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quarta-feira, 15 de maio de 2019

Na travessia avistei meus inimigos...

Orações que Lampião rezava

Por Raul Meneleu

Quando foi morto foram encontradas com ele algumas orações (rezas) e quero destacar e assentar por escrito ipsis litteris a da Pedra Cristalina, cuja origem é desconhecida e que hoje em dia está mudada um pouco. 

Todas essas das fotos, estão no Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, em Maceió.


Oração da Pedra Cristalina

“Minha pedra christalina, que no mar fostes achada, entre o Cálice Bento e a Hóstia Consagrada. Treme a terra, mas não treme nosso senhor Jesus Christo no alta assim tremem os corações dos meus inimigos quando olharem para mim eu te benzo em cruz i não tu a mim entre o sol a lua i as estrelas e as três pessoas distintas da Santíssima Trindade meu Deus na Travessia avistei meus inimigos meu Deus o que fasso com elles i com o manto da Virgem sou cuberto e com o sangue de meu Senhor Jesus Christo sou valido tem vontade de atirar porem não atira si mi atirar água pelo cano da espingarda correrar se estiver vontade de mi fura a faca da mão cahira se me amarrar os nós se dizatarão e si mi trancar as portas si abrirão
 

Offiricimento
salvo fui salvo sou e salvo serei com a Chave do sacrario Eu me fecho.
 

1 P. ...: 3 Ave Maria i 3 Gloria a... i offereci a 5 Chagas de Nosso Senhor Jesus Chisto.”

 
O Poder e Seus Símbolos



Em seu livro "Lampião, senhor do sertão : vidas e mortes de um cangaceiro"muito raro, e apenas nas mãos de colecionadores e amantes da literatura de cangaço,  Elise Grunspan-Jasmin  em um dos capítulos sob o tema "O Poder e Seus Símbolos" diz que ao soarem as doze badaladas do meio dia, Lampião apeava do seu cavalo, ajoelhava-se, transfigurava-se, e erguia o único olho bom que possuía, olhava bem para o céu e exclamava suplicante: 

— Meu Deus! Quando terminará a missão que me destes na terra? Já é tempo de ter concluído o meu trabalho! 

Os bandidos criam naquela força e um terror mistico se apoderava deles, tornando maior o respeito que nutriam por ele. Afirma Elise Grunspan que nenhum deles desconfiava que aquilo "tudo não passava de uma artimanha usada para faze-los acompanhar sempre o chefe e respeita-lo cada vez mais".

Pessoalmente não acredito nessa afirmativa da escritora; ela não tinha o sentimento do sertanejo e nem chegou a conviver por tempo suficiente para ler a alma sertaneja. No nordeste brasileiro temos uma força religiosa muito grande, aliada à supersticiosas 
crendices. 

Vimos naquela época beatos saírem perambulando pelas cidades, vilas e povoados, pregando ao povo a salvação. Conhecemos a história de Antonio Conselheiro, de Padre Cícero, de Padre Ibiapina, a de José Lourenço e seus companheiro no Caldeirão.

Nesse seu livro, Elise Grunspan continua, "Os cangaceiros acreditam na "força" de Lampião e, diz-nos Vitor de Espirito Santo (N.A. Jornalista), "um terror mistico deles se apodera, reforçando o respeito que nutrem por seu chefe". 

Segundo ele, nenhum deles jamais duvidou de que se tratava  de um estratagema destinado a fazer que o acompanhem "eternamente" e o respeitem sempre mais. 

O misticismo de Lampião seria, para esse jornalista, um simulacro ao qual a comunidade sertaneja e alguns de seus padres deram sua caução. Essa imagem messiânica do bandido leva o jornalista a denunciar o abismo que separa dois mundos estranhos: o litoral civilizado e o sertão bárbaro, prisioneiro de um catolicismo ancestral e de um paganismo primitivo." 


Ranulfo Prata em seu livro "LAMPIÃO", segundo relatos, foi lido pelo próprio Lampião, que jurou mata-lo, fala que "sua religiosidade é feita de um fetichismo bárbaro e abusões católicas, que se condensam em um misticismo extravagante e selvagem." 

Continua, "Traz pendentes do pescoço, saquinhos encardidos contendo rezas salvadoras, bentinhos milagrosos, medalhas protetoras... Não esquece a oração do meio dia, hora má, como a da meia noite, em que o diabo se solta para perder as criaturas."

