segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

5 de abril de 1930, no “A Tarde”:

O Fogo de Favella - Pery-Pery, em Juazeiro

Transcrito por: Rubens Antônio

O combate de Favella narrado pelo commandante da força que destroçou os bandidos

A emboscada na escuridão da noite - A força responde corajosamente ao fogo - Retiram-se os bandidos sob a pressão da policia. O famigerado bandido que ha tres annos assola os sertões nordestinos, usando uma velha tactica, caiu na caatinga onde a perseguição é praticamente impossivel.

 

Volante do Tenente Odonel Francisco da Silva,
em Jaguarari-BA em 22 de março de 1930. 
Acervo Marcelo Reis

Damos hoje, como materia muito interessante, a “parte do combate” do tenente Odonel ao coronel Terencio Dourado, commandante das forças em operações, sobre o encontro de Favella.

“Tinha Lampeão desapparecido nas proximidades do Estado de Sergipe, na fazenda Riachão, no dia 27 de dezembro do anno passado. Os destacamentos volantes procurando descobrir o esconderijo, cruzavam as caatingas em differentes direcções, empregando o esforço possivel para não deixal-o escapar.

Por ordem do capitão Macêdo, havia eu ido bater nas caatingas de Fonseca, Vacca Branca, Estreito, Lagoinha, Umbuzeiro, Tameberi, Sítio dos Ferreiras, Montanha, Canna Bravinha, Almeida e Borracha, o que fiz sem resultado, visto não ter encontrado vestigio algum dos bandidos. A 23 d’este, estando eu na Fazenda São Gonçalo, onde havia chegado em noite de 22, recebi uma ligação do sargento Bitú, que se achava destacado em Patamuté, avisando-me de que Lampeão havia surgido na Fazenda Boa Sorte. Mandei incontinente pegar a cavalhada, fiz a ligação com Barro Vermelho e marchei para Juá, contornando a serra da Borracha, pelo lado Oeste por ser velha estrada dos bandidos, e ao chegar na Fazendo Olympio, fui informado de que Lampeão com quatorze caibras alli tinha passado todos a cavallo, ás 10 horas da manhã.

Sem perda de tempo viajei na pista, indo perdel-a ao anoitecer na Fazenda Icó, onde elles deixando a estrada se infiltraram na caatinga afim de difficultar a perseguição.

Bastante desorientado por ter perdido a direcção delles, segui para Cacimba da Torre, onde cheguei muito tarde sem noticia alguma, rasão porque alli pernoitei de 23 para 24.No dia seguinte (24) procurando descobrir novamente a pista segui para Salta de Pedra, São José e Paredão onde felizmente elles tinham passado ao amanhecer do dia. Mais animado então por ter encontrado a pista, marchei para Lealdade, Sítio, Caldeirão da Canôa, Caldeirão de Cima e Campos, fazendo n’este ponto pequeno e stacionamento ás 18 horas afim de descançar um pouco a cavalhada, que estava exhasuta e faminta.

Depois de uma hora de descanço proseguiu viagem, forçado a marcha um pouco, depois de ter passado pelas Fazendas Mudubim e Boqueirão, onde Lampeão havia pegado o estafeta e queimado a mala, alcancei ás 24 horas a Fazenda Periperi, que dista da cidade de Joazeiro 15 kilometros, onde fui informado pelo sr. Severiano de Tal, que Lampeão alli tinha chegado ás 18 horas, feito quatro cartas aos srs. cel. Miguel Cerqueira, dr. Adolpho Vianna, cel. Ignacio Macêdo e cel. João Evangelista exigindo dinheiro, e viajado ás 20 horas para a Fazenda Favella de onde mandou buscar um cantil de cachaça e uma corrente de ouro, que por esquecimento tinha deixado.

Immediatamente, mandei deitar a cavalhada no pasto, reuni os destacamento, n’este momento já desfalcado devido terem se atrazado cinco soldados que viajavam á pe, procurei um rapaz para me servir de guia, e aos 15 ou 20 minutos do dia 25 viajei para a Favella que dista de Periperi tres kilometros.

O meu destacamento então composto por dezenove homens commigo, bem escalonado viajava, guardando profundo silencio. Depois de uns trinta minutos de viajem o guia avizou-me de que nós nos aproximavamos de Favella, e tira uma camisa que usava afim de se confundir com a escuridão da noite. Estavamos effectivamente sahindo da referida Fazenda.

O sentinella dos bandidos percebendo a approximação da força faz fogo a curta distancia.
Tinhamos cahido, portanto, na emboscada que elles haviam preparado afim de aguardar o regresso do portador que tinha ido a Joazeiro ou a chegada de qualquer força, exactamente o que aconteceu.

O sargento Adherbal com alguns soldados heroicamente respondem o fogo no flanco esquerdo, emquanto eu procurei desalojar alguns bandidos que estavam no flanco direito, o que não me foi muito difficil visto, n’este interim, ter irrompido forte tiroteio quasi a retaguarda dos bandidos que todavia foi de um effeito extraordinario, não obstante ser um pouco affastado do local.

Era o tenente João Candido que neste momento tão critico, mesmo ignorando a minha presença, como eu a delle, me soccorria, pois os bandidos que brigavam no flanco direito passaram logo para oe squerdo e quasi por cima d emim. No momento em que elles procuravam reunir-se aos demais asseclas, ouvi alguem me chamar, não tendo, entretanto, respondido devido achar-me n’uma posição difficil. Era o bravo e abnegado soldado Israel Martins Benicio quem me chamava por ter de se retirar da lucta com alguns companheiros conduzindo o sargento Adherbal, que se achava gravemente ferido, e não queriam me deixar.

Os bandidos já reunidos e entrincheirados n’uma parede de Pedra, no flanco esquerdo continuavam brigando, deixando de quando em quando ouvir gritos e improperios. Passei, então, para o flanco esquerdo onde encontrei brigando, desassombradamente, alguns contractados; entretanto os bandidos percebendo que a acção dos atacantes tomava certa tenacidade fugiram para o Serrote chamado da Favella, terminando assim o combate que talvez não tivesse durado vinte minutos. Tudo ficou envolto em profundo silencio.

Demorei-me um pouco no local, e como não visse pessôa alguma, encaminhei-me para meu acampamento em Periperi, cuja direcção ignorava visto ter luctado em differentes posições.
Viajei com a presumpção de que fosse effectivamente para lá, o que verifiquei momentos depois não ser verdade devido a dois bandidos terem me chamado:

- “Companheiro espere ahí”

Deitei-me e esperei julgando mesmo que fossem soldados, quando ao clarão do relampago divulguei pelos chapeus que não eram soldados fiz fogo.

Travamos ali ligeira escaramuça e elles espavoridos fugiram. Mas orientado por saber a direcção dos bandidos, viajei, alcançando o acampamento ás duas horas da manhã, onde já encontrei feridos gravemente o sargento Adherbal de Medeiros Borges e o contractado José Domingos dos Santos, este com dois tiros e tendo o seu fuzil inutilizado por balas.

Ao chegar, o soldado Israel me disse já ter feito uma ligação para Joazeiro pedindo medicamentos para os feridos e mandando dizer que eu não tinha apparecido até então, julgando-me morto, talvez. Ao amanhecer do dia, após o combate de onde coletaram trasendo-me um lenço perfumado, côr de rosa, dois canecos de flandres e uma lata, systema cantil, deixados pelos bandidos.

Terminando devo dizer-vos que o sargento Adherbal portou-se como todo e qualquer militar deve portar-se, isto é, com bravura, sangue frio e dedicação ao lado dos seus companheiros e da ordem. Ainda são dignos de vossa atenção o soldado Israel Benicio, e os contractados Jacintho Porphirio da Cruz, Antonio Francisco de Moraes, José Domingos dos Santos e Francisco Lopes, já pela bravura demonstrada na peleja, já pela abnegação pura que tiveram como o sargento Adherbal. Cidade de Bomfim, 30 de Março de 1930

a) 2° Tenente ODONEL FRANCISCO DA SILVA, commandante do destacamento volante.”
.

Localização das fazendas e área provável de dispersão do combate.
 
Feridos no combate: 3° sargento Adherbal de Medeiros Borges e soldados
Calixto Eleuterio e José Domingos dos Santos.

29 de março de 1930, no “Boletim Geral Ostensivo da Força Publica do Estado da Bahia”:

EXCLUSÃO POR FALLECIMENTO E PROMOÇÃO POST-MORTEM
Por ter fallecido, na madrugada de hoje, no H/F., em consequencia dos ferimentos recebidos em combate contra o grupo “Lampeão”, seja excluido do 2° Btl. o cabo d’esq. Calixto Eleuterio.
Considerando que o mesmo foi um valente que tinha a noção exacta do seu dever e soube cumpril-o, promovo-o ao posto de 3° sargento post-mortem.

12 de abril de 1930, no “Boletim Geral Ostensivo da Força Publica do Estado da Bahia”:

ELOGIO – PROMOÇÃO

Acervo Rubens Antonio
Tendo no dia 25 do mes proximo findo o Snr. 2° Tenente Odonel Francisco da Silva, commandando um destacamento volante, dado, no municipio de Joaseiro, na fazenda Favella, um combate contra grupo de bandidos chefiados por Lampeão, verifica-se da parte do combate que o referido official lançou-se no encalço do referido grupo com verdadeira persistencia e tenacidade, como patentemente fica provado pela hora em que se deu o combate, isto é, aos 15 ou 20 minutos daquelle dia, e ainda mais qu soube se conduzir no combate com sangue frio e coragem.

Elogio, portanto, o Snr. 2° Tenente Odonel Francisco da Silva e os soldados Israel Martins Benicio, Jacintho Porphyrio da Cruz, Antonio Francisco de Moraes e Francisco Lopes, que mais se distinguiram no combate.

Promovo ao posto de cabo d’esquadra o soldado Israel Martins Benicio, não só por ser bravo como tambem pelo espirito de iniciativa que revelou.

Pescado no essencial Cangaço na Bahia

Matéria atualizada em 25 de outubro de 2023

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Memória do cangaço na vizinhança

Eusébio, o guia
Por: Kiko Monteiro

Francisca Maria de Jesus
FOTO: Kiko Monteiro
Prosseguindo com nossas andanças pelas terras de Adustina, BA conhecemos dona Francisca Maria de Jesus,75 anos. Ela nos contou que certo dia o pai dela, Eusébio José Rodrigues, acompanhado do irmão Inácio e de um cunhado, iam participar de um "batalhão" (nome dado aos mutirões de plantio). Partiram os três em seus cavalos, quando passando pelo lugar chamado Alegres, foram surpreendidos por cangaceiros.

A abordagem foi pacífica. Um deles, provavelmente o chefe, perguntou se poderiam ceder as montarias para o grupo, pois tinham animais, mas sem arreios.

Seu Eusébio que não era doido de negar, disponibilizou os apetrechos dele e ordenou que os outros fizessem o mesmo. O cangaceiro perguntou se Eusébio poderia lhe servir de guia até um povoado que eles não sabiam como chegar, aceitou, mas pediu que liberassem os outros dois. Trato feito.

Montou na garupa do cangaceiro e a primeira parada foi na casa de Martins de Leandro. Chamaram, mas não havia ninguém na propriedade. Ai a calma dos "meninos" terminou. Ordenaram a Eusébio que ele derrubasse a porta à golpes de machado. E mesmo sabendo que ali era propriedade de gente amiga teve que atender, percebeu que a benevolência dos cabras tinha prazo de validade.

Porta abaixo em poucos minutos, os cabras invadiram e fizeram uma pilhagem na casa de Seu Martins.
A caravana seguiu em frente. Parada para almoço, o cangaceiro que parecia ser o chefe manda um dos cabras providenciar o fogo e saiu mata à dentro. Ao voltar encontra Eusébio afastado do grupo encostado numa árvore com semblante triste e o pergunta se estava com medo, mas Eusébio responde que estava era com muita fome, porque os cabras se fartaram e não lhe ofereceram nem um pedaço de carne. O suposto chefe ordena que encham um coité (cabaça) com comida e reclama porque não tinham repartido o almoço com o guia. Um cabra diz:
- Ora! Ele não se serviu porque não quis.
Seu Eusébio finalmente satisfeito e o cangaceiro pergunta se ele tinha algum vicio. Respondeu ele que fumava e prontamente ganhou um cigarro. No entanto, após o primeiro trago deu uma baforada bem no rosto do cangaceiro causando espanto dos demais cabras pela ousadia...
Mas a única advertência que recebeu era de que ele voltasse pra debaixo da árvore onde estava, permanecendo afastado dos grupo, porque iam dar mais um tempo pro descanso, e que tinham feito fumaça e se os macacos lhes botassem emboscada que ele não corresse de pé, mas rastejasse, senão morreria confundido com um deles.
Seguiram até o Baixão de Carrolina que é um povoado mais próximo à sede do município. Foram até uma casa, onde ganharam laranjas. Disseram a Eusébio que ficariam por ali. Antes de dispensa-lo ordenaram-no que recolhesse os animais... Mas que antes retirasse os alforjes dos cavalos e os colocasse nos animais do grupo já que alguns estavam montados à pelo. Eusébio mais uma vez atendeu a contragosto, e agora então, ao perceber que saia no prejuízo, perdendo os arreios novinhos?


Eusébio José Rodrigues
Foto: Arquivo da família/ Cortesia de Salomão Santos

Esse "passeio" durou praticamente o dia inteiro. No final da tarde, diante da sua demora, os amigos e parentes de Eusébio que o aguardavam nas matas para o "batalhão" já choravam sua morte. Segundo o senhor Gervásio, meu vizinho que conheceu Eusébio e me confirmou esta mesma narrativa de sua filha  complementando-a com o episódio do almoço, lembra de outro detalhe, precisamente uma crença: - Os moradores só tinham um pensamento "Recompensa pra quem ajuda cangaceiro é surra ou a morte"... Por isso aflição contagiava até os que confiavam.

Mas com poucas horas seu Eusébio retornava são e salvo para a alegria de todos.
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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Cangaço e imprensa

Padim Ciço e Lampião na revista Careta

Por: Raimundo Gomes
(Fortaleza,CE)

Em maio e agosto de 1926 a revista humorística Careta, publicou várias charges fazendo críticas severas ao Padre Cícero por ter recebido Lampião e seu bando em Juazeiro, em março daquele ano, com o intuito de combater a Coluna Prestes.

Como já mencionei, acredito que Lampião só tenha atendido ao convite, quando viu a assinatura do Padre Cícero, embora a logística, a estratégia militar dessa ideia tenha partido do médico e Deputado Federal Floro Bartolomeu, seu braço armado desde a sedição do Juazeiro em 1914.

Mas como Floro adoeceu e morreu antes de Lampião chegar a Juazeiro, sobrou pro velho padre receber sozinho Lampião e aguentar todas as consequências depois.

Não devemos esquecer, que o Presidente do Brasil, Artur Bernardes, diante de um mal maior representado pela Coluna Prestes, é provável que soubesse do convite de Floro a Lampião para combatê-la. Naquele momento de março de 1926, Lampião estava indiretamente a serviço do Governo Federal???


Daí a charge na edição de 8 de maio à chama-lo de bandido oficial. Sem contar que Lampião ao sair de Juazeiro, estava armado e municiado com o que havia de mais moderno nos almoxarifados do Batalhão Patriótico de Juazeiro. Quando a charge foi feita, fazia apenas dois meses desse acontecimento e a crítica, principalmente a "sulista, "infernizava a vida do velho padre dia e noite.

Basta conferir logo abaixo a edição de 14 de agosto de 1926.
Padre Cícero como suplente, de Floro passa automaticamente a Deputado Federal. Porém desde a visita do rei dos cangaceiros será duramente criticado por todo o País sendo chamado de "ordenança de Lampião".

 A charge de forma exagerada diz que assim como Lampião conduziu o padre à Câmara Federal, facilmente o conduzirá agora ao Senado.


Charge para a edição de 9 de Julho de 1927.
Fazia menos de um mês que Lampião atacara Mossoró, no dia 13 de junho. A charge faz alusão clara aos desentendimentos entre as policias de três estados, Paraíba, Rio Grande Norte e Ceará, que o cercaram no Ceará e sua eliminação era dada como certa, mas no entanto Lampião conseguiu mais uma vez furar o cerco, deixando-os a ver navios.

Os comandantes das volantes da Paraíba e do RN culparam o Major cearense Moisés de Figueiredo, que por sua vez culpou seu subordinado, o tenente Firmo, dizendo que seu ataque fora precipitado, feito antes que se completasse o cerco total aos cangaceiros.

Após esse episódio, o Major Moisés Figueiredo foi duramente acusado de ter recebido dinheiro de Lampião, para deixá-lo escapar,ou de querer agir sozinho, para assim obter para si os louros da vitória sobre o rei do cangaço. No mesmo ano de 1927,o major escreveu um livro, LAMPIÃO NO CEARÁ, onde procurava defender-se de todas as acusações.




Na charge de 15 de setembro de 1928 a revista, cobrava providências, o fim do cangaceiro. Anunciando que Lampião "tornou" à invadir a Bahia.



Lampião entrou na Bahia pela 1ª vez,exatamente no dia 21 de agosto de 1928, acompanhado de apenas cinco dos 75 cangaceiros que atacaram Mossoró em junho de 1927. Eram eles: Ezequiel Ferreira da Silva, seu irmão, apelidado de "Ponto Fino"; Mariano Laurindo granja, "Mariano"; Antonio Juvenal da Silva, "Mergulhão"; Luís Pedro Cordeiro, "Luís Pedro"; e Virgínio Fortunato da Silva, "Moderno", cunhado.

Quando a revista diz que "invadiu novamente" em setembro, comete ledo engano, pois desde que o Rei do Cangaço entrara naquele estado, ele por lá permanecia.

Na edição de 27 de dezembro de 1930 Lampião está ironizando que a revolução, ou golpe de 1930, liderada pelo gaúcho Getúlio Vargas, que havia derrubado todos... menos à Lampião.


Realmente, de início, Vargas que havia assumido o governo provisório do Brasil no dia 1º de novembro daquele ano junto com militares leais destituem o Presidente Washington Luís, impedem que Júlio Prestes, o Presidente eleito, assuma e na sequência, destituem todos os Governadores de estado, nomeando interventores em seus lugares.

Célebres foras da lei

Na Edição de 14 de novembro de 1931. Lampião recebe um conselho do gângster Al Capone, que lhe sugere a organizar o bando e que agir politicamente na capital lhe trará mais dividendos do que suas ações no sertão.



sábado, 4 de janeiro de 2014

História dos Volantes

O major "Menêis"

Manoel Campos de Menezes, nascido em Chorrochó no ano de 1906, escolheu este distrito para regimentar o seu batalhão de caça aos bandoleiros. Dada sua localização as forças instruídas os fazendeiros para abandonarem suas propriedades e passarem a morar em Chorrochó, tanto para se livrarem dos bandidos e massacres de Lampião e seus cabras, como também para doarem asilo aos cangaceiros. O distrito de Chorrochó ficou incólume dos ataques dos bandidos, mas muitas propriedades foram saqueadas, destruídos massacrados os fazendeiros, o arraial de Várzea da Ema foi incendiado, apesar da eficiência do comando do Major Menezes.

Tinha um orifício de bala na face, recebido em um combate que segundo a literatura foi provocado pelo próprio Lampião. Que nutria um certo "respeito" pelo oficial chegando a apelidar um de seus cães com o nome de "Menêis".

Tornou-se comandante das F.O.N.E. (Forças em Operações no Nordeste) baianas... Mas faleceu muito jovem, acometido de meningite em 1937, ainda comandando a unidade.

Abaixo foto publicada na época pela revista da Policial Militar.



Fonte: Chorrochó on line
Créditos para Rubens Antonio

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Amplificando

Este Maravilhoso Conselho; Feliz 2014!

Por: Manoel Severo


Manoel Severo curador do Cariri Cangaço

Ao longo de minha vida trilhei inúmeros caminhos; trilhas fáceis e algumas extremamente árduas, aprendi muitas vezes e a muito custo que não nos bastam apenas a boa vontade e as boas intensões. Na verdade a vida acabou me ensinando que é necessário o caminhar, o agir, a atitude, e dai transformar verdadeiros sonhos em realidade, fica fácil. Ah Vida ! Essa tal de vida... Essa verdadeira universidade cheia de tantas lições, engrandecedoras, desconcertantes, magnânimas ! A ela me entrego com todas as minhas forcas, com uma paixão e um entusiasmo que muitas vezes me assusta, me toma de assalto. Ah vida ! Quanta coisa boa, quanta Gratidão. 


Lições, e quantas lições, e ai aprendi que nada se constrói só e que a verdadeira harmonia se consolida na união equilibrada e respeitosa de elementos opostos, numa teia de talentos e força, muita força e ai... Nasceu o Cariri Cangaço. Todo o corpo possui cabeça, tronco, membros... E cérebro. Todo o movimento nasce a partir do sincronismos perfeito entre todos esses componentes, e tudo acaba acontecendo, ganhando vida, mas... o que seria dos movimentos se não fosse a vibração de seu grande mentor, o cérebro? 
 

Alcino Alves Costa, o patrono do `cérebro`


Em nosso caso temos um espetacular cérebro , tao cheio de talentosos e valorosos neurônios, que fica difícil acreditar que conseguimos reunir dentro dessa humilde caixa craniana... A esse cérebro chamamos de Conselho...  E a esse Conselho estabelecemos uma Missão e a ele demos um Patrono: Alcino Alves Costa, e na tarde do ultimo dia 21 de setembro de 2013, na cidade de Barbalha, uma das anfitriãs do Cariri Cangaço realizamos a posse de seus ilustres membros.


Parece ter sido a toa a escolha da cidade de Barbalha, mas como poderia ter sido? Ali, na terra dos verdes canaviais está o primeiro, aquele a quem buscamos no primeiro de todos os momentos para irrigar todo esse cérebro , todo esse sonho, seu nome: Napoleão Tavares Neves.
 
Napoleão Tavares Neves

E assim o Conselho Consultivo Cariri Cangaço Alcino Alves Costa, assume novamente o desafio de pensarmos juntos os próximos passos de nosso sonho, 2014, 2015...2016. De seu berço o Ceará, tomamos emprestado na capital, Ângelo Osmiro e Aderbal Nogueira, lá do centro roubamos uma menina valente pra peste: Juliana Ischiara, descemos para nosso amado cariri e chegamos a Crato com Pedro Luiz Camelo, de Aurora veio o determinado José Cicero, do Barro, o sensacional Sousa Neto, do portal Missão Velha , reverendíssimo padre Bosco Andre, da terra de Fidera, mais uma mulher arretada, Cristina Couto que unidos ao Mestre Napoleão Tavares Neves formam a seleção alencarina do Conselho.


Teresina nos permitiu o talento de Leandro Cardoso que abriu alas para outra seleção: a potiguar, com os nomes de peso de Honório de Medeiros, Paulo Gastão, Kydelmir Dantas, Ivanildo Silveira e Múcio Procópio, haja folego !!! A Paraíba nos presenteou com Narciso Dias e os incansáveis Wescley Rodrigues, verdadeira revelação  e o  professor Pereira, Mestre dos mestres em matéria de literatura do sertão !
 


A terra de Virgulino nos trouxe os Pernambucanos; o volante Geraldo Ferraz e o homem das sete colinas, Antonio Vilela, alem da doce Ana Lucia Granja. Cruzando o Velho Chico a trilogia final nordestina com os Sergipanos, Kiko Monteiro o fantástico Lampião Aceso e Archimedes Marques, o alagoano da bela Piranhas, Jairo Luiz e o baiano valente que só a gota, João de Sousa Lima... 
 

Eita !!!! 25 conselheiros? ou seriam 25 mil ? Certamente a ordem dos fatores não altera o resultado, o fato e que esses homens e mulheres se juntam não apenas em torno de um evento, de um projeto, mas em torno de um sentimento, o sentimento de profundo amor as coisas do sertão, do nordeste, amor esse que nasce do fundo de nossa alma, por isso chegamos ate aqui. 

Parabéns Nação Cariri Cangaço e abraçando a esses queridos irmãos do Conselho, abraçamos a todos que fazem parte desta grande família espalhada por todo o Brasil; 
feliz 2014 e que venham 2015,2016,2017...

Manoel Severo - Curador do Cariri Cangaço
Fortaleza, Ceará
Incorrigível sonhador

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Livros novos ou usados

Consulte o balaio sertanejo do professor Pereira


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  2. Abelardo F. Montenegro Fanáticos e Cangaceiros 1ª Edição 1973  100,00 Bom estado/envelhecido
  3. Aglae Lima de Oliveira - Adriana: Vida de Uma Professora no Estado de Pernambuco no Tempo de Lampião 1985 194 pág. 55,00 Bom estado/capa dura envelhecida
  4. Aglae Lima de Oliveira - Lampião, Cangaço e Nordeste 1970 436 pág. 150,00 Bom estado
  5. Alberto Silva - A Tragédia de Lucas da Feira 1956 - 30 pág. 55,00 Capa dura/bom estado
  6. Alcino Alves Costa - Lampião Além da Versão, Mentiras e Mistérios de Angicos – 2011 (3ª Ed.) 410 pág. 55,00 Novo
  7. Alcino Alves Costa - Lampião Em Sergipe 2011 298 pág. 65,00 Novo
  8. Alcino Alves Costa - Poço Redondo - A Saga de Um Povo 349 pág. 55,00 Novo
  9. Alcino Costa - O Sertão de Lampião  55,00 Novo
  10. Aloysio Pereira Lima - Cel. José Pereira Lima (Zé Pereira de Princesa) (Paraibanos do Século) 52 pág. 18,00 Bom estado
  11. Ana Cláudia Marques - Intrigas e Questões: Vingança de família e tramas sociais no sertão de Pernambuco 2002 352 pág. 45,00 Ótimo estado
  12. Ana Cláudia Marques e outros - Andarilhos e Cangaceiros 1999 233 pag.  40,00 Novo
  13. Ana Lúcia Granja e Paulo Gastão - Sítio dos Nunes de Flores, vive a Saga Cangaceira: Processo crime contra Lampião, Sabino Gomes e outros. (transcrição) 46 pág. 18,00 Novo
  14. André Heráclio do Rego - Família e Coronelismo no Brasil- Uma História de Poder 378 pag.  40,00 Ótimo estado
  15. Angelo Osmiro - Assim Era Lampião e Outras Histórias 236 pág. 40,00 Novo
  16. Anildomá Willans de Souza - Lampião, O comandante das Caatingas 157 pág. 50,00 Ótimo estado
  17. Antônio Amaury C. de Araújo - Gente de Lampião – Sila e Zé Sereno  25,00 Ótimo estado
  18. Antônio Amaury C. de Araújo - Lampião e as Cabeças Cortadas  60,00 Novo
  19. Antônio Amaury C. de Araújo - Lampião, Segredos e Confidências do Tempo do Cangaço  3ª Ed. 2011 229 pág. 60,00 Novo
  20. Antônio Amaury C. de Araújo - Maria Bonita, A Mulher de Lampião 2011 279 pág. 55,00 Novo
  21. Antônio Amaury C. de Araújo - Lampião - As Mulheres e o Cangaço 2012 399 pág. 55,00 Novo
  22. Antônio Amaury C. de Araújo - Gente de Lampião: Dadá e Corisco 2011 329 pág. 60,00 Novo 
  23. Antônio Amaury C. de Araújo - Assim Morreu Lampião 1982 140 pág. 35,00 Bom estado
  24. Antônio Amaury C. de Araújo - Assim Morreu Lampião – Nova Edição  2013 317 pág. 55,00 Novo
  25. Antônio Amaury e Carlos Elydio - Lampião, Herói ou Bandido?  25,00 Novo
  26. Antônio Assis Costa - Tota Assis - A(s) Cajazeiras Que Eu Vi e Onde Vivi - 2013 3ª edição (Faz referência ao ataque de Sabino Gomes a Cajazeiras em 1926) 263 pág. 35,00 Novo
  27. Antonio Barroso pontes - Reminiscências de Uma Caboclo Sertanejo 204 pag. 23,00 Bom estado
  28. Antônio Barroso Pontes - O Mundo dos Coronéis   25,00 Bom estado/envelhecido
  29. Antônio Barroso Pontes - Sertão Brabo – usos e costumas  1979 164 pág. 35,00 Bom estado
  30. Antônio Barroso Pontes - Sociologia do Trabuco 1981 119 pág. 35,00 Bom estado
  31. Antônio Corrêa Sobrinho - O Fim de Lampião, O que Disseram os Jornais Sergipanos 2011 166 pág.  33,00 Novo
  32. Antônio Porfírio de Matos Neto - História de Frei Paulo-SE (faz referência a Zé Baiano) 1999  40,00 Ótimo estado
  33. Antônio Vilela de Souza - O Incrível Mundo do Cangaço Vols. I e II  40,00cada  Novo
  34. Antônio Vilela de Souza - A outra Face do Cangaço 2012 – Soldado Adrião 102 pág. 28,00 Novo
  35. Archimedes Marques - Lampião Contra o Mata Sete 2012 552 pág. 55,00 Novo
  36. Aroldo Ferreira Leão - Lampião: Um estudo de buscas e essências 2012  700 pág. 75,00 Novo
  37. Arthur Shaker - Pelo Espaço do Cangaceiro, Jurubeba1979 173 pág. 35,00 Bom estado
  38. Billy Jaynes Chandler - Lampião: O Rei dos Cangaceiros  1980 289 pág. 55,00 Bom estado
  39. Bismarck Martins de Oliveira - Histórias do Cangaço - O Saque de Souza – PB em 1924  30,00 Novo
  40. Bismarck Martins de Oliveira - O Cangaceirismo no Nordeste 2002 329 pág. 40,00 Novo
  41. Bismarck Martins de Oliveira - Cangaceiros de Lampião de A a Z 2012  35,00 Novo
  42. Câmara Cascudo - Flor de Romances Trágicos 189 pág. 40,00 Bom estado
  43. Carlos Newton Júnior - O Cangaço na Poesia Brasileira 2009 254 pág. 40,00 Ótimo estado
  44. Célia Magalhães - Fatos e Curiosidades- Missão Velha  25,00 Novo
  45. Celso Mariz - Apanhados Históricos da Paraíba 1980 201 pág. 40,00 Envelhecido
  46. Cicinato Ferreira Neto - A Misteriosa Vida de Lampião  35,00 Novo
  47. Clerisvaldo B. Chagas e Marcello Fausto - Lampião em Alagoas 2012  467 pág. 55,00 Novo
  48. Coleção Mossoroense Pequena Cantoria de Mário de Andrade e Câmara Cascudo para Lampião e Jararaca 103 pag.  40,00 Ótimo estado
  49. Daniel Lins Lampião – O Homem que Amava as Mulheres 30,00 Novo
  50. Edésio Rangel de Farias - Cangaço e Polícia, Fatos e Feitos Paraibanos 1995 56 pág. 30,00 Bom estado
  51. Eduardo Barbosa - Lampião Rei do Cangaço 117 pág. 35,00 Bom estado
  52. Élise Jasmim - Cangaceiros 2006-Álbum Fotográfico do Cangaço 149 pág. 150,00 Ótimo estado
  53. Epitácio de Andrade Filho - A Saga dos Limões, Negritude no Enfrentamento ao Cangaço de Jesuíno Brilhante 2011 92 pág. 35,00 Novo
  54. Eric Hobsbawm - Bandidos 2010 254 pág. 55,00 Ótimo estado
  55. Érico de Almeida - Lampião, Sua História 2013 Ed. Fac-similar 136 pág. 30,00 Novo
  56. Érico de Almeida - Lampião, Sua História Ed. 1998  60,00 Bom estado
  57. Evandro Ayres de Moura História de Hontem e de hoje (cangaço)  30,00 Ótimo estado
  58. F. Pereira Nóbrega - Vingança, Não  2ª ed. 1961  (original) 331 pág. 90,00 Bom estado/envelhecido
  59. Floro Bartolomeu - Juazeiro e o Pe. Cícero, Depoimento para a História 183 pag. 35,00 Novo
  60. Floro Bartolomeu - Juazeiro e Padre Cícero- Depoimento para a História 1923 – 1ª Edição – Livro raro  100,00 Bom estado/envelhecido
  61. Francisco Fausto de Souza - História de Mossoró 275 pág. 35,00 Envelhecido/miolo bom
  62. Francisco Galvão - Do Coronelismo ao Caldeirão 2006 192 pág. 35,00 Novo
  63. Franklin Távora - O Cabeleira  20,00 Bom estado
  64. Frederico Pernambucano de Mello - Benjamin Abrahão, Entre Anjos e Cangaceiros 45,00 Novo.
  65. Frederico Pernambucano de Mello - Quem Foi Lampião 1993 151 pag. 70,00 Ótimo estado
  66. Frederico Pernambucano de Mello - Guerreiros do Sol 5ª Ed.  2011 519 pág. 70,00 Novo
  67. Frederico Pernambucano de Mello - Estrelas de Couro, A Estética do Cangaço 1ª Ed. 2010  Edição de Luxo.  130,00 Novo
  68. Geraldo Amâncio - Assim Viveu e Morreu Lampião Rei do Cangaço 70 pág. 25,00 Novo.(181 Estrofes de cordel)
  69. Geraldo Ferraz - Pernambuco no Tempo do Cangaço 2vol. 1.024 pag. 120,00 Novo
  70. Geraldo Ferraz  - Theophanes F. Torres, Um Herói Militar 2004 250 pag. 45,00 Novo
  71. Gilbamar de Oliveira Bezerra - A Derrota de Lampião (Mossoró) 2010 104 pag. 28,00 Novo
  72. Gilmar Teixeira - Quem Matou Delmiro Gouveia? 2011 152 pág. 45,00 Novo
  73. Gonçalo Ferreira da Silva - Lampião: A força de um líder 2005  268 pág. 45,00 Ótimo estado
  74. Gouveia de Helias - Dias Sem Compaixão 2010 178 pag. 25,00 Novo
  75. Gregg Narber - Entre a Cruz e Espada: Violência e Misticismo no Brasil Rural 206 pag.  30,00 Ótimo estado
  76. Gustavo Barroso - Terra de Sol  40,00 Novo
  77. Gustavo Barroso - Heróis e Bandidos,  Os cangaceiros do Nordeste  2012 197 pág. 45,00 Novo
  78. Gustavo Barroso - Almas de lama e de aço, Lampião e outros cangaceiros 2ª Ed. 2012 117 pág. 40,00 Novo
  79. Gustavo Barroso - Heróis e Bandidos  - Edição 1931 70,00 Capa dura com manchas bom estado de leitura
  80. Gutemberg Costa - A Influência do Cangaço na Música popular Brasileira 1998 84 pág. 40,00 Bom estado/soltando as folhas
  81. Iaperi Araújo - No Rastro dos Cangaceiros 2009 152 pag. 40,00 Novo
  82. Iaperi Araújo - Angico: 1938  1ª Ed. 2013 116 pág. 35,00 Novo
  83. Ilda Ribeiro de Souza - Sila: Memórias de Guerra e Paz   1995 111 pág. 50,00 Ótimo estado
  84. Ilsa Fernandes Queiróz - Mulheres no Cangaço, Amantes e Guerreiras 144 pág. 35,00 Novo/
  85. Inês Caminha L. Rodrigues - A Revolta de princesa 1981 81 pag. 15,00 Bom estado-Livro Bolso
  86. Isabel Lustosa - De Olho em Lampião 2011 109 pág. 25,00 Novo
  87. Ivan Bichara - Carcará - Romance Histórico - Ataque do líder cangaceiro  Sabino Gomes a Cajazeiras em 1926  276 pag. 30,00 Bom estado
  88. Janduhi Dantas - Viagem aos 80 anos da Revolta de Princesa (112 Estrofes de Cordel sobre a Guerra de Princesa.) 41 pág. 18,00 Ótimo estado
  89. João Barbosa Júnior - O Cangaço no Sertão (A História de Lampião em Versos) 82 pág. 30,00 Bom estado
  90. João Bezerra da Nóbrega - Lampião e o Cangaço na Paraíba 2011 345 pág. 55,00 Novo
  91. João de Sousa Lima - A Trajetória Guerreira de Maria Bonita 1ªedição  30,00 Novo
  92. João de Sousa Lima - Moreno e Durvinha  35,00 Novo
  93. João de Sousa Lima e Juracy marques(Org.) - Maria Bonita- Diferentes Contextos Que Envolveram a Vida da Rainha do Cangaço 172 pag. 35,00 Novo
  94. João Tavares Calixto Júnior - Venda Grande d’Aurora (Dados Históricos Sobre Aurora-CE) 2012 299 pág. 50,00 Novo
  95. Joaryvar Macedo - Império do Bacamarte 1990 274 pág. 100,00 Bom estado
  96. José Alves  Sobrinho - Lampião, Antônio Ferreira e Levino – A Parceria e o Cangaço  2012 235 pág. 55,00 Novo
  97. José Alves Sobrinho - Lampião e Zé Saturnino, 16 anos de lutas  40,00 Novo
  98. José Anderson Nascimento - Cangaceiros, Coiteiros e Volantes  30,00 Ótimo estado
  99. José Gastão Cardoso - A Heróica Resistência de Princesa  2ª ed.   25,00 Novo
  100. José Hilário - Do Cangaço ao Congresso 1994 241 pág. 30,00 Envelhecido pelo tempo
  101. José Peixoto Júnior -Bom de Veras e Seus Irmãos 2009 126 pág. 50,00 Ótimo estado
  102. José Sabino/César Megale - Lampião, Sua Morte Passada a Limpo 2011 192 pag. 45,00 Novo
  103. José Sampaio de Lacerda - História da Família do Coité 2004 (Chico Chicote e o fogo do Coité) 191 pág. 130,00 Ótimo estado
  104. Juarez Conrado - A Última Semana de Lampião 1980 (reportagens) 84 pág. 50,00 Bom estado /envelhecido
  105. Juarez Corrado - Lampião, Assaltos e Mortes em Sergipe 2010 301 pag. 55,00 Novo
  106. Júlio José Chiavenato  - Cangaço – A Força do Coronel - 1990  25,00 Bom estado
  107. Leonardo Mota - No Tempo de Lampião 2002  40,00 Novo
  108. Lúcia Holanda e Gil Holanda - Nas Trilhas do Cangaço de Jesuíno Brilhante 55 pág. 25,00 Novo
  109. Luitgarde Oliveira C. Barros - A Derradeira gesta: Lampião e Nazareno Guerreando no Sertão 2000 260 pag. 60,00 Novo
  110. Luiz Bernardo Pericás - Os Cangaceiros  55,00 Novo
  111. Luiz Luna - Lampião e Seus Cabras 2ª Ed. 1972 160 pág. 40,00 Bom estado/com algumas manchas
  112. Luiz Ruben F. Bonfim - Lampião Conquista a Bahia 2011 422 pág. 50,00 Novo
  113. Luiz Ruben F. Bonfim - Lampião e os Interventores 2007  236 pag. 40,00 Novo
  114. Luiz Rubens F A Bonfim - Notícias Sobre a Morte de Lampião 166 pag. 40,00 Novo
  115. Luiz Rubens F. de A. Bonfim - Lampião e os governadores    40,00 Novo
  116. Luiz W. Torres - Lampião e o Cangaço  30,00 Ótimo estado
  117. Luiz Zanotti - Lampião: Texto, Tela e Palco –  Tese de Doutorado - 2012  308 pág. 50,00 Novo
  118. Manoel Cavalcanti de Souza ( Ex-volante Neco de Pautília) - Lembrar e escrever, não é só querer - “Memórias” do Cangaço e Genealogia. 167 pág. 32,00 Novo
  119. Marcílio Lima Falcão - Jararaca: memória e esquecimento nas narrativas sobre um cangaceiro de Lampião em Mossoró 2013 211 pág 40,00 Novo
  120. Marcos Medeiros - A Caatinga Sustentou Campesino e Cangaceiros Cordel 16pg 8,00 Novo
  121. Maria Christina Matta Machado - Aspectos do Fenômeno do Cangaço no Nordeste Brasileiro 1973 (Revista de História) Raro Das pág. 139 à176 70,00 Bom estado/Revista em formato de livro
  122. Maria do Rosário Caetano (org.) - Cangaço: O Nordestern no Cinema Brasileiro 120 pág. 40,00 Ótimo estado
  123. Maria Isaura P. de Queiroz - História do Cangaço 1982  30,00 Bom estado/envelhecido
  124. Maria Isaura P. de Queiroz - História do Cangaço 1997  45,00 Ótimo estado
  125. Mariane L. Wieserbron - Historiografia do Cangaço e o Estado Atual da Pesquisa Sobre Banditismo a Nível nacional e Internacional (Apostila) 28 pag. Coleção Mossoroense Série “A” 28,00 Bom estado
  126. Marilourdes Ferraz - O Canto do Acauã  4ª edição 2012  680 pág. 150,00 Novo
  127. Mario Souto Maior - Antônio Silvino – Capitão de Trabuco 50,00 Novo
  128. Maximiano Campos - Sem Lei, Nem Rei   1990 141 pag. 15,00 Ótimo estado
  129. Melquíades Pinto Paiva - Ecologia do Cangaço  35,00 Novo
  130. Melquíades Pinto Paiva - Cangaço, uma ampla bibliografia comentada 2012 392 pág. 85,00 Novo / Capa dura
  131. Messias Ferreira de Lima - São José de Piranhas-PB, Um Pouco da Sua História  (Ref. ao cangaceiro 2 de Ouro)  25,00 Novo
  132. Moacir Assunção - Os Homens Que Mataram o Facínora 2007 278 pág. 55,00 Parte da capa rasgada, miolo ótimo.
  133. Napoleão Tavares Neves - Cariri, Cangaço, Coiteiros e Adjacências 2009 131 pag. 35,00 Novo
  134. Nelly Cordes - O Rei dos Cangaceiros 1954 181 pág. 30,00 Bom estado de leitura envelhecido/com manchas
  135. Nertan Macedo - Floro Bartolomeu, o Caudilho dos Beatos e Cangaceiros 202 ag. 55,00 Ótimo estado
  136. Nertan Macedo - Lampião: Capitão Virgulino Ferreira 1975 220 pág. 35,00 Bom estado
  137. Nertan Macedo - Sinhô Pereira: O Comandante de Lampião  148 pág. 40,00 Bom estado
  138. Nordeste Vinteum (Revista) Maria Bonita:Vida, Paixão e Morte no Sertão 2011(Centenário de Maria Bonita)  25,00 Ótimo estado
  139. Oleone Coelho Fontes - Lampião na Bahia 3ª Edição 1999  40,00 Bom estado
  140. Orlando Rodrigues - O Fogo da Pedreira: A saga do ataque da polícia ao bando de Antônio Silvino em Caicó 2001 2006 pág. 60,00 Bom estado
  141. Osvaldo Rodrigues Póvoa - Quinta-feira Sangrenta- Hist. de Dianópolis-TO (antiga São José do Duro-GO) (Narra o assassinato do Major Zé Inácio do Barro) 186 pág 40,00 Novo
  142. Paulo Gastão - O Cangaço e a Imprensa 2012 80 pág. 23,00 Novo
  143. Paulo Gastão - Lampião de A a Z  2011 75 pág. 15,00 Novo
  144. Paulo Gastão - 1938 Angico 2012 144 pág. 30,00 Novo
  145. Paulo Gastão - Quem é Quem no Cangaço 2013  140 pág. 33,00 Novo
  146. Paulo Moura - Lampião: A Trajetória de Um Rei Sem Castelo 150 pág. 35,00 Novo
  147. Pedro Baptista - Cangaceiros do Nordeste 2011 279 pág. 37,00 Novo
  148. Pedro Nunes Filho - Guerreiro Togado – 2011 -  Edição de Luxo 516 pág. 100,00 Novo
  149. Piragibe de Lucena - Lampião, Lendas e Fatos 1995 86 pág. 35,00 Bom estado
  150. Raimundo Nonato - Jesuíno Brilhante-O Cangaceiro Romântico  40,00 Ótimo estado
  151. Raimundo Nonato - Lampião em Mossoró 2012 325 pág. 45,00 Novo
  152. Ranulfo Prata - Lampião 28,00 Ótimo estado
  153. Ranulfo Prata - Lampião,  Ed. Fac-similar  2010 239 pág. 35,00 Novo
  154. Ranulpho Prata - Lampião  -  1ª Edição   1934 211 pág. 90,00 Capa dura/envelhecido
  155. Raquel de Queiroz - Lampeão, a Beata Maria do Egito- Teatro 1995 60 pag. 20,00 Ótimo estado
  156. Raul Fernandes -  A Marcha de Lampião, Assalto a Mossoró.  55,00 Bom estado
  157. Raul Fernandes - Lampião na Fazenda Veneza 23 pág. 15,00 Novo
  158. Reinaldo Azevedo - Cangaço, Tatuado no Traço  22x31cm  2012 131 pág. 68,00 Novo
  159. Renato Phaelante - Cangaço, Um Tema na Discografia da MPB 97 pág. 40,00 Novo
  160. Ricardo Albuquerque (org.) - Iconografia do Cangaço – (Livro Álbum) Inclui Filme com Cenas Inéditas de Lampião e Seu Bando (DVD) 215 pág. 115,00 Novo
  161. Rodrigues de Carvalho - Serrote Preto   1974  80,00 Bom estado
  162. Rodrigues de Carvalho - Lampião e a Sociologia do Cangaço 379 pág. 90,00 Bom estado
  163. Ronald Daus - O Ciclo Épico dos Cangaceiros na poesia popular do Nordeste 1982 161 pág. 30,00 Bom estado.envelhecido
  164. Rui Facó - Cangaceiros e Fanáticos 2012 40,00 Novo.
  165. Sabino de Campos - Lucas, o Demônio Negro – raro 1957  80,00 Regular estado necessita encadernar. Miolo bom
  166. Sergio A. S. Dantas - Lampião,  Entre a Espada e a Lei  2008  60,00 Bom estado
  167. Sérgio Augusto S. Dantas - Antônio Silvino: O Cangaceiro, o Homem, o Mito 2ª Edição  2012 314 pág. 45,00   Novo 
  168. Severino Coelho Viana - A Vida do Cel. Arruda, Cangaceirismo e Coluna Prestes 1989 142 pág. 45,00 Bom estado
  169. Sousa Neto - José Inácio do Barro e o Cangaço (Major Zé Inácio do Barro) 2011 223 pág. 40,00 Novo
  170. Tânia Maria de S. Cardoso - Cordel, Cangaço e Contestação – 2003   25,00 Bom estado
  171. Ten. João Gomes de Lira - Lampião: Memórias de um Soldado de Volantes Vol.  I e II  - 1997  - Autografado 150,00 Ótimo estado
  172. Ten. João Gomes de Lira - Lampião: Memórias de um Soldado de Volantes  - Vol. I e II  - 2007 - Autografado  150,00 Ótimo estado
  173. Ten. João Gomes de Lira  - Lampião: Memórias de um Soldado de Volante  3ª Ed. 2013 – Lançamento em 13.07.2013 2 vol. 700 pág. 115,00 Novo
  174. Ulysses Lins de Albuquerque - Um Sertanejo e o Sertão Memórias (anexo “A Luta dos Pereiras e Carvalhos”, no Pajeú) 242 pág. 60,00 Bom estado
  175. Vera Ferreira e Antônio A. C. de Araújo - De Virgolino a Lampião  2009 319 pág. 55,00 Novo
  176. Vera Ferreira e Germana Gonçalves (organização) - Bonita Maria do Capitão (centenário de Maria Bonita)  Estojo de luxo 327 pág. 150,00 Novo
  177. Vilma Maciel - Os Fuzilados do Leitão  2ª Edição 2012  88 pág. 23,00 Novo 
  178. Vilma Maciel - Lampião: Luta, Sangue e Coragem 2012 (Romance Histórico)  188 pág. 33,00 Novo 
  179. Viviane Gomes de Ceballos e outros (Org.) - Nordestes e Nordestinidades: Histórias, Representações e Religiosidades (Anais do II Congresso Nacional do Cangaço, em Cajazeiras,  de 2011) 119 pág. 30,00 Novo
  180. Waldemar Alves da Silva Júnior - O coronelismo em Salgueiro(1920-1945)   2008 277 pág. 50,00 Capa dura /ótimo estado / com carimbo
Revistas  “A província”
Editada em Carto-CE (em formato de livro) Preço R$ 30,00 cada

Nº 05 (1993)     *   Padre Ibiapina “O Apóstolo do Nordeste”
                          *  A Patente de Lampião
                          *  As Orelhas de Cinquenta Contos de Réis (Lampião-Moreno e Antônio da Piçarra)

Nº 07 (1994)     *   Padre Cícero 

Nº 08 (1995)     *    A Patente de Lampião (Hilário Lucetti)
                          *   Padre Cícero Mito e Realidade

Nº 09 (1995)     *  O Coronel Belém do Crato
                          *  O Combate do Coité
                          *  Paraíso Ocasional de Lampião

Nº 10  (1996)    *  Um Filho do Crato na Luta Contra Lampião (José Sampaio Macedo)

Nº 11 (1996)     *  Júlio Pereira, Peça Chave na História do Cangaço
                          *  Lampião Descendia dos Feitosas do Inhamuns
     
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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Familiares

Irmã do cangaceiro Jararaca vive em Sertânia, PE.


Irmã do célebre cangaceiro Jararaca , do bando de Lampião, Quitéria Sá, ou Quitéria Zuza como é mais conhecida no Povoado Moderna, município de Sertânia, Sertão do Moxotó completou cem anos de idade no dia 27 de Outubro. Na celebração do seu centenário de existência houve uma grande festa no Povoado, com música, poesia , entrevistas, conversas, além de muita comida e bebida, é claro.

Antônio Amaral , Cantor e compositor sertaniense, acompanhado da Banda Acordes fez um show de Música e poesia, com participação especial do Poeta Josessandro Andrade. Antônio trouxe músicas como “Cangaceiro”, vencedora do Festival de Música de Afogados da Ingazeira, No final dos anos 1980, na voz de Chico Arruda , acompanhado do Sexteto Tamba, cujo versos musicais certamente lembrarão à aniversariante o seu irmão famoso:

“ Não tenho a conta dos perigos que passei/Não faço média das vezes que já morri/ um cangaceiro mouro e bárbaro sem lei/ nos altiplanos condoreiros do Sertão/ A cor do sangue é a cor do guerrilheiro/ corpo ligeiro, olhar de corvo fatal/ Bandoleiro de batalhas nas volantes/ aço malhado ,estilhaços de um tiro/ se refez retiro no silêncio da prisão/ (...) Corisco doido, Jararaca Aluvião..”.

Dona Quitéria Santana é filha de Manuel Leite de Santana, (Mané Zuza) e Maria Luiza de Santana, pais adotivos de Jararaca, que o criaram , Já que o mesmo era filho de um irmão de Mané Zuza. Lúcida, forte, Dona Quite´ria é descrita pelos familares, amigos e conhecidos no povoado pertencente ao Município de Sertânia como uma pessoa espirituosa, bem-humorada.

“Ela Ainda dança e bebe. Aliás sempre bebeu, mas tem uma saúde de ferro”, atesta o Agrônomo Cicero Paulo Sampaio, sobrinho-neto de Quitéria Zuza. “As farras que participei nas festas com ela eram atrativas não pela bebida, mas pela inteligência e sabedoria de Tia Quitéria ”, garante Sampaio.
Há outra irmã do cangaceiro Jararaca, Germana Sá, com cerca de 80 anos. Ela e Quitéria Zuza são as que ainda restam vivas. Haviam ainda José de Sá , Tatái, falecido em 1997 e Félix Sá, que se foi há alguns anos, ambos na casa dos 90 anos, sendo que o último faleceu em um acidente de moto. Todos eles iam anualmente no dia de finados, 02 de novembro, em caravana com outros parentes visitar o túmulo do Irmão em Mosoró-RN. Os irmãos daquele que foi um dos cabras mais valentes do bando de Lampião mantém este costume até hoje.

Além da família, a localidade faz questão de manter o vínculo com o histórico filho do lugar. No Parque aquático Oásis Nordestino, entre suas piscinas há uma estátua do famoso cangaceiro, que jorra água, espécie de bica criativa e o lugar já é ponto turístico da região.

De acordo com O Professor João Lúcio, Secretário de Cultura e Juventude do Município de Sertânia, Jararaca é filho natural da Moderna, povoado pertencente ao município sertaniense, mas foi registrado em Buíque, pelo fato de ser mais próximo o cartório daquela localidade. Mas a vida de Jararaca foi em solo sertaniense, a sua casa ainda está lá, conservada. “Temos todo interesse que o Município de Sertânia estreite esta relação com a Memória de Moderna e a trajetória de Jararaca. Todo isto é História”, afirma João.

Segundo ele está sendo mantido entendimento com o agrônomo Cicero Paulo Sampaio, que é Secretário de Agricultura do município para estudar a possibilidade de instalação de um ponto de memória, na Casa de Jararaca, um espécie de Museu do cangaceiro e suas origens, que se confundem com as raízes de Moderna. Cícero Paulo é proprietário do espólio de Jararaca, casa e terra. Cicero Paulo, que é um entusiasta do turismo rural, acrescenta que já estiveram no local, pesquisadores do Rio Grande do Norte, que fotografaram a casa, filmaram o local e entrevistaram dona Quitéria Sá e outros parentes.

Créditos para Danilo David Carvalho

Pescado em Sertânia Vip

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Cangaço do ponto de vista da cultura Pop

Programa Qu4tro coisas

O rei do cangaço, o capitão, o cavaleiro do diabo, o "Harry Potter do sertão" vem chegando com seu bando de cangaceiros no Qu4tro Coisas. Pablo Peixoto conta várias causos da história do "Western Brasileiro" e fala de uma coisa boa, uma velha, uma ruim e uma boa sobre Cangaceiros.


 
 
Pescado na página do YouTube do programa Qu4tro Coisas

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Memórias de um oficial de Volante

Arlindo Rocha falou ao Jornal Ultima Hora, em 1953

Uma entrevista concedida pelo famoso tenente pernambucano, contando detalhes de sua vida, e dos combates que teve com Lampião, em cinco estados do nordeste.


 



 

 





Créditos para Ivanildo Silveira

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

"Frescaram" com criatividade

E se J. R. R. Tolkien tivesse nascido no Nordeste Brasileiro...


Fonte: Runic Folk (FaceBook)

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

O que vem por ai!!!

Os Marcelinos e o Cangaço em Barbalha

O documentário retrata a influência do Cangaço na região do Cariri, dando ênfase aos irmãos Marcelinos e sua importância histórica, buscando desta forma resgatar a cultura regional e propagá-la para as futuras gerações.


Pescado no canal do YouTube de Rafael Lima

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Volantes

Tenente Cirilo

Por Jair Ferraz

Nascimento: 07 de Julho de 1913     
Falecimento:  28 de janeiro de 2001 em: Recife, PE aos 87 anos


Imagem da época do cangaço...


Ten. Cirilo cumprimenta o primo Ten. Davi Jurubeba, que recebera uma medalha da PM Serra Talhada. Ao lado Cel. Moura.
Acervo: Gildete Vilar (A foto não compõe a matéria original)

Fonte da Pesquisa: Depoimento de Familiares; Jornal Folha do Sertão e Informativo 4ª CIPM Petrolândia PE

Pesquei in Blog do Jair Ferraz

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Documentário Completo

Caldeirão de Santa Cruz do deserto de Rosemberg Cariry

Resgate da memória e da história da comunidade religiosa do Caldeirão, liderada pelo beato José Lourenço, que se organizava em moldes comunitários primitivos. Depois de alcançar grande progresso, a comunidade foi destruída pela polícia cearense e pelo bombardeio de aviões, em 1937, deixando mais de 2 mil camponeses mortos. A partir dos depoimentos dos remanescentes e dos símbolos da cultura popular, o filme faz uma reflexão sobre o poder, a liberdade e a luta pela terra.
Diretor: Rosemberg Cariry
Duração: 96 minutos
Ano de Lançamento: 1985




O filme foi encontrado no canal de Daniel C. Valentim no Youtube.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Memória do cangaço na vizinhança

Amarga visita para Diomédio.
Por: Kiko Monteiro

Em julho deste ano, à convite do professor e memorialista Salomão Santos, e na boleia do confrade Narciso Dias (presidente do Grupo Paraibano de estudos do Cangaço - GPEC), fomos realizar uma pesquisa de campo na cidade baiana de Adustina. São vários os fatos ocorridos naquele território que se chamava à época Bonfim do Coité e pertencia ao município de Paripiranga. Realizamos a viagem no intuito de conhecer e fotografar a sepultura de um cangaceiro. O que eu nunca imaginei é que logo ali a 60km de minha cidade ainda pudesse encontrar testemunhas oculares dos fatos que aterrorizavam a região na década de trinta.

Patrocínio do Coité como era chamada no passado foi berço dos cangaceiros Saracura e Vinte e Cinco. A sede do município só foi atacada uma única vez, mas os distritos serviam como se dizia à época como “corredor de cangaceiros” que transitavam entre Jeremoabo, Bebedouro (Atual Cel. João Sá), Pinhão, Carira, Serra Negra (Atual Pedro Alexandre) etc.


Aspecto de Paripiranga na década de 30.
 Acervo: Roberto Santos

Através do livro “Adustina sua História” do pesquisador Roberto Santos de Santana tomamos conhecimento que o senhor Diomédio Martins dos Santos, um lavrador, residente num povoado próximo, havia apanhado dos cabras de um famoso cangaceiro, estava vivo pra nos contar esta história. A julgar pela idade atual de nosso depoente, noventa e três anos, deduzimos que o fato ocorre entre 1933/1934.



A história do lugar resguardada no livro de Roberto Santos.

Os cangaceiros tinham feito uma pilhagem na bodega de Manoel de Lia situada no Baixão de Carrolino, lugar bem próximo à Paripiranga e rumaram para o Olho D´água de Fora que hoje pertence à Adustina. Seu Diomédio contava treze anos de idade e morava com os avós.

Naquele dia estava somente ele e a irmã caçula. Da janela percebeu a aproximação de uma gente fardada montada em cavalos no terreiro da casa. Pensou ele se tratar de uma força Volante que guarnecia os povoados. Ele que portava uma pequena faca de ponta na cintura jogou-a embaixo da cama e correu pra sala. Lá estavam todos aqueles homens e duas mulheres, recorda que eram ao todo oito. Um deles, sem cumprimentar e nem fazer arrodeio, pergunta se tinha açúcar. Diomédio respondeu positivamente.


Narciso Dias, Catarina (esposa de Narciso) e o professor Salomão,
atentos às memórias de Seu Diomédio.


Em seguida, o mesmo cabra emenda:
      
     - E Ouro?

O menino negou, e foi então que percebeu que estava diante de cangaceiros. Todavia, antes que pudesse formular uma desculpa, a irmã, que ouvia a conversa da cozinha, respondeu sem entender a pergunta feita pelo cabra. Não imaginava o perigo que corriam:
     
     – Tem, e é uma mochila cheia.

Um dos cabras, percebendo a possível mentira de menino, deu-lhe um soco no abdômen  que o fez cair ao chão. Tomado por uma repentina emoção, Diomédio viaja ao momento do episódio: Então me levantei e pedi para que entendesse, se quisesse bater, batesse, mas o que nós tínhamos era açúcar e não diacho de ouro. O resultado é que fui agredido pelo cabra novamente. Um deles visivelmente embriagado pela cachaça que furtara da venda de seu Manoel jogou a própria companheira para cima de mim, dizendo:

     - Tome esta mulher pra você!!!
     Nesse momento a cabroeira foi ao delírio. Ai eu gritei com mais raiva ainda: - Não quero porqueira de mulher nenhuma.
     E um outro cabra se alterou inda mais. - Espia, quer dizer que é porqueira é? Ele não vai contar mesmo, atira neste cachorrinho.

Ai um deles manobrou um fuzil e o encostou na minha barriga e pediu pressa na localização da tal mochila de ouro. Era pra intimidar a todo custo.
     
     Eu ainda insisti:  - Não tem peste de ouro, o que tem aqui é açúcar, a menina entendeu errado.

O cangaceiro que perguntou pelo ouro, então, decide: 
    
     - Então você vai com a gente!
     - Pois, não saio daqui pra lugar nenhum - Disse o moleque Diomédio sem estremecer.

E a cada negativa tome couro.


Diomédio Martins dos Santos: Um caboclinho destemido.
Foto: Kiko Monteiro

Para sua salvação entrou na casa o chefe do grupo que, reprovando com severidade, ordenou que não batessem no jovem. E que se retirassem imediatamente, pois teve noticias que uma Força estava a caminho do povoado. - Nem o açúcar levaram. Mais tarde ele soube que aquele homem era o chefe do ‘coloio’, o afamado “Anjo” Roque Labareda. Que já comandava seu próprio grupo e tinha naquela região entre Bahia e Sergipe sua "base de operações".

A narrativa ainda prossegue. Diomédio fala vagamente sobre um "fogo" ocorrido no dia seguinