Mostrando postagens com marcador Paulo Medeiros Gastão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Paulo Medeiros Gastão. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Novo livro na praça!!!

"O processo de Dores"



O chanceler Paulo Medeiros Gastão acaba de lançar o segundo volume da serie de processos contra o Cangaço.
  
Digitalizado e postado originalmente no site do Tribunal de Justiça de Sergipe e compartilhado pelo blog Lampião Aceso, o processo movido contra Lampião pela comarca de Capela contra o Rei do cangaço por ter assassinado o jovem José Elpídio dos Santos na cidade de Nossa Senhora das Dores, SE em outubro de 1930 foi minuciosamente lido, transcrito e finalmente apresentado aos colecionadores e especialmente os profissionais da área do direito. 

São trinta e sete páginas de um relato coletado na íntegra de documentação originária do judiciário sergipano. As ocorrências constam nas páginas desde que instaurado o processo. Assim o caro leitor terá nova forma de ver o cangaço com a participação direta dos anais do judiciário. Cangaço analítico e objetivo. Mais uma edição especial da Sociedade Brasileira de estudos do Cangaço - SBEC.

Solicite o seu com o autor Paulo Gastão - pelo e-mail paulomgastao@hotmail.com
Valor: "R$ 25,00" (Vinte e cinco reais) com frente incluso.

Depósito ag. Banco do Brasil - nº 3526-2 e c/c 737-4. 
(Após depósito confirme guia de pagamento via email).

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Outra leva de novidades...

...E relançamentos que compõem a mini bienal do maior encontro de cangaceirólogos do Brasil

Lampião, morreu assim pela 4ª vez

Lampião foi envenenado? Esta pergunta tem sido feita com muita constância 
pelos pesquisadores interessados na vida de Lampião. E a resposta foi dada pelo 
médico Dr. Leandro Cardoso, durante apresentação dos resultados de seus 
estudos a este respeito, através das análises feitas sobre os prováveis venenos 
utilizáveis à época, e seus respectivos efeitos nas vitimas, contribuindo assim 
para elucidar as questões levantadas a este respeito. 

O mesmo trabalho encontra-se transcrito na integra no presente livro, e foi apresentado em primeira mão na 2ª edição do Cariri-Cangaço.


Alguém traiu Lampião?  A entrevista feita com Joca Bernardo, traz a resposta 
à esta pergunta, dada de viva voz pelo mesmo ao autor deste livro, reincidente 
entre os estudiosos do assunto.

A nova edição conta com 317 páginas.
Valor de lançamento : R$ 45 (Quarenta e cinco reais)

"Dé Araújo" será imortalizado por Geraldo Ferraz



Trata o presente trabalho, em especial, da biografia, resumida, de um cidadão sertanejo, que, achando-se injustiçado, resolveu pegar em armas para executar sua vingança. Na sua espetacular trajetória de vida, tornou-se cangaceiro – ao ingressar no grupo liderado pelo Sinhô Pereira -,  incorporou-se a Força Pública de Pernambuco, virou desertor, reassumiu as fileiras do cangaço – mais uma vez sob o comando do Sinhô Pereira e, logo  a seguir, ficou sob a chefia do temível Lampião -, até o momento que não mais compactou com os bandoleiros, e, finalmente, sendo convencido por familiares e amigos, a tentar a sorte no Sudeste brasileiro, se incorporou no Regimento de Cavalaria da Força Pública de São Paulo e tornou-se um militar exemplar.

• Valor de lançamento R$ 40 (Quarenta Reais).

Aninha e Paulo resgatam um capítulo perdido


Sítio dos Nunes de Flores, vive Saga cangaceira é o fruto da parceria entre a professora e pesquisadora Ana Lúcia Granja e Paulo Medeiros Gastão.

Um relato de crimes praticados por cangaceiros no distrito de Sítio dos Nunes, Estado de Pernambuco. O Processo é instaurado na Comarca de Flores e se passa no ano de 1928.


Este documento encontra-se na integra, sendo o primeiro a ser lançado para deleite dos leitores do cangaço em território nacional.

Lembramos aos aficionado do cangaço que a tiragem da 1ª edição é limitada. Sendo de agradável leitura e trazendo fatos nunca descritos desde o primeiro livro que retrata o cangaço.


Valor de lançamento R$ 15,00 (Quinze reais)

--------------------------------------------------------------------------------------------
Posteriormente faremos a divulgação e forma de aquisição para os rastejadores de todo país. E como bem disse o confrade Honório de Medeiros - " Preparem os corações e mentes, aficionados da história do Sertão nordestino: Vem aí o...

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Cariri Cangaço 2013

Alguns dos lançamentos já confirmados para o grande evento

Luiz Ruben reuniu todos os planos de..."Como Capturar Lampião"

Pesquisando os jornais da Bahia, começando do ano de 1928 até o final da década de 30, dentre eles, A Tarde, Diário da Bahia, Diário de Notícias, O imparcial, Nova Era, incluindo também jornais de outros estados, como, A República, de Alagoas, Diário Oficial do Poder Legislativo de Pernambuco, além dos Boletins da Polícia Militar da Bahia, para um trabalho onde parte dele publiquei em outros livros, observei que existia uma preocupação muito grande, não só do estado, mas, uma verdadeira fixação de grande parte da sociedade civil, com o extermínio do grupo de Lampião.

Foi publicado na época, além das estratégias do estado, ideias, algumas absurdas e fantasiosas de como fazer isso. Assim, resolvi extrair da minha pesquisa, a parte que encontrei sobre esse assunto e transcrevo as matérias ao longo do livro....

Preço: R$ 30,00 Livro (142 páginas)

Paulo Gastão nos diz "Quem é Quem no Cangaço"

Novo trabalho do pernambucano Paulo Medeiros Gastão, 74, trata-se de uma obra referência que funciona como ponto de partida para quem quer conhecer a ‘literatura cangaceira’.

O livro, originalmente publicado em 2012, traz uma vasta lista com nomes de autores de todo o Brasil que abordaram o tema em várias épocas – os potiguares Lauro da Escóssia, Juvenal Lamartine, Câmara Cascudo e Iaperi Araújo são alguns dos citados na obra.

 Valor: R$ 30,00

Fonte: Tribuna do Norte www.tribunadonorte.com.br



domingo, 30 de dezembro de 2012

Retrospectiva

Os lançamentos e relançamentos de 2012

E assim a gente encerra mais um ano, precisamente o . Em 2012 tivemos a triste missão de comunicar a partida de amigos, de pesquisadores e personagens que ajudaram a costurar esta história. Perdas como da ex cangaceira Aristéia, do ex coiteiro Arlindo Grande, de Dona Mocinha (ultima irmã viva do Rei do cangaço), dos pesquisadores Luis Antonio Barreto, Eric Hobsbawm, Raimundo Soares de Brito e a que vem a ser a mais sentida por conta da afinidade e amizade, nosso grande amigo e mestre Alcino.

Mas também um ano de muitas estreias e resgates no campo literário. Abaixo relacionamos as novidades e reedições que estiveram em nossa vitrine virtual. Agradecemos e reafirmamos nosso compromisso com escritores, divulgadores e revendedores que acreditaram no Lampião Aceso como parceiro.

Colecionismo tem sido um dos focos principais de nossa pesquisa. Se você também concorda que este veiculo "alumeia" o seus possiveis leitores, entre em contato pelo lampiaoaceso@hotmail.com e conheça nossa proposta para divulgação do seu trabalho, seja este livro, HQ, ou DVD.

Feliz Ano Novo!!!
Atenciosamente, Kiko Monteiro.

Janeiro



Fevereiro


 Março






Abril






Maio



Junho




Julho












Agosto








Setembro








Outubro



Novembro




Dezembro





quarta-feira, 4 de julho de 2012

Novo livro na praça

Outras mentiras e mistérios de Angico segundo Paulo Gastão

Por Ivanildo Silveira

O pesquisador e escritor pernambucano Paulo Medeiros Gastão, fundador da SBEC - Soc. Bras. de Estudos do Cangaço, lançou extra-oficialmente, mais um livro sobre cangaço. Trata-se da obra  "1938 - Angico " impressa na ind. gráfica e editora Montaigne Ltda., de Mossoró/RN.


O livro tem 144 páginas. É diferente, constam centenas de perguntas e respostas, diretamente relacionadas ao combate em Angico, em que morreram Lampião + 10 cangaceiros, além do soldado Adrião. O autor que tem mais de 20 anos de pesquisa sobre o tema, procura  dar uma resposta, na sua ótica, sobre  as principais dúvidas verificadas neste combate, e de seus personagens ( volantes e cangaceiros ).

A aquisição do livro, pode ser feita diretamente com o autor ( não está á venda em livrarias ), ao
preço de R$ 20,00 ( vinte reais + frete ), através do email, abaixo: paulomgastao@hotmail.com

Abraço a todos, e, parabenizo o autor por mais essa contribuição ao estudo do cangaço.

Ivanildo  Alves  Silveira
Colecionador do cangaço
Membro da SBEC e Cariri-Cangaço
Natal/RN

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Imprensa e história

O Pharol – Pioneiro na imprensa do Vale Sanfranciscano
Por: Ana Lucia

Mediante a importância e a necessidade de orientar os navegantes, o farol é um instrumento indispensável para guiar com sua luz, a escuridão noturna de suas águas. Era esse o propósito do jornal “O Pharol.” Iluminar. Levar para as pessoas, o conhecimento, os fatos, as notícias da Região, do Brasil e do Mundo, informações em geral, como também prestar diversos serviços sociais a sociedade petrolinense e região.

Desde os tempos de criança, Joãozinho era leitor assíduo da revista infantil O Tico- Tico começando a partir dessas leituras, a fazer um jornalzinho manuscrito que intitulou de “Correio da Infância” que circulou até 1914.

João Ferreira Gomes, fundador do Jornal, era um jornalista preocupado com os detalhes, apresentava as matérias sistematicamente bem escritas e ilustradas. Sem interrupção, o Jornal O Pharol, foi o hebdomadário de maior longevidade de todo o interior do nordeste. Fundado a 07 de Setembro de 1915, mas somente a 10 de Setembro do corrente ano surgiu a primeira edição impressa.

