, Gilmar Teixeira encontrou informações até então ignoradas pela historiografia de Delmiro. Fotos, vídeos, cartas, inquéritos, livros, documentos, pertences e reportagens antigas de quatro revistas e 14 jornais, incluindo o Jornal do Commercio, com cerca de 30 matérias sobre o assunto. A pesquisa resultou no livro Quem matou Delmiro Gouveia?, Obra que leva o leitor de volta à cena do crime e ao jogo de interesses que levou à morte do pioneiro nordestino. Em 153 páginas, o autor garante ter descascado uma dúvida secular.

O mentor do homicídio seria o italiano Lionello Iona, sócio e administrador das empresas de Delmiro. Pouco antes de sua morte, o cearense fez um testamento que colocava Iona como tutor da herança de seus três filhos, até que eles completassem a maioridade. O europeu, que teria redigido o documento, estava enfurecido com a recusa de Delmiro à proposta de compra da fábrica de linhas feita pela Machine Cotton e estaria cansado das humilhações impostas pelo sócio. “Delmiro era um homem à frente do seu tempo, muito inteligente, mas não lia um documento. A família dele fez um escândalo na época, pois não aceitava que Iona ficasse como tutor. Noé, o filho mais velho de Delmiro, só conseguiu retomar o dinheiro aos 21 anos. Iona, então, voltou para a Itália rico. Foi tanto recurso desviado que o contador do italiano abriu um banco logo depois”, diz o historiador.

Lionello Iona, o sócio

A gana pela vantagem financeira, segundo ele, colocou o sócio como autor intelectual de um complô que envolveu cerca de dez pessoas, entre personagens influentes e cangaceiros. Teixeira cita como partícipe a influente família Torres, liderada pela baronesa Joana Vieira Sandes de Siqueira Torres, que se via ameaçada pelo poder econômico e crescente influência política de Delmiro. “Inclusive o juiz do caso era membro desta família e facilitou para que Róseo e Jacaré levassem a culpa em vez dos verdadeiros responsáveis”, afirma.

O político José Gomes de Sá teria entrado na trama pelo fato de o empresário apoiar seu maior inimigo, o coronel Aureliano Lero, que ganharia a eleição para prefeito de Jatobá de Tacaratu, atual Petrolândia. “Além disso, Zé Gomes trabalhava como fiscal de renda e foi delatado por Delmiro às autoridades por receber suborno”, observa Teixeira. Outro cúmplice seria o coronel José Rodrigues, de Piranhas (AL), latifundiário que se sentia desconfortável com a presença de Delmiro, o qual atuava também na pecuária e vendia produtos agrícolas a preços mais baixos que os convencionais.

Até Firmino Pereira, compadre de longa data de Delmiro Gouveia, é listado pelo biógrafo Gilmar Teixeira como um dos envolvidos no crime. A filha de capitão Firmino, como era conhecido na região, estaria difamada após ser seduzida por Delmiro em uma viagem ao Recife? Seu genro lhe dizia que só se casaria com a moça se o industrial fosse morto, e assim fez. De acordo com a versão do pesquisador, é Firmino, cunhado de Zé Gomes, quem contrata os cangaceiros que matarão seu amigo: Luís Padre e Sinhô Pereira, que foi o precursor de Lampião no cangaço.

Sinhô Pereira e o primo Luis Padre 

Dois outros homens teriam dado cobertura à dupla no dia do homicídio a mando de capitão Firmino. Seriam eles o fazendeiro Herculano Soares, que havia jurado vingança depois de apanhar do empresário no meio da rua, e seu cunhado Luiz dos Anjos. “Juntei as peças do quebra-cabeça. Delmiro tinha muitos inimigos. O sucesso dele incomodava muita gente. Havia um barril de pólvora pronto para explodir. Lionello Iona, seu sócio, só atiçou as outras pessoas. Foi ele quem arquitetou o plano. Existiam muitos interesses em jogo. Fizeram reuniões para definir como tudo seria”, explana o historiador.

Na noite de 10 de outubro de 1917, Delmiro Gouveia fez o que costumava fazer. Sentou-se no alpendre de seu chalé em Água Branca (AL) para ler jornal. Foi acertado por dois tiros: um no braço e o outro certeiro, no peito, varando o coração. Um terceiro disparo deixou na parede a marca da violência. Róseo e Jacaré haviam sido mandados pelos próprios mandantes do assassinato para Sergipe, sob a alegação de que fariam um serviço para o coronel Neco de Propriá. Ao chegar lá, o trabalho foi suspenso. Quando voltaram, ambos foram acusados do crime.


Chalé onde o industrial foi assassinado a tiros, em 10 de outubro de 1917 

Entre as mais de cem fotos pesquisadas por Teixeira, está uma de Luís Padre e Sinhô Pereira, tirada em 1917, na Vila da Pedra. “O que eles estavam fazendo lá?”, indaga. Numa entrevista em 1951, detalhada no livro, Róseo revelou a história de que foi chamado à mansão da família Torres poucos dias antes da morte de Delmiro e lá viu dois homens, chamados “Luís Pedro e Sebastião Pereira”, recebendo ordens. “Basta ligar os fatos para chegar aos nomes de Luís Padre e Sinhô Pereira como os executores de Delmiro”, assinala Teixeira, que diz não ser dono da verdade. Frisa que seu livro é, antes de tudo, uma interrogação a mais. Talvez um ponto final.

Edição de Segunda-Feira 17 de Outubro de 2011

Livro: Quem Matou Delmiro Gouveia?

Autor: Gilmar Teixeira
Edição do autor
152 págs.


Contato para aquisição
gilmar.ts@hotmail.com
 
Valor: R$ 30,00 + R$ 5,00 (Frete simples)
Total R$ 35,00

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Flagrantes 1

Confira alguns dos momentos, confrades, e personagens do Cariri Cangaço 2011 sob a mira do Lampião Aceso

Recepção de arrepiar: A Filarmônica do Crato executou no Hall do Teatro Salviano Arraes algumas canções do cangaço.

Em sessão solene da câmara de vereadores o coroné Severo nos matou de inveja ao receber o titulo de cidadão cratense.

Fato inédito: Quem adivinhar o nome do dono destas alpercatas ganha um... "picolé de Xuxu". Dica: "Estas bixiguentas estão me sufocando igual aos sapatos que eu abandonei desde que era um adolescente"...

Messier Aderbal entrevista o pesquisador Ricardo Albuquerque  
herdeiro do acervo de fotografias de Benjamim Abrahão e curador da exposição Cangaceiros.

Manhã da Terça-Feira, 21. Estamos no SESC do Crato para assistir e participar de "Angico o debate final". Final? É utopia visse, parece que vamos deixar para futuras gerações o possível fim deste embate.

 Homenagem do escritor Antonio Vilela para o soldado Adrião Pedro de Souza 
entregue ao seu neto Décio Canuto.

 Alcino Alves Costa joga no time dos que acreditam que Angico está repleto de "mentiras e mistérios". 

 
Ivanildo Silveira questiona as crenças e teses de alguns debatedores e apresenta evidencias.

Casa lotada: A tarde de Quarta-feira 21, no Clube Recreativo - Barro,CE juntou pesquisadores e especialmente os estudantes do ensino fundamental para conhecerem parte da sua própria história.

O poeta Cleíson Ribeiro, acompanhado ao violão pelo secretário de cultura do Barro Sanderley Coelho, nos apresentaram a cantiga "Enxame de Lampião".

Toda a irreverência e talento na canja do confrade Jadilson "Bin Laden" Ferraz.

Mesa: Professor Pereira Cajazeira, PB. Alfredo Bonessi, Fortaleza.  
Carlos Elydio, SP e o nosso anfitrião jornalista Souza Neto.

Parte da caravana teve a oportunidade de conhecer a velha casa da fazenda do Major Zé Inácio do Barro.


