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sábado, 27 de agosto de 2011

Nesta Segunda-feira, 29 no Shopping Midway Mall de Natal, RN

Lançamento de “A Saga dos Limões – Negritude no Enfrentamento ao Cangaço de Jesuíno Brilhante”

O médico psiquiatra e pesquisador social Epitácio de Andrade Filho, lança seu mais novo trabalho a partir das 18 horas, na livraria Siciliano do Shopping Midway Mall, no centro de Natal, capital do Rio Grande do Norte.

“A Saga dos Limões” é um ensaio historiográfico que resultou de um consolidado de pesquisas sobre o segmento étnico representado pelos “Limões”, principais algozes do cangaceiro potiguar Jesuíno Brilhante (1844-79), que resistiram ao recrutamento forçado para a Guerra do Paraguai e foram agentes proativos na Insurreição dos Quebra-quilos, como afirma o antropólogo da cultura afro-brasileira e indígena Geraldo Barboza de Oliveira Junior, que estará responsável pela apresentação da obra.
 
Maior especialista na obra do folclorista Luiz da Câmara Cascudo, o respeitado jornalista Vicente Serejo encerrará o ciclo discursivo do lançamento de “A Saga dos Limões”, tecendo comentários críticos sobre os aspectos formais do ensaio do pesquisador Epitácio Andrade Filho. O evento será concluído com a sessão de autógrafos, quando será servido um cocktail, tradicionalmente cangaceiro, para o público convidado.

SERVIÇO

O que?  Lançamento do Livro “A Saga dos Limões – Negritude no Enfrentamento ao Cangaço de Jesuíno Brilhante”, de Epitácio de Andrade Filho.


Quando? 29 de agosto


Onde? Livraria Siciliano do Shopping Midway Mall, Natal, RN.


Que horas? 18 hs.





Fonte: Gcarsantos, YouTube

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Achados

Pesquisadores descobrem relíquia de Jesuíno Brilhante 

O Pesquisador do Cangaço Epitácio Andrade e o Dramaturgo Ricardo Veriano descobriram uma relíquia que pode ter pertencido ao cangaceiro potiguar Jesuíno Brilhante, que nasceu no Sítio Tuiuiú na zona rural de Patu, RN, em 02 de janeiro de 1844, e morreu em dezembro de 1879, no lugar denominado Serrote da Tropa, na comunidade Santo Antônio, no município paraibano de São José de Brejo do Cruz.              
        

  Pesquisadores ressaltam descoberta cultural.  
Foto: Cleiton Fernandes    
                
A descoberta começou durante as pesquisas que fundamentaram a elaboração do “Auto de Jesuíno”, de autoria de Ricardo Veriano, apresentado na Feira da Cultura de Patu, no período de 2001 a 2008, quando o autor foi presenteado com um pequeno punhal, que passou a utilizá-lo como elemento cênico da obra teatral.
                 
Durante certo tempo, o teatrólogo deixou a relíquia sob a guarda de amigos. Posteriormente, o pesquisador Epitácio Andrade localizou, no Guia Quatro Rodas, edição de 2008, o apetrecho do cangaceiro, já fazendo parte do acervo museológico da Pousada Morada Nova, do antiquário Bina Toscano, localizada no km 05 da BR 226, na zona rural de Currais Novos, no Seridó Potiguar.
                           

Relíquia do Cangaceiro Jesuíno  
(Reprodução: Guia Quatro Rodas)
                  
Para o psiquiatra Epitácio Andrade, a descoberta deste objeto vem reforçar a estratégia de desenvolver “Lugares de memória” do cangaço, como recomenda a Professora Lúcia Souza, autora da dissertação de mestrado: “Seguindo os Passos do Cangaceiro Jesuíno Brilhante no Oeste do Rio Grande do Norte e Fronteira Paraibana”, aprovada com distinção, na capital paraibana, em dezembro do ano passado, na Pós-graduação de Geografia da Universidade Federal da Paraíba.
                        
Professora Lúcia defende lugares de memória do cangaço.
(Foto: Tiara Andrade)
                   
Defensor do resgate do protagonismo histórico dos algozes de Jesuíno, “Os Limões”, Andrade afirma que a relíquia pode ter sido preservada por descendentes deste clã, por outro lado, o fato de ter feito parte, como elemento cênico, da mais importante obra teatral produzida sobre o mais famoso cangaceiro potiguar, justifica a desenvoltura do Sítio de memória, representado pelo acervo desta pousada rural.
                   
