sexta-feira, 20 de maio de 2011

Vem aí a 3ª edição de “O canto do acauã"

Convite para relançamento de um dos livros mais recomendados da literatura cangaceira

No dia 26 de Maio, além do Seminário na Academia Brasileira de Letras, a literatura cangaceira tem um outro grande motivo para comemorar.

As 18h30min no Memorial da Medicina de Pernambuco - (Recife) - a escritora Marilourdes Ferraz, filha do famoso cel. Manoel Flor, "Nazareno" grande perseguidor de Lampião, estará autografando a terceira edição da sua monumental obra, "O canto do acauã ", livro que enfoca as memórias de seu famoso pai, sobre a luta das forças volantes contra o cangaceirismo.

Capa da nova edição
O livro virá com aproximadamente, 660 páginas, com novas informações e fotos inéditas. Sairá, ao preço médio de R$ 70,00 a unidade.

Convém informar, que as edições anteriores dessa obra, já estão esgotadas no mercado, há muitos anos. O professor Pereira é um dos que dispõem da primeira edição para a venda.



Assista a entrevista concedida pela autora ao programa "Pernambuco documenta" apresentação de Raymundo Campos. Créditos para Artur Carvalho participante da comunidade do Orkurt: Lampião, Grande Rei do cangaço.



Obs.: Agradeço ao amigo, Dr. Paulo Brito pelas informações que me foram fornecidas, sobre esse evento.

Toque de Ivanildo Alves Silveira

ADENDO LAMPIÃO ACESO
Não deixem passar essa oportunidade de adquirir uma das obras de melhor conceito no estudo do cangaço.
Tem cangaço nos "retalhos" da UFPB.

Acaba de sair, pela Editora Universitária da UFPB, o livro: Retalhos de História: culturas políticas e educação no Nordeste Brasileiro. O mesmo é uma obra coletiva dos professores mestres e doutores, de parte da turma 2009, do Programa de Pós Graduação em História da Universidade Federal da Paraíba. O livro versa sobre artigos relacionados as pesquisas desses historiadores, almejando contemplar inúmeros temas referentes a constituição histórica do Nordeste.

A obra conta com sete capítulos:

1- O Remédio das Almas dos Gentios: A catequese jesuítica em Sergipe na epístola de toloza.
Profª. Ms. Ane Luíse Mecenas Santos;


2- Vozes da Paraíba contra o Arbítrio Centralista: a representação da Constituinte de 1823.
Profª. Drª. Serioja Rodrigues Cordeiro Mariano;


3- A Tragédia nas Ruas da Amargura: silêncios e lamúrias na festa de passos em São Cristóvão, Sergipe.
Prof. Doutorando Magno Francisco de Jesus Santos;


4 - A Aterradora Molestia: a influenza espanhola na cidade da Parahyba (1918).
Prof. Doutorando Azemar dos Santos Soares Júnior;


5 - O Rei Lampião e a Questão do Banditismo Social.
Prof. Doutorando Wescley Rodrigues Dutra;


6 - A Guerra Grande no Ensino de História.
Prof. Ms. André Mendes Salles;


7 - Ó Pátria Amada, Idolatrada, Salve! Salve! Um estudo das festas cívicas em João Pessoa, PB (1937-1945).
Prof. Ms. Vânia Cristina da Silva.


* Matéria Enviada por nosso confrade Wescley Dutra 
interessados na aquisição favor entrar em contato: wescley.dutra@bol.com.br

Andanças de "rifle de ouro"

Antônio Silvino visitou Pedra Lavrada, PB. 

Por Clodoaldo Melo


PRIMEIRA VISITA EM 1912 

Pedra Lavrada pode não ter tido o delegado mais valente do mundo, mas já teve o mais “hospitaleiro”, João Jerônimo da Costa. Tratava o cangaceiro Antônio Silvino com a maior deferência do mundo. Era o cicerone de “Fuzil de Ouro” nas duas vezes que ele visitou a cidade, levando-o de casa em casa e apresentando-o às pessoas mais importantes e prestando continência ao bandoleiro. Aí é o que se pode chamar de desvio de função! Aquela autoridade local era para proteger a cidade dos cangaceiros, mas convivia pacificamente com os facínoras.

Em 1912, o casal D. Ernestina Carrilho de Oliveira, D. Doninha, e Manoel Júlio Rodrigues de Lima, ambos de Catolé do Rocha, moravam em Pedra Lavrada. Eles tinham um pequeno hotelzinho na cidade. D. Doninha era, e ainda hoje é lembrada pelos netos, como a pessoa mais ignorante, estúpida e inconsequente deste mundo de meu Deus. Nunca levou desaforo para casa. Fazer pergunta descabida ou dar palpites fora de tom ou da hora, era pedir para ouvir o diabo de D. Doninha. Era valente mesmo e não abria para um trem não. Manoel Júlio, um neto, diz sobre ela: “Minha vó, Mãe Doninha, era danada. Não se sabe como se vem ao mundo daquele jeito não – e rindo termina – ou velha ruim danada!” Agora que era direita e honesta, era. Essas duas virtudes chegaram nela e pararam.

Nessa primeira visita de Antônio Silvino à cidade, D. Doninha enviuvara e tocava o hotelzinho, sozinha. Antônio Silvino chegou acompanhado do delegado João Jerônimo no estabelecimento de D. Doninha por volta da nove horas da manhã. O delegado fez a apresentação:

- D. Doninha este é o capitão Antônio Silvino. Capitão, esta é D. Doninha, a mulher que faz o melhor arroz doce do mundo que lhe falei. 

Silvino olhou o arroz doce e disse: - Vou comer do seu arroz, coloque dois pratos. D. Doninha colocou dois pratos cheios de arroz na mesa.

O Cangaceiro olhou-a e ordenou: - D. Doninha pode começar comer o seu!

D. Doninha perguntou: -O que? Comer o quê homem?

Respondeu o bandoleiro: -Não ouviu bem, D. Doninha? Mandei comer do arroz. Eu só como quando quem prepara minha comida come primeiro.

D. Doninha lhe respondeu alto e bom som:  
- Pois não vai comer não ou coma se quiser. Eu já comi hoje de manhã e só como na hora certa e quando quero. A essa hora não como nada e não tem quem me faça comer à força!

O impasse estava criado.

Foi quando o delegado engolindo em seco balbuciou pisando macio que só cabra procurando penico cheio com o pé em noite escura: “Caaapiitão, o seeenhor esesestá diante e uma das mulheres mais direeeita da reeegião. Se ela diz que não vai comer, não comerá mesmo. - Eu confiiiiiio nessssta mulheeeeer. Diga qual é o meu prato dos dois, Capitão, que comerei por ela. Esssta coomiidaa não tem veneno não!

O Capitão Silvino trocou os pratos, deu um ao delegado e os dois homens começaram a comer.

Comeu, gostou e elogiou o arroz doce depois disse: - D. Doninha a senhora tem muito dinheiro!

D. Doninha responde-lhe: -Tenho. Posso não ter o valor que lhe disseram, mas tenho dinheiro.

Silvino continuou: - D. Doninha a senhora tem 200 mil réis para me dar?

E a senhora disse: -Tenho sim. Enfiou a mão num bolso de um avental e puxou uma nota esverdeada e grande, uma nota de 200 mil réis.  

Tome! estendeu-lhe a mão com o dinheiro D. Doninha.

Foi quando o cangaceiro, disse balançando a cabeça: - Não, não Dona eu não recebo dinheiro de criança, nem de mulher e muito menos de viúva...

Aí foi quando D. Doninha rodou a baiana, e disse: - Capitão Antônio Silvino, se experimenta fumo, mulher de verdade não!

O Capitão Antônio Silvino saiu rindo e dizendo ao delegado: - Tudo como você me falou. O arroz doce é o melhor do mundo e D. Doninha é a mulher mais malcriada ou valente que já conheci.