Estação de Aurora, CE. Aqui fora assassinado o Cel. Izaias Arruda

 SESC do Juazeiro manhã da Quinta-feira, 22
Sessão exclusiva para exibição do primeiro capítulo da minissérie "SEDIÇÃO DE JUAZEIRO" de Jonasluis de Icapuí.
Renato Dantas, Daniel Walker, Jonasluis, Manoel Severo, 
Aderbal Nogueira e Renato Cassimiro.

 
Visita extra proporcionada pela confrade Paulinha. Esta é a senhora Maria Assunção Gonçalves, 95 anos. Artista plástica e uma das últimas viventes que testemunhou a visita de Lampião a Juazeiro. Na época aos 11 anos de idade entre tantas crianças foi pega carinhosamente no braço pelo rei do cangaço. Dentre outras observações nunca esqueceu dois detalhes: Que não havia munição exposta na sua cartucheira e que "Ele era feio, viu" 

Mesa composta no Teatro Nelory Figueira - Barbalha.

Dr. Pedro Luiz, o médico e escritor Magérbio de Lucena e Hugo Rodrigues.

 Aqui posamos com o grande amigo Coroné Ângelo Osmiro 
que nos brindou com "A LITERATURA NA ÉPOCA DO CANGAÇO"
O pesquisador cearense reuniu em uma sublime apresentação todos os títulos que foram produzidos no período de atuação lampionica. O conteúdo desta palestra estará em breve como matéria do nosso blog, aguardem.

 
 
 Reconhecimento: O decano de Poço Redondo foi um dos quatro homenageados pelo Dr. Ivanildo Silveira e por nós em nome da comunidade do Orkut Lampião, Grande Rei do Cangaço e do blog Lampião Aceso. Receberam também: Manoel Severo e sua esposa Daniele Esmeraldo, o documentarista Aderbal Nogueira e o escritor João de Sousa Lima.

"O colecionador " Ivanildo Silveira entrou em ação com "O CANGAÇO EM IMAGENS" prendendo a atenção da plateia para um desfile de fotos inéditas e alertou sobre controvérsias quanto à legendas de outras já bastante publicadas.

Outro momento da palestra de Ivanildo Silveira.

Voldi Ribeiro trouxe para a floresta do Araripe, um pouco da vida de Delmiro Gouveia.


 Em seguida o confrade Gilmar Teixeira tratou da sua misteriosa morte e apresentou os principais indícios que o levaram a publicar QUEM MATOU DELMIRO?

Continua... 

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Na latada do Cariri Cangaço

O grande fórum do cangaço é inclusive uma ocasião para ampliar as bibliotecas 



São vários os autores que estarão autografando seus rebentos. Eis algumas das novidades e relançamentos que estarão a disposição durante o evento que ocorre de 20 a 25 de setembro no Cariri cearense.



O livro faz uma análise e uma nova versão sobre a polêmica morte do industrial Delmiro Gouveia, com suas contradições e mistérios. Quase 90 anos depois Gilmar Teixeira realizou uma verdadeira odisseia na busca da elucidação dos fatos, confrontando depoimentos e notícias da época, rastreando detalhes que passaram despercebidos quando ainda no calor dos acontecimentos. Vale a leitura e o conhecimento dos registros.

Para falar com o autor (75) 9117-5594.



É uma das mais expressivas obras do grande mestre Antonio Amaury. O livro narra fatos desconhecidos dos estudiosos do cangaço e torna-se obrigatório para quem pretende aprofundar seus conhecimentos.

Com apresentação de João de Sousa Lima o livro sai na sua 3ª edição, mais uma oportunidade para quem ainda não o possui.



Lampião conquista a Bahia. É o mais novo filho de Luiz Ruben. Um apanhado dos fatos registrados nos jornais da época. Noticias vinculadas com informes geralmente fornecidos pelas volantes.
Mais uma ferramenta com capítulos desconhecidos que servirá para compor o intrincado mundo do cangaceirismo.

Contatos com o autor:
(75) 3281-5080 (Graf Tech)

terça-feira, 29 de março de 2011

Balanço e flagrantes

3º Seminário Internacional do Centenário de Maria Bonita 

Desculpem a demora. Cada evento pra mim tem o mesmo efeito de um carnaval... sempre volto embriagado... mas é de informações e material. Como o orçamento foi quase nulo desta vez só trouxe mesmo informações, fotos e como sempre ... 
Guardando as recordações / Das terras onde passei / Andando pelos sertões / E dos amigos que lá deixei.
Como é que foi a confraternização do primo João?

O último evento da trilogia ocorreu de quarta-feira (23) até o sábado (26) e foi igualmente edificante para todos os participantes. Eu, que por motivos de trabalho só pude compartilhar da companhia dos confrades até as 13h da sexta-feira, 25, procurei aproveitar ao máximo.

Obviamente registrei algumas imagens, para dividir com os clicados e apresentar aos que não puderam se fazer presente, alguns dos melhores momentos deste encontro que encerra as comemorações pelos 100 anos da rainha do cangaço.

Teoricamente foi o derradeiro, mas há um projeto para que este torne-se efetivo no calendário daquela cidade.
 
 Nossa primeira missão foi uma singela homenagem ao coroné fortalezense Ângelo Osmiro.  
Mais um cangaceiro para compor sua coleção, uma peça com um detalhe exclusivo...


 ...O capitão com um traço marcante da feição do Coroné. 
Obra do artista sergipano Liu Filho.

A personalização da fachada do Memorial da Chesf em Paulo Afonso. 
Quem posou pra nós foi o confrade Tomaz Cysne. 

Exposição fotográfica desenvolvida pelo padre "cangaceirólogo" Celso

 Prestigiando o evento nosso estimado professor Pereira, PB;  
José Cícero, CE; Neli de Durvinha, MG e Luiz Ruben PE.

 Aspecto da mostra

Padre Celso 

  O mestre de cerimônias Antonio Galdino faz as honrarias.


 100 anos de Maria Bonita: Nascimento, vida e morte da rainha do cangaço fora o tema dissertado com propriedade e com o charme oriental de Dona Juliana Schiara. Que fez uma oportuna cobrança quanto a falta de mulheres engajadas na pesquisa.

 
 Logo após as impressões de miss Juliana coube a nós uma apresentação sobre a influencia de Maria na música brasileira e estrangeira. Intitulamos QUEM CANTOU MARIA?


Lançamento oficial do livro 'Lampião - Sua morte passada a limpo'
dos companheiros Sabino Bassetti e Carlos César Megale.


 No dia seguinte o destino era a grota. Durante a viagem o pesquisador e documentarista Gilmar Teixeira (De costas por questões estéticas do artigo) faz uma breve palestra acerca do seu trabalho sobre o assassinato de Delmiro Gouveia, livro que já está quase no prelo. 


 Ultima chamada para o embarque. João convida a todos para a visita técnica, proporcionada pela Prefeitura Municipal de Piranhas.


Pela primeira vez realizo o passeio até Angico, a partir da cidade alagoana. Já havia feito por duas vezes utilizando a "trilha dos cangaceiros". Ali estamos ao lado do escritor Paulo Gastão.

 de Fortaleza, compadre Afrânio Cysne, posando para a imprensa.


 O psicólogo e cangaceirólogo "Jesuinista" Júlio Schiara, pegando uma cor para levar para Quixadá.


 Depois da subida o descanso. Os pesquisadores Jack De Wite (França) e Bosco André (Ceará)

 Wilson Seraine, nós, Vilela, Sousa e mestre Alcino "meu companheiro de quarto"

O começo do fim: Aos pés do escritor Antônio Vilela eis o "Poço do tamanduá" onde o cangaceiro Amoroso ao buscar água é atingido pelo primeiro tiro, deflagrando a chacina. 

 
 Detalhe das dimensões do pequeno Poço do tamanduá.

O que faz o pesquisador Dr Leandro Cardoso, apoiado nesta munição de badoque?  
Esta pedra (a poucos metros do Poço do tamanduá) seria o ponto exato em que Maria Bonita é atingida pela primeira vez. Ao ouvir o 1º tiro Maria corre ao encontro de Amoroso, ferida corre para o coito...  