O jornal toda semana trazia noticias sobre o banditismo que assolava o sertão e região e em especial sobre o bandoleiro mais temido do nordeste – Lampião que era manchete e motivo de reportagens diárias pelos crimes que cometia em todo Estado de Pernambuco e outros Estados nordestinos. Seu Joãozinho escrevia a matéria sobre o cangaceirismo de forma detalhada e ao mesmo tempo preocupado em relação aos sertanejos que estavam na mira deste bandoleiro e suas façanhas, apelando sempre para as autoridades competentes que tomassem providências contra as investidas constantes de Lampião e seus comparsas na sociedade sertaneja que sofria de todas as formas. O jornal é muito rico em detalhes na escrita e as informações eram passadas para os leitores com seriedade e em tempo quase real, pois contava com colaboradores que o auxiliavam na coleta de informações vindas de vários lugares por onde ele passou para expor na coluna do semanário do Pharol.



Desde a década de 1920 ate o final da década de 1938 períodos sólidos e finais do cangaceirismo no sertão, o jornal O Pharol foi um referencial escrito de grande importância para escritores, pesquisadores de renome nacional que vinham aqui na cidade de Petrolina ou na capital, Recife, onde existem exemplares do jornal para consultarem em suas folhas antigas, sensíveis e desgastadas pelo tempo, variados fatos sociais e policiais do nosso sertão e Estado referentes à saga lampiônica. Os leitores de todas as classes sociais que desejavam saber noticias de Lampião e seu bando, tinha no jornal O Pharol o que precisavam saber pela seriedade do seu redator em levar a notícia a todos com qualidade e fidelidade para o jornal merecida mente reconhecido como o mais antigo noticiário do interior do nordeste que permaneceu de pé até o final dos anos de 1980.

Na oficina que se produzia o Jornal O Pharol, também existia uma belíssima e organizada livraria com sortimento completo de livros em branco, material para escritório, livros escolares, revistas, sempre atualizadas trazidas das regiões Nordeste, Sul e Sudeste do país.

Nascido em Petrolina a 11 de Julho de 1901, “Joãozinho do Pharol,” foi um homem que entrou para a História dos Meios de Comunicação como um exemplo a ser seguida pelo dinamismo, autenticidade, compromisso e respeito por todos aqueles que acreditavam no seu trabalho e trabalho sério porque além dos leitores locais, tinham até assinantes do jornal no exterior!

Que gratificante para um jornalista ver o seu trabalho valorizado, reconhecido e agraciado com diversas honrarias que entre elas podemos destacar: Comenda do Mérito Jornalístico ao Jornal “O Pharol” por ser o pioneiro na região Sanfranciscana; Honra ao Mérito conferido pelo Rotary Clube Juazeiro/Petrolina; Medalha de Ouro do Mérito Cultural pelo Governador da época Eraldo Gueiros em 1975, enfim, merecidas homenagens a quem deixou um legado de homem íntegro e de mais de setenta anos do noticiário escrito mais duradouro da região. Apesar da falta de apoio e incentivo por parte daqueles que não puderam ou não continuar o trabalho do bravo jornalista João Ferreira Gomes, o jornal feneceu no final da década de 1980.

 Fachada da velha sede

Seu Joãozinho faleceu aos 91 anos no Estado do Espírito Santo, sudeste do país, no dia 19 de Janeiro de 1993, portanto, dezoito anos que ele se foi, mas sua História de bravura, seu exemplo de profissionalismo e destemor em divulgar as notícias inseridos em seu contexto e realidade juntos, permanece até hoje na lembrança do povo petrolinense e de todas as gerações que com orgulho, viram e acompanharam o processo evolutivo do mais antigo jornal em circulação do interior do Nordeste.

A relevância deste periódico para a cidade de Petrolina, região e mundo, era de uma importância indubitavelmente necessária para o setor jornalístico do Vale do São Francisco até porque contribuiu e muito para o sucesso de muitos trabalhos escritos de escritores nacionais e principalmente pernambucanos que mostrou os fatos que aconteceram numa época aqui ainda de forma quase precária, mas seu Joãozinho como sempre, carregava em suas veias de profissional sério e compromissado em levar as informações a todas as pessoas em todos os aspectos sociais, políticos, de saúde, educação e lazer, bem como propagandas de diversas mercadorias e utilidades públicas a população. Parabéns ao jornal O Pharol pelos seus relevantes serviços prestados, agradecendo a todos que fizeram desse jornal um grande veículo de comunicação e o mais duradouro jornal em circulação.

Ana Lucia Granja de Souza
Pesquisadora e Historiadora

Adendo (Aninha adora um)
Segundo fontes fidedignas o amigo Paulo Gastão ainda possui o primeiro exemplar deste periódico, que ele mesmo foi comprar assim que O Pharol estreou nas bancas. Parece que foi na mesma oportunidade em que ele tirou a carteira de motorista e sem rumo foi bater em Petrolina. 

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Prazer em conhecer:

Lampião Aceso entrevistou Paulo Gastão

Quem é Paulo Medeiros Gastão? Eu vos digo que é um ilustre pernambucano de Triunfo da Baixa Verde. Nasceu naquele histórico 1938, quatro meses depois do desaparecimento daquele seu vizinho de cidade, cuja existência viria a ser uma de suas obsessões. 


Hoje um cidadão Mossoroense. Fundador da SBEC - Sociedade brasileira de estudos do cangaço; enviado especial da Laser Vídeo a diversos cenários da saga lampiônica. Membro fundador da Fundação Vingt- un Rosado, da Academia Mossoroense de Letras. Sócio do Instituto Cultural do Oeste Potiguar (ICOP), ex- professor da Universidade Regional do Rio Grande do Norte e da Escola de Agricultura de Mossoró (RN). 