A SEGUNDA VISITA EM 1913

Na segunda visita do bandoleiro a Pedra Lavrada ele foi recebido pelo delegado João Jerônimo. O coronel Eugênio Vasconcelos, irmão de Chico Ferreira, tinha uma loja e vendia chapéus. Antônio Silvino parou na loja viu um chapéu marca Ramezzoni 3X (o melhor que existia, hoje, seu preço varia entre R$ 174,00 a R$ 240,00), e perguntou o preço. - Dez mil réis – respondeu o coronel Eugênio.


Cédula de $10 mil réis da década de 10

O cangaceiro não regateou e deu uma nota de vinte mil réis para o Coronel. Este conheceu a nota falsa e disse acompanhado de gestos de toda gentileza: - Ora, Capitão Antônio Silvino, o senhor acha que eu vou cobrar um chapéu a você. Ora, ora... O bandoleiro agradeceu o presente (era educado) e, além de levar o chapéu passando a nota falsa, ainda queria mais dez mil réis de quebra. Mas, com o Coronel Eugênio não conseguiu tal proeza.

À noite o delegado João Jerônimo fez um baile para os facínoras dançarem. A cidade transformou-se numa festa. A sanfona roncava, o xaxado comia no centro e os bandidos bebiam e dançavam. Às quatro horas da manhã Antônio Silvino chamou o delegado e disse: - João, eu vou indo e estou sentindo cheiro de macacos (soldados) por perto, mas me dê um recado a eles. Diga ao Comandante da Volante que não vão atrás de mim não que eu estou cansado, pois dancei à noite toda e um homem cansado não corre, briga! Disse isso e saiu logo. Depressa como os cangaceiros chegaram depressa se foram. Na hora de partir não faziam rodas para não atraírem disparos em cima deles e nem se despediam. Eram como ciganos num instante arribavam, era como serpentes escorregavam e sumiam. De repente nenhum cangaceiro no meio do povo.

Mais ou menos às sete horas da mesma manhã a volante comandada pelo tenente Joaquim Henrique e auxiliado pelo cabo Piaba chegaram a Pedra Lavrada. O tenente Joaquim Henrique ainda sentiu nas ventas o cheiro de perfume dos cangaceiros (eles andavam muito perfumados) e mandou localizar depressa o delegado. O delegado João Jerônimo às pressas ainda ajeitando o cinturão e o chapéu, disse que o bando de Antônio Silvino esteve ali sim e tinha deixado um recado. E deu o recado sem tirar nem por, sem engordar, sem emagrecer, nem esticar e nem encolher, ele deixou dito para eu dizer a vocês: - João, eu vou indo... etc.

O delegado João Jerônimo era bom de recado, pois só acrescentou o seguinte: - Eles saíram para o lado de Parelhas.

AS SERPENTES E A SUSSUARANA 

O tenente Joaquim Henrique bradou: “Atenção, os bandidos estão por perto, estão de cavar com a unha. Vamos pegar esses filhos das putas e de mão... - Sigam-me! E saíram em marcha acelerada pelo caminho que levava qualquer um que fosse muito disposto à Parelhas no rio Grande do Norte. O caminho era estreito, tortuoso, acidentado, cheios de pedra, com pedras gigantes que surgiam para fechar o caminho ou deixá-lo quase despencando nas escarpas dos riachos que só tinham águas no inverno.

A cerca de seis quilômetros do então povoado de Pedra Lavrada fica a Fazenda Maxinaré, do Coronel Graciliano Fontini Lordão. Casa grande edificada no sentido Sul-Norte com duas portas nas laterais da frente e uma janela no meio e alpendrada; a casa ficava de fronte para o povoado, mas não o avistando por conta das serras entre ela e a cidade. O terreno é muito acidentado.

O cansaço dos cangaceiros era tanto que só agüentaram chegar até em Maxinaré. O Coronel providenciou logo a matança de um carneiro, galinhas, capões e peru. Mas Antônio Silvino e seus cabras, não ficaram na sede da fazenda. Preferiram ficar mais adiante onde depois de se atravessar um riacho, segue-se pela trilha aberta com o lado esquerdo da vereda sendo uma escarpa de até trinta metros de despenhadeiro e, o direito, uma elevação de mais de 10 metros de altura sem nenhuma pedra capaz de esconder um homem.

Ao começar descer a vereda em busca do riacho que dobra à direita, têm-se uns blocos de pedras mais ou menos da altura de um homem dispostos na forma de dominós postos de lado e distantes dos outros em distâncias variadas. Homens, as pedras assim dispostas são trincheiras naturais, colocadas ali pela natureza! Os cabras do Capitão Antônio Silvino dormiam atrás delas como se fossem serpentes prontas para o bote e injetar o veneno mortífero da mais terrível delas. Vir na vereda em buscas daquelas trincheiras rochosas era como ir entrando num funil: de um lado o despenhadeiro, do outro, a subida íngreme; em frente, o encontro com a morte!

A polícia ia de marcha batida. O rastejador na frente comia a distância entre eles e os cangaceiros. Assim passaram no terreiro da casa grande da Fazenda Maxinaré (foto). A ânsia de pegar os cangaceiros era tanta que nem sentiram o cheiro das carnes nas panelas. Nunca tinha pegado tanta moleza - talvez pensasse consigo o rastejador - pois os rastros eram fresquinhos, os galhos quebrados ainda soltavam o aroma característico de sua planta, as pedrinhas deslocadas pelo solado de couro dos bandidos, o horário era bom porque ainda era de manhã e, como estavam tão perto deles, a noite não os cobririam antes que eles pusessem as armas em cima daquele bando de malfeitores. O Capitão Joaquim Henrique experiente já tinha pegado o coice da tropa. Seus homens estavam com ânimos e o combate estava próximo.

Silvino

Quem sabe, se ao começar descer o riacho depois daquelas pedras postas como se fossem dominós, não descem com a vista no bando de criminosos que fugia entre pedras, feitos cabritos saltadores, pulando sobre e entre elas, com medo da onça suçuarana. Ele, Capitão Joaquim Henrique, era a verdadeira onça suçuarana!

O COMBATE DA FAZENDA MAXINARÉ 

O vigia que tinha ficado entre a casa grande da Fazenda e as trincheiras de pedras onde repousavam os bandidos, ao ver a volante, saiu em disparada e avisou a Antônio Silvino. O Capitão que ficava fora do grupo mandou o portador da má notícia avisar a todos: - Eu mandei avisar ao macaco-chefe que não viesse atrás da gente. Se veio, o diabo vai se soltar. Não quero ninguém nem pensando em fugir. O sangue vai dar no meio da canela. Querem briga e vão ter! O Cabra escorregou do esconderijo do Chefe e deu a notícia aos demais cabras. Eram cerca de 20 homens que há dias não brigavam. Estavam com a brigada toda dentro e muitos ressacados da cachaça da noite anterior. Todos se prepararam.

Os cangaceiros começaram a ouvir as tropeladas da tropa. Pássaros emudeceram, o vento parou. As primeiras cabeças da volante surgiram na ladeira que antecede ao funil descrito antes, que era a chegada nas pedras em forma de pedaços de muralhas. Vinham quase num trote, arma em punho, vontade de brigar. A vereda estreita deixava os soldados em fila indiana e caminhavam perto demais um do outro. Era quase um tirando o pé e o outro botando no mesmo lugar.

Os primeiros homens chegaram a quase 10 metros dos primeiros paredões de pedras (foto) quando ouviram o grito do Capitão Antônio Silvino: - Fogo na macacada! O final de seu comando foi abafado pelo som dos disparos em cima dos soldados. Nem bem terminou os primeiros tiros já vários soldados rolando pelo chão: uns feridos outros tentando escapar da carga mortífera cuspidas pelas armas dos cabras de Silvino.

Nesse tiroteio os impropérios gritados eram só dos cangaceiros.

Os soldados não tiveram tempo de esculhambar as mães e irmãs de cangaceiros como era comum nos combates. Mas, ouviram as risadas, os gritos de deboche e de provocações dos cabras: - Tomem macacada filha de jumenta roxa! Vamos matar todos e se amancebar com as quengas mães de vocês! Ainda hoje dormirei com sua irmã mais nova, macaco filho de uma égua! A tropa só tinha tenência para tentar correr, se livrar das balas inimigas, da carga mortal.