 
 Outro ponto interessante e raramente fotografado é esta formação rochosa, que segundo relatos de cangaceiros sobreviventes, por possuir uma superfície plana servia de mesa para refeições (localizada no mesmo trecho de acesso ao poço do tamanduá).

A comitiva almoçou no restaurante "O Lampião" 



Nossa anfitriã Srta. Melinna Freitas (prefeita de Piranhas);  
João de Sousa e o secretário de turismo Cacau

Coroné Severo, Juliana Schiara e coroné Angelo  
"impaciente com a demora do rango". 


Barriga cheia , mão lavada, pé na estrada... 
Assistimos as conferências da tarde na cidade de Piranhas 
Em destaque o turismólogo e pesquisador Jairo Luiz.
 
  João de Sousa declara todo seu amor a Durvinha, Maria e a meninada toda.


Com a palavra... pesquisador José Cícero (secretário de Cultura de Aurora, CE)...

... O ator e dramaturgo Pawlo Cidade, de Ilhéus , BA. 

 Uma grata surpresa para os pesquisadores presentes foi sem dúvida a participação do senhor Dércio Canuto. Neto do soldado Adrião que aos 22 anos de idade foi o único volante morto no tiroteio em Angico. 
Dercio é filho de Maria Belízia de Souza Canuto, 77 anos, residente na cidade alagoana de Paulo Jacinto. Ele alertou aos pesquisadores sobre a origem do avô que não era de Mata Grande e sim de Chã Preta, também nas Alagoas.


A noite foi de Canindé, SE. Mesa composta para mais uma sessão. 

Deputado Estadual por Alagoas e vaqueiro da história Inácio Loiola nos brindou com um excelente resumo sobre as ultimas horas de Lampião e Maria. Inácio tem ligação direta com dois dos principais personagens do ato final. É neto de Waldemar Damasceno (telegrafista de Piranhas que comunica a presença de Lampião no coito) e genro de George Alves Lisboa o (telegrafista de Pedra (Delmiro) que recebe a mensagem a transmite à João Bezerra).


Em seguida o lorde e chanceler Paulo Gastão faz uma breve síntese da importância de Maria e principalmente da pesquisa como um todo. As palavras de Paulo tem o efeito de nos recobrar o incentivo que as vezes quer se resguardar devido ao preconceito dos avessos ao tema. 


 A irreverência do físico nuclear Wilson Seraine, o maior Gonzagólatra da terra da cajuína.

No dia seguinte foi oferecido aos palestrantes e confrades da SBEC uma recepção na casa do Dr. Luiz. Após ao almoço João de Sousa promoveu uma "avant prèmiere" do seu filme GATO - um rastro de sangue e ódio. 


 Já deixando o coração nas últimas sessões de fotos : Tomaz Cysne,  (Fortaleza), Josué "2º cangaceiro carioca", Sra Francisquinha (Triunfo,PE) e o sempre presente Antônio Vilela (Garanhuns, PE).


Dr. Pedro Luiz, meu futuro conterrâneo
(Não é de lá pra cá e daqui pra lá) Se Severo não faiá! 


É isso.
Só posso dizer que o sucesso já era previsível, O empenho do primo João e a parceria entre Paulo Afonso, Piranhas e Canindé proporcionou a melhor das três edições .

Um abraço fraterno a todos os amigos

Desculpe se deixei alguém de fora (não tem nada haver com afinidade foi lapso mesmo).
Se acaso tu não se viu o que não faltou foi câmera meu fí, aproveito para indicar aos amigos que estiveram por lá para Conferir as várias coberturas fotográficas proporcionadas por...

Driele Mutti no portal Mais Festa de Paulo Afonso. Clique aqui

Coroné Severo no www.cariricangaco.com

Antonio Galdino na Folha Sertaneja online: Clique aqui

José Cícero no Blog de Aurora : Clique aqui

Baladas da Ilha (Paulo Afonso): Clique aqui

E se Deus quiser quando setembro chegar nos encontramos no nosso querido Cariri.