Desfila pelo Brasil profundo mesmo agora com o charme dos seus 72 anos (Há quem diga que seja um tiquinho a mais, talvez emparelhado com o próprio Lampa) mas conservando um corpinho de 50.


Daqui pra frente ele mesmo se encarrega. Eu não considero o termo entrevista... Apresentamos o "Método Paulo Gastão do cangaceirólogo moderno" 

Como se dá sua entrada no cangaço?
- Comecei a conhecer a ambientação em companhia do meu pai, que vendia seus produtos em caminhão próprio. Suas atividades estavam resumidas aos sertões de Pernambuco, Paraíba e sul do Ceará. Assim fui sendo apresentado a inúmeras pessoas que na década de 50 (século XX), que participaram direta e/ou indiretamente do movimento cangaceiro. Conheci muitas vilas que hoje são cidades com seus respectivos nomes de outrora. Ex.: Rio Branco = Arcoverde; Alagoa de Baixo = Sertânia: Vila Bela = Serra Talhada; Queixada = Mirandiba; Patos de Princesa = Irerê; Patos de Espinhara = Patos; Pajeú de Flores = Flores; Placas = Cruzeiro do Nordeste e muitas outras localidades. E assim começaram meus estudos da geografia nordestina e cangaceira.

Do ponto de vista da leitura, consegui numa livraria da Rua da Aurora com Rua da Imperatriz na cidade do Recife ‘O mundo estranho dos cangaceiros’ de Estácio de Lima. Isto foi lá pelos idos de 1970. Em período anterior sob orientação dos meus professores, todos de origem européia, minhas leituras eram dirigidas para escritores do velho mundo, e na qualidade de religiosos, procuravam afastar os autores da União Soviética, não sabendo eles da força, vigor dos contistas e romancistas russos. Hoje, concluo que cheguei atrasado para pegar a Maria Fumaça que me levaria aos sertões, mas, ainda cheguei a tempo. Todo e qualquer tempo para se degustar uma boa leitura, é tempo ideal, independente inclusive da faixa etária. O crescimento em busca de novos relatos ocorreu em progressão geométrica, me tornando verdadeira ‘traça’ de livros. Mas, tive como ponto de partida a Zona da Mata ou litoral onde tomei conhecimento da obra de José Lins do Rego com Menino de Engenho, Moleque Ricardo, Banguê e Usina que compõem o ciclo da cana de açúcar. Depois vieram outras obras deste e de outros autores.

Então apresente suas crias.
- As lançadas são: Contribuição a uma Bibliografia do Cangaço – 1845-1996. 1996; Carta a Almeida Barreto (notas e comentários), 1999; Quem é Quem no Cangaço – Dicionário dos escritores do cangaço, 2002; Na Rota dos Coronéis, Cangaceiros e Beatos, 2005; Viagem ao São Francisco – do Litoral ao Sertão, 2006; Seriema – Ave em extinção, 2010.



Qual o Filho predileto?
- O que me levou a trabalhar com bibliografia sobre o cangaço foi o fato de os pesquisadores não tinham onde buscar as referências necessárias ao bom andamento das suas pesquisas. Surgiu então o título – Contribuição a uma bibliografia do cangaço – 1845 – 1996. Espero que a cooperação tenha sido de real utilidade.

Livro de outro autor. Por que?
- Pergunta muito delicada e que merece uma análise, mesmo que sucinta. Temos que levar em consideração a época em que viveu o escritor; das nuances descritas, se de caráter geral ou trabalho referente à sua região de origem; no que diz respeito ao conteúdo, se retrata a parte civil ou militar; se simples entrevista ou analítico propriamente dito; se específico ou complementar de outro assunto correlato; se por experiência vivida ou por ocasião de pesquisa de campo; tese de mestrado ou doutorado; etc. Afinal minha escolha recai para Aglae Lima de Oliveira e seu memorável ‘Lampião, Cangaço e Nordeste’.

Seu trabalho é feito numa época onde cangaço não tinha nenhum valor cultural, educacional e poucos livros tinham sido escritos. Ela levantou uma bandeira e segurou, indo mostrar o nosso valor nas telas da TV no Rio de Janeiro. Um grande feito para a época. Éramos nós nordestinos muito provincianos em matéria de leitura, exceto nas grandes cidades e com poucos adeptos. Sertaneja conhecia as veredas do sertão e assim soube fazer um relato reconhecido até os dias atuais. Como mulher buscou se colocar ao lado de Raquel de Queiroz, desde que raras mulheres se apresentavam como escritoras, principalmente, em se tratando de assuntos vivenciados por este mundo nordestino que muitos ainda tratavam como os do ‘norte’.

Porém, não posso perder a feliz oportunidade de percorrer nas largas estradas construídas pelo Lampião aceso, sob o magistral comando de Kiko Monteiro e não mencionar um épico do cangaço, principalmente por ter conhecido e convivido com pessoas ligadas ‘Vingança – Não, obra sobre Chico Pereira.