Os tiros dos cangaceiros se repetiam e quase à queima roupa. Em minutos eram soldados feridos, caídos, fora de combate; tinha também soldados feridos sem ser de tiros, mas da tentativa de fuga e acabaram caindo no barranco com pernas e braços quebrados. Era dia, quase meio dia, e foi por isso, talvez, que o local não escureceu de tanta fumaça de tiros. Cascas de paus voavam nos resvalar das balas. Além dos gemidos dos soldados ouvia-se o grito longe do Comandante da Volante, Joaquim Henrique: - Recuar, recuar, recuar......recuar!

A SAÍDA DE ANTÔNIO SILVINO E O SALDO DA VOLANTE 

Pelo estrago da soldadesca e a condição de vencedor do cangaceiro Antônio Silvino, vê-se que ele não era um facínora sanguinolento. Qualquer cangaceiro, exceto Jesuíno Brilhante, teria caído de assalto sobre a tropa destroçada e ferida e sangrado muito militar. Antônio Silvino preferiu sair escorregando entre as pedras e sumindo em busca de Parelhas. Os cangaceiros não tiveram uma baixa e nem pequenos ferimentos. O prejuízo maior foi não terem se saciado no almoço da Fazenda Maxinaré.

Já a volante perdeu um homem no local e um gravemente ferido que morreu a caminho de Soledade carregado pelos companheiros em uma rede. O cortejo triste que saiu de Pedra Lavrada em busca de Soledade era desalentador. Os mais feridos em redes; os menos, à cavalo e, os que podiam andar, à pé.
E o pior de tudo, eram os gemidos dos doentes abaixando ainda mais o moral da tropa destroçada.

Silvino saiu danado. Passou na Fazenda Retiro, de Zé Gato. Aproximou-se sorrateiramente. O dono da Fazenda estava dentro de casa e escorado numa das janelas, de costas e escorado nos cotovelos e virado para dentro de casa com quem conversava com alguns familiares. Antônio Silvino ao chegar perto da janela, bateu com rifle com força nas pedras do alpendre. O rifle disparou. Seu Zé Gato deu um pulo com o tiro e já caiu de frente para o cangaceiro.

Silvino impaciente e a ainda movido pela adrenalina do combate, perguntou:  

- Teve medo, Zé Gato?  

- Não – respondeu Zé Gato  

- Eu tive um susto! 

Silvino o encarou, e disse: - Zé Gato, hoje estou com o diabo no couro. Matei um bocado de macacos agora, agorinha mesmo. Quero tomar um café amargo. Mande preparar comida e devagar que aquela macacada não vem atrás de mim não. O estrago que fiz na tropa foi grande!

Completou Zé Gato: - Eu escutei os tiros, Capitão. Num se avexe que vai ter café quente e comida pra todo mundo. Depois, Silvino alimentado, subiu o Seridó.



DEPOIMENTOS

Manoel Júlio foi quem me falou sobre as visitas de Antônio Silvino e o local do combate. “Na década de sessenta cheguei a visitar o local e cheguei a ver várias árvores, como juremas, pereiro e craubeiras com ferimentos das balas do combate. Manoel Gomes Calisto de Macedo, Manoel Belo, proprietário da Fazenda Maxinaré, nos disse que as árvores feridas no tiroteio entre bandidos e policiais morreram todas. Ficou uma craubeira gigante já na beira do rio, perto do Poço da Menina que a cheia de 1981, que arrombou doze açudes no mesmo rio, carregou-a.

O professor Graciliano, neto do professor e coronel Graciliano Fontini Lordão, disse-nos:  - De vez em quando achamos cascas de balas quando estamos arrancando macambira para dar ao gado. E acrescentou mais:  - Ano passado, encontramos a última e um visitante de Natal, numa hora em que só estava mãe em casa, pediu e ela a deu ao visitante como souvenir.”


Pesquei em : Pedra Lavrada.com

quinta-feira, 19 de maio de 2011

26 de Maio a ABL recebe o Cangaço

Agende aí macho réi: 17:30hs a Academia Brasileira de Letras na cidade Maravilhosa realiza o Seminário Brasil, brasis - O cangaço na Literatura.



Dentre os palestrantes convidados dois "vaqueiros da SBEC" nossos confrades:

  O médico piauiense, pesquisador e escritor Leandro Cardoso Fernandes.
Co autor de "Lampião, A medicina e o cangaço".


Pesquisador e vice presidente da ALAG Academia de letras e artes de Gravatá, PE, Geraldo Ferraz de Sá Torres Filho. Autor dos livros "Pernambuco no tempo do Cangaço" Vol 1 (1894/1925), e o 2º volume (1926/1933).

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ADENDO LAMPIÃO ACESO
Por razões já relatadas aqui no Blog o Dr. Frederico Pernambucano de Mello um dos nomes confirmados talvez não possa se fazer presente. Foi sabido através do site da Faculdades São José Clique aqui que uma das presenças confirmadas é a da pesquisadora e escritora Vera Ferreira, (Neta de Virgulino e Maria).
Paulo Moura na TV 

O especial "Jardins de Literatura" apresentado em 2008 dentro da edição do PE TV (jornal matinal da afiliada da Globo em Recife), abordou os 70 anos da morte de Lampião. Na ocasião convidaram o escritor sócio da SBEC Paulo Moura que estava lançando o livro "Lampião, a trajetória de um Rei sem castelo".

Confiram o vídeo enviado pelo autor.



Paulo Moura
Cel: (81) 8792 5831 / 9647 9451
Visite o sítio deste confrade
www.educarcomcordel.blogspot.com

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Eis a questão...

O tiro que matou Lampião

Lampião, o 2º personagem mais biografado na América Latina, muito estudado por centenas de pesquisadores e escritores do cangaço, mesmo já tendo transcorrido mais de 70 anos de sua morte, ainda, tem em sua biografia, muitas “Lacunas, e aspectos,” que ainda deixam dúvidas, e que não foram devidamente esclarecidos, ao longo da história. Vejamos.

Sobre a sua morte:

a) Quantos tiros levou ?
b) Qual o tiro o matou ?
c) Foi atingido pelas rajadas da metralhadora do Ten. Bezerra, ou pelo certeiro fuzil do soldado Honorato ?



Após a morte do famoso cangaceiro na Grota do Angico/SE, em 28/07/1938, não foi confeccionado pelos médicos legistas, O LAUDO DE EXAME CADAVÉRICO do famoso personagem, o qual, com certeza, teria dissipado muitas dúvidas quanto a morte do mesmo.

Apenas, a cabeça do cangaceiro ( em adiantado estado de putrefação ), e de sua companheira, Maria Bonita foram analisadas pelo famoso médico alagoano, o Dr. Lages Filho.

Ainda, no tocante á morte do Rei Vesgo, principalmente, no que concerne aos tiros que sofreu, temos uma excelente entrevista realizada, por ocasião dos 70 anos de sua morte, através do Programa “DE LÁ PARA CÁ “, do jornalista Anselmo Góes, em que o Dr. Jayme de Altavila, Diretor do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas ( Local onde estão alguns pertences e objetos de Lampião ), presta excelentes informações, nesse sentido. Vejamo-las.

 O Dr. Jayme de Altavila 




Cartucheira de Ombro de Lampião, atualmente preservada e exposta no Inst. Histórico e Geográfico de Maceió. Cortesia: Escritor Carlos Megale.


 Dr. Jayme mostra a reportagem, como Lampião usava a cartucheira de ombro.


 
No detalhe o local de um dos tiros que atingiu Lampião, na região do coração, sendo, portanto, mortal. A bala perfurou a cartucheira, indo se alojar em seu corpo. 


Segundo a bibliografia cangaceira (Ver Amaury, pg 31), LAMPIÃO sofreu três disparos no Combate de Angicos. Um no peito do lado esquerdo; um no baixo ventre e outro no alto da região frontal direita (cabeça) .

Alguns ex-volantes que participaram do combate informaram que, o 3º disparo ( no alto da região frontal direita- cabeça) de Lampião , ocorreu quando o mesmo, já se encontrava, abatido e caído no solo (Ver Amaury, pg 90 - Depoimento de Panta de Godoy).