Todos os escritores da saga cangaço, escrevem e dão testemunho da grande religiosidade de Lampião. Ranulfo Prata nos diz que - "Quando o sol se empina e lhe cai em raios verticais sobre a cabeça, a sombra minguada aos pés, nos pousos, nas estradas, nos combates, ele verga os joelhos, genuflexo, no chão duro, pende a cabeça humilhada, e, contrito, com a grande mão ossuda e escura a bater no peito, reza com fervor. 

Os companheiros, em torno, fitam-no cheios de estranho respeito. Faz encenações que o revelam homem de mandigas. No povoado Novo Amparo almoçou em uma casa pobre com quatro velas acesas nos cantos da sala, fazendo a sua hospedeira acreditar que era senhor de rezas fortes que o protegiam. 

Jamais desrespeitou um padre. Trata-os como pessoas sagradas. intocáveis, merecedoras de respeito e garantias. Quando os topa pelos caminhos apeia-se, pressuroso, e humildemente lhes beija as mãos" (pg. 30 sem data e editado pela Traço Editora).


Também tenho dúvidas nesse relato de Ranulfo Prata pois mesmo sendo ele nascido na cidade de Lagarto-SE. em 1896, foi estudar medicina em salvador e concluiu no Rio de Janeiro em 1919. 

Clinicou em algumas cidades do interior de São Paulo e Minas, até fixar-se em Santos-SP onde dirigiu o Centro de Radiologia da Santa Casa e Beneficência Portuguesa, mostrando por esse breve histórico, que não tinha muita vivência dos melindres religiosos dos sertanejos e se bem que em Sergipe, não temos casos de figuras beatas aos moldes que se deu nas demais partes do nordeste.


O que leio e pesquiso em livros e em conversas com confrades, nesse pouco tempo de devoto à saga Cangaço, e pelas estórias contadas por minha avó dona 'Santa', mãe de meu pai, que visitou Jararaca na prisão da cadeia dos Paredões, que viu tarde da noite, a passagem da polícia com Jararaca para ser morto por traz do cemitério, e pelas contadas por minha mãe, que fugiu quando menina, de Lampião, junto com a inteira população de Mossoró, quando seu pai 'Chico Santeiro' ficou guardando a casa da mãe do Prefeito de Mossoró, é que ele era muito religioso e se tivesse sabido que a Padroeira da Cidade era Santa Luzia, jamais a teria atacado.

Pescado em Caiçara dos Rios dos Ventos

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Fato único

Uma criança ao relento em pleno sertão

Uma das maiores dificuldades da mulher cangaceira ao parir, era sem dúvida decidir, como e com quem ficaria o 'rebento'.

Não era permitido que o recém-nascido ficasse com o grupo de cangaceiros e, ao ser exposta às intempéries da natureza (sol, chuva, falta de abrigo, alimentação, água etc..), falecia. Para evitar isso, logo que o bebê nascia, com poucos dias era doado, a um vaqueiro, padre, coronel ou alguma pessoa de confiança.

As vezes, acontecia de uma cangaceira parir e, sem tempo, ainda, de doar a criança a uma pessoa com as referências supracitadas, Acontecia um tiroteio e, o recém nascido ficava no meio da caatinga, entregue a sua própria sorte e a Deus.

Abaixo, temos uma foto rara, mostrando uma situação dessa do filho do cangaceiro Ângelo Roque, em que a criança foi recolhida da caatinga através do Tenente Noblat e, posteriormente, foi criada pela família do sargento. Edgar.



Fonte da Foto: Lampeão, Ranulfo Prata.
Créditos: Ivanildo Silveira (Grupo Lampião Grande Rei do Cangaço - Facebook)

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Fique por dentro!

Os pioneiros da literatura cangaceira

O coroné e parte dos seus mimos!

Para você que pesquisa a produção literária acerca do cangaço, esta matéria deverá lhe ser útil. 

É o conteúdo da sublime apresentação do Coroné Ângelo, no Cariri 2011. 

Como já citei em outro artigo, ele se valendo de uma escada Magirus, percorreu toda à sua estante, catou estes títulos e comentou sobre cada uma das obras produzidas na época em que cangaceiros e volantes "tocavam o terror". 

É fato que Lampião conheceu pelo menos duas.

