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quinta-feira, 1 de maio de 2025

Resenha: Maria e o Cangaço

Entretenimento sim, História, não!

Por Junior Almeida

Foto: Divulgação

Em exibição no streaming Disney Plus desde 4 de abril (de 2025) a série “Maria e o Cangaço”, que tem seu enredo baseado no livro da escritora Adriana Negreiros, “Maria Bonita, Sexo, Violência e Mulheres no Cangaço”, publicado em 2018. A obra cinematográfica da produtora norte americana, evidentemente, despertou a curiosidade de milhares de cinéfilos, além dos muitos pesquisadores do cangaço. Como historiador que se dedica a cascavilhar a sangrenta saga nordestina, assim como demais colegas, também me interessei em assistir aos seis primeiros capítulos da temporada de estreia, decidindo, assim que o fizesse, tecer alguns comentários a respeito da referida produção. Deixando claro que além de ver o trailer da própria série, praticamente não li nada a respeito sobre a obra, um ou outro anúncio, ou chamada de matérias, isso, para não me deixar influenciar pela opinião dos outros. Pela compreensão de tudo que vi no filme e consegui entender, respeitando sempre quem pensa diferente, vamos às MINHAS observações:

A fotografia do filme é impecável. Os cenários naturais, destacados pelas imagens aéreas de drones são belíssimos. As imagens da Baixa do Chico, em Glória, na Bahia, com seus majestosos cânions secos, são uma atração à parte da película. As terras da árida Cabaceiras, na Paraíba e Piranhas, em Alagoas, ambos municípios sertanejos, também foram usadas nas locações da série. Na chamadas “Lapinha do Sertão” e “Roliúde Nordestina”, eu tive a oportunidade de conhecer alguns desses cenários, os naturais, e os montados pela produção da série. Na segunda cidade, a casa/museu do Padre Ibiapina, localizada ao lado esquerdo da igreja que serviu de cenário para o maravilhoso “O Alto da Compadecida”, clássico do cinema nacional, em “Maria e o Cangaço” é a sede das forças de repressão ao banditismo. Foi nessa casa que aconteceu um dos tiroteios fictícios entre militares e cangaceiros. Outro imóvel de Cabaceiras, esse, ao lado direto da referia igreja, que os Estúdios Disney usaram em suas filmagens, foi a fictícia bodega de um coiteiro e compadre de Lampião, assassinado covardemente pelo sádico personagem tenente Silvério Batista. Em setembro de 2024, estive em Cabaceiras, no evento “Borborema Cangaço”, conhecendo esses lugares. Havia pouco tempo que a equipe do Disney esteve por lá, filmando, deixando as celas no museu do Padre Ibiapina e a bodega/cenário ainda montadas, servindo como atração turística. Bela sacada das pessoas de lá.

Como pesquisador às vezes é um “bicho” meio chato, encontrando até mesmo uma vírgula fora do lugar na obra de um colega, não poderia deixar de observar alguns detalhes da série, que não condizem com a realidade do que foi a grandiosa e sangrenta História do cangaço. Logo na abertura do primeiro capítulo, aparece a legenda informando que a obra “é baseada em fatos reais”. Não é bem assim. Em minha modesta opinião, ficaria melhor a informação de que tal filme “continha personagens reais e imaginários em um enredo fictício.” Seria mais lógico e honesto.

Na série, a indumentária dos atores/cangaceiros, não é o que de fato existiu no cangaço. No lugar da mescla caqui e azul dos bandoleiros, os chamados guerreiros do sol usam gibões de couro, parecendo, aos olhos menos atentos, com simples vaqueiros. Os chapéus de abas quebradas dos cangaceiros não têm os adereços que conhecemos, especialmente da fase mais exibicionista do cangaço lampiônico, como as estrelas de Davi, encontradas nos chapéus dos ditos capitães Virgulino e Corisco, dentre outros, ou mesmo a simples cruz, do chapéu de Candeeiro II (Manoel Dantas Loiola). O que vemos na série são chapéus adornados com várias estrelinhas de metal, dessas usadas em peças de couro, como o chapéu coco do vaqueiro ou arreios para animais. Além da diferença da vestimenta, também falta o colorido dos bordados nos bornais. No filme, essas peças parecem mais com rotos bisacos de caçador.

Uma mudança nos antagonistas da saga cangaceira, esse sim, um erro grotesco, é que ao invés de lutarem contra as forças policiais dos Estados nordestinos, os cangaceiros têm como seu ferrenho perseguidor o Exército Brasileiro, com direito da exibição em cena, do símbolo daquela instituição militar. Como se não bastasse a nódoa histórica pelo EB ter assassinado os miseráveis de Canudos, ter implantado a ditadura no país em 1964, além de episódios mais recentes, agora, vem uma produtora estrangeira associar a imagem da respeitada instituição a eventos em que não participou diretamente. Decisão infeliz dos produtores, em inserir o “Braço Forte Mão Amiga” no enredo. Aliás, o roteiro é todo pró cangaceiro, pois todas as mortes praticadas pelo personagem inimigo principal dos bandoleiros, foram realizadas com atos de covardia. O filme é feito para quem assiste odiar a força policial, no caso, o Exército.

Ainda no primeiro episódio da série, que se passa em 1932, aparece um veículo de transporte para os militares. Como a cena mostra o caminhão de longe, não dá para identificar bem o modelo. Parece ser um GMC CCKW, esse, que começou a ser produzido a partir de 1941, mas se o veículo usado nas cenas foi o Reo, fica mais anacrônico ainda, pois o primeiro modelo desse bruto só começou a ser fabricado em 1950.

A talentosa Ísis Valverde, a primeira dama do cangaço, no enredo, portanto personagem a principal da série, é mineira de Aiurioca. Pode ela interpretar o papel da baiana Maria Bonita?! Lógico que sim. A carioca Tânia Alves, por exemplo, até hoje é lembrada como a Maria Bonita, do seriado da Globo de 1982, no que ela mesma diz que “não foi ‘um’ papel e, sim ‘o’ papel” de sua carreira. O problema, em minha opinião, é o sotaque da atriz, que para quem é de fora da região, pode até passar despercebido, mas, para um nordestino raiz, desses do interior, soa estranho. Ficou caricato. Um estereótipo do que geralmente as emissoras do Sudeste fazem do nordestino. Outra coisa, que não gostei, foi uma espécie de escorbuto que arrumaram para a rainha do cangaço. Pelo que se sabe, ou o que se sabia, até então, é que Maria Bonita tinha uma dentição perfeita, dentes certinhos e brancos. O amarelo da boca de Ísis Valverde ficou feio, aparentando falta de higiene da mulher de Virgulino.