Além do disparo sofrido, a cabeça foi atingida por ação contundente ( coronhadas..etc..), o que danificou, ainda mais, o crânio do Rei do Cangaço. A esse respeito, veja-se, logo abaixo, foto publicada em 1953, pela revista "O Cruzeiro "



Em função do tiro sofrido na cabeça, bem como, em função das lesões provocadas por instrumentos contundentes (coronhadas...etc..), da cabeça de Lampião, por ocasião de sua exumação, restaram, apenas, uma porção de ossos quebrados. (Vide foto, logo abaixo ).


Foto: livro Lampião, a medicina e o cangaço, pág. 102, dos autores Leandro Cardoso Fernandes e Antonio Amaury.

Assista o vídeo que deu origem á presente matéria. Programa " De lá para cá ", do jornalista Anselmo Góis, que foi exibido por ocasião da passagem dos 70 anos da morte de Lampião em 2008.



Abraço a todos
Ivanildo Silveira 
Colecionador do cangaço
Membro da SBEC

terça-feira, 17 de maio de 2011

Novidade na praça

Livro relaciona vida de empresário potiguar a fatos históricos relevantes 

Por Epitácio Andrade

No dia 23 de abril passado, na Praça de Eventos da cidade de São Miguel, no alto oeste do Rio Grande do Norte, o Escritor Rostand Medeiros lançou o Livro: “João Rufino – Um Visionário de Fé”, que consiste numa descrição historiográfica da vida do industrial octogenário João Alves de Lima, “Seu João Rufino”, controlador do conglomerado empresarial Santa Clara, ao mesmo tempo, em que faz uma correlação com fatos históricos relevantes da vida potiguar. 

Capa do novo livro de Rostand Medeiros
  
Carlos Rostand de Medeiros França é pesquisador de história e sócio da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço (SBEC), prestando consultoria ao SEBRAE no projeto: “Território Sertão do Apodi – Nas Pegadas de Lampião”, e é autor do livro “Os Cavaleiros dos Céus”. Para a edição do seu novo Livro sobre a história de Seu João Rufino, Rostand Medeiros contou com um prefácio escrito pelo cantor e compositor Raimundo Fagner, amigo de longas datas da família e da cidade de São Miguel.

   
Escritor Rostand Medeiros
  
Para nós que somos parceiros do autor em produções culturais, “o novo livro de Rostand é uma dádiva para São Miguel, e com certeza, nortear os caminhos do futuro daquele município longínquo”. Epitácio Andrade, após longo encontro com Rostand Medeiros, onde estabeleceram a retomada de parcerias, ficou com a tarefa de entregar exemplares da obra devidamente autografados, ao Economista Roberto Monte do Centro de Direitos Humanos e Memória Popular, ao Ex-deputado Estadual Salismar Correia e ao Cantor Paraibano Chico Cesar, intencionando estimular uma realização conjunta a cerca do desenvolvimento de lugares de memória, relacionados aos movimentos revolucionários no nordeste brasileiro.

A esse propósito, o livro: “João Rufino – Um Visionário de Fé” apresenta um capítulo dedicado à importante pesquisa historiográfica sobre a história da Coluna Prestes em São Miguel. Rostand Medeiros descreve, com riqueza de detalhes, a passagem dos revoltosos liderados pelo capitão engenheiro Luiz Carlos Prestes, pela pequena São Miguel, em 1926.


Monumento alusivo a Coluna Prestes
  
O lançamento do novo livro de Rostand Medeiros foi um marco que reviveu a história de força e beleza da terra micaelense, cuja população compareceu em massa para a sessão de autógrafos e para a exposição “São Miguel, Minha Terra”. Ao final da noite, cerca de 15 mil pessoas assistiram ao show de Raimundo Fagner.


Epitácio de Andrade Filho é Médico Psiquiatra Sanitarista Pesquisador do Cangaço e sócio da SBEC.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Nobres iniciativas de um pesquisador

Pelo andar da carruagem e andanças do vaqueiro Rubens a Memória do cangaço será ressuscitada em Juazeiro, Jaguarari (BA) e região

1º Clique e reveja a matéria Fogo da Abóbora, 82 anos

2º O pedido - Ação de nosso confrade Rubens Antonio (Foto).

Saudações Amigos e Amigas

Abóbora ou Abóboras era pertencente ao Município de Jaguarari/BA à época do fogo. Passou a pertencer ao Município de Juazeiro.

Conversei com gente apropriada do município de Juazeiro que anotaram os dados e estão mandando confeccionar uma cruz com nome, apelido, data de falecimento, do cangaceiro "Mergulhão".

Também olharão o em torno e pensarão algo para a sepultura, em termos de composição mineral.


Aspecto atual da sepultura do cangaceiro Mergulhão



As ideias estão fluindo e também e conversarei com a assessoria do prefeito, Sr. Isaac Cavalcante, para ver como poderemos dar mais destaque ao sítio. Ainda esta semana, é provável que eu converse com algum secretário.

O objetivo é arregimentar crianças para servirem de guia darem informações a quem visita o povoado. Na verdade, temos que dar um jeito de atrair turistas para aquele distrito.

E, ainda em termos de artesanato, provavelmente o Núcleo de Artesanato Mineral de Juazeiro começará a preparar peças referentes ao Cangaço.

Mais uma coisa:

O pessoal de Juazeiro está pensando em também revitalizar a sepultura do cangaceiro Arvoredo.


 Aspecto da sepultura de Arvoredo, em Jaguarari.

Meu desejo é mais amplo... é a criação da Rota do Cangaço em importantes cidades da Bahia. Com as seguintes Estações:
 - Abóboras - Sítio da batalha e sepultura de Mergulhão
- Barrinha - Sítio local da morte de Arvoredo
- Jaguarari - Sepultura de Arvoredo
- Itiúba - visita à Calçada de Pedra... sítio de uma trincheira de Aristides... e à residência fortificada do mesmo.
- Queimadas - Cadeia municipal ainda preservada como na época do massacre...

  A intervenção já começa a dar resultados, eis um comunicado do pesquisador enviado hoje.
 Prezados amigos e amigas
 "Fui hoje informado pelo pessoal da prefeitura de Juazeiro que está já confeccionada uma cruz apropriada para marcar o local da sepultura. Esta será colocada em evento apropriado.
Assim que o mesmo se realize, passarei a vocês fotografias do evento".
Que tal... para começar? Estou tentando.pessoal... Quem quiser colaborar... Estou aqui historiageologica@gmail.com


Um abração Rubens Antonio. 
- Professor e palestrante sobre História Geológica da Bahia, Antropologia, Geologia, Epistemologia, Metodologia do Trabalho Científico, História da Ciência.

"O Lampião Aceso e obviamente os cangaceirólogos de todo o país parabenizam e agradecem o cuidado, entusiasmo e determinação do Sr. Rubens Antonio, bem como as autoridades dos respectivos municípios".
SBEC se reúne em Fortaleza e tem aprovado seu Novo Estatuto. 

Aconteceu na manhã deste sábado, dia 14, no Auditório Murilo Aguiar, na Assembléia Legislativa do Estado do Ceará, a reunião extraordinária da SBEC. Com a presença de 32 sócios e 21 amigos, o encontro uniu 53 participantes para uma Pauta que envolvia principalmente a aprovação do novos estatutos da Sociedade.

Aderbal Nogueira, Manoel Severo e Prof. Pereira
Em sua fala, o anfitrião da manhã, representando os sócios de Fortaleza, Manoel Severo, agradeceu à Assembleia Legislativa, através de seu Presidente, dep. Roberto Cláudio e através do dep. Júlio Cesar Filho, a gentileza da cessão do espaço privilegiado da Casa Legislativa cearense para a reunião da SBEC, em seguida foi formada a Mesa com as presenças do presidente da SBEC, Lemuel Rodrigues da Silva e ainda dos sócios, Ângelo Osmiro e Ivanildo Silveira.

Tomaz Cisne, Vicente Alencar, Múcio Procópio e Ivanildo Silveira

Depois das palavras do Presidente Lemuel Rodrigues, que especificou a pauta da reunião, resumindo-se em Aprovação dos Novos Estatutos e Informes, foi convidada a sócia Juliana Ischiara para auxiliar como relatora dos trabalhos de análise e redação final do Estatuto. A reunião que teve seu início às 9:30h se estendeu até as 14:30h, se configurando também como uma rara oportunidade de congraçamento entre os vários sócios e amigos da SBEC, espalhados pelo Brasil. Tivemos presenças dos estados da Paraíba, Rio Grande do Norte e ainda forte representação de vários municípios do Ceará.

Lívio Ferraz, Paulo Gastão e Barros Alves

Toda a matéria e a cobertura fotográfica, voce confere no www.cariricangaco.com

Grande Abraço,
Manoel Severo

domingo, 15 de maio de 2011

LETRAS SERTANEJAS

Essencial obra para a história nordestina ganha edição luxuosa

Acaba de ser lançada a Segunda Edição do livro "Guerreiro Togado", do escritor Pedro Nunes Filho, que trata da luta armada do Dr. Augusto Santa Cruz, promotor público em Monteiro, Paraíba do Norte. Em 1911, o bacharel insurgiu-se contra o governo da Paraíba, formou uma milícia armada de 500 homens, fez uma guerra que encheu todo o Sertão. Trata-se de uma epopeia sertaneja, cuja leitura empolga e comove.



Edição luxuosa, comemorativa dos 100 anos (1911-2011) daquele incidente político que teve desdobramentos em Pernambuco e no Ceará. Impresso no formato 16x23 cm, o livro contém 516 páginas e 69 fotos preto e branco, sangradas, em excelente resolução.

Prefácios de Frederico Pernambucano de Mello e de Antônio Jorge de Siqueira. O texto da orelha é José Rafael de Menezes que depõe:  
Guerreiro Togado inscreve-se entre os melhores estudos municipalistas nordestinos.
O preço de lançamento é R$ 70,00 e a remessa é via postal por conta da editora.

Pedidos podem ser feitos pelo e-mail do autor: pnunesfilho@yahoo.com.br

*Matéria enviada por Kydelmir Dantas

sábado, 14 de maio de 2011

Lampião em Juazeiro do Norte

O Sr. Waldemar Caracas ex-funcionário da RVC (Rede Viação Cearense) é a personagem deste vídeo produzido por Aderbal Nogueira/Laser Vídeo que primordialmente é sobre a história da estrada de ferro no Ceará. No meio da conversa ele surpreende nosso amigo relatando um fato histórico "A entrada de Lampião em Juazeiro".



Obs. O Sr. Waldemar foi amigo do Cel. Izaías Arruda. Ele e o avô paterno de Aderbal Nogueira trabalhavam na estações de Aurora e Missão Velha na época do acontecido, mas isso será apresentado em uma outra postagem.

Adendo de Messier Aderbal
Quem tiver interesse em conhecer um pouco da história ferroviária no Estado do Coroné Severo acesse o link para o nosso documentário disponibilizado no youTube: O último apito - A história do trem de ferro no Ceará


Grande abraço a todos.
Aderbal Nogueira
Dia 26/05 O cangaço vai invadir "A academia"

Prazer em conhecer

Lampião Aceso entrevistou Alcino!



 Juliana Pereira e seu 'pai espiritual' Alcino


Alcino Alves Costa "O caipira de Poço Redondo" – Sergipe. Ele talvez não goste desta revelação contábil, mas registramos que este pesquisador, "vaqueiro mor" da história cangaceira nasceu em 17 de junho de 1940. Auditor Fiscal do Estado Aposentado, foi eleito prefeito da sua cidade por 3 vezes. É Radialista e compositor de alguns clássicos da música sertaneja de raiz.

Não confundir com o autor  de "As andorinhas" que é seu xará de nome e sobrenome.

O cangaço lhe persegue, aprisiona, lhe atormenta desde a meninice. Até porque as agruras do cangaço Lampiônico que arregimentou muitos homens e mulheres e teve seu fim ali mesmo no Angico, (terras que passaram a pertencer ao Poço) estava muito recente, é como se fossem fatos da semana passada.

Alcino Ficava horas e horas ouvindo Zé de Julião (O ex cangaceiro Cajazeiras), Ermerindo Alves Costa (seu pai), João Torquato, João Doutor, Libéu, (irmão da cangaceira Enedina), China do Poço, João Cirilo, Durval Rodrigues Rosa e mais uma imensidão de pessoas falando do mesmo assunto. Porém só em 1996 foi que teve a oportunidade de editar o seu primeiro livro “Lampião além da versão – Mentiras e Mistérios de Angico”.

Inclusive aproveitamos para informar aos pesquisadores amantes e colecionadores que a 3ª edição deste livro já está sendo impressa em Cajazeiras, PB aos cuidados do nosso amigo Professor Pereira, logo teremos informações sobre o lançamento e aquisição .

Alcino tem muito por dizer por escrever por declamar.

Então apresente suas crias!
- Nascidas: “Lampião além da versão – mentiras e mistérios de Angico”, “Lamentos do Velho Chico”, um livro de poemas sertanejos; “Sertão, viola e amor”, “O Sertão de Lampião, 2004" “Canindé de São Francisco, seu povo e sua história”, “Poço Redondo, a saga de um povo” e na mesa de parto “Lampião em Sergipe”.


2ª Edição, 2002  
Cortesia de Clenaldo Santos


Matéria editada em 7 de julho de 2018

 Último livro de Alcino acerca do tema.


Qual o Filho preferido?
- Minha filha, “Maria do sertão”, não se trata de Maria Bonita, é um romance infelizmente não editado.


Livro de outro autor?
- LAMPIÃO – Capitão Virgulino Ferreira, de Nertan Macedo.
Sem ser um profundo conhecedor, Nertan colocava com mestria lirismo em meio as histórias empapadas de sangue e sofrimento dos tempos de Lampião e do cangaço.

Qual é o primeiro título recomendado para um calouro?
- Lampião, As Mulheres e o cangaço", de António Amaury.

Com quantos e quais personagens desta história você teve contato?
- Vários. Dentre eles Zé de Julião, Sila, Adília, Dadá, Correnteza, Candeeiro, Panta de Godoy, Durval, Vicente, Mané e Adauto Félix, Messias de Caduda, Zé de Bela, China do Poço - que, aliás, era meu sogro- , Galdino, (O Garrincha da volante de DeluZ); Elias Alencar, Cabo João Torquato, João Doutor, Zé Serra Negra e muitos outros.

Qual destes contatos foi, ou foram, os mais difíceis?
- Nenhum. Todos gostavam de conversar bastante comigo.


Qual o contato que não foi possível e lhe deixou de certo modo frustrado?
- Com Zé Rufino.

Com qual remanescente gostaria de ter conversado?
- O meu tio Manoel Marques da Silva, o "Zabelê".

Qual é o seu capitulo preferido?
- As Mentiras e os mistérios de Angico...

Próximo à Grota, no local que segundo os remanescentes a tropa de João Bezerra acampou horas antes de aniquilar o Rei do cangaço. Nesse momento Alcino palestra sobre uma das muitas divergencias acerca da tragédia. 

Um cangaceiro (a)?
- Lampião e Maria Bonita

Um volante?
- Aponto Vários: Zé Rufino, Mané Neto, cabo Artur, cabo Miguel Bezerra, João Doutor, Leonídio etc. etc.

Um coadjuvante?
- Mariano. Por ser um cangaceiro valente e fiel, além de não ser um bandoleiro de atitudes monstruosas.

Uma personagem secundária? Queria ter bom papel, mas não passou de figurante.
- Juriti.

Geralmente todo pesquisador é colecionador qual é o foco de sua coleção?
- Além do acervo do cangaço e de Lampião, tenho uma paixão muito grande por tudo que se relaciona com a história e a cultura dos povos sertanejos.

Entre as peças tem alguma relíquia?
- Não sei se é considerada relíquia, mas dentre outras possuo o livro “Lampião”, de Ranulfo Prata, editado nos idos dos primeiros anos da década de 30.

...A primeira edição é de 1934.


Nós que gostaríamos de ver um filme que retratasse um cangaço autêntico, fiel aos fatos, sem licença poética, erro primário enfim sem exagero da ficção lamentamos a eterna necessidade de se ter finalmente uma produção digna da saga, de preferência um épico ou uma trilogia, enquanto isto não foi possível qual a película mais lhe agradou?
- Nenhuma. Por que os filmes sobre cangaço e Lampião são verdadeiros desastres. Nenhum vale a pena ser nem comentado.

Eleja a pérola mais absurda que já leu sobre Lampião?
- São várias. Não sei qual a mais absurda. Desde aquela em que Maria Bonita estava se beijando mais Luís Pedro, na tolda da canoa “Tereza Góes”, de Moisés Tambangue, e Lampião estava dentro da canoa, passando por aquele absurdo e aquela de que Lampião bordava e que para chefiar um grupo o cangaceiro tinha que ser especialista em bordar e costurar. 

Diante de tantas polêmicas surgidas posteriormente a tragédia em Angico alguma chegou a fazer sentido, levando-o a dar atenção especial ex.: Ezequiel não morreu e reaparece anos mais tarde; João Peitudo, filho de Lampião; O Lampião de Buritis e a paternidade de Ananias?
- A paternidade de Ananias. Ela tem grande possibilidade de ser verdadeira.

E Lampião: morreu baleado ou envenenado?
- Baleado...

Não precisa detalhar, mas em que assunto ou personagem está trabalhando ou qual gostaria de estudar para a publicação desta pesquisa. Enfim qual a próxima novidade que teremos em nossas estantes?
- Por nascer são vários: “Maria do Sertão”;Histórias e lendas do Sertão”; “Vaqueiro, cavalo e boi”, “Célebres histórias sertanejas”, “A tragédia de Santa Rosa do Ermírio”, “João dos Santos – o caçador da Curituba” e “Artigos e versos” – titulo provisório. "Canoas - o caminho pelas águas"


Estou projetando um livro sobre os “Labirintos de Lampião”. É esta a minha obsessão. Pouco importa que este ou aquele defensor da “História Oficial” ache que esta minha atitude, este meu desejo, seja abusivo. E tem mais. Para aguentar o tranco dos que acham que nada mais existe para ser registrado na Grota de Angico, é meu interesse solicitar a parceria de dois de nossos confrades para enfrentarmos a reação de muitos de nossos vaqueiros da história.


"Eu quero que seja assim. Cada um de nossos rastejadores externando o seu ponto de vista e a sua opinião".

Contato: Alcino Alves Costa, telefone (79) 8857 - 7661 e 9947 - 2642.
E-mail: alcinoalvess@gmail.com
(O alvess é com dois ss).

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Comunicado Lampião Aceso

Quem visitou o blog no dia de ontem quinta-feira 12, conferiu nosso ultimo artigo que foi a entrevista com o escritor Alcino. Quem por ventura indicou a matéria para amigos deve ter sido interrogado sobre a existência da mesma.

Acontece que o servidor do Blogger entrou em "manutenção". Algo que não acontecia desde o inicio de nossas atividades em 2008. Além de ficar horas e horas sem poder editar nossa página eles deletaram temporariamente as postagens realizadas depois de um determinado horário da Quarta-feira. 

Foi apagão geral, afetando inclusive os demais parceiros que operam no respectivo servidor.

Voltamos a trabalhar mas até o momento estamos sem resultado da recuperação destes posts e comentários. João de Sousa nos informou que deu por falta dos ultimos 15 matérias postadas por ele. 

Quem mantém um blog sabe da trabalheira que dá escrever, editar, ilustrar, revisar e publicar um artigo com centenas de caraceteres.


Agradecemos a atenção de todos 

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Procurando Livros novos ou usados?

Ói cumpadi Pereira aí! 

Depois de um "chek up" completo enfim um tratamento de sáude nosso confrade Pereira retoma as atividades, desempacota lançamentos e velhas novidades atualizando seu acervo.

Como sempre é a maior variedade de títulos do gênero em um só lugar. Confiram abaixo o catálogo para o mês de Maio.

Aqui são listados somente livros sobre Cangaço, se você procura por Coronelismo; Messianismo: Canudos, Caldeirão. Por Padre Cícero; Luiz Gonzaga; Secas; Revolução de 30; história do nordeste: Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte basta solicitar uma cópia da listagem completa que lhe o professor lhe envia por email.


         AUTOR                   TÍTULO                        VALOR /OBS

  1. Abelardo F. Montenegro Fanáticos e Cangaceiros / 140,00 Regular estado
  2. Adalberto Barreto A Morte de Lampião 95 pag. / 18,00 Envelhecido
  3. Aglae Lima de Oliveira Adriana – Vida de Uma Professora no tempo de Lampião /45,00 Bom estado
  4. Aglae Lima de Oliveira Lampião – Cangaço e Nordeste 2ª Ed. 1970 /110,00 Bom estado
  5. Alcino Costa O Sertão de Lampião /45,00 Novo
  6. Alcino Costa Poço Redondo – A Saga de Um Povo 349 pag. /45,00 Novo
  7. Amarílio Gonçalves Tavares Aurora- História e Folclore 211 pag. /45,00 Bom estado
  8. Ana Cláudia Marques Felipe Faria Brognoli e Jorge Luiz Villela Andarilhos e Cangaceiros 1999 233 pag. / 22,00 Novo
  9. Anidomá W. de Souza Lampião- O Comandante das Caatingas 2002 157 pag. 35,00 Bom estado
  10. Anildomá Willans Lampião – Nem herói Nem Bandido /35,00 Novo
  11. Anildomá Willans de Souza Nas Pegadas de Lampião /30,00 Novo
  12. Antonio Amaury C. de Araújo Assim Morreu Lampião /20,00 Ótimo estado
  13. Antonio Amaury C. de Araújo Gente de Lampião – Sila e Zé Sereno /15,00 Novo
  14. Antonio Amaury C. de Araújo e Luiz Ruben Lampião e as Cabeças Cortadas /50,00 Novo
  15. Antônio Amaury C. de Araújo Lampião Segredos e Conf. do Tempo do Cangaço /65,00 Novo
  16. Antonio Amaury e outro Lampião, Herói ou Bandido? /22,00 Novo
  17. Antonio Barroso Pontes Cangaceirismo do Nordeste 1973 /35,00 Bom estado/envelhecido
  18. Antonio Marrocos de Araújo A Coluna Prestes no Interior do Ceará 1982 12 pag. /25,00 Bom estado
  19. Antônio Vilela de Souza O Incrível Mundo do Cangaço 2vol. /35,00 cada Novo
  20. Billy Jaynes Chandler Lampião o Rei dos Cangaceiros /45,00Ótimo estado Bom estado: 35,00
  21. Bismarck Martins de Oliveira Histórias do Cangaço-O Saque de Souza – PB1924 /28,00 Novo
  22. Carlos Lyra (entrevista) Nunca Matei Ninguém- Chico Jararaca /25,00 Novo
  23. Carlos Niwton Júnior O Cangaço na Poesia Brasileira /25,00 Novo
  24. Célia Magalhães Fatos e Curiosidades- Missão Velha /20,00 Novo
  25. Cicinato Ferreira Neto A Misteriosa Vida de Lampião /30,00 Novo
  26. Claudio Aguiar Lampião e os Meninos 1994 125 pag. /20,00 Bom estado c/ carimbo
  27. Coleção Mossoroense Pequena Cantoria de Mário de Andrade e Câmara Cascudo para Lampião e Jararaca 103 pag. /30,00 Ótimo estado
  28. Daniel Lins Lampião – O Homem que Amava as Mulheres /25,00 Novo
  29. Élise Grunspan-Jasmin Lampião, Senhor do Sertão 2006 387 pag. /60,00 Ótimo estado
  30. Élise Jasmin Cangaceiros 2006 /100,00 Novo
  31. Eriberto Monteiro Capela de São Vicente, Fé e Bravura (Mossoró) 155 pag. /20,00 Ótimo estado
  32. Estácio de Lima O Mundo Estranho dos Cangaceiros 1965 /100,00 Envelhecido/ miolo bom
  33. F. Pereira Nóbrega (pe.Pereira) Vingança Não /40,00 Novo
  34. Felipe de Castro A Derrocada do Cangaço 1976 217 pag. /70,00 Necessita encadernar
  35. Fenelon Almeida Jararaca: O Cangaceiro Que Virou Santo 1981 91 pag. /35,00 Bom estado
  36. Fernando Portela e Claudio Bojunga Lampião, o Cangaceiro e o Outro 1982 88 pag. /30,00 Envelhecido/miolo bom
  37. Firmino Holanda Benjamim Abrahão /15,00 Novo (bolso)
  38. Francisco Fausto de Souza História de Mossoró. /25,00 Envelhecido/miolo bom
  39. Frederico P. de Mello Estrelas de Couro. Edição de luxo - 1,6kg3 /100,00 Novo
  40. Frederico Pernambucano de Mello Quem Foi Lampião 1993 151 pag. /60,00 Ótimo estado
  41. Geraldo Ferraz Pernambuco no Tempo do Cangaço 2vol. 1.024 pag. /130,00 Novo
  42. Geraldo Ferraz Theophanes F. Torres, Um Herói Militar 2004 250 pag. /45,00 Novo
  43. Gilbamar de Oliveira Bezerra A Derrota de Lampião (Mossoró) 2010 104 pag. /30,00 Novo
  44. Gonçalo Ferreira da Silva Lampião – A Força de Um Líder - /40,00 Novo
  45. Gouveia de Helias Dias Sem Compaixão 2010 178 pag. /25,00 Novo
  46. Gregg Narber Entre a Cruz e Espada: Violência e Misticismo no Brasil Rural 206 pag. /30,00 Ótimo estado
  47. Gustavo Barroso Terra de Sol /40,00 Novo
  48. Honório de Medeiros Massilon /45,00 Novo
  49. Iaperi Araújo No Rastro dos Cangaceiros 2009 152 pag. /40,00 Novo
  50. Ilda Ribeiro de Souza Angicos- Eu Sobrevivi- Sila – SP 1997 /70,00 Ótimo estado
  51. Inês Caminha L. Rodrigues A Revolta de princesa 1981 81 pag. /10,00 Bom estado-Livro Bolso
  52. Instituto Cultural do Cariri Revistas Itaytera nº13- 22- 29– 33– 34– 36- 37- 39-41-42-43 /25,00 Bom estado
  53. Ivan Bichara Carcará- Romance Histórico - Ataque de Sabino Gomes a Cajazeiras em 1926 276 pag. / 25,00 Bom estado
  54. Ivonaldo Guedes Lampião, Corpo Fechado 2007 183 pag. /30,00 Novo
  55. João de Sousa Lima A Trajetória Guerreira de Maria Bonita /35,00 Novo
  56. João de Sousa Lima Moreno e Durvinha /35,00 Novo
  57. João de Sousa Lima e Juracy marques(Org.) Maria Bonita- Diferentes Contextos Que Envolveram a Vida da Rainha do Cangaço 172 pag. /35,00 Novo
  58. João Gomes de Lira Lampião, Memórias de um Soldado de Volantes 2006 (2vol.) / 120,00 Novo
  59. Joaquim Inojosa República de Princesa /50,00 Bom estado
  60. Joaryvar Macedo Império do Bacamarte /50,00 Ótimo estado
  61. José Alves Sobrinho Lampião e Zé Saturnino, 16 anos de lutas /40,00 novo
  62. José Americo de Almeida Coiteiros 147 pag. /20,00 Bom estado
  63. José Anderson Nascimento Cangaceiros, Coiteiros e Volantes /25,00 Ótimo estado
  64. José Gastão Cardoso A Heróica Resistência de Princesa 2ª ed. /20,00 Novo
  65. José Gregório Cangaceiro e Herói- Jesuino Brilhante 1976 123 pag. /65,00 Envelhecido/com vários carimbos do proprietário..
  66. José Otávio Violência e Repressão no Nordeste 1985 81 pag. /20,00 Bom estado
  67. José Peixoto Junior Bom de Veras e Seus Irmãos (Os Marcelinos) 35,00 Novo
  68. José Sabino/César Megale Lampião, Sua Morte Passada a Limpo 2011 192 pag. /35,00 Novo
  69. Juarez Corrado Lampião- Assaltos e Mortes em Sergipe 2010 301 pag. /30,00 Novo
  70. Leandro C. Fernandes/Antônio Amaury Lampião a Medicina do Cangaço /55,00 Novo
  71. Leda Barreto Julião- Nordeste- Revolução /22,00 Bom estado
  72. Leonardo Ferraz Gominho(Org.) Floresta, Cidade Centenária 2007 268 pag. /40,00 Bom estado
  73. Leonardo Mota No Tempo de Lampião 2002 /40,00 Novo
  74. Luís Wilson Vila Bela, Os Pereiras e Outras Histórias 1974 372 pag. /300,00 Bom estado
  75. Luitgarde Oliveira C. Barros A derradeira gesta: Lampião e os Nazarenos Guerreando no Sertão 2000 260 pag. /45,00 Novo
  76. Luiz Bernardo Pericás Os Cangaceiros / 50,00 Novo
  77. Luiz Lorena Serra Talhada 380 pag. /50,00 Ótimo estado
  78. Luiz Luna Lampião e Seus Cabras /40,00 Bom estado
  79. Luiz Ruben F. Bonfim Lampião e os Interventores 2007 236 pag. /35,00 Novo
  80. Luiz Rubens F A Bonfim Notícias Sobre a Morte de Lampião 166 pag. /35,00 Novo
  81. Luiz Rubens F. de A. Bonfim Lampião e os governadores /30,00 Novo
  82. Luiz W. Torres Lampião e o Cangaço /25,00 Ótimo estado
  83. Manoel Benício O Rei dos Jagunços 1997 /25,00 Ótimo estado
  84. Manuel Correia de Andrade Lutas Camponesas no Nordeste 1989 64 pag. /20,00 Bom estado
  85. Marcos Medeiros A Caatinga Sustentou o Campesino e o Cangaceiro Cordel 16pg / 5,00 Novo
  86. Maria C. R. da Matta Machado As Táticas de Guerra dos Cangaceiros /40,00 Bom estado/Envelhecido
  87. Maria C. R. Matta Machado Aspectos do fenômeno do Cangaço no Nordeste 1974 -170p. /60,00 Bom estado/p. manchas
  88. Maria do Rosário Caetano org. Cangaço-O Nordestern no Cinema Brasileiro 2005 120 pag. 35,00 Ótimo estado
  89. Maria Isaura P. de Queiroz História do Cangaço /25,00 Bom estado
  90. Mariane L. Wieserbron Historiografia do Cangaço e o Estado Atual da Pesquisa Sobre Banditismo a Nível nacional e Internacional (Apostila) 28 pag. Coleção Mossoroense Série “A” /20,00 Bom estado
  91. Marilourdes Ferraz O Canto do Acauã /350,00 Capa dura/bom estado
  92. Mario Souto Maior Antonio Silvino – Capitão de Trabuco /40,00 Novo
  93. Melchíades da Rocha Bandoleiros das Caatingas 178 pag. /40,00 Bom estado, envelhecido
  94. Melquíades Pinto Paiva Bibliografia Comentada do Cangaço vol. V 89 pag. /35,00 Novo
  95. Miriam V. Garete Civilização e Barbárie no Sertões /25,00 Novo
  96. Moacir assunção Os Homens Que Mataram o Facínora - /40,00 Novo
  97. Napoleão Tavares Neves Cariri, Cangaço, Coiteiros e Adjacências 2009 131 pag. /30,00 Novo
  98. Nertan Macedo 5 Histórias Sangrentas de Lampião 125 pag. /90,00 Bom estado/livro Bolso
  99. Nertan Macedo Floro Bartolomeu – O Caudilho dos Beatos e Cangaceiros 217 pag. /70,00 Regular estado
  100. Nertan Macedo Lampião- Cap. Virgulino Ferreira – RJ – 5ªed. 1975 /25,00 Regular estado
  101. Nertan Macedo Mais 5 Histórias Sangrentas de Lampião 126 pag. /90,00 Bom estado/livro Bolso
  102. Nertan Macedo Sinhô Pereira-O Comandante de Lampião RJ /45,00 Bom estado
  103. Ney Blazzio No Rastro dos jagunços (Romance) 143 pag. /15,00 Bom est./com manchas
  104. Oleone Coelho Fontes Lampião na Bahia /45,00 Novo
  105. Optato Gueiros Memórias de Um Oficial Ex-Comandante de Forças Volantes /70,00 Envelhecido/miolo bom
  106. Paulo Brito O Cangaço e as Volantes/Lampião e oTen. João Bezerra 2000 36 pag. /15,00 Ótimo estado
  107. Paulo Dantas Capitão Jagunço /20,00 Bom estado
  108. Paulo Gil Soares Vida, Paixão e morte de Corisco, o Diabo Louro 82 pag. /25,00 Bom estado
  109. Raimundo Nonato Jesuíno Brilhante-O Cangaceiro Romântico /40,00 Novo 2007
  110. Raimundo Soares de Brito Nas Garras de Lampião 2006 161 pag. /40,00 Novo
  111. Ranulfo Prata Lampião /30,00 novo Ótimo estado: 20,00
  112. Raquel de Queiroz Lampeão, a Beata Maria do Egito- Teatro 1995 60 pag. /20,00 Ótimo estado
  113. Raul fernandes A Marcha de Lampião, assalto a Mossoró. /40,00 Novo
  114. Raul Fernandes Ultimato de Lampião e Resposta de R. Fernandes /15,00 Novo
  115. Renato Phaelante Cangaço – Um Tema na Discografia da MPB 97 pag. /40,00 Novo
  116. Revista de Hist. Biblioteca Nac. Cangaço na Terra do Sol (nº03 – 2005) /20,00 Ótimo estado
  117. Revista Super Interessante junho/97 Lampião, o Bandido mais amado do Brasil /12,00 Soltando a capa
  118. Roberto Tapioca Lampião, o Mito 2004 112 pag. /25,00 Ótimo estado
  119. Rodrigues de Carvalho Lampião e a Sociologia do Cangaço /80,00 Ótimo estado
  120. Rodrigues de Carvalho Serrote Preto 1961 e 1974 /70,00 Bom estado
  121. Rosa Bezerra A Representação Social do Cangaço /40,00 Novo
  122. Rui Facó Cangaceiros e Fanáticos /25,00 Bom estado
  123. Sérgio Dantas Antônio Silvino, O Cangaceiro, o Homem, o Mito /65,00 Novo
  124. Sérgio Dantas Lampião- Entre a Espada e a Lei /55,00 Novo
  125. Severino Barbosa Antonio Silvino – O Rifle de ouro /80,00Reg. Bom estado 100,00
  126. Souza Barros A Década de 20 em Pernambuco /40,00 Bom estado
  127. Tânia Maria de S. Cardoso Cordel, Cangaço e Contestação 2003 99 pag. /25,00 Bom estado
  128. Valter Roitman Cangaceiros – Crime e Aventura no Sertão 1997 48 pag. /18,00 Ótimo estado
  129. Vera Ferreira /Antonio Amaury De Virgulino a Lampião 2010 /50,00 Novo
  130. Vera Ferreira/Antonio Amaury De Virgolino a Lampião 1999 254 pag. /50,00 Ótimo estado
  131. Vera Ferreira/Antonio Amaury O Espinho do Quipá /45,00 Bom estado
  132. Vilma Maciel Lampião- Análise de suas Características Líder /20,00 Novo
  133. Vingt-un rosado Mossoró /30,00 Ótimo estado

Segue a relação de alguns títulos da “Coleção Mossoroense” Série “B” – Que são Plaquetas ou Folhetos, semelhante a uma apostila. São publicações de Palestras, Artigos, Pequenas Biografias, Crônicas, pequenos registros de Fatos históricos, entre outros. Tenho pequeno estoque desses trabalhos, pois a Coleção Mossoroense está em fase de arrumação, por mudança de Sede. Mas em breve terei estoque suficiente para atender a todos.

- Depoimento Sobre Lampião em Mossoró – Laire Rosado - 13 pag. Ótimo estado – 5,00
- Jesuino Brilhante - Câmara Cascudo – 23 pag. – Ótimo estado – 12,00
- Jararaca – Câmara Cascudo – 20 pag. Ótimo estado – 12,00
- A Versão Oficial Sobre Lampião – José Romero A. Cardoso – 12 pag. Ótimo estado – 12,00
- Cangaço e Coiteiros – Oswaldo Lamartine – 7 pag. Ótimo estado – 5,00. OBS. Pequeno conteúdo para título tão importante.
- Breve Histórico do Cangaço e das Secas no RN. Gutenberg Costa – 37 pag. Ótimo estado – 15,00
- Bibliografia Sobre Cangaço Cangaceirismo no Boletim Bibliográfico e na Coleção Mossoroense – Isaura Ester F. R Rolim – 10 pag. 5,00
- Cangaço e Organização da Cultura, Caso da 1ª Biografia de Lampião – Jose R A Cardoso – 30 pag. Ótimo estado – 10,00
- O Frustrado ataque de Lampião a Mossoró- Diógenes Magalhães – 8 pag. Ótimo estado – 6,00
- O Mito de Lampião – Visão Histórica e Literária – Kécia B de Figueiredo e Terezinha H M Costa – 48 pag. Ótimo estado – 12,00
- Três Crônicas Sobre o Treze de Junho (1927) Vingt-un Rosado - 11 pag.– Bom estado – 5,00
- Ataque de Lampião a Mossoró Através da Literatura de Cordel – Veríssimo de melo – 6,00

A Coleção Mossoroense tem um grande acervo sobre SECAS no Nordeste. Qualquer informação, estou as ordens.

  LITERATURA DE CORDEL- EDITORA LUZEIRO
  Todos os Folhetos são NOVOS e contém 32 páginas. Preço R$ 4,00 unid.

  1. - Leandro Gomes de Barros - A Confissão de Antonio Silvino- Como Antônio Silvino Fez o Diabo Chorar
  2. - Manoel D’Almeida Filho - Zé Baiano – Vida e Morte
  3. - Antonio Teodoro dos Santos - Lampião, o Rei do Cangaço
  4. - Antônio Teodoro dos Santos – O Encontro de Lampião com Dioguinho
  5. - Antônio Teodoro dos Santos - Maria Bonita a Mulher do Cangaço
  6. - Manoel D’Almeida filho - A Volta de Lampião ao Inferno
  7. - Enéias Tavares Santos - O Cangaceiro Isaias
  8. - Luiz Gonzaga de Lima – A Chegada de Lampião no Purgatório – Lampião em Serrinha – Justiça de Lampião.
  9. - Rodolfo Coelho Cavalcante – A Chegada de Lampião no Céu
  10. - Nogueira de Acopiara - Lampião e padre Cícero Num Debate Inteligente – Lampião Absolvido
  11. - Antônio Américo de Medeiros – Lampião- A Sua História Contada Toda em Cordel
  12. - Minelvino Francisco da Silva – O Cangaceirismo do Nordeste
  13. - Manoel D’Almeida Filho - O Encontro de Lampião Com Adão no Paraíso – Lampião Fez Justiça
  14. - Manoel de D’Almeida Filho - Vida, Vingança e morte de Corisco
  15. - José Pacheco - A Chagada de Lampião no Inferno – A Grande Luta de Lampião Com a Moça Que Virou Cachorra
  16. - Manoel D’Almeida Filho - Os Cabras de Lampião
  17. - José Camelo de melo Resende – Uma das maiores Proezas Que Antonio Silvino Fez no Sertão de Pernambuco + A Confissão de Antônio Silvino + Como Antônio Silvino Fez o diabo chorar
  18. -Jotabarros – Lampião e Maria Bonita no Paraíso – Lampião governo Geral do Inferno
Estou sempre comprando e vendendo livros, os preços podem variar para mais ou para menos, a qualquer momento. Possuo apenas uma unidade de alguns títulos, então será sempre importante confirmar o estoque do livro desejado.
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Att Professor Pereira
Cajazeiras/PB