Qual é o primeiro título recomendado para um calouro?
- Vários autores se dedicaram a um determinado personagem; a uma região (estado); a pequenos relatos, etc. Para se ter uma visão mais ampla do mundo cangaceiro, recomendo a obra do padre Frederico Bezerra Maciel, intitulada – Lampião, seu tempo e seu reinado, em 6 (seis) volumes (1985-1988); além de Carnaíba a Pérola do Pajeú - 1992. O autor se esmerou em situar o leitor ao meio ambiente da matéria descrita, quando elabora mapas elucidativos, sendo o único escritor que assim se portou. Leitura objetiva sem a condição acadêmica.

Com quantos e quais personagens desta história você teve contato?
- Não tenho número fixo que venha a determinar quantos personagens mantive contato. Tudo começou na minha infância/juventude pelo fato da ambientação em que nasci. Convivi com comerciantes, professores, médicos, militares, gente do povo que conheceram inúmeros cangaceiros, volantes, coiteiros e outros personagens significativos para com a história do cangaço. Aos nove anos de idade já conhecia a terra de Virgolino, de Antônio Silvino, de Félix da Mata Redonda onde eu ia caçar passarinho de baladeira, de Luiz Pedro do Retiro aonde ia aos engenhos daquela localidade tomar garapa ou adquirir a melhor porção de farinha fabricada no Nordeste.

Em segundo plano, já possuidor de conhecimentos históricos, fui registrando no meu caderno de anotações Senhor da Beleza, dona Especiosa (costureira de Lampião), Sila, Candeeiro, Maria de Juriti, Adília, Tenente João Gomes de Lira, Auricéia, Artur Ferreira (primo de Lampeão), Neco de Pautila, dona Mocinha (irmã de Lampeão), o coiteiro Pedro de Tercila e o sargento Elias que residiam em Olho d’Água do Casado, Estado de Alagoas, Vinte e Cinco, o comerciante Chiquinho Rodrigues, familiares de Jararaca – os irmãos Félix, Quitéria e outros; Silvio Bulhões, (filho de Corisco e Dadá) Dona Ermelinda, Tenente Pompeu, aos familiares de Luiz do Triangulo, Jardilina Pereira Nóbrega – Jarda (esposa de Chico Pereira e seus dois filhos Raimundo (engenheiro) e Pereira da Nóbrega (religioso), que escreveu o livro – Vingança, Não), e muitos outros personagens ligados direta ou indiretamente ao cangaço.





É uma lista rica em nomes e muito, muito extensa, trabalho de mais de 30 anos na estrada. E haja memória. Todos espalhados, inicialmente, pelas vilas de outrora, e na atualidade por uma geografia modificada pelo atrevimento dos políticos.



Sinto-me feliz em ter palmilhado os sertões de todos os estados nordestinos, onde o cangaço se fez presente, uns mais, outros menos, mas a todos visitei em busca de conhecer a história e em seguida informar o que havia tomado conhecimento. Conheci Paulo Afonso em 1955, tendo pousada oferecida pela CHESF aos seus visitantes, na famosa Casa de Hospedes. Até então era um conglomerado de casas para hoje se tornar uma cidade extremamente aconchegante e progressista.

A Paulo Afonso dos anos 50/60


Qual destes contatos foi, ou foram, os mais difíceis?
- Não existem contatos fáceis ou difíceis. O que na realidade existe é o pesquisador saber dar inicio a uma amizade e conservá-la indefinidamente. Por onde andei a conversa era sempre a mesma, em que o candidato a escritor ou jornalista prometia céus e terra e depois sucumbia e ninguém sabia do seu paradeiro.

É necessário saber chegar a essas pessoas e mais, saber que um dia se terá o caminho da volta. Na maioria das vezes as portas estão fechadas. Porém, tentei durante várias vezes, que representam vários anos, conhecer, que é diferente de entrevistar ou manter contato e que agora recordo da situação vivida frente ao amigo Vinte e Cinco. Foram muitos os caminhos para se chegar a esta figura séria, objetiva e sabedora do que deseja na vida. Duro, esclarecedor e exigente. Sincero e receptivo. Uma grande figura humana. Valeu a pena conhecê-lo. Poderia citar outros nomes, mas, este já me chega.

José Alves de Matos, o "Vinte e cinco".

Qual o contato que não foi possível e lhe deixou de certo modo frustrado?
- No querer descobrir novos nomes que participaram do cangaço sempre estava atento. A escassez aumentava a cada um que ia surgindo. Qualquer sinal de um novo personagem acionava meus amigos na busca do desejado. Mestre Alcino Costa é o responsável por descobrir, já no fim da vida, Maria de Juriti. Residia a mesma com a família em boa casa, numa rua afastada do centro da cidade ribeirinha de Canindé do São Francisco no estado de Sergipe. Tentei durante uma manhã arrancar uma palavra dessa senhora e tudo foi em vão. Ela me olhava de olho duro, me ouvindo pedir uma oportunidade de uma pequena conversa, desde que eu apresentava uma série de argumentos para convencê-la e terminei rodando meus 1.000 quilômetros para chegar em casa sem ter conseguido uma só palavra. Poderia ter conseguido um grande depoimento, mas, infelizmente a chance foi se dissipando a cada minuto. Morreu Maria de Juriti e as minhas esperanças.