Quanto ao gaúcho Júlio Andrade, o Lampião do filme, para mim, assim como Isis Valverde, o problema é a maneira de falar. Não que seja da minha conta, claro, mas questiono: será que em todo Nordeste, capitais ou interior, não tinha um ator traquejado com a fala e os costumes da região que pudesse atuar nesse papel?! Acredito que sim.

No segundo capítulo, aparece uma cena aonde o tenente Silvério mata covardemente um agricultor, mesmo obtendo dele informações do paradeiro de Lampião, fazendo com que o espectador alimente ódio às forças de repressão ao cangaço. Como dito, aliás, o enredo é bem parcial nesse sentido, pois enquanto mostra cenas como essa, de covardia dos homens da lei, por outro lado, sempre procura mostrar que os cangaceiros são sertanejos de fé, místicos, com suas rezas fortes de fechamento de corpo. Até na abertura da série, umas das primeiras imagens é de um oratório, ligando-o aos cangaceiros. No terceiro episódio, em uma cena em que o volante Silvério Batista chega ao coito e não encontra ninguém, então esbraveja perguntando "quem foi a 'alma sebosa' que avisou aos cangaceiros para que eles fugissem". Expressão totalmente anacrônica, que não existia na época. Esse termo se não criado, foi muito disseminado pelo apresentador pernambucano Joslei Cardinot, quando apresentava seu programa policial na Tv Tribuna, do Recife. Mais à frente, a atriz que interpreta “Lídia de Zé Baiano”, que na série tem outro nome (como veremos adiante) usa uma expressão que não era dela, ao dizer que "o cangaceiro quis 'abusar' dela". Quanto refinamento nas palavras de pessoas tão rudes. Não acredito que condiz com a realidade da época e lugar.

Outras cenas do enredo, que acredito estarem dentro da chamada licença poética, não da história real, é a que mostra a recém parida Maria Bonita, fugindo, cavalgando de pernas escanchadas no animal, bem como o batizado de Expedita, com apenas Lampião e sua companheira, sem nenhuma segurança, um fato impensável para quem entende o mínimo de cangaço. Nesse episódio do batizado, foi realizado um ataque da força volante, isso, por conta de uma delação de um irmão de Maria de Déia. Depois, por conta dessa suposta traição, o irmão de Maria Bonita foi ferrado pelo cangaceiro Zé Bispo (Zé Baiano) e, depois assassinado, novamente pelas costas, pelo tenente Silvério Batista. Tal evento nunca existiu na História do cangaço! Está apenas na fantasia de série.

No capítulo quatro, Maria Bonita é quem flagra a mulher do cangaceiro Zé Bispo (Zé Baiano), com Lourdes (Lídia) em adultério com o cabra Curió. Na trama, prevendo o que poderia acontecer, a companheira de Lampião deu dinheiro à imprudente bandoleira, para que ela e o amante pudessem fugir. Pura fantasia. Por outro lado, como na vida real, a mulher adúltera foi morta a pauladas pelo seu companheiro, sendo diferente da realidade o desfecho, pois na série, dois cangaceiros foram mortos, o “urso” e o cangaceiro que também queria foliar com Lídia, ou melhor: com Lourdes, quando sabemos que o bandoleiro que corneou Zé Baiano, protegido pelo chefe Corisco, não foi morto nesse episódio. Por falar no chamado “Gorila de Chorrochó”, no filme, o deixaram com um tom de pele mais claro e tiraram-lhes os cabelos. O Zé Baiano (Zé Bispo) da série é moreno claro e careca.

Ainda, uma coiteira baiana de nome “Fideralina” (referência à baiana Dona Generosa, ou à matriarca cearense da família Augusto? À segunda não deve ser, pois essa faleceu em 1919) é incumbida por Lampião de comprar terras para ele, mas termina o traindo para roubá-lo, sendo mutilada como punição. Na ficção, essa coiteira é muito culta e tem uma filha que canta em inglês e toca no piano músicas clássicas. Fideralina acompanha a filha, pois é uma talentosa soprano. Puro glamour em meio às caatingas baianas.

No capítulo cinco, outra licença poética do enredo, pois Maria Bonita é presa, quando ia fugindo, após o volante Silvério Batista, sempre apresentado como sádico e covarde, ameaçar matar a pequena Expedita, apontando-lhe uma arma na sua cabeça. Neste mesmo episódio, uma cena inimaginável para quem estuda cangaço: furiosa, Dona Déia confronta Lampião, o chamando de maldito, por conta de ele ser o responsável pela morte de um dos seus filhos, no caso, o seu cunhado, três anos antes. O detalhe que chama atenção nesse capítulo, é o agravamento da tuberculose de Lampião. Essas cenas teoricamente se passam em 1935. Corroboram para esse pensamento, a passagem em que Maria Bonita é Baleada. Na vida real, tal evento ocorreu em julho daquele ano, em terras pernambucanas de Serrinha do Catimbau, então distrito de Garanhuns, Pernambuco. Nessa passagem, foi dada mais emoção ao caso, pois a baianinha, que estava presa, foi resgatada a cavalo pela cangaceira Dadá, mas quando fugia em sua garupa, o tenente Silvério (sempre ele) atirou nela pelas costas. De acordo com a História, sem contar Angico, a única vez que Maria de Déia foi baleada, foi em 20 de julho de 1935, em local já citado.

Nesse mesmo episódio, dar-se um pulo no tempo, mostrando Maria já curada na data de 7 de março de 1938 e, dizendo que já são sete meses depois dos ferimentos da bandoleira, portanto, tal ação teria ocorrido em agosto de 1937. Outro confronto de datas da vida real para série, é que aparece ao bando, Benjamin Abrahão, capturado e desconhecido de Lampião e seus cabras. Historicamente as datas não batem. O chamado Turco já era conhecido de Lampião desde 1926, em Juazeiro. Outra coisa: as filmagens de Benjamim foram realizadas em 1936, portanto, um ano antes do que mostra o filme. Também achei o vocabulário dos cangaceiros do filme bem refinado, o que não condiz com o linguajar sertanejo de homens sem instrução daquela época.