A apresentação estava em formato PowerPoint. Nós apenas ripamos o texto, e sem o consentimento do 'homi', acrescentei mais um livro que não figura como fonte de pesquisa cangaceira. Porém, traz um capitulo interessante e duvidoso sobre "O rifle de ouro" Antônio Silvino e seu encontro com um missionário evangélico. 

No mais, inseri algumas informações, substitui umas poucas imagens para melhor ilustrar, além de indicar o link citado pelo Coroné que possibilita a leitura e até mesmo a impressão de "4" destes livros. 

Bom proveito!

A Literatura na Época do Cangaço
Por Ângelo OSMIRO Barreto.

1876 - O Cabeleira
Autor: Franklin Távora. Typografia Nacional. A narrativa é baseada em pequeno relato contido em “Memórias Históricas de Pernambuco” de Fernandes Gama e principalmente na tradição oral. Em 1963 o livro foi adaptado para o cinema.  A imagem acima é a folha de rosto da edição de 1902 lançada pela H. Garnier.


Capa da 3ª ed. de 1972.

Capa da 5ª edição de 2017


1895 - Os Brilhantes 
Autor: Rodolfo Teófilo. Romance baseado na trajetória de Jesuíno Brilhante. A segunda edição foi publicada em 1906 pela Typografia Minerva de Fortaleza. 3ª. ed. em 1972 Instituto Nacional do Livro/MEC, Brasília: organizada por Afrânio Coutinho e Sônia Brayner.


Capa da 6ª edição de 1962.

1912 - Terra de Sol, (Natureza e costumes do Norte).
Autor: Gustavo Barroso. Benjamim de Aguiar - Editor (RJ). Foram produzidas pelo menos sete edições, a última pela editora ABC de Fortaleza. O livro traz um capítulo intitulado “Cangaceiros e Curandeiros”.


Folha de rosto da 1ª edição

3ª edição, editado por Monteiro Lobato & Cia em 1922

5ª edição de 1997
1913 - Os Cangaceiros 
Autor: Carlos Dias Fernandes. Imprensa Official. (Parahyba do Norte). E identificada uma terceira edição em 1922. Trata-se de uma ficção baseada no cangaço

Capa da reedição de 2023

1915 - Talcos e Avellorios
Autor: Carlos Dias Fernandes



capa da 1ª edição

Folha de Rosto da 2ª edição, 1931

1917 - Heróes e Bandidos (Os cangaceiros do Nordeste)
Autor: Gustavo Barroso. Livraria Francisco Alves (RJ). Obra rara trata da trajetória de vários cangaceiros, entre eles Adolfo Meia- Noite, "Viriatos" e Antônio Silvino.


Capa da 1ª Edição.

1920 - Beatos e Cangaceiros
Autor: Xavier de Oliveira. Edição do autor - Rio de Janeiro. *A visita de Lampião à cidade de Juazeiro, considerada como sendo “a Babylonia do sertão do Nordeste “, entre os dias 4 e 7 de março de 1926, pode ser considerada como sendo uma obra de arte da estratégia político-militar. Num Nordeste convulsionado pela passagem da Coluna Prestes e seus combates quase diários contra as forças legalistas e os Batalhões Patrióticos, além da luta feroz travada entre os cangaceiros de Lampião e as volantes das polícias estaduais, o quadro era de uma guerra total. Disponível na Web pela página da Universidade da Florida Clique aqui



1921 - O sertão, a política e os Cangaceiros
Autor: G. Pinto Editado no Rio de Janeiro pela Typografia da Revista dos Tribunaes.
Obs. Informação acrescentada em 7 de julho de 2018, o livro ainda não compõe o acervo do autor.


capa da edição de 1962

capa da 7ª ed. de 2002


1925 - Violeiros do Norte
Autor: Leonardo Mota. Editora Monteiro Lobato (SP). Livro reeditado pelo menos sete vezes, a última pela editora ABC de Fortaleza. Consta um capitulo intitulado “Os Cangaceiros e o Folclore.


Capa da 1ª edição.

1926 - Lampeão, sua História
Autor: Erico de Almeida. Imprensa oficial da Paraíba. Considerada a primeira biografia do Rei do cangaço. Escrita por encomenda do Presidente da Paraíba João Suassuna. Relançado em edição fac-símile pela UFPB - Universidade Federal da Paraíba em 1996.


Capa da 1ª edição.