Buscando aprofundar as discussões teórico-práticas sobre a autenticidade da descoberta, os pesquisadores estão convidando a imprensa e interessados sobre cangaço, para um encontro frutífero e realizador, a ocorrer no próximo dia 29 de abril, a partir das 14 horas, na Pousada Morada Nova, em Currais Novos, na região do Seridó Oriental do Rio Grande do Norte.  

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ADENDO:
Independente da autenticidade da peça o Lampião Aceso se regozija com os nobres e empenhados vaqueiros da história de Jesuíno. Solicitamos o apoio e prestígio dos rastejadores mais próximos especialmente os nossos confrades Ivanildo Silveira e Rostand Medeiros e principalmente o não tão próximo, mas por se tratar de um defensor da memória "Jesuinista" o confrade Júlio Schiara na possibilidade se fazerem presentes ao evento.  

Mais uma vez agradecemos a atenção e convite do amigo Dr Epitácio. Lamentando nossa ausência por motivos de compromisso profissional no período. 


Att Kiko Monteiro 

Maiores informações:
Epitácio Andrade
epitacioaf@hotmail.com
(84) 9641-1044

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Algozes de Jesuino

Radialista patuense afirma descendência da família Limão

O Radialista Patuense Stanyslau Isidio de Lima, 49 anos, radicado em Mossoró, principal cidade do interior do Rio Grande do Norte, afirmou ser descendente direto da família Limão, que ganhou notoriedade depois de protagonizar o enfrentamento ao cangaceiro Jesuíno Brilhante, na segunda metade do século XIX.

A informação foi obtida pelo pesquisador do cangaço Epitácio Andrade no final do mês passado, quando coletava dados em Mossoró para a conclusão do artigo informativo “A Saga dos Limões”, que pretende publicar no final do ano.

Lima recebeu Andrade nas dependências da Rede Tropical de Televisão, concedendo entrevista ao pesquisador, relatou que suas fontes principais de informações foram prestadas por Pedro Catonho, Luiz Solon e por seu avô Petronilo Isídio de Lima, que faleceu aos 90 anos no Sítio Patu de Fora, na zona rural do município de Patu.

Para Stanyslau Lima, âncora do Programa “Violão de Ouro” da Rádio Libertadora de Mossoró, depois de Preto Limão, comandante da tropa responsável pela emboscada fatal que vitimou Jesuíno Brilhante, destacam-se os primos Etelvina e Feliciano Limão, como os principais descendentes da família Limão.

 Descendente dos Limões, 1905.

Estudante do Curso de História da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte, Stanyslau localizou Fernando Limão na Comunidade Mulunguzinho na periferia de Mossoró, que afirma ser descendente de Etelvina Limão, casada com um ex-escravo do Coronel João Dantas de Oliveira, desafeto de Jesuíno, e depois de estabelecido o conflito familiar migraram para Serra do Mel, também na região Oeste do Estado.

Segundo Epitácio Andrade, membro da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço, o depoimento de Stanyslau Isídio contribuiu para compreender uma estratégia de sobrevivência da família Limão, que foi a conversão para o sobrenome Lima.

Stanyslau diz que é da descendência de Feliciano Limão, que para evitar o confronto com os Brilhantes migrou para Lavras da Mangabeira no Ceará, onde foi vítima de um atentado, supostamente praticado pelos Brilhantes, saindo ileso, e daí mudou-se para Sobral, também no Ceará, onde modificou o nome para Lima. De Sobral, seus descendentes Pedro e Benjamin Isídio de Lima, vieram para o Sítio Patu de Fora, onde constituíram os principais troncos da atual família Lima.

“O depoimento de Stanyslau Lima ratificou as informações de Emanoel Amaral sobre o Saco dos Limões de mais de 30 anos, quando reproduziu a fotografia do patriarca, e apontou rotas migratórias da família Limão, entre elas, está a rota das serras do sertão central”, avaliou o Pesquisador Epitácio Andrade.

Pesquei no Polapinto
O blog não apresentou fotos do Radialista.