No último episódio, um primeiro tenente (Silvério Batista, no enredo, é segundo tenente) chega à sede de operações policiais e, ao perceber o desleixo dos militares, fala que “sabe porque essa praga comunista que chamam de cangaço não se acaba.” Essa passagem nos chamou atenção, tendo em vista, que na História já se tentou ligar o cangaço ao comunismo, mas, isso com pouca frequência. Em um desses episódios, Frederico Pernambucano de Mello, citando o jornal Gazeta de Notícias de 26 de agosto de 1936, nos conta em seu “Estrelas de Couro a Estética do Cangaço” o seguinte:

O secretário do Interior e Justiça do Ceará, Martins Rodrigues, membro da poderosa Liga Eleitoral Católica, a LEC, movimento direitista simpático ao governo, em visita à cidade de Juazeiro do Norte no mês de agosto de 1936, em discurso às lideranças locais, disse com ares de mistério que tinha consultado ‘certos documentos’ no Rio de Janeiro, que lhe permitiam sustentar que os dirigentes do extremismo vermelho não tinham escrúpulos de lançar mão de todos expedientes e elementos, até mesmo de cangaceiros como Lampião, para serviço de seus sinistros planos.

Para nós, do meio “cangaceiro”, uma grata surpresa no último episódio da série, por conta da aparição do talentoso poeta Neto Ferreira, de Campina Grande, declamando em uma típica feira nordestina, pouco antes de eclodir um tiroteio entre Lampião e policiais. Uma cena emocionante, que gostei, foi a que aparece Maria Bonita, triste, imaginando estar com a filha Expedita, sentindo a sua falta. Acredito que isso deve sim ter acontecido por várias vezes, afinal, a bandoleira era mãe. Por falar na filha de Lampião, no seriado Expedita teria sido criada por uma tia, e não pelos vaqueiros Manuel Severo e sua mulher Aurora. Neste mesmo episódio, Lampião e Maria Bonita abandonam seu bando, com o propósito de fugir, depois se arrependem e voltam para os seus comandados. Passagem impensável para quem conhece do assunto.

Outras disparidades históricas da série, por mim observadas: a morte de Zé Baiano se dá em 1938, e não em 1936, como aconteceu de verdade e, ao invés de ser morto por civis, na ficção, ele é assassinado por um outro cangaceiro. Nas cenas finais, não aparece a figura do coiteiro Joca Bernado, nem toda trama que culminou na morte do rei do cangaço e parte de seu bando. No enredo dos Estúdios Disney, quem entregou o coito de Lampião foi um cangaceiro desgarrado do bando e, depois da delação, foi (novamente) covardemente assassinado pelo tenente Silvério Batista. No dia do combate em Angico, Corisco sozinho, é quem faz o parto de Dadá e, por isso não atravessou o rio para se encontrar com Lampião no coito. No início da das cenas do combate de Angico, Lampião orienta Maria Bonita “a pegar Sila e Inacinha e fugir. Como assim?! Inacinha tinha sido presa em Piranhas, dois anos antes, portanto, não estava em Angico. Para ser mais específico, a frase dita pelo Lampião da série foi:

Tu (Maria Bonita) pega Sila e Inacinha e as outras, e arriba!

Outra fantasia dessa passagem, é que todos os cangaceiros viram quando os homens do Exército estavam chegando e cercando o local para ataca-los, diferente do que realmente aconteceu em Angico, onde a força chegou na surdina. Aliás, o local da morte de Lampião, no filme, é bem diferente de onde aconteceu o fato. Em “Maria e o Cangaço”, a batalha final se deu em campo aberto, numa planície. Na minha opinião, já que a equipe do seriado estava na região, bem que poderiam ter usado o cenário real, a Grota de Angico, para essa filmagem. Neste tiroteio do filme (Angico), morreram três mulheres, isso ainda quando Maria Bonita atirava ao lado de Lampião, quando se sabe que na história do derradeiro combate de Lampião foram duas as mulheres a morrer; Enedina, mulher de Zé de Julião, o Cajazeira, e a própria Maria Bonita.

Nos créditos da produção aparece como tendo dado consultoria à equipe da série, o Mestre Frederico Pernambucano de Mello e Jairo Luiz Oliveira, de Piranhas, dois experientes estudiosos do cangaço. Por tudo que vimos nos seis capítulos do filme, ficou a impressão de que a dupla de pesquisadores não teve acesso à totalidade do roteiro, ou mesmo a ideia de que suas opiniões não foram levadas em conta, pois são erros bobos, que poderiam muito bem não aparecer no filme. Se tivesse que dar uma nota à série, como entretenimento, minha nota seria alta, mas isso, analisando a película como fantasia, pois se a nota fosse dada pela análise da História, seria pequena, pois, da maneira como foi produzido, acredito que o filme vá muito mais confundir a cabeça dos que estão iniciando suas pesquisas cangaceiras. 

Em MINHA opinião, a série “Maria e o Cangaço” é uma boa pedida como entretenimento, como História, não! 

quinta-feira, 26 de março de 2020

Amaury em Documentário

As mulheres no cangaço

Através de depoimentos do grande decano da pesquisa, mestre Antonio Amaury; da ex-cangaceira "Sila", o universo feminino das mulheres dos grupos de Lampião e Corisco, são cantadas e decantadas neste documentário de 50 minutos, produzido há 20 anos pela Rede Sesc Senac de Televisão de São Paulo.

Apresentação de Rejane Marques e Eldo Mendes.
Produção: Branca Regina Rosa.
Realização: We Do Comunicações.
Direção de Dimas Oliveira Junior e Luis Felipe Harazim




Pescado no canal de Dimas Oliveira Jr.


terça-feira, 17 de julho de 2018

Vídeos

'Marancó' afirmou ter sido da Força Volante

O jornalista Marcelo André, na época apresentando o "Papo 96" da TV POLO, canal comunitário de Cubatão/SP, conversou com Orestes Barbosa, o "Marancó", famoso morador daquele município paulista, que contou um pouco de sua vivência em terras nordestinas, sobre a "história" de Lampião, e afirmou ter sido um ex-policial de volante baiana, entre os anos de 1936 e 1942.

Assista a reportagem em três partes e tire suas conclusões.



 Parte 2



 Parte final



Programa foi exibido em julho de 2006.


Créditos para Ivanildo Silveira, Pesquisador e colecionador, Natal/RN

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Documentário completo

A mulher no Cangaço

Com cenas reconstituídas sobre algumas das mais de 50 mulheres que estiveram no cangaço. Destaque para Dadá (Sérgia Ribeiro, mulher de Corisco), Cila (mulher de Zé Sereno) e Adilia (mulher de Canário). Dadá relembra o dia em que foi raptada por Corisco.

Cila conta que teve que doar o filho, cujo parto foi feito por Maria Bonita, pois não dava para criar um bebê devido a peregrinação do bando pelas caatingas e sertões. Adilia conta que encontrou na companhia do marido, Canário, a liberdade que o pai lhe negava."

Exibido originalmente em 1976 no Globo Repórter da TV Globo com cenas gravadas no povoado de Sítios Novos, do município de Poço Redondo - SE. Um das muitas curiosidades é que Maria de Juriti se recusou a participar do filme

Dados técnicos do documentário: http://cinemateca.gov.br/cgi-bin/wxis...



Fonte: Canal do Youtube de alencar2
Créditos pra o amigo Paulo Davi Alcântara

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Busca insólita

Filho procura mãe raptada por cangaceiro

Por Marici Capitelli

Uma decisão tomada em 1939 por um cangaceiro no interior da Bahia reflete ainda hoje na vida de uma família de Capão Redondo, na zona sul de São Paulo. Aos 78 anos, José Grigório de Jesus procura pela mãe que foi raptada por Angelo Roque, o Labareda, um dos chefes do bando de Lampião. Entre as muitas ações nos últimos 40 anos para ter notícias da mãe, ele gravou depoimentos na internet, colocou anúncios em jornais, participou de programas de TV e rádios, visitou asilos, conversou com estudiosos do cangaço e cangaceiros realizou viagem ao Nordeste em busca de pistas da mãe, que se estiver viva tem cerca de 92 anos.

Durante essas quatro décadas de buscas, José Grigório acabou encontrando uma tia e uma irmã, filha de sua mãe com o cangaceiro. Mas isso não é suficiente. “O que quero mesmo é encontrar a minha mãe, ou pelo menos saber onde ela foi enterrada. Ninguém desaparece da terra dessa maneira”, diz o idoso que chora enquanto conta a sua história. “Isso ainda me dói muito”, justifica ele, que é líder comunitário no Capão Redondo e dedica todo o tempo para melhorar a vida da comunidade local.



A baiana Ana Senhora de Jesus era dona de casa, mãe de quatro filhos e morava em um sítio em uma cidade que é chamada atualmente de Coronel João de Sá. José Grigório tinha três anos e era o segundo da prole quando o cangaceiro Angelo Roque chegou com seu bando numa tarde na propriedade da família, que tinha bom poder aquisitivo. “Meus parentes sempre contaram que ele estava armado e perguntou ao meu pai se ela era mulher dele.”

Diante da resposta positiva, Labareda teria dito que ela não era mais mulher dele a partir daquele momento. Ana, segundo o marido e os parentes, foi autorizada a pegar algumas roupas, foi colocada num cavalo e nunca mais ninguém da família teve nenhuma notícia dela.


Aos 13 anos, José Grigório (Foto) deixou a Bahia para nunca mais voltar e se mudou para São Paulo. Foi metalúrgico, líder sindical e acabou preso em algumas greves na época da repressão política.

Tinha vergonha de contar o passado da mãe e dizia para todo mundo que ela havia morrido. Não contou nem mesmo para a sua mulher Maria, com quem se casou em 1963. Mas, na década de 1970, quando ela assistia a um programa popular de TV viu uma mulher que procurava pelos filhos e citava o nome de José Grigório. Como ela era muito parecida com a sua cunhada, Maria pressionou o marido até ele confessar a verdade. “Foi só aí que ele admitiu que a mãe tinha sido raptada”, conta Maria que se tornou aliada na busca pela sogra.

O casal chegou a ir até a emissora de TV, mas não conseguiu contato com a mulher. A partir daí, as buscas por Ana Senhora nunca mais pararam. Algum tempo depois, José Grigório colocou anúncio em um jornal em busca da mãe. Um leitor disse que ela vivia em Itaquera, na zona leste. Maria fez várias buscas na região. “Também procurei em asilos por toda a cidade”, conta a mulher.

O idoso gravou depoimentos para uma webTV . “A história dele sensibilizou muito os ouvintes”, lembrou o apresentador Nilo March, que fez uma campanha durante três meses à procura de Ana Senhora. Receberam uma informação que ela estaria vivendo em Santo Amaro, na zona sul, mas não foi possível confirmar.

Outros filhos e parentes

Dos quatro filhos de Ana Senhora de Jesus, só restam três. A mais velha, Joana, morreu há 17 anos. A caçula Maria José da Silva, de 73, compartilha do sonho do irmão em saber o paradeiro da mãe. Quando Ana foi levada, ela tinha 1 ano e 5 meses e estava nos braços dela. “Fui criada pelos padrinhos e só com 11 anos soube da verdade. Fiquei muito triste”, recorda.

O outro filho de Ana, José André dos Santos, de 76 anos, não tem vontade de rever a mãe nem de saber notícias. “Ela podia ter voltado.” Anita, filha de Ana com Angelo Roque, também disse aos irmãos ter mágoa da mãe por ter sido abandonada ainda bebê.

Angelo Roque raptou Ana Senhora em 1939, mas em 1940 ele se entregou à polícia. Solto, foi segurança no IML da Bahia e morreu no início da década de 1970.  Quando Ana foi levada, sua irmã Maria Senhora de Jesus nem tinha nascido. “Toda a minha família procurou muito por ela”. Os irmãos chegaram a ir a outros estados em busca de notícias. “Nunca conseguimos nada. Nossa mãe morreu falando dessa filha raptada.”

