sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Sgt. Elias não foi o último

Seu Biano tá vivo! 

Declaração de ex-combatente, que reside em Irará, BA desde 1949, contradiz notícia veiculada pela mídia nacional.

Por Emerson Nogueira Pinho - Mercinho

Seu Biano - 96 anos
Diz ter feito parte da Coluna que matou Lampião

Bibiano Ferreira Dias, 96 anos, conhecido como “Seu Biano”, reside em Irará, no hoje Bairro do Cajueiro, desde 1949. Natural de Uauá – Bahia, Seu Biano veio para o município trabalhar na construção da Estrada de Ferro, que não foi concluída, e por aqui ficou.

No domingo, dia 13 de Fevereiro de 2011, Seu Biano recebeu em sua casa a visita de Emerson Nogueira Pinho, Mercinho. O jovem sentiu-se motivado a procurá-lo após ler, no Portal Iraraense, a notícia de que havia morrido em Alagoas o último integrante da Volante que matou Lampião.

Na entrevista que fez com Biano, Mercinho escutou a afirmativa da qual já tinha ouvido falar. Biano, lúcido e disposto, além de contar ter feito parte da Volante que matou o cangaceiro mais famoso do Brasil, ainda lhe deu detalhes.

Contestação

Seu Biano contou os motivos que o levaram a entrar na polícia e “caçar Lampião”; como foi armada a tocaia, que capturou o cangaceiro; além de algumas atrocidades cometidas pelo “Rei do Cangaço”, que “não era brinquedo”, segundo declarou.

O ex-combatente ainda contesta a data que a mídia costuma divulgar como o dia de morte de Virgulino. Embora não tenha apresentado documentos, ele garante que Lampião foi executado no dia 24 de outubro de 1938 e não 28 de julho do mesmo ano , como é amplamente noticiado.

As informações de Seu Biano contradizem a notícia de que Elias Marques Alencar, falecido no Sertão de Alagoas, na segunda-feira, sete de fevereiro, seria o último sobrevivente do grupo que executou Lampião . Além de contestatórias, as declarações também podem servir como desafio ou inspiração aos historiadores.

Leia, logo abaixo, relato de Mercinho sobre o seu encontro com Seu Biano e as declarações do mesmo.
Quando recebi a agradável incumbência, não imaginava o tamanho da emoção, embora guardasse alguma experiência adquirida na Construção, senti algo diferente, era mais uma missão.

Ao abrir o Portal Iraraense vi a notícia da morte do ultimo integrante da Volante que participou de uma das emboscadas mais marcantes do século XX. Aquela que deu fim a vida de Virgulino Ferreira, o Lampião. Instintivamente reagi, “Biano tá vivo”. E assim passei uma mensagem para o amigo Ró, dando nota a esta menção. Alguns minutos passaram-se e veio a resposta: “Vlw mercinho, agora é v s tem como fazer entrevista. Abs”. No momento fiquei tenso, mas respondi: “valeu”. Em casa Maínha observou-me um pouco inquieto. Comecei a matutar os pensamentos, pedi inspiração, queria logo pegar o rastro do Virgulino.

Uma virose adiou por alguns dias o encontro, mas domingo 13 de fevereiro de 2011, partir logo cedo a pé, não era perto lá de casa, mas, com aquela ansiedade, pouco importava a distância. Já conhecia o velho, há cerca de um cinco anos estive lá junto com meu avô, porém a experiência era nova, não sabia como estava o velho Biano.

Assim que me aproximei da casa avistei de longe alguém sentado. Era ele. Quanta alegria, não sabia se ligava logo o gravador ou se tirava foto. Comecei a fotografar e fui chegando. De longe o velho me mirava e observava tal aproximação. Cheguei no portão e gritei:

-Bom dia Sr. Biano, posso chegar?
- Entra, pode deixar aberto.

Entrei já atirando, queimava sem parar, quando o velho disse:

-Essa foto é pra matar rato, (Risos).


Logo percebi que a irreverência continuava a ser a marca registrada do ilustre personagem Bibiano Ferreira Dias, 96 anos, nascido na Fazenda Sitio Kariri na cidade de Uauá em 02 de dezembro de 1914, filho do Sr. Deloterio José Ferreira e da Srª Domingas Maria Dias, teve dezesseis irmãos. Dez eram do casal.

Cresceu no sertão de sol ardente. De família humilde, sentiu já na infância o ardor da seca que castigava o Nordeste. Ainda criança brincava de cavalinho de pau fazendo pareia, gostava de caçar preás com algo chamado por ele de “bespa”. Tinha muitos primos, um dos tios tinha 16 filhos, a meninada era vasta na família.

Sábado, novembro de 1934, a família de Biano é acordada às quatro horas da manha. Era Lampião e seu bando, o mesmo estava bravo queria saber como chegar à serra do Jerônimo, seu tio e padrinho Gino foi apontado para mostrar o local. Biano conta que Lampião estava com seu cachorro e o fez morder o braço do seu tio, que durante a caminhada parou e falou que o velho Norbertão da Cabeceira sabia bem sobre toda região.

De volta, ensanguentado e surrado, o tio de Biano foi parar no hospital e morreu messes depois.

Foi naquele momento que Biano, aos 19 anos de idade, tomaria uma decisão que mudaria a historia de sua vida. Revoltado com as agressões sofridas pelo seu tio, partiu na segunda-feira, 29 de novembro de 1934, para a “Bahia” (Salvador), estava determinando a entrar na polícia. Disse à sua mãe: -“Só volto pra casa no dia que pisar na barriga de Lampião”.

Em 1935, já era cabra da peste e mandava vê no gatilho. Começou a jornada e logo no inicio foi escalado para lutar na guerra de Olinda. Embarcou junto com 70 saldados em um navio para Pernambuco, onde combateram nos conflitos da região, foi guerra sangrenta. De volta passou seis messes em treinamento no Quartel dos Aflitos. Começou a trabalhar duro, cortar trecho, portava um fuzil. Biano conta que até a morte de Lampião houve muita “rusga”, - “Lampião não era brinquedo”, lembra.

Em março de 1936 Biano foi para Jeremoabo caçar cangaceiros. A volante não levou Soldados de Salvador, “eles queriam cabras do sertão, que sabiam andar no mato”. Alguns rastejavam feito cobra. Eram de varias regiões, entre eles: Chico Sales, que em uma das caçadas ficou três dias no mato, não agüentou e bebeu o próprio mijo; Joazinho de Felix; Silvino Dantas; João de Estevam; Estevão Gomes; Joaquim Bandinha; Zé Peba; Matias; Zé Pretinho; entre muitos outros. Eram de diversas cidades e regiões do sertão nordestino como: Chorrochó, Uauá, Formosa, Curaça, Sítio do Kariri, karataca, Canudos entro outras.

 Os pés de Bibiano andaram muito pelo Sertão .

Lampião já carregava nas costas muitas desgraças. Entre elas, assassinou o prefeito de Uauá, conhecido como Herculano Borges. Esticaram o corpo do prefeito com cordas e lascaram de fora a fora.

Em outra oportunidade, na fazenda Catarina arrancou um anel de uma senhora. A mesma gritou: “Vai o anel fica os dedos”. Lampião então disse: “Ah! Então agora vão os dedos”. Assim colocou a mão da velha no sepo e a decepou. A filha da senhora gritou raivosamente, enquanto segurava o seu bebê de um mês. Eles pegaram a criança e jogaram pra cima. O bebê desceu direto no punhal do cangaceiro, morrendo. Em seguida, atiraram na mãe, matando-a.1

Já em Cumbe, hoje cidade de Euclides da Cunha, pregaram o pênis de Zé da Pedra num balcão, e saíram avisando se ele ainda estivesse no local na volta morria 2 . Zé da Pedra arrancou o que sobrou e correu. Biano re-encontrou o Zé anos atrás em Euclides da Cunha e junto relembraram o fato.

O velho relatou-me que Lampião tinha apoio de gente grande, inclusive do Governo de Sergipe, através do *Dr. Eroldino. “Enquanto agente tinha bala do ano de 37, o bando de Lampião já tinha a do ano de 38”, afirmou Biano. Numa das batalhas, na **Serra da Massaranduba, houve grande baixa de soldados. O pau tava quebrando, nesse dia dezesseis homens foram atingidos, inclusive Biano, dez morreram. Perguntei quantos cangaceiros morreram e o velho respondeu: - “Nenhum. Eles estavam em cima da serra entrincheirados, tinham a visão de tudo”.

O pior estava por vim. O mato tava alto e seco, Lampião tocou fogo na serra e foi embora. Tudo bem planejado. Alguns soldados foram queimados, Biano e outros sobreviventes foram atendidos em Simão Dias. Perguntei a ele onde foi o tiro, o velho arribou a calça e tava lá a marca que ele carregará por toda vida. Tratou-se e continuou na busca, tinha uma promessa a cumprir.

Biano mostra cicatriz na perna. 
"Herança"do cangaço

A prosa tava boa, em meio ao canto de pássaros e cigarras continuei a apertar o velho. Com o recurso que portava ainda fiz filme, fiquei com medo de a munição acabar, o que viria acontecer após alguns cliques. Agora, só com o gravador ligado, o que me restava era registrar a voz. Assim continuei no cangaço, tava protegido, tava com o “saldado Biano”.

“Pegaram o rastro pelo Rio São Francisco, próximos a região da Serra de Pão de Açúcar, lá um dono de uma venda soprou para os saldados que o velho Zé é quem carregava mercadoria para o bando”, seguiu contando Biano. A Volante tava forte, perguntei como era a farda, respondeu-me: -“Que farda nada, a gente ficava era paisana, farda vestia em Salvador”. Foram chegando, até que a peça chave entregou o local exato do acampamento.

Lampião deixava três burros no beira do Rio e um senhor conhecido como Velho Zé era quem tomava conta e levava os mantimentos. Apertaram o sujeito, ou dizia ou morria. Biano era comandado pelo Tenente Fernandes, ele era de Curaçá, na outra ponta tava o Sargento Bezerra e sua gente, ele era de Alagoas. Biano conta que Tenente Fernandes era bravo, miserável.

Na madrugada de 24 de outubro de 1938, Biano acompanhava o agrupamento que subiu a serra na fazenda Angicos, o velho Zé mostrou o local exato. A Volante parecia que não pisava no capim e sim em algodão. Armados até os dentes foram lentamente até o ponto em que os cachorros do bando não percebessem tal aproximação. O sargento Fernandes posicionou uma metralhadora e foram cercando o acampamento. Num piscar de olhos o fogo começou. Foram mais de 20 minutos de bala, ate que tudo foi se acalmando, quando chegaram e olharam a miséria tava feita. 

Ao chegar o local viram que alguns ainda agoniavam. Onze mortos. Duas mulheres e nove homens. Lá também estava o Rei do Cangaço, despachado. Muitos conseguiram escapar, pois estavam em acampamento separado. Os soldados começaram a pegar pertences, dinheiro, armas... rasparam tudo.

Biano pegou um revolver ***parabelo e um punhal de prata. O velho contou ter mexido nas intimidades de Maria Bonita, -“Ainda tava quente”. Foi sangue! Cortaram as cabeças com facão. As mesmas foram levadas e expostas para o povo.

Em nove de novembro de 1938 a tropa veio para Alagoinhas, onde foram recebidos e tiraram fotos. Alguns dias depois, Biano chamou o comandante e manifestou o seu desejo de ir embora, revelando que só entrou na polícia pra matar Lampião. O chefe retrucou e disse: - “Embora nada, você vai é para o Sul”. No dia seguinte Biano prendeu um cidadão. Quando familiares dele foram ao Quartel para soltar o rapaz, um deles apontou para Biano na saída, prometendo-o.

Fotografado em Alagoinhas

À noite Biano foi a um Cabaré e tomou todas... Na volta percebeu uma tocaia. Atiraram! Mas, habilidoso que era, Biano puxou o revolver e mandou bala, acertando e matando um deles. Neste mesmo dia o Sargento Antonio lhe avisou que havia ordens para prendê-lo, aconselhando-o a fugir rapidamente. Biano arrumou as coisas e na calada da noite “pinotou”.

Andando, Biano chegou à Inhambupe. De lá seguiu para Dias Dávilla, onde encontrou um amigo chamado Joãozinho. Biano recebeu um bom prato de comida, além de apoio para prosseguir. Partiu então para Serrinha, passando por Araci. Lá encontrou o saldado João Mota, conterrâneo e amigo. O mesmo levou-lhe a casa de Zé Reis, onde descansou. João Mota mandou-lhe aguardar, pois, iria passar um caminhão com destino a Tucano. Biano então pegou a carona até o destino.

De Tucano seguiu a pé até chegar em Euclides da Cunha. Em Euclides foi à casa de um amigo de seu pai. Este lhe arrumou um burro para ir até a sua terra natal Uauá. Bateu na casa de sua mãe, a promessa tava cumprida.

Passaram-se alguns dias, ate que sua mãe arrumou-lhe dinheiro. Partiu para Bom Jesus da Lapa, onde ficou por dois anos. Depois continuou as andanças, ate que chegou a Jacobina. Sem dinheiro e após tomar umas cachaças, resolveu vender o revolver e o punhal que foram dos cangaceiros. Não imaginava o valor que aquelas peças teriam anos depois, nos dias atuais. Em 1940 a notícia se espalha. Biano fica sabendo que o Tenente Zé Rufino derrubou Curisco em Barra do Mendes, a vida de cangaço deu seu o último suspiro.

Em 15 de outubro de 1944 Biano casou-se com Eremita Maria de Macedo Dias. O casório se deu após muita insistência do apaixonado casal, pois, a família da jovem não queria conta com Biano que, na época, era temido e valente.

Seu Biano e D. Eremita .

No dia do casamento ele tomou alguns conhaques. -“Não vi Igreja, não vi Padre, não vi nada”, diz Biano, revelando que só ganhou sentido apos a cerimônia. Ali então faria uma promessa que ostenta ate hoje. Nunca mais tocou em cachaça.

Biano teve dez filhos, cinco homens e cinco mulheres. No final de 1949, chegou a Irará, através de seu irmão Zé Ferreira, um dos empreiteiros da Estrada de Ferro. Neste tempo, Biano era motorista de caminhão. Aqui sentou praça, depois de algum tempo, comprou a casa de Artur Baleiro onde vive até hoje. Perguntei ao velho:
- Sr. Biano o senhor gosta de Irará.
Respondeu-me:
- Não existe lugar melhor que Irará.

Mandou-me olhar para o lado da casa para ver a plantação. Eram pés de mandioca. Por alguns instantes percebi o velho distante, parecia estar viajando no tempo. Pensei na importância de Biano para a cultura brasileira. Sem palavras, fiquei a contemplar.

Ele levou-me ate o portão, nos despedimos, deu-me um forte aperto de mão, agradeci a Deus pela oportunidade. Seguir em frente, deixando para trás alguns inesquecíveis momentos que estarão sempre na memória do nosso velho Bibiano Ferreira Dias.

Passaram-se três dias e tive que voltar, precisava tirar algumas duvidas. O repertório do velho era amplo. Batemos mais uma grande prosa, desta vez, com a presença mais ativa de Dona Eremita, que disse: - “Ele já não tá se lembrando de tudo”.

Uma das dúvidas que mais me chamou a atenção foi sobre a data da morte de Lampião. Olhando em algumas reportagens, percebi que muitas dão a data de 28 de julho de 1938. Questionei com Biano, o mesmo repetiu-me que foi em 24 de outubro de 1938.

Continuei com o mesmo entusiasmo, prestei atenção naquele belo casal, eram décadas de convivência. Dona Eremita ofereceu-me um cafezinho, estava saboroso. Agradeci mais uma vez, aproveitei e registrei uma foto com os dois. Nos últimos comprimentos me disse que era um prazer estar recebendo uma visita: “Estarei sempre aqui, é só aparecer”.

 Seu Biano e Mercinho Irará, 16/02/2011

Emerson Nogueira Pinho Mercinho, É amante da memória e da história de Irará, é servidor público municipal e escreveu “A Construção – Histórias de Mestre Januário”, livro de memórias de seu avô, o reconhecido mestre de obras Januário.

Sugestão de Ivanildo Silveira
Pescado nos Açudes: Roberto Martins e Portal Iraraense


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Obs. Lampião Aceso e Ivanildo Silveira
1 e 2: Duas das principais lendas sobre Lampião.

* Eronides de Carvalho.

** Talvez esteja se referindo a fazenda Maranduba.
*** Parabellum. 

Há exeções, mas quem busca as fontes vivas sabe que deve relevar as controvérsias e traições da memória destes. Do alto de seus 96 anos, Seu Biano não é diferente, deve ser perdoado pela imprecisão de datas, e alguns detalhes relatados, que não se harmonizam com a bibliografia relativa a morte de Lampião .

Pessoalmente, respeitamos quem pensa de modo contrário, Porém ninguém pode duvidar, que ele foi um policial militar (a foto está lá para comprovar).


Submeto á apreciação dos nossos rastejadores.

8 comentários:

José Mendes Pereira disse...

Amigo Emerson Nogueira Pinho:

Este seu trabalho é além de excelente. Foi detalhado TIM, TIM por TIM, TIM. Que coisa hein?!
Uma história que com certeza, todos que participam do tema cangaço, irão gostar muito, e conhecer mais uma novidade que jamais esperavam que ainda existisse este volante vivo.
O que o entrevistado falou, foi realmente uma aula de antigas informações.
Sobre a data da chacina de Angicos, eu discordo, já que o tempo fez o entrevistado perder um pouco o dia e mês do acontecido.
Mas Isso é normal para um senhor de noventa e seis janeiros.
A minha discordância é baseada nos registros de escritores e pesquisadores da época, pois eu tenho certeza que esta data está registrada em jornais, revistas e documentos desses estudiosos.
Mas mesmo eu discordando da data, foi uma excelente entrevista, e como o entrevistado estava seguro, apesar da sua idade.

José Mendes Pereira - Mossoró-RN.

João de Sousa Lima disse...

esse é o tipo de depoimento que é preciso ter cuidado se forem transcrever e colocar em livros, pois vem cheio de absurdos e imprecisão.
que ele foi volante não resta dúvidas, agora dizer que esteve na morte de Lampião e sendo comandado por tenente Fernandes na Grota do Angico aí é conversa para quem não estuda o cangaço e ferir nossa inteligência de pesquisadores do tema.

Gilmar teixeira disse...

Caros amigos estudiosos do tema vamos devagar com o andor,que o mesmo foi volante não resta dúvida,agora quanto a sua afirmação de estava no dia do combate é outra história,vamos aos fatos.
a)A volante baiana realmente encontrava-se realmente próxima ao local da chacina de angicos,tanto que foi emprestada a metralhadora usada na mesma(Da volante baiana),afinal a volante alagoana queria ficar com os méritos da vitória sozinha.
b)Quanto as datas não resta dúvida quanto o dia 28/07/1938,pois existe telegramas e cobertura jornalísticas do fato em tempo real.
c)A morte de Herculano foi executada pelo grupo de Corisco do qual era inimigo pessoal,quanto a execução da criança é lenda contada em todos os estados andados por Lampião,dizendo que o acontecido foi aqui..
d)O resto é respeito a pessoa quase centenária,afinal é peculiar ao ser humano aumenta um conto ao conto dos outros,quem nunca aumentou que jogue a primeira pedra.
Abs Gilmat Teixeira.

José Mendes Pereira disse...

Amigo João de Sousa Lima:

Você como grande pesquisador e historiador que é com certeza tem razão em protestar algumas informações desnecessárias do seu Biano.
Não se sabe como foi que você, Dr. Ivanildo, o Aderbal, e outros e outros que vivem na trilha à procura de informações sobre remanescentes, tanto cangaceiros, como combatentes, e ainda não haviam encontrado este ex-volante.
Quanto à data a qual ele afirma, segundo depoimentos cedido a Emerson Nogueira Pinho (que sem dúvida o seu trabalho é excelente, independente das informações do ex-combatente), que a chacina foi feita no dia 24 de outubro de 1938, e não 28 de julho, pois ele está totalmente por fora disso.
Apesar de não ter nem cinco por cento de conhecimentos sobre o tema, mas o Biano não está mais com condições de fornecer entrevistas sobre o cangaço.
Se ele tivesse dito que a chacina de Angicos aconteceu no dia 24 de julho de 1938, ainda não daria para se acreditar, imagine bem com três meses de diferença. E todos os jornais, revistas, escritores, pesquisadores e repórteres registraram nos seus arquivos a data 28 de julho.
Será que quem se equivocou foi a imprensa falada e a escrita da época, e somente seu Biano sabe que foi nessa data que ele afirma?
Não há lógica, não há como se acreditar. Seu Biano está totalmente por fora desse acontecimento.
Mas lembrando de que o trabalho do Emerson foi muito bem feito e necessário, já que ele procurou conversar com um homem que se diz ter sido caçador de Lampião.
É claro que não se pode dizer que ele não participou de uma volante, mas é como diz você, é preciso se ter cuidado com essa informação.
José Mendes Pereira - Mossoró-RN.

Kiko Monteiro disse...

Sra Mary Jane seu apoio ao escritor do texto seria bem vindo, mas veio acompanhado do seu conceito sobre o propósito do estudo do cangaço e ele não condiz com a realidade, portanto seu comentário foi barrado. Palmilhe os rincões deste e dos blogs parceiros e de repente perceberá que fostes precipitada na opinião.

Obrigado pela visita.

Matheus disse...

Queria perguntar se essa cidade da foto de Biano, é a Alagoinhas que fica a uns 100km de Feira de Santana. Queria também parabenizar o trabalho de todos do blog. Não sou um estudioso do assunto, mas acho o cangaço muito fascinante. Abraços.

Kiko Monteiro disse...

Sim Matheues é exatamente Alagoinhas que voce se refere, porem ele reside em "Irárá" que fica a 30km de Feira.

Obrigado visita, atenção e incentivo.

Matheus disse...

Sempre fui em Alagoinhas, mas nunca ouvi nenhuma história ligada ao cangaço.
Muito obrigado pelas informações.