PASSAGEM DE LAMPIÃO POR VÁRZEA-ALEGRE
Por Antonio Alves de Morais
Este texto conta a origem desta Cidade além de uma "suposta" passagem de Lampião por aquela região.
Por Antonio Alves de Morais
Este texto conta a origem desta Cidade além de uma "suposta" passagem de Lampião por aquela região.

Por despacho de 23 de fevereiro de 1718 foi-lhes concedido a data citada numa extensão de nove léguas, com uma légua para cada lado do riacho. Dois anos depois acompanhados de familiares resolveram fazer uma excursão a propriedade.
Quando chegaram no local onde existia uma lagoa, toda circundada por floresta virgem, ficaram a contemplar aquela paisagem maravilhosa escutando o cantar de pássaros que voavam nos galhos de arvores frondosas.
Admirado com aquele magnífico panorama um dos componentes proferiu essa concisa e significativa frase: Mas que Várzea-Alegre! Sendo sugerida a escolha do nome da fazenda. O Capitão Agostinho retornou para Portugal e o Alferes Bernardo permaneceu na localidade que nunca mudou de nome até hoje. De Raimundo Duarte Bezerra, papai Raimundo, neto do português descende grande parte da população de Várzea-Alegre.
Os seus filhos Major Joaquim Alves Bezerra e o Major Ildefonso Correia Lima tiveram grande participação e influencia na historia de Várzea-Alegre e Lavras da mangabeira. O Major Joaquim Alves Bezerra nunca se afastou do município de Várzea-Alegre, ele e seus descendentes eram pessoas pacatas, calmas e não há registro de contendas ou desavenças em suas trajetórias de vida. Os seus descendentes ocuparam o executivo municipal desde a criação do município em 10.10.1870 até o ano de 1962, quase cem anos.
O Major Ildefonso Correia Lima matrimoniou-se com Dona Fideralina de Lavras da Mangabeira. Deste casamento originou-se uma das famílias mais tradicionais e importantes do Ceara. Conhecida nos segmentos do direito, política, cultura, economia e valentia.
Conta-se que por obra do diabo é que Lampião foi parar por aquelas bandas. Em Várzea-Alegre foi recebido com honras e festas. Foram três dias e três noites de dança. Um fiota das bandas do sitio Cristo Rei, dançava solto que parecia uma carrapeta, quando Lampião perguntou:
- Quem é você? Se identifique cabra?
Ele se engasgou e respondeu:
- Êeeeu sou o finado Zezin!
Já um sujeito desassombrado das bandas do Sanharol, fumava seu cigarro de fumo brabo, parecendo mais um tirador de abelha, ao ser perguntado por Lampião:
- Você fuma cabra?
Respondeu: - fumo, mas se seu Lampião quiser eu largo agora mesmo!
- Não, rapaz eu quero é um cigarro!
O medo foi tamanho que não conseguiu fechar o fumo na palha de milho. De passagem por Lavras da Mangabeira a conversinha foi outra. Quando a bala cantou, Lampião meteu a cara no mato como era costume fazer sempre que o perigo o ameaçava. E já um pouco distante os seus capangas cantavam:
Nós íamos relando o chão,
Temendo a bala ferina.
Mas quando Lampião viu
Que lá havia ruína
Correu com medo dos cabras,
De Dona Fideralina.
E já no Barro,
mais distante ainda, cantavam:
Bem que Lampião dizia,
Que deixasse de asneira.
Que passasse bem longe
De Lavras da Mangabeira.
Pescado no Blog do José Valdir
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