Aos 69 anos, Maria sonha em encontrar ou ter notícias da irmã. “Pelo menos a gente resolveria esse assunto.” Dos sete irmãos, além de Ana, só ela e a irmã mais velha estão vivas. “Uma das maiores alegrias da minha vida foi ter reencontrado meus sobrinhos filhos da Ana.”

Mulheres no cangaço

Antonio Amaury Correa de Araújo, estudioso do assunto cangaço, conhece um pouco a história de Ana Senhora de Jesus. “Quando Labareda se entregou à polícia, ela o acompanhou e aparece nas fotos ao lado dele.” Ele conta que a família de Ana era coiteira - oferecia algum tipo de ajuda aos cangaceiros, que ia desde oferecer alimento até a conivência dos grandes latifundiários.


Ana aparece atrás do companheiro "Labareda"
no dia das entregas.

A historiadora Ana Paula Saraiva de Freitas, autora de uma tese sobre a presença feminina no cangaço, conta que as mulheres, depois que integravam os bandos, não tinham como sair. “Ou sofriam retaliações do próprio grupo ou da sociedade que também as via como bandidas.”

Pescado no Jornal da Tarde
1ª e 2ª Fotos print de imagens de Francisco Paz (Portal: R7)

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Próximo encontro

Avant premier para sergipanos, alagoanos e circunvizinhança


Falando nisso...


Cariri Cangaço 2013. Das telas do Ceará para o Mundo!

A FGF, Faculdade Integrada da Grande Fortaleza, mantém a FGF TV, um canal universitário que exibe entre outros o programa UNIVERSIDADE VIVA com apresentação do diretor de comunicação da FGF jonasluis DA SILVA, de Icapuí. 

No ultimo dia 12 de maio ele recebeu e conversou com nossos confrades Manoel Severo Gurgel Barbosa e Aderbal Simões Nogueira



Pescado no Canal da GGTV no YouTube

segunda-feira, 11 de março de 2013

Documentário

"O poder político de Fideralina Augusto Lima e seus Descendentes"

Produzido pela TV Assembleia do Ceará conta a história de uma cearense guerreira, diferente das outras mulheres do seu tempo. Este documentário foi apresentado pela primeira vez no Plenário 13 de Maio da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará para convidados.

Na ocasião, o presidente da Casa, deputado Roberto Cláudio (PSB), registrou sua gratidão a todos os envolvidos na construção do documentário, em especial à equipe do núcleo de documentários da emissora, coordenada por Ângela Gurgel, lembrando que a ideia para a produção surgiu de uma provocação de Melquíades Pinto Paiva, trineto de Fideralina.

"Fideralina nasceu no município de Lavras da Mangabeira e foi tida como um verdadeiro coronel do sertão", explicou Melquíades.

Inicio


Parte 2

Parte Final


Pescado no canal do YouTube da TV Assembleia Ceará

A saga de Dona Fideralina será um dos destaques do...

 
 

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Documentários

Perfil - Gustavo Barroso


Filho de Antônio Filinto Barroso e de Ana Dodt Barroso, fez os seus estudos nos externatos São José, Parthenon Cearense e Liceu do Ceará.

Cursou a Faculdade Livre de Direito do Ceará, bacharelando-se em 1911 pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, atual Faculdade Nacional de Direito da UFRJ

Foi redator do Jornal do Ceará (1908-1909) e do Jornal do Commercio (1911-1913); professor da Escola de Menores, da Polícia do Distrito Federal (1910-1912); secretário da Superintendência da Defesa da Borracha, no Rio de Janeiro (1913); secretário do Interior e da Justiça do Ceará (1914); diretor da revista Fon-Fon (a partir de 1916); deputado federal pelo Ceará (1915 a 1918); secretário da Delegação Brasileira à Conferência da Paz de Venezuela (1918-1919); inspetor escolar do Distrito Federal (1919 a 1922); diretor do Museu Histórico Nacional (a partir de 1922); secretário geral da Junta de Juriconsultos Americanos (1927); representou o Brasil em várias missões diplomáticas, entre as quais a Comissão Internacional de Monumentos Históricos (criada pela Liga das Nações) e a Exposição Comemorativa dos Centenários de Portugal (1940-1941). Participou do movimento integralista. Embora não concordasse com o rumo dos acontecimentos a partir de 1937, manteve-se fiel à doutrina filosófica do integralismo.

Estreou na literatura, aos vinte e três anos, usando o pseudônimo de João do Norte, com o livro Terra de Sol, ensaio sobre a natureza e os costumes do sertão cearense. Além dos livros publicados, sua obra ficou dispersa em jornais e revistas de Fortaleza e do Rio de Janeiro, para os quais escreveu artigos, crônicas e contos, além de desenhos e caricaturas. A vasta obra de Gustavo Barroso, de cento e vinte e oito livros, abrange história, folclore, ficção, biografias, memórias, política, arqueologia, museologia, economia, crítica e ensaio, além de dicionário e poesia. Pseudônimos: João do Norte, Nautilus, Jotanne e Cláudio França.

Inicio


Parte 2


Parte 3


Parte final


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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

O lado B de um pesquisador

 Diálogo com Aderbal

Estava justamente buscando fugir do lugar comum e explorar um pouco das atividades extracurriculares dos escritores, pesquisadores, enfim, gostaria de compartilhar um outro cotidiano destes vaqueiros. Por exemplo: para o entrevistado do vídeo abaixo, Cangaço é uma entre tantas paixões. É o segundo assunto da pauta, e só pra variar é o que domina o papo recheado de boas histórias de aventuras.

Assista aí, o Programa Diálogo da TV Ceará com apresentação de Ricardo Guilherme que recebeu o nosso confrade o pequisador, esportista, multimídia etc Aderbal Nogueira.



Aproveitando a deixa...

O Coroné Ângelo em close de Manoel Severo
Atenção cangaceirólogos da terra da Iracema. Neste sábado, 16 o também pesquisador, escritor e presidente do Grupo de estudos do cangaço do Ceará - GECC Ângelo Osmiro Barreto é o entrevistado do programa "Papo Literário" com Monica Silveira apartir das 19h 30min na TV Ceará Canal 5. E pro resto do país? Assim que o vídeo estiver disponivel na web compartilharemos com toda certeza.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

O documentário que faltava por aqui

De Maurice Capovilla  "O último dia de Lampião" 1975 

Sinopse:

"Depoimentos documentais somam-se à reconstituição das últimas 24 horas de Virgulino Ferreira, o Lampião.

Com narração de Sérgio Chapelin, registram-se imagens e vozes de soldados da Volante e, também, de cangaceiros sobreviventes da emboscada (ocorrida em 28 de julho de 1938), na qual morreram Lampião, Maria Bonita e nove cangaceiros.


O cineasta pergunta a todos eles: 'onde você estava aquele dia?'. As filmagens contaram o episódio narrado, tanto sob o ponto de vista dos cangaceiros, quanto do ponto de vista dos 'macacos' (Soldados da Volante).

Começa em Piranhas, Alagoas, onde a tropa iniciou sua movimentação, até montar a emboscada na grota de Angico. Os sobreviventes foram levados aos locais onde tudo se passou. Atores e populares (alguns parentes dos envolvidos no conflito) atuaram.

A Polícia Militar de Alagoas forneceu o armamento e soldados da PM." , sinopse extraída do livro 'Cangaço, o Nordestern no Cinema Brasileiro', org.: Maria do Rosário Caetano, Avathar Soluções Gráficas, DF, 2005.)

Observações do Diretor

O tema do cangaço chegou à Blimp Film por acaso. *Um dentista, pesquisador do cangaço, era conhecido do diretor de produção da Blimp. Por isso, ele nos deixou, para nossa avaliação, enorme texto com dados importantes dos diversos bandos de cangaceiros, especialmente do bando de Lampião. O Guga (Carlos Augusto de Oliveira) me deu o material para eu dar uma olhada. Eram informações gerais e dispersas, abarcando um amplo universo dos conflitos do cangaço.

Achei interessante, pois a pesquisa citava nomes de cangaceiros e suas localizações no espaço geográfico do Nordeste. Entre eles, muitos se encontravam no coito de Angico por ocasião da morte de Lampião.

Propus então realizar um programa que centrasse o foco nos últimos dias de Lampião, isto é, as últimas 24 horas do bando. O Guga topou na hora e o Boni (José Bonifácio Oliveira Sobrinho, irmão dele e executivo da Globo) analisou e aprovou o projeto. Necessitávamos da aprovação dele, uma vez que o orçamento para esse filme extrapolava custos habituais.

'O último dia de Lampião' foi realizado em duas etapas. Na primeira viajei com a equipe precursora e subi de Salvador, passando por Alagoas e Sergipe, Até chegar ao Recife. Fui encontrando e captando depoimento dos cangaceiros. Em Alagoas encontrei dois soldados da volante, Abdon e Panta - este foi o militar que matou Maria Bonita.




Soldados Abdon e José Panta de Godoy


Em Piranhas, consegui o depoimento dos traidores, Joca Bernardes e Durval, o irmão de Pedro de Cândido, os dois coiteiros de Lampião, que nunca tinham confessado a traição.


João de Almeida Santos, o Joca Bernardes.

Voltei a São Paulo com o material, montei e segui para a segunda etapa, que consistia em reconstituir, a partir das entrevistas feitas, os fatos que culminaram com a morte de Lampião. De grande ajuda foi Cila, mulher de José Sereno - que estava hospitalizada em São Paulo. O depoimento dela tem valor de confirmar informações contraditórias. Cila era a melhor amiga de Maria Bonita, era também a figurinista do bando e foi a nossa também. Os chapéus foram confeccionados por Dadá, mulher de , na Bahia. 


Soldado João Bengo

Enfim, tive sorte de encontrar testemunhas oculares da história, que deram a credibilidade necessária à reconstituição dos fatos (...)'

- Trecho de depoimento de Maurice Capovilla, extraído do livro 'Cangaço, o Nordestern no Cinema Brasileiro', org.: Maria do Rosário Caetano, Avathar Soluções Gráficas, DF, 2005."

"Depoimentos dos remanescentes do grupo residentes na capital paulistana que se achavam presentes no dia da morte de Lampião e daquele que deu o tiro inicial, Abdon, nunca antes entrevistado".

Vamos ao deleite...



Fonte: Canal do Dj Fr3d no You Tube. Texto: www.cinemateca.gov.br
Fotos: DocsPrimus e Prints do vídeo.

*O dentista em questão é nosso estimado amigo Antonio Amaury

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Documentário

"O Caldeirão do Beato José Lourenço". TV Assembleia do Ceará.
  
O Caldeirão de Santa Cruz do deserto foi um dos movimentos messiânicos que surgiu nas terras do Crato, Ceará. A comunidade era liderada pelo paraibano de Pilões de dentro, José Lourenço Gomes da Silva, mais conhecido por beato José Lourenço.

No Caldeirão, os romeiros e imigrantes trabalhavam todos em favor da comunidade e recebiam uma quota da produção. A comunidade era pautada no trabalho, na igualdade e na religião.


Apresentação: Robério Diógenes

Participação especial dos pesquisadores e confrades de Cariri Cangaço Domingos Sávio Cordeiro e Sandro Leonel Tavares.

Primeira parte
  


Parte 2


Parte 3


Parte 4


Parte 5


Fonte: Canal da TV Assembleia no Youtube

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Para todo Brasil!!!

Nesta Quinta-feira 15, Sedição de Juazeiro, estreia em rede nacional




Jonasluis DA SILVA, de Icapui conclama a nação. A TV Senado orgulhosamente apresenta para todo o Brasil, em canal aberto e TV por assinatura. A minissérie Sedição de Juazeiro: A guerra de 1914, em 4 capítulos. Estreia nesta Quinta 15 com reprise no Domingo 18. 

Na segunda década do século XX, o poder central no Brasil era exercido pelo chamado homem forte do regime, Pinheiro Machado, presidente do senado. O presidente da república, Hermes da Fonseca, homem medíocre e fraco, lhe era submisso. 

Cena da Minissérie
Pinheiro Machado trata de criar condições para, a menos de dois anos da sucessão presidencial suprema, substituí-lo com o apoio das chefias dos Estados. Em Juazeiro reúne-se uma assembléia estadual insubmissa, sob a presidência de Floro Bartolomeu, aliado do Senador Pinheiro Machado. Declara-se assim uma dualidade de poderes legislativos no Estado. Na segunda quinzena de janeiro de 1914, tropas enviadas de Fortaleza pelo governador Franco Rabelo atacam Juazeiro. Floro e seus soldados esperavam o ataque. 

As forças atacantes foram logo repelidas e postas em fuga. Os sediciosos de Floro Bartolomeu marcharam-lhes ao encalço e não deixaram pedra sobre pedra. Invadiram e saquearam sucessivamente o Crato, Barbalha, Missão Velha e Iguatu. Dali os combatentes de Floro tomam o trem e saem ocupando as cidades de Quixeramobim, Quixadá, Baturité, Redenção, até atingem a periferia da Capital, em Parangaba. O governo central decreta a intervenção federal no Ceará a 14 de março de 1914. 

Os jagunços de Floro Bartolomeu chegam a capital Fortaleza. Franco Rabelo embarca de volta ao Rio de Janeiro. Triunfa a SEDIÇÃO DE JUAZEIRO: A GUERRA DE 1914.

Espie o Trailer


Um trabalho produzido pela FGF-TV de Fortaleza e co produção da Laser Video Produções de cumpadi Aderbal Nogueira.

Quem me gritou foi confrade Jorge Remígio via Face

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Vem por aí

Benedito Ruy Barbosa escreve série sobre cangaço

Por Alberto Pereira Jr.


Benedito Ruy Barbosa, 81, tem três projetos seus na fila por um espaço na programação da Globo. Além de uma série sobre o poeta baiano Castro Alves (1847-1871) e uma novela das 21h chamada "Velho Chico", Benedito entregou recentemente à direção da emissora o texto de uma série ambientada no cangaço.

Intitulada "O Cerco", a trama se passa no nordeste do Brasil e começa no dia da morte de Lampião e Maria Bonita. "A ideia é mostrar o outro lado do cangaço, as pessoas que sofreram com os desmandos políticos", contou o autor à Folha.

Na história, um bando de cangaceiros se refugia em uma fazenda, enquanto os milicianos se aproximam para liquidá-los. Segundo Benedito Ruy Barbosa, "O Cerco" pode ser adaptado como uma série ou como uma novela para o horário das 23h, recentemente ocupado pelo remake de "Gabriela".

 O dramaturgo Benedito Ruy Barbosa, que prepara uma série sobre cangaço.
Mastrangelo Reino - 25.out.10/Folhapress

Pesquei na Folha UOL

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Pra quem perdeu

Entrevista com o pesquisador Frederico Pernambucano de Mello no Programa "Provocações" TV Cultura.

Apresentação de Antonio Abujamra.

  

Bloco 2




terça-feira, 9 de outubro de 2012

Atentado por Lampião!

Alcino foi entrevistado pelo programa Sergipanidade da TV Aperipê/SE.

A matéria é de 2010. Alcino Alves Costa é personalidade memorável do município de Poço Redondo. Hoje é um escritor ativo, compositor, poeta e historiador. A Equipe do Sergipanidade bateu um papo com ele, e você confere agora!



Açude: Projeto Sergipanidade no YouTube

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

É Hoje

Sedição de Juazeiro em Avant-Première



Quando?: 22 de Agosto de 2012
Adonde?: Auditório Deputado João Frederico Ferreira Gomes, Anexo II da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, Fortaleza.
Horário: 19:00


Sinopse: na segunda década do século XX, declara-se uma dualidade de poderes legislativos no estado do Ceará. Tropas são enviadas de Fortaleza pelo governador Franco Rabelo para Juazeiro do Norte. Padre Cícero, Floro Bartolomeu e seus soldados esperam o ataque. O governo central decreta a intervenção federal no Ceará no dia 14 de março. Triunfa a sedição de juazeiro, a guerra de 1914.

Título: SEDIÇÃO DE JUAZEIRO
Direção: DANIEL ABREU
Produção: DANIEL ABREU / JEANNE FEIJÃO
Roteiro: JonasLuis DA SILVA, de Icapuí
Ano de Produção: 2012
Realização: APEC Associação de Estudos e Pesquisa Técnico-Científica
Produção Acadêmica: FGF FACULDADE GRANDE FORTALEZA
Produtora: JLS - COMUNICAÇÃO E EDITORA LTDA/LASER VÍDEO
Formato: DIGITAL
Nacionalidade: BRASIL (CEARÁ)
Duração: 140 MIN.
Gênero: GUERRA
Cor: COLORIDO
Classificação Indicativa: 12 ANOS
Ano de Estreia: 2012

"Este Projeto é apoiado pela Secretaria Estadual da Cultura Lei N° 13.811, de 16 de Agosto de 2006"

"Agradecemos a Coelce pelo apoio conferido a realização deste Projeto, através da Lei N° 13.811, de 16 de Agosto de 2006"

Veja mais em: www.sedicaodejuazeiro.com ou
www.sedicaodejuazeiro.blogspot.com.br

Att Aderbal Nogueira
Documentarista
Fortaleza, CE

domingo, 1 de julho de 2012

Para quem não viu!

O Cangaço - Grande Debate
Com: Coroné Severo, Coroné Ângelo Osmiro, Aderbal Nogueira e Ricardo Albuquerque.

Por ser contada quase sempre pelos vencedores, a história do brasil costuma menosprezar seus heróis populares. No caso do cangaço, no entanto, a coisa foi um pouco diferente... Lampião, ícone do movimento dos cangaceiros, soube tirar proveito de uma das mais importantes invenções do início do século passado, para tirar o cangaço do sertão profundo e levá-lo ao conhecimento da população das grandes cidades.

Foi através da fotografia, dos registros fotográficos, que o cangaço ganhou as páginas dos jornais e excitou a imaginação popular. Fez de Lampião herói nacional e inimigo público número um do estado. Estado, que também soube usar o poder da imagem quando não hesitou em divulgar as imagens das cabeças decepadas de lampião e seu bando... Imagens que chocaram o mundo. Tudo isso, e muito mais, está registrado numa das mais importantes publicações brasileiras sobre o cangaço que está sendo entregue esta semana ao público brasileiro e é o tema do Grande Debate! Apresentação e moderação do jornalista Ruy Lima.




 





Parecer do Coroné Severo

Na última quarta-feira 20/06 tivemos a grata oportunidade de participar ao lado dos confrades de GECC-Cariri Cangaço; Ângelo Osmiro, Ricardo Albuquerque e Aderbal Nogueira; do Programa Grande Debate, veiculado pela TV O Povo e que tem como âncora o jornalista Ruy Lima. O debate teve como ponto principal o livro "Iconografia do Cangaço", orgnizado por Ricardo Albuquerque e que traz um conjunto de imagens da época em que o fenômeno do cangaço imperava pelos sertões nordestinos.

Por mais de uma hora foi possível discorrer sobre vários aspectos ligados a esta mesma iconografia, quando nos detemos por exemplo, sobre a percepção que Lampião possuia "de sua própria imagem" e o quanto o rei do cangaço acabou utilizando-se da mesma, quando compreendeu o magnetismo que exercia sobre a população do sertão; outros aspectos foram abordados, como a presença das mulheres a partir de Maria Bonita, seu papel dentro do bando, o amor, a paixão, a vaidade, enfim.

Ricardo Albuquerque, o responsável pelo "Iconografia do Cangaço" , nos apresentou todo o cenário que antescedeu a grande saga do mascate Benjamin Abrahão em busca da fama por ser o primeiro a filmar o bando de Virgulino; a presença de avô de Ricardo, Ademar Albuquerque como grande financiador e incentivador da empreitada e todo o rosário durante mais de 15 anos, pelo qual foi submetido o espetacular material colhido pelo secrerário do Padre Cícero.

Ainda com a qualificada participação dos confrades Ângelo Osmiro e Aderbal Nogueira, foi possível discutir sobre as muitas imagens contidas no obra organizada por Ricardo Albuquerque que ainda traz um DVD com os 15 preciosos minutos do que restou das filmagens originais de Abrahão com o bando de Lampião; 4 desses minutos, totalmente inéditos.

A noite foi extremamente agradável, não só pela atmosfera do Programa e talento do grande apresentador Ruy Lima, mas e principalmente pelo oportunidade de levar mais uma vez ao grande público telespectador, um pouco dessa intrigante e sensacional história do cangaço no nordeste. O Grande Debate é veiculado na Tv O Povo de Fortaleza e será reprisado durante a semana em curso.

Manoel Severo
Sócio da SBEC, Diretor do GECC
Curador do Cariri Cangaço



O Grande Debate você assiste ao vivo de segunda a sexta às 19h na TV O POVO/Fortaleza (Canal 48 | Net 23 | TV Show 11 ou pelo Site

Pesquei na: TVOPovo/YouTube

domingo, 15 de janeiro de 2012

Imprensa e Cangaço

Mossoró, Cidade da Resistência


Série de reportagens produzidas pela Intertv Cabugi de Mossoró que conta como a cidade expulsou o bando de Lampião em 13 de junho de 1927. A reportagem foi exibida em 2007.

Participações do Seu Dionísio, testemunha ocular do evento e dos pesquisadores Geraldo Maia e Kydelmir Dantas.


 Parte 2



 Parte 3



 Parte 4



 Parte final



Cortesia do pesquisador e escritor Sergio Augusto de Souza Dantas 

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Na parabólica

No programa Oncotô desta terça (2), às 20h, na TV Brasil Jorge Mautner fala sobre Lampião e sobre a arte popular do Nordeste.

Esther Dias com o grupo Cabras de Lampião

Esther Dias esteve em Caruaru, onde conversou com o Mestre Dila, um dos melhores xilógrafos do Nordeste. Aos 71 anos, ele ainda entalha à mão os personagens dos folhetos de cordel, impressos numa máquina artesanal. Mestre Dila conta a historia da vida dos cangaceiros e de Virgulino Lampião.

Ainda em Pernambuco, Esther foi até Serra Talhada. Lá, assistiu à apresentação do grupo Cabras de Lampião e conversa com Anildomá Willans, o diretor do grupo. Em um passeio pela caatinga, Anildomá conta a história de Lampião e a leva até o sítio onde ele nasceu.


Mestre Expedito, em Nova Olinda, conta a Esther como começou seu trabalho com artesanato de couro. Conhecido como Mestre Expedito Seleiro, ele herdou do pai a arte de domar o couro e fazer maravilhas utilitárias como selas, gibões, perneiras, chapéus e sapatos campeiros. Hoje, é considerado ícone do artesanato em couro e seus produtos são reconhecidos no mercado internacional.


Pesquei na TV Brasil

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Só pra lembrar:

O Programa de Cinema da TV Brasil (antiga TVE) exibe neste Sábado, 16/07 ás 23h15...



Considerado um dos clássicos da cinematografia nacional, O Cangaceiro, de Lima Barreto, primeiro longa brasileiro a ser premiado em Cannes, é a atração de sábado (16), às 23h15. Distribuído em mais de 80 países – só na França, ficou cinco anos em cartaz – foi a grande consagração dos estúdios da Vera Cruz. Sua história se inspira na lendária figura de Lampião.

O tema, para a época, era absolutamente original: em meio à luta com as tropas organizadas por voluntários em busca de defesa de seus vilarejos, surge um conflito entre dois cangaceiros, capitão Galdino Ferreira e Teodoro, por conta de uma professora raptada a quem um deles pretende libertar por amor.

Esta mistura de faroeste nordestino, embora tenha sido filmado em São Paulo, com drama romântico, épico e histórico, tornou-se uma forma clássica do cinema brasileiro, criando o gênero cangaço, e provocando um impacto na carreira do diretor, que ele nunca conseguiu absorver. Barreto contou com a colaboração da escritora Raquel de Queiroz no roteiro.

O filme tem como música tema Mulher Rendeira, interpretada por Vanja Orico, e acompanhada pelo coro dos Demônios da Garoa. Foi premiado como Melhor filme de aventuras e Menção Honrosa pela Música (Gabriel Migliori), no Festival de Cannes (1953); e Melhor filme no Festival de Edimburgo (1953). Reprise. 105 min.

Título original: O cangaceiro. Ano: 1953. Gênero: Ficção. Direção: Lima Barreto, com Alberto Ruschel, Marisa Prado, Milton Ribeiro, Vanja Orico, Ricardo Campos, Adoniram Barbosa, Neuza Veras, Zé do Norte.