1926 - Prestes e Lampeão
Autor: Adaucto Castello Branco. Gráfica Irmãos Ferraz (SP). Apesar do título, pouco ou quase nada traz sobre cangaço, a não ser por uma rápida comparação entre Lampião e Prestes nas últimas páginas.


Capa da 1ª edição.



1927 - Lampeão no Ceará
Autor: Moysés de Figueirêdo. Typographia Gadelha (Fortaleza). Defesa do Major Moysés da polícia do Ceará vitima de acusações feitas contra sua pessoa por oficiais das policias do Rio Grande do Norte e da Paraíba. Um livro extremamente raro.


1927 Lampeão Sanguinário
Autor: Jean Grataqués. Apesar de o autor deixar claro que todas as informações e narrativas eram
autênticas, obtidas por fontes fidedignas e insuspeitas, no livro encontra-se uma
romantização da vida do cangaceiro Lampião totalmente distante da realidade e do
que era noticiado pelos jornais da época. Trecho da tese "TESES E VALORES CONSTITUTIVOS DA IMAGEM PÚBLICA DO CANGAÇO E DE LAMPIÃO ENTRE 1876 A 1953
 do pesquisador WESCLEY RODRIGUES DUTRA


1ª edição


1928 - História do Banditismo da Família Santos Chicote
Autor: Joaquim Amaro. Typographia Diário da Manhã (Recife). Livro escrito com intuito de defesa da família Amaro contra a família Santos Chicote na época zona rural de Brejo Santo- hoje município de Porteiras CE. Enfoca vários fatos envolvendo jagunços e cangaceiros. Livro raro teve impressão limitada.


1ª edição

1928 - Sertão Alegre
Autor: Leonardo Mota. Imprensa Oficial de Minas Gerais (Belo Horizonte). Segunda edição em 1965 com prefácio de Rachel de Queiroz; A terceira edição foi editora: Cátedra ano de 1976 porém não citava o respectivo número. Então em 2002 foi oficialmente lançada uma terceira edição pela ABC de Fortaleza. O livro traz um capítulo intitulado “Alcunhas de Cangaceiros”.

Primeira edição Typographia Belo Horizonte

1928 - O Banditismo na Bahia (Contos de Minha Terra)
Autor: Eduardo Santos Maia.


Folha de Rosto , 1ª edição.



1929 - Cangaceiros do Nordeste
Autor: Pedro Baptista. Livraria São Paulo (Parahyba do Norte). O livro trata de lutas ocorridas na Serra do Monteiro no Sertão da Paraíba envolvendo a família “Terrível” que dominava aquela região. O conteúdo está disponível na Web pela página da Universidade da Florida (EUA) , inclusive para cópia Clique aqui



1ª Edição

1930 - No Tempo de Lampeão
Autor: Leonardo Mota. Oficina Industrial Gráfica (RJ). A segunda edição é de 1967 e a terceira saiu pela editora Cátedra em 1976. Em 2002 a editora ABC lançou mais uma edição indicando também como "terceira", o que na realidade seria a quarta.



Capa da 1ª edição.


1930 - Os Dramas Dolorosos do Nordeste

Autor: Pedro Vergne de Abreu. Typografia do Jornal do Commércio (Rio de Janeiro). O livro traz em forma de reportagem, apanhados de crimes cometidos por Lampião no Sertão baiano.


1ª edição
 1930 - Almas de Lama e de Aço
Autor: Gustavo Barroso. Companhia Melhoramentos - São Paulo. Um Livro raro, entretanto seu conteúdo também está disponível na Web pela página da Universidade da Florida (EUA) , inclusive para cópia. Clique aqui



1931 - O Flagello de “Lampeão”
Autor: Pedro Vergne de Abreu. Typographia do Jornal do Commércio (RJ). O livro reproduz matérias publicadas nos jornais do Rio de Janeiro e Salvador denunciando a violência praticada por cangaceiros.


1ª edição, 1931.

1931 - A Wandering Jew in Brazil. "Um Judeu Errante no Brasil" 
Autor: Salomão L. Ginsburg.  Convem ressaltar que a primeira edição é de 1922 Pela Southern Baptist Convention (EUA). No Brasil só foi traduzido em 1931 e impresso pela Casa Publicadora Batista, Rio de Janeiro. Depois reeditado em 1970 já pela JUERP. Uma autobiografia de Salomão Luiz Ginsburg um judeu convertido, (como o próprio título indica) que andou pelo interior do Nordeste abrindo igrejas Batistas na virada do século XIX para o XX, incluindo aí a Zona da Mata pernambucana. Em Nazaré da Mata, interior de Pernambuco, ele narra a história do encontro dele com Antônio Silvino, o cangaceiro disse ao pastor ter sido contratado por um padre para mata-lo...  Clique aqui e conheça o tal episódio




1931 - Os crimes do bandido Lampeão 
Série em 15 volumes com 150 páginas cada. editado em Lisboa, Portugal. Autor: Floriano Sergipe. adaptado por A. Victor Machado e Lançado por Henrique Torres Editor.

Obs. Informação acrescentada em 7 de julho de 2018, o livro ainda não compõe o acervo do autor.





1932 - O Exercito e o Sertão
Autor: Xavier de Oliveira. Livro raro do mesmo autor de “Beatos e Cangaceiros”. Lançado por A. Coelho Branco Editor (Rio de Janeiro).



1ª Edição, 1933

1933 - Lampeão
Autor: Ranulpho Prata (Mais tarde teve grafia alterada para Ranulfo). Ariel Editora Ltda. (RJ). A segunda edição é de 1934, uma terceira em 1956 e entre as mais recentes a que saiu pela Editora Traço, São Paulo, em 1982. Essa obra tem uma história particular porque Lampião teve um exemplar em suas mãos.



Folha de Rosto, 1ª edição
1934 - Factores do Cangaço
Autor: Manoel Cândido. Editora não identificada (Pernambuco). Um outro fato curioso é que Lampião tinha conhecimento deste livro e em uma certa emboscada encontra o autor que era promotor de justiça e o obriga a ler o livro na integra para ele (segundo o autor Bezerra e Silva em seu livro “Lampião e suas Façanhas”) A respectiva obra não só faz criticas aos cangaceiros como também as forças volantes. Clique aqui e conheça este episódio



(Fotocópia) capa da 1ª Edição
1934 - Sertanejos e Cangaceiros
Autor: Abelardo Parreira. Editorial Paulista (SP). Com prefácio do historiador Affonso de Taunay, traz capitulo sobre "os Carvalhos" e a destruição do povoado de São Francisco.


Capa, 1ª Ed. 1935
1935 - Coiteiros
Autor: José Américo de Almeida. Cia. Editora Nacional (SP). Trata-se de um Romance, curioso é que a segunda edição também é de 1935 (portanto duas edições no mesmo ano). Conteúdo disponível na Web pela página da Universidade da Florida (EUA) , inclusive para cópia Clique aqui



Capa 2ª ed. 1970
1937 - O Outro Nordeste
Autor: Djacir Menezes. Editora José Olympio (RJ). Teve a segunda edição em 1970 pela Editora Artenova do Rio de Janeiro, traz o capítulo “O binômio violento e místico”.


Capa Reedição em 2006.
1939 - As Coletividades Anormais 
Nina Rodrigues. Editora Civilização Brasileira (Rio de Janeiro). Reeditado pela Gráfica do Senado em 2006. Este livro traz um capítulo sobre Lucas da Feira.


Capa da 3ª edição 1983.



1940 - Como dei Cabo de Lampeão

Autor: Capitão João Bezerra. A terceira edição de 1983 vem a ser a mais conhecida. Foi lançada pela Fundação Joaquim Nabuco, Editora Massangana (Recife) com prefácio de Frederico Pernambucano de Mello.




1940 - Lampeão e seu bando Sangrento
Autor: Aferso. Crônica dos crimes de Lampião - episódios da luta contra o cangaço - Aspectos interessantes da vida de Lampião - o extermínio de lampião e bandoleiros - Corisco. Livraria editora Paulicea - SP.
 


* Pesquei trecho no blog Philolibrorum

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Retrospectiva

Lançamentos e reedições de Livros 

Em 2010 aconteceram muitas noites de autógrafos. O cangaço esteve em constante evidencia nas prateleiras.  Atualize sua estantes e reserve um espaço para o que vem por aí.








 






 




  
E também algumas novidades em HQs que não poderiam ficar de fora.


"Eleita a melhor HQ de 2010"
Confira aqui 



Se o seu trabalho ficou de fora: lampiaoaceso@hotmail.com