Com qual remanescente gostaria de ter conversado?
- O melhor personagem para o momento teria sido aquele que não deu nenhuma entrevista ou a menor informação sobre o assunto. Este personagem elucidaria e muito os momentos mais críticos que hoje vivemos e não temos uma solução plausível. Não necessita ser homem ou mulher, soldado ou coronel, deputado ou cabeceiro, professor ou boiadeiro. A conversação que eu desejaria estaria atrelada aos subsídios que até hoje tem passado despercebidos. Foi criada uma sistemática de registro e a grande maioria simplesmente fez como rebanho de carneiro – onde um passa ou pula os outros vão atrás, com raríssimas exceções. As mudanças têm que ser criadas e adotadas para que a história tenha continuidade. Estilo papel carbono não dou valor!

Qual é o seu capítulo preferido?
- A vida nas caatingas tem que ser tratada com carinho e objetividade. Ler sobre os acontecimentos ocorridos naquelas plagas é simples, mas, para quem já viveu nos chamados ‘matos’ a diferença é brutal, inacreditável. Tive muitas oportunidades de viver nos sertões, principalmente, de Princesa Isabel e Patos de Irerê na Paraíba e Flores estado de Pernambuco. O banho de cuia, a latrina no mato, a rede em substituição a cama, a ausência de alimentos comuns das cidades, tais como: pão aguado, (na cidade denominado de francês), pão doce, bolachas de vários tipos e sabores, refrigerantes, macarrão e outros.

O café era tomado na roça tomando-se os frutos próprios da região, tais como: melancia, melão caetano - que cheira mais que qualquer perfume francês-, pinha, laranja, banana, goiaba e muitos outros. No almoço feijão de corda e carne assada; no jantar, a noite, cuscuz com leite de gado puro, angu preparado do milho com caça obtida durante o dia quando se cuidava dos animais, queijo de coalho assado preferencialmente ou queijo de manteiga. A manteiga era a tradicional manteiga de gado, nas cidades chamada manteiga de garrafa. Na época do “imbu” (Umbu) a noite se fazia uso da imbuzada e como sobremesa do almoço a saborosa geléia de imbu, maravilhosa.

Não podia faltar os banhos nos rios, riachos, açudes e lagoas. Cuidar da vacaria, enchiqueirar as miuças e encaminhar os bichos de pena para os seus respectivos poleiros. O feijão verde era debulhado em conversas sobre vaquejadas, cangaço, caçadas, cantorias e outros assuntos que são próprios dos diálogos dos sertanejos.

A ausência de luz elétrica nos levava as redes até as 8:00 horas para acordarmos com o galo cantando lá por volta das 5:00 horas da manhã. Os mais velhos contavam histórias fantásticas sobre os cangaceiros. Tornavam seus relatos cheios de momentos apavorantes tanto quanto dos monstros que viviam nos oceanos. Ninguém cochilava ou adormecia vivendo com intensidade o próprio retrato dos habitantes das caatingas.

A leitura do folheto de cordel era uma constante, pois sempre era adquirido quando se chegava a cidade em dias de feira.

 Nada de TV nem de cinema. 
As primeiras viagens de Paulo eram a bordo das setilhas, sextilhas, decassílabos... etc.


Não faltavam as história do rei Ricardo Coração de Leão e os Doze Pares de França e ainda era lido o Lunário Perpetuo, obra editada em Portugal, onde se buscava leitura aprazível para se conseguir condutas lá vividas e aqui adaptadas. Épocas de preparar a terra, plantar e colher eram muito bem apresentadas. Mostrava-se com muita pujança o poder dos astros e isto se coadunava com a filosofia de vida do sertanejo e seu misticismo próprio e não lapidado. Todas as noites após a janta nos dirigíamos a uma dependência da casa, chamada de camarinha, onde se encontrava vários santos, de madeira, protegidos em oratório e ali contritos rezávamos juntos homens e mulheres o terço, todos compenetrados e não se falhava uma noite sequer. A religiosidade do sertanejo é tão forte quanto o mesmo.

Viver diretamente com as comunidades sertanejas é um grande aprendizado e uma feliz oportunidade. Nenhum autor se debruçou na janela da caatinga para observar e descrever em profundidade a vida do povo sofredor nas garras dos cangaceiros e volantes. Ai reside um capítulo virgem de pesquisa objetiva e descritiva que só enobreceria a comunidade nordestina. O maior erro tem sido em se enaltecer a figura de Lampião, deixando-se ao largo o capítulo principal de toda a historiografia do cangaço – o POVO sertanejo. O povo está seguindo sua caminhada e Lampião dentro em breve será esquecido ou as descrições a seu respeito não deverão ter nenhum valor. O lado comercial reveste o personagem e o mesmo já se encontra engessado.

O conceito não é a história e sim o vil metal. Necessário se faz registrar que o cangaço ainda vive com seus últimos representantes que continuam contando fatos ocorridos ou não. O que irá ocorrer daqui a 50 anos?

Um cangaceiro (a)?

Vou preferir Sila para poder ter a oportunidade de fazer um pequeno, porém, importante relato. Sempre desconfiei que seu nome não era Hilda Ribeiro de Souza. Cheguei a dizer diretamente a ela – criatura, Hilda não é nome mulher que nasce nos brejos, nos sertões. Este nome é para as nascidas nas cidades. Combinando com o mestre Alcino Costa fomos desvendar o nome da cangaceira nascida no Poço Redondo. Após várias tentativas chegamos ao seu verdadeiro nome: Hermecilia Brás São Mateus. A terminação “cilia” nos leva a crer que ficou fácil ser a mesma identificada como Cila, que ela deixou em livro seu, escrito de próprio punho, como Sila. Grande figura humana e que terminou sendo a repórter responsável pelos fatos ocorridos no seu pouco tempo de cangaço. Mulher vitoriosa que conseguiu sobrepujar todas as adversidades. Figura impar no mundo cangaceiro.


Um volante?
- Vários foram os volantes que conheci durante minhas viagens de pesquisa. Minha escolha recai na pessoa de João Gomes de Lira. Amizade que já nasceu em Carnaíba de Flores, quando distrito de Flores, uma das cidades mais antigas no Nordeste. Na companhia de Manoel Gastão Cardoso, meu pai, tive a felicidade de conhecer a figura simples e humana de João Gomes de Lira. Meu pai de nós se despediu e ficamos amigos até os dias atuais. A continuidade tem o elo de ligação construído pelos dois amigos de outrora. Na última visita que fiz em 22 de março de 2011 o mesmo estava gozando de boa saúde e com a mesma disposição em nos contar os momentos vividos no cangaço à caça de Lampião. Como bom Nazareno se manteve integro na sua posição de homem de bem, de boa índole e cumpridor dos seus deveres. Foram 60 anos de boa convivência e que cessou com sua morte. Nesta amizade fui recordista sem concorrente. Já tomava conhecimento das ocorrências cangaceiras nos idos de 1950.

Amigo é coisa pra se guardar...  
Foto Kiko Monteiro 

Um coadjuvante?
Santo?
- Com o passar do tempo torna-se nome referencial José Leite de Santana – Jararaca. Cangaceiro que pouco tempo atuou nas veredas nordestinas, porém, deixou seu nome escrito a sangue a fogo em terras potiguares. De cangaceiro virou santo milagroso ou milagreiro. Tem sido estudado sob diversas ópticas, tais como: monografias, mestrados e doutorados. Mencionado em filmes e vídeos; peças de teatro; folhetos de cordel; na pintura e no artesanato. É um coadjuvante que classifico como o personagem mais importante que esteve em Mossoró no dia 13 de junho de 1927 e ainda hoje tem lugar de destaque, acima de tudo e de todos. Estou a estudar o personagem desde seu nascimento até os dias atuais.


 

Uma personagem secundária?
- Conheci um cidadão que fazia um relato e após anos até nas vírgulas, não mudava seu relato original. Viveu sua meninice com Virgolino e seus irmãos, caçando rolinhas, preás, mocós e habitando o mesmo chão de Vila Bela. Chamava-se Luiz de Cazuza. A ele só faltou uma coisa – ter enveredado pelo cangaço, pois, seus relatos sempre foram fiéis aos acontecimentos. Com o amigo Aderbal Nogueira fizemos várias visitas a sua casa na Fazenda São Miguel e numa das vezes fomos ofertados com uma entrevista, gravada em vídeo, com duração de 2 horas e 30 minutos.

Somente em duas outras oportunidades conseguimos depoimentos tão longos e importantes: uma vez com o Sr. Chiquinho Rodrigues em Piranhas, estado de Alagoas e a outra com o Sr. Durval Rosas (irmão de Pedro de Cândido) na cidade de Poço Redondo, estado de Sergipe. Luiz de Cazuza legou informe a todos que o procuram durante seus 100 anos de existência. Uma personagem de alto valor histórico. É de bom alvitre se pensar na sua biografia, pois, o capítulo relativo ao cangaço trará fatalmente novos conceitos sobre cangaceiros e volantes.


...No lado esquerdo do peito... mora o Saudoso Luiz
Foto Kiko Monteiro 


Geralmente, todo pesquisador é colecionador. Qual é o foco de sua coleção? 
- Fixando-me distante do foco onde circulava tudo que dizia respeito ao cangaço fiquei na saudade. Mas, não me perdi na estrada da viagem. Hoje meu acervo fotográfico é de boa qualidade e com elementos nunca publicados. Muita coisa ainda está para ser registrado pelas câmeras modernas, inclusive como o uso do zoom. A história do cangaço continuará sendo uma criança, somente a partir do próximo século, o XXII, haverá o novo norteamento. A iconografia fará parte desse novo mundo. Tenho sob forma encadernada jornais do Brasil desde o ano de 1934, em sua forma original. Representativo é o número de folhetos de cordel, principalmente, sobre a figura de fundamental importância para o cangaço em todos os tempos, Antônio Silvino.

Quanto aos livros se inicia a coleção com Carlos Fernandes e Gustavo Barroso, legítimos representante de uma época onde o sangue corria pelos carrascais. E estou em busca dos últimos lançamentos. A literatura complementar complementa de forma precisa e substancial o estudo desejado. Moedas do século XXIX e cédulas do tempo do réis que circulavam no país. Assim o caro leitor verifica que o foco solicitado é tamanho família ou tipo gigante. Tudo simples e em movimentação constante. Tenho para funcionar e não para dizer que tenho ou para encher prateleiras.

Entre as peças tem uma relíquia?
- Tenho apenas um pequeno punhal medindo 28 centímetros de comprimento e com bainha original. Peça que me foi presenteada por uma irmã já falecida e quando estive em visita a sua residência em São Luis do Maranhão, ela me dizia: vou lhe dar este punhal. Lembrança de nosso pai quando almocreve e que foi preso por um bando de cangaceiros. Sua soltura deva-se a um amigo dele, o coronel Manoel José, figura de alto conceito na vila de Carnaíba de Flores, estado de Pernambuco. Cidade hoje que reverência seu ilustre filho, médico, compositor, parceiro de Luiz Gonzaga, o sempre lembrado Zé Dantas.

Nós que gostaríamos de ver um filme que retratasse um cangaço, fiel aos fatos, sem política primário enfiar com exagero da ficção lamentamos a eterna necessidade em se ter finalmente uma produção digna da saga, de preferência um épico ou uma trilogia, enquanto isto não for possível qual a película que mais lhe agradou? Por que?
- Para mim a história do cangaço tem nas artes uma dolorosa via Crúcis. O teatro quando em ambiente fechado com suas apresentações fica muito a desejar. Pouco se estuda o tema e se for numa região diferente do Nordeste é de gritar êpa!!! Se ao ar livre é um simples musical com invencionices dos diretores, fugindo da realidade histórica e ainda dizem que o teatro tudo pode. Lindo, não!É o espetáculo caça votos. A televisão tem se mostrado equivocada com suas pretensões.


Lembram-se da novela Mandacaru? No segundo bloco Lampião é morto no estado da Bahia. Pode? E no lançamento do trabalho do Valter Avancini lá estavam pessoas que se dizem familiares do cangaceiro e concordaram, pois, nada mudou no deserto de Saara. A voz dos atores tentando imitar o linguajar dos nordestinos é de dar pena e torna-se não um terremoto, mas sim, um tsunami falastrão? Existe isso?


E teimam em usar um personagem que em vida foi homem na pele de uma mulher. É o caso de "Açuçena", cangaceiro valente e que terminam lhe dando uma saia rendada e ninguém diz absolutamente nada. Se falar, contraria.


Tenho pena dos personagens da história vibrante do cangaço. Gente, tenham dó!!!!! A trilha sonora hoje não serve ao enredo e sim ao faturamento simultâneo. Tudo funciona em função do faturamento. O resto é o resto, Claro e evidente.


Finalmente o cinema. Este se mostrou capaz nos idos de 50 do século passado. Os senhores diretores não souberam ganhar muito dinheiro como fizeram os americanos e seus cowboys. Preferiram o futebol, a malandragem e um trio amoroso. Engendravam uma história qualquer e a pobre da Vera Cruz sucumbiu. Também pudera!!! Com o volume imenso de filmes e bons com assinatura dos mais gabaritados dramaturgos não poderia ser diferente. Filmes baseados nos melhores romances, dos melhores escritores do mundo e o cinema nacional cada vez mais desacreditado.


Quem tinha oportunidade de ver todos os anos um festival de cinema, onde assinavam os melhores da Alemanha, Rússia, México, França, Japão e outros países? Além do dia a dia com atores e atrizes com formação teatral, diferente de hoje, onde ninguém é de ninguém, ou seja, fez um determinado trabalhou e desaparece na primeira esquina. Os atores de hoje ficam muito a desejar.


Assim fui ficando com os importados e deixando o nacional ao largo. O cinema me induziu a música sempre instrumental e nunca uns sambas ou batucadas sem expressão. Melhor ficar com o documentário de José Humberto, companheiro de Salvador-BA, que na qualidade amigo de dada fez um trabalho maravilhoso, denominado a Musa do Cangaço. Pequeno ou curto, porém verdadeiro e expressivo.


E mais, gosto não se discute, por favor! Respeite para ser respeitado, esse é o lema!!!!

Eleja a pérola mais absurda que já leu sobre Lampião.
- Para ser breve existe um mundo de pérolas acima e abaixo do horizonte. Mas, devo ficar com uma que não vou perder para ninguém, "E assim falava Lampião". Sem comentários.

Diante de tantas polêmicas surgidas posteriormente a tragédia em Angico alguma chegou a fazer sentido, levando-o a dar atenção especial ex.: “Ezequiel não morreu e reaparece anos mais tarde”, “João Peitudo, filho de Lampião”, “O Lampião de Buritis” e “a paternidade de Ananias”?
- A que mais tem sido motivo de análises e discussões é a "Grota do Angico". Pode ser o episódio considerado uma nova torre de Babel e todos falam e ninguém se entende ou simplesmente o famoso calcanhar de Aquiles. Fala-se em mortes; logística do lado militar; carnificina; chacina e grande universo de adjetivos. Angico bem estudado mudará a história cangaceira no Nordeste. Tomara que aconteça!!!!!!


Não precisa detalhar, mas em que assunto ou personagem está trabalhando ou qual gostaria de estudar para a publicação desta pesquisa. Enfim qual a próxima novidade que teremos em nossas estantes?
- No prelo estão: Lampeão de A a Z; Lampeão por ele mesmo e segundas edições da Bibliografia do cangaço e do Quem é Quem no Cangaço. Outros trabalhos estão em andamento.

Vamos terminar onde tudo começou... Ruínas da Fazenda Ingazeira - Povoado São Domingos - Serra Talhada, PE.


Contatos com o entrevistado: (84) 3316 -3940 / 9411 - 5100 Email: paulomgastao@hotmail.com