sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Fique por dentro!

Os pioneiros da literatura cangaceira

O coroné e parte dos seus mimos!

Para você que pesquisa a produção literária acerca do cangaço, esta matéria deverá lhe ser útil. 

É o conteúdo da sublime apresentação do Coroné Ângelo, no Cariri 2011. 

Como já citei em outro artigo, ele se valendo de uma escada Magirus, percorreu toda à sua estante, catou estes títulos e comentou sobre cada uma das obras produzidas na época em que cangaceiros e volantes "tocavam o terror". 

É fato que Lampião conheceu pelo menos duas.

A apresentação estava em formato PowerPoint. Nós apenas ripamos o texto, e sem o consentimento do 'homi', acrescentei mais um livro que não figura como fonte de pesquisa cangaceira. Porém, traz um capitulo interessante e duvidoso sobre "O rifle de ouro" Antônio Silvino e seu encontro com um missionário evangélico. 

No mais, inseri algumas informações, substitui umas poucas imagens para melhor ilustrar, além de indicar o link citado pelo Coroné que possibilita a leitura e até mesmo a impressão de "4" destes livros. 

Bom proveito!

A Literatura na Época do Cangaço
Por Ângelo OSMIRO Barreto.

1876 - O Cabeleira
Autor: Franklin Távora. Typografia Nacional. A narrativa é baseada em pequeno relato contido em “Memórias Históricas de Pernambuco” de Fernandes Gama e principalmente na tradição oral. Em 1963 o livro foi adaptado para o cinema.  A imagem acima é a folha de rosto da edição de 1902 lançada pela H. Garnier.


Capa da 3ª ed. de 1972.

Capa da 5ª edição de 2017


1895 - Os Brilhantes 
Autor: Rodolfo Teófilo. Romance baseado na trajetória de Jesuíno Brilhante. A segunda edição foi publicada em 1906 pela Typografia Minerva de Fortaleza. 3ª. ed. em 1972 Instituto Nacional do Livro/MEC, Brasília: organizada por Afrânio Coutinho e Sônia Brayner.


Capa da 6ª edição de 1962.

1912 - Terra de Sol, (Natureza e costumes do Norte).
Autor: Gustavo Barroso. Benjamim de Aguiar - Editor (RJ). Foram produzidas pelo menos sete edições, a última pela editora ABC de Fortaleza. O livro traz um capítulo intitulado “Cangaceiros e Curandeiros”.


Folha de rosto da 1ª edição

3ª edição, editado por Monteiro Lobato & Cia em 1922

5ª edição de 1997
1913 - Os Cangaceiros 
Autor: Carlos Dias Fernandes. Imprensa Official. (Parahyba do Norte). E identificada uma terceira edição em 1922. Trata-se de uma ficção baseada no cangaço

Capa da reedição de 2023

1915 - Talcos e Avellorios
Autor: Carlos Dias Fernandes



capa da 1ª edição

Folha de Rosto da 2ª edição, 1931

1917 - Heróes e Bandidos (Os cangaceiros do Nordeste)
Autor: Gustavo Barroso. Livraria Francisco Alves (RJ). Obra rara trata da trajetória de vários cangaceiros, entre eles Adolfo Meia- Noite, "Viriatos" e Antônio Silvino.


Capa da 1ª Edição.

1920 - Beatos e Cangaceiros
Autor: Xavier de Oliveira. Edição do autor - Rio de Janeiro. *A visita de Lampião à cidade de Juazeiro, considerada como sendo “a Babylonia do sertão do Nordeste “, entre os dias 4 e 7 de março de 1926, pode ser considerada como sendo uma obra de arte da estratégia político-militar. Num Nordeste convulsionado pela passagem da Coluna Prestes e seus combates quase diários contra as forças legalistas e os Batalhões Patrióticos, além da luta feroz travada entre os cangaceiros de Lampião e as volantes das polícias estaduais, o quadro era de uma guerra total. Disponível na Web pela página da Universidade da Florida Clique aqui



1921 - O sertão, a política e os Cangaceiros
Autor: G. Pinto Editado no Rio de Janeiro pela Typografia da Revista dos Tribunaes.
Obs. Informação acrescentada em 7 de julho de 2018, o livro ainda não compõe o acervo do autor.


capa da edição de 1962

capa da 7ª ed. de 2002


1925 - Violeiros do Norte
Autor: Leonardo Mota. Editora Monteiro Lobato (SP). Livro reeditado pelo menos sete vezes, a última pela editora ABC de Fortaleza. Consta um capitulo intitulado “Os Cangaceiros e o Folclore.


Capa da 1ª edição.

1926 - Lampeão, sua História
Autor: Erico de Almeida. Imprensa oficial da Paraíba. Considerada a primeira biografia do Rei do cangaço. Escrita por encomenda do Presidente da Paraíba João Suassuna. Relançado em edição fac-símile pela UFPB - Universidade Federal da Paraíba em 1996.


Capa da 1ª edição.




1926 - Prestes e Lampeão
Autor: Adaucto Castello Branco. Gráfica Irmãos Ferraz (SP). Apesar do título, pouco ou quase nada traz sobre cangaço, a não ser por uma rápida comparação entre Lampião e Prestes nas últimas páginas.


Capa da 1ª edição.



1927 - Lampeão no Ceará
Autor: Moysés de Figueirêdo. Typographia Gadelha (Fortaleza). Defesa do Major Moysés da polícia do Ceará vitima de acusações feitas contra sua pessoa por oficiais das policias do Rio Grande do Norte e da Paraíba. Um livro extremamente raro.


1927 Lampeão Sanguinário
Autor: Jean Grataqués. Apesar de o autor deixar claro que todas as informações e narrativas eram
autênticas, obtidas por fontes fidedignas e insuspeitas, no livro encontra-se uma
romantização da vida do cangaceiro Lampião totalmente distante da realidade e do
que era noticiado pelos jornais da época. Trecho da tese "TESES E VALORES CONSTITUTIVOS DA IMAGEM PÚBLICA DO CANGAÇO E DE LAMPIÃO ENTRE 1876 A 1953
 do pesquisador WESCLEY RODRIGUES DUTRA


1ª edição


1928 - História do Banditismo da Família Santos Chicote
Autor: Joaquim Amaro. Typographia Diário da Manhã (Recife). Livro escrito com intuito de defesa da família Amaro contra a família Santos Chicote na época zona rural de Brejo Santo- hoje município de Porteiras CE. Enfoca vários fatos envolvendo jagunços e cangaceiros. Livro raro teve impressão limitada.


1ª edição

1928 - Sertão Alegre
Autor: Leonardo Mota. Imprensa Oficial de Minas Gerais (Belo Horizonte). Segunda edição em 1965 com prefácio de Rachel de Queiroz; A terceira edição foi editora: Cátedra ano de 1976 porém não citava o respectivo número. Então em 2002 foi oficialmente lançada uma terceira edição pela ABC de Fortaleza. O livro traz um capítulo intitulado “Alcunhas de Cangaceiros”.

Primeira edição Typographia Belo Horizonte

1928 - O Banditismo na Bahia (Contos de Minha Terra)
Autor: Eduardo Santos Maia.


Folha de Rosto , 1ª edição.



1929 - Cangaceiros do Nordeste
Autor: Pedro Baptista. Livraria São Paulo (Parahyba do Norte). O livro trata de lutas ocorridas na Serra do Monteiro no Sertão da Paraíba envolvendo a família “Terrível” que dominava aquela região. O conteúdo está disponível na Web pela página da Universidade da Florida (EUA) , inclusive para cópia Clique aqui



1ª Edição

1930 - No Tempo de Lampeão
Autor: Leonardo Mota. Oficina Industrial Gráfica (RJ). A segunda edição é de 1967 e a terceira saiu pela editora Cátedra em 1976. Em 2002 a editora ABC lançou mais uma edição indicando também como "terceira", o que na realidade seria a quarta.



Capa da 1ª edição.


1930 - Os Dramas Dolorosos do Nordeste

Autor: Pedro Vergne de Abreu. Typografia do Jornal do Commércio (Rio de Janeiro). O livro traz em forma de reportagem, apanhados de crimes cometidos por Lampião no Sertão baiano.


1ª edição
 1930 - Almas de Lama e de Aço
Autor: Gustavo Barroso. Companhia Melhoramentos - São Paulo. Um Livro raro, entretanto seu conteúdo também está disponível na Web pela página da Universidade da Florida (EUA) , inclusive para cópia. Clique aqui



1931 - O Flagello de “Lampeão”
Autor: Pedro Vergne de Abreu. Typographia do Jornal do Commércio (RJ). O livro reproduz matérias publicadas nos jornais do Rio de Janeiro e Salvador denunciando a violência praticada por cangaceiros.


1ª edição, 1931.

1931 - A Wandering Jew in Brazil. "Um Judeu Errante no Brasil" 
Autor: Salomão L. Ginsburg.  Convem ressaltar que a primeira edição é de 1922 Pela Southern Baptist Convention (EUA). No Brasil só foi traduzido em 1931 e impresso pela Casa Publicadora Batista, Rio de Janeiro. Depois reeditado em 1970 já pela JUERP. Uma autobiografia de Salomão Luiz Ginsburg um judeu convertido, (como o próprio título indica) que andou pelo interior do Nordeste abrindo igrejas Batistas na virada do século XIX para o XX, incluindo aí a Zona da Mata pernambucana. Em Nazaré da Mata, interior de Pernambuco, ele narra a história do encontro dele com Antônio Silvino, o cangaceiro disse ao pastor ter sido contratado por um padre para mata-lo...  Clique aqui e conheça o tal episódio




1931 - Os crimes do bandido Lampeão 
Série em 15 volumes com 150 páginas cada. editado em Lisboa, Portugal. Autor: Floriano Sergipe. adaptado por A. Victor Machado e Lançado por Henrique Torres Editor.

Obs. Informação acrescentada em 7 de julho de 2018, o livro ainda não compõe o acervo do autor.





1932 - O Exercito e o Sertão
Autor: Xavier de Oliveira. Livro raro do mesmo autor de “Beatos e Cangaceiros”. Lançado por A. Coelho Branco Editor (Rio de Janeiro).



1ª Edição, 1933

1933 - Lampeão
Autor: Ranulpho Prata (Mais tarde teve grafia alterada para Ranulfo). Ariel Editora Ltda. (RJ). A segunda edição é de 1934, uma terceira em 1956 e entre as mais recentes a que saiu pela Editora Traço, São Paulo, em 1982. Essa obra tem uma história particular porque Lampião teve um exemplar em suas mãos.



Folha de Rosto, 1ª edição
1934 - Factores do Cangaço
Autor: Manoel Cândido. Editora não identificada (Pernambuco). Um outro fato curioso é que Lampião tinha conhecimento deste livro e em uma certa emboscada encontra o autor que era promotor de justiça e o obriga a ler o livro na integra para ele (segundo o autor Bezerra e Silva em seu livro “Lampião e suas Façanhas”) A respectiva obra não só faz criticas aos cangaceiros como também as forças volantes. Clique aqui e conheça este episódio



(Fotocópia) capa da 1ª Edição
1934 - Sertanejos e Cangaceiros
Autor: Abelardo Parreira. Editorial Paulista (SP). Com prefácio do historiador Affonso de Taunay, traz capitulo sobre "os Carvalhos" e a destruição do povoado de São Francisco.


Capa, 1ª Ed. 1935
1935 - Coiteiros
Autor: José Américo de Almeida. Cia. Editora Nacional (SP). Trata-se de um Romance, curioso é que a segunda edição também é de 1935 (portanto duas edições no mesmo ano). Conteúdo disponível na Web pela página da Universidade da Florida (EUA) , inclusive para cópia Clique aqui



Capa 2ª ed. 1970
1937 - O Outro Nordeste
Autor: Djacir Menezes. Editora José Olympio (RJ). Teve a segunda edição em 1970 pela Editora Artenova do Rio de Janeiro, traz o capítulo “O binômio violento e místico”.


Capa Reedição em 2006.
1939 - As Coletividades Anormais 
Nina Rodrigues. Editora Civilização Brasileira (Rio de Janeiro). Reeditado pela Gráfica do Senado em 2006. Este livro traz um capítulo sobre Lucas da Feira.


Capa da 3ª edição 1983.



1940 - Como dei Cabo de Lampeão

Autor: Capitão João Bezerra. A terceira edição de 1983 vem a ser a mais conhecida. Foi lançada pela Fundação Joaquim Nabuco, Editora Massangana (Recife) com prefácio de Frederico Pernambucano de Mello.




1940 - Lampeão e seu bando Sangrento
Autor: Aferso. Crônica dos crimes de Lampião - episódios da luta contra o cangaço - Aspectos interessantes da vida de Lampião - o extermínio de lampião e bandoleiros - Corisco. Livraria editora Paulicea - SP.
 


* Pesquei trecho no blog Philolibrorum

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Depois do Cariri vem o Nacional!


Programação do II Congresso Nacional do Cangaço e III Semana Regional de História do CFP/UFCG. De 24 a 28 DE Outubro de 2011 em Cajazeiras, PB.

O II Congresso Nacional do Cangaço e a III Semana Regional de História do CFP/UFCG terão como tema: NORDESTES E NORDESTINIDADES: histórias, representações e religiosidades. Os eventos serão conjuntos e configuram-se como uma oportunidade singular e inovadora que busca promover a discussão em torno das questões que envolvem todo o processo de construção das representações sobre o Nordeste, dentre elas a sua religiosidade, sua vinculação com o cangaço, suas manifestações culturais, suas identidades, enfim, sua própria historicidade.

A Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço – SBEC, desde sua fundação em 13 de junho de 1993, vem ampliando sua atuação e buscando novos parceiros. Este ano ao firmar parceria com a Unidade Acadêmica de Ciências Sociais, do Centro de Formação de Professores (UFCG) em Cajazeiras, busca ampliar as suas fronteiras de atuação, pois entende tratar-se de um momento ímpar que se renova periodicamente com a finalidade de promover o diálogo entre historiadores e pesquisadores de outras áreas de conhecimento. A participação de estudiosos dos assuntos relativos ao Nordeste provenientes dos mais diversos estados brasileiros provoca a profícua articulação das discussões sobre novas temáticas, abordagens, objetos de pesquisa, metodologias de pesquisa e ensino, teorias e práticas do fazer historiográfico local, regional e nacional com o que está sendo discutido em outros espaços do país e do mundo em relação ao cangaço e a outras temáticas relacionadas à região e a seus habitantes.

Pode-se afirmar que o II Congresso Nacional do Cangaço e a III Semana Regional de História do CFP/UFCG representam a oportunidade do conhecimento historiográfico ganhar novo fôlego, acolher novos desafios, analisar os novos limites e os diálogos interdisciplinares, fazer-se mais atuante na sociedade e aproximar o tema da realidade vivida entre os docentes do ensino fundamental e médio, com o fim de melhorar e democratizar as discussões, bem como o acesso e a construção da história.

Diante da responsabilidade com o conhecimento histórico e a necessidade da aproximação entre a pesquisa, extensão e o ensino da História em suas particularidades é que o II Congresso Nacional do Cangaço e a III Semana Regional de História do CFP/UFCG configuram-se num centro irradiador desses diálogos, algo de extrema relevância para o desenvolvimento coletivo do projeto de produção do conhecimento na Universidade e da sua atuação na sociedade. Para tanto, as atividades desenvolvidas buscarão aprofundar tais diálogos através de conferências, exposições, minicursos, oficinas, grupos de trabalho, mesas de debates e encontros

Dia 24/outubro/2011 (segunda-feira)
08:00 às 11:00 Credenciamento
Inscrições (encerramento)
19:30 às 21:30 Cerimônia de Abertura
Conferência de Abertura:  
Prof. Dr. Lemuel Rodrigues da Silva
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Dia 25/outubro/2011 (terça-feira)
08:00 às 09:30 Minicursos
09:30 às 12:00 Apresentação Cultural
14:00 às 17:00 Grupos de Trabalho (GT)
19:00 às 21:00 Mesa Redonda 1  
A representação do cangaceiro nos livros de história. 
Profª Ana Lúcia Granja de Souza
Prof. Ms. Emanuel Pereira Braz
Profa. Dra. Maria Lucinete Fortunato
21:00 às 22:30 Minicursos
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Dia 26/outubro/2011 (quarta-feira)
08:00 às 09:30 Minicursos
09:30 às 12:00 Encontro com autores  
Alcino Alves Costa (SE), Honório de Medeiros (RN) e Paulo Medeiros Gastão (RN)
14:00 às 17:00 Grupos de Trabalho (GT)
19:00 às 21:00 Mesa Redonda 2  
Identidades constitutivas do ser nordestino.
Profª. Dra. Mariana Moreira Neto
Prof. Ms. Joel Carlos de Souza Andrade
Juliana Pereira Ischiara
21:00 às 22:30 Minicursos

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Dia 27/outubro/2011 (quinta-feira)
08:00 às 09:30 Minicursos
09:30 às 12:00 Apresentação Cultural
14:00 às 17:00 Grupos de Trabalho (GT)
19:00 às 21:00 Mesa Redonda 3  
As reações da igreja romanizada sobre a atuação de beatos e conselheiros. 
Ângelo Osmiro Barreto
Prof. Ms. Marcílio Lima Falcão
Prof. Dr. Elri Bandeira de Sousa
21:00 às 22:30 Minicursos
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Dia 28/outubro/2011 (sexta-feira)
08:00 às 09:30 Minicursos
09:30 às 12:00 Conferência 
Nordeste e nordestinidades.
Profª. Dra. Rosa Maria Godoy Silveira (UFPB)
14:00 às 17:00 Grupos de Trabalho (GT)
Assembleia Geral da SBEC
19:00 às 20:30 Minicursos
20:30 às 22:00 Cerimônia de Encerramento
Apresentação Cultural


Sobre hospedagem 

Os inscritos poderão solicitar alojamento. Serão disponibilizadas apenas "100" vagas que serão preenchidas obedecendo a ordem de inscrições.

Então, Avía macho, corre cumadi!

Pra quem não conseguir uma das cortesias informamos que o Gravatá Flat Hotel, é parceiro oficial do evento e está concedendo um desconto especial de 40% para todos os participantes. Faça sua reserva através do site Clique aqui ou ligue (83) 3531-1837.

MAIORES INFORMAÇÕES: Site do evento
ou duvidas.cangaco@gmail.com

Imprensa e história

O Pharol – Pioneiro na imprensa do Vale Sanfranciscano
Por: Ana Lucia

Mediante a importância e a necessidade de orientar os navegantes, o farol é um instrumento indispensável para guiar com sua luz, a escuridão noturna de suas águas. Era esse o propósito do jornal “O Pharol.” Iluminar. Levar para as pessoas, o conhecimento, os fatos, as notícias da Região, do Brasil e do Mundo, informações em geral, como também prestar diversos serviços sociais a sociedade petrolinense e região.

Desde os tempos de criança, Joãozinho era leitor assíduo da revista infantil O Tico- Tico começando a partir dessas leituras, a fazer um jornalzinho manuscrito que intitulou de “Correio da Infância” que circulou até 1914.

João Ferreira Gomes, fundador do Jornal, era um jornalista preocupado com os detalhes, apresentava as matérias sistematicamente bem escritas e ilustradas. Sem interrupção, o Jornal O Pharol, foi o hebdomadário de maior longevidade de todo o interior do nordeste. Fundado a 07 de Setembro de 1915, mas somente a 10 de Setembro do corrente ano surgiu a primeira edição impressa.

O jornal toda semana trazia noticias sobre o banditismo que assolava o sertão e região e em especial sobre o bandoleiro mais temido do nordeste – Lampião que era manchete e motivo de reportagens diárias pelos crimes que cometia em todo Estado de Pernambuco e outros Estados nordestinos. Seu Joãozinho escrevia a matéria sobre o cangaceirismo de forma detalhada e ao mesmo tempo preocupado em relação aos sertanejos que estavam na mira deste bandoleiro e suas façanhas, apelando sempre para as autoridades competentes que tomassem providências contra as investidas constantes de Lampião e seus comparsas na sociedade sertaneja que sofria de todas as formas. O jornal é muito rico em detalhes na escrita e as informações eram passadas para os leitores com seriedade e em tempo quase real, pois contava com colaboradores que o auxiliavam na coleta de informações vindas de vários lugares por onde ele passou para expor na coluna do semanário do Pharol.



Desde a década de 1920 ate o final da década de 1938 períodos sólidos e finais do cangaceirismo no sertão, o jornal O Pharol foi um referencial escrito de grande importância para escritores, pesquisadores de renome nacional que vinham aqui na cidade de Petrolina ou na capital, Recife, onde existem exemplares do jornal para consultarem em suas folhas antigas, sensíveis e desgastadas pelo tempo, variados fatos sociais e policiais do nosso sertão e Estado referentes à saga lampiônica. Os leitores de todas as classes sociais que desejavam saber noticias de Lampião e seu bando, tinha no jornal O Pharol o que precisavam saber pela seriedade do seu redator em levar a notícia a todos com qualidade e fidelidade para o jornal merecida mente reconhecido como o mais antigo noticiário do interior do nordeste que permaneceu de pé até o final dos anos de 1980.

Na oficina que se produzia o Jornal O Pharol, também existia uma belíssima e organizada livraria com sortimento completo de livros em branco, material para escritório, livros escolares, revistas, sempre atualizadas trazidas das regiões Nordeste, Sul e Sudeste do país.

Nascido em Petrolina a 11 de Julho de 1901, “Joãozinho do Pharol,” foi um homem que entrou para a História dos Meios de Comunicação como um exemplo a ser seguida pelo dinamismo, autenticidade, compromisso e respeito por todos aqueles que acreditavam no seu trabalho e trabalho sério porque além dos leitores locais, tinham até assinantes do jornal no exterior!

Que gratificante para um jornalista ver o seu trabalho valorizado, reconhecido e agraciado com diversas honrarias que entre elas podemos destacar: Comenda do Mérito Jornalístico ao Jornal “O Pharol” por ser o pioneiro na região Sanfranciscana; Honra ao Mérito conferido pelo Rotary Clube Juazeiro/Petrolina; Medalha de Ouro do Mérito Cultural pelo Governador da época Eraldo Gueiros em 1975, enfim, merecidas homenagens a quem deixou um legado de homem íntegro e de mais de setenta anos do noticiário escrito mais duradouro da região. Apesar da falta de apoio e incentivo por parte daqueles que não puderam ou não continuar o trabalho do bravo jornalista João Ferreira Gomes, o jornal feneceu no final da década de 1980.

 Fachada da velha sede

Seu Joãozinho faleceu aos 91 anos no Estado do Espírito Santo, sudeste do país, no dia 19 de Janeiro de 1993, portanto, dezoito anos que ele se foi, mas sua História de bravura, seu exemplo de profissionalismo e destemor em divulgar as notícias inseridos em seu contexto e realidade juntos, permanece até hoje na lembrança do povo petrolinense e de todas as gerações que com orgulho, viram e acompanharam o processo evolutivo do mais antigo jornal em circulação do interior do Nordeste.

A relevância deste periódico para a cidade de Petrolina, região e mundo, era de uma importância indubitavelmente necessária para o setor jornalístico do Vale do São Francisco até porque contribuiu e muito para o sucesso de muitos trabalhos escritos de escritores nacionais e principalmente pernambucanos que mostrou os fatos que aconteceram numa época aqui ainda de forma quase precária, mas seu Joãozinho como sempre, carregava em suas veias de profissional sério e compromissado em levar as informações a todas as pessoas em todos os aspectos sociais, políticos, de saúde, educação e lazer, bem como propagandas de diversas mercadorias e utilidades públicas a população. Parabéns ao jornal O Pharol pelos seus relevantes serviços prestados, agradecendo a todos que fizeram desse jornal um grande veículo de comunicação e o mais duradouro jornal em circulação.

Ana Lucia Granja de Souza
Pesquisadora e Historiadora

Adendo (Aninha adora um)
Segundo fontes fidedignas o amigo Paulo Gastão ainda possui o primeiro exemplar deste periódico, que ele mesmo foi comprar assim que O Pharol estreou nas bancas. Parece que foi na mesma oportunidade em que ele tirou a carteira de motorista e sem rumo foi bater em Petrolina. 

terça-feira, 4 de outubro de 2011

De volta à praça

Lampião, Segredos e Confidências do Tempo do Cangaço de Antônio Amaury ganha 3ª edição


O que faz deste livro um dos mais especiais da literatura lampionica é que o renomado pesquisador apresenta um apanhado de depoimentos e fatos pitorescos que não figuram nas suas obras anteriores . Destaque para o encontro do Rei do cangaço com um ídolo da música romântica nacional em pleno sertão de Alagoas.
 
 
Lampião, Segredos e confidências do tempo do cangaço, 3ª edição.
Edição do autor 
230 págs.
 

Valor: R$ 45,00 
com (frete incluso) 

Contatos para aquisição: 

Antônio Amaury Corrêa de Araujo
Rua Guajurus, 156 – Jardim São Paulo
São Paulo – SP / CEP: 02.045-070
 
 
E-mail: aacangaceiro@gmail.com 
Tel.: (11) 2972  4824



segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Homenagens a personalidades

A comunidade Lampião, Grande Rei do Cangaço e o blog Lampião Aceso prestaram homenagem a quatro vaqueiros da história

Por: Heldemar GARCIA

Na noite da Quinta-Feira, 22 de setembro durante a solenidade do Cariri Cangaço em Barbalha, CE. a Comunidade do Orkut, Lampião Grande Rei do Cangaço, (Clique aqui e participe ) administrada pelo pesquisador Ivanildo Silveira e o Blog Lampião Aceso, administrado por Kiko Monteiro, prestaram homenagens a personalidades da família Cariri Cangaço, com a entrega de Placas personalizadas alusivas ao trabalho em prol do engrandecimento da cultura e memória das coisas do nordeste.

Manoel Severo e Danielle Esmeraldo

 
 João de Sousa Lima

Alcino Alves Costa

Aderbal Nogueira


Heldemar Garcia  
Assessoria de Imprensa e Marketing.

Passagem de Lampião por Maceté, Bahia

Edição do documentário "MACETÉ" -Memórias da Terra e do Povo”. O curta-metragem conta um pouco da rica história deste povoado de Quijingue. Um trabalho de resgate histórico dos jovens Bruno Maceté e Danilo Umbelino.

Pescado no: Blog Maceté

sábado, 1 de outubro de 2011

Flagrantes 2

Mais uma leva de alguns momentos, confrades, e personagens do Cariri Cangaço 2011 sob a mira do Lampião Aceso. 

 Primeira roda de conversa:
Ivanildo Silveira, Sabino Bassetti e Julio Schiara.

 Câmara de vereadores de Missão Velha.
A sociedade local atendeu ao chamado do Cariri Cangaço.

Turma do fundão:
Lívio Ferrraz, Pedro Luiz e este blogueiro.

Mister Paulo Gastão e Mister Múcio Procópio,
uma sumidade em Canudos e música popular brasileira.


 Aderbal Nogueira, a esquerda,
tratou da "ILUSÃO DO CANGAÇO".


 Réclus D'pla e esposa cruzaram o mapa até o Cariri cearense. 

 Visitação ás ruínas da Fazenda Guaribas
do lendário "Chico Chicote" na zona rural de Porteiras.

O coronel Francisco Lucena, conhecido como Chico Chicote, foi fuzilado em 1927
pelas forças policiais dos estados do Ceará, Pernambuco e Paraíba.
O episódio também ficou conhecido como "Tragédia das Guaribas".
Foto: acervo do REMOP. 

 Eis o estado atual da casa apresentada na foto acima.
Mas a prefeitura de Porteiras já se comprometeu a adquirir a propriedade com louváveis fins de preservação histórica. Nosso aplauso.

 Dr Napoleão faz um resumo do episódio diante do monumento que marca local da morte de Antônio Gomes Granjeiro próximo ao sitio Guaribas.

 Ladeado pelo cangaceiro carioca Carlos Eduardo e pelo coroné Ângelo Osmiro.
Quem quis aparecer ao fundo foi a comadre Laninha uma das competentes assistentes de produção do Seminário.

 O pesquisador Luíz Ruben aproveitou para expor em Porteiras alguns dos trabalhos lançados pela sua empresa a Graftech. Incluindo mais um fruto de suas pesquisas "Lampião conquista a Bahia"

 Outro momento campeão de audiência foi sem dúvida a tarde em Porteiras.
A prefeitura ofereceu duas apresentações artísticas: Um Coral e uma Orquestra de violões.
Destaque para a performance de "O CANGACEIRO" de Paulo Sérgio.

 E ninguém desgrudou os olhos e ouvidos das palavras do Dr. Napoleão Tavares Neves que resumiu com maestria a "TRAGÉDIA DAS GUARIBAS".
 O confrade curitibano Luiz Zanotti agradeceu a acolhida e a interação promovida nestes dias de convivência com cangaceirólogos de todos os cantos do país.

 Luiz Zanotti, juntamente com o casal Pereira e Sra Fátima homenagearam aos anfitriões Severo e Danielle, com uma tela da artista e pesquisadora Vilma Maciel, adquirida através de uma colaboração mútua entre os participantes.

 O Casal de estimados amigos Geraldo e Rosane Ferraz na ocasião da palestra no memorial do Padre Cícero em Juazeiro.

 Aderbal, Jairo Luiz e o deputado Estadual e pesquisador alagoano Inácio de Loyola, que após receber seu título de cidadão Juazeirense, proferiu a palestra "LAMPIÃO, AS VOLANTES E O MITO". 

 Ao lado de Gilmar Teixeira registrando o momento festivo na terra da sedição!

 Um encontro de confrades de Orkut: Felipe Marques vulgo "Gitirana";
Os volantes Sgt. Narciso Dias e Jorge Remígio; Ivanildo Silveira e nós.

 E o culpado por tudo isso!


É isso aí p... p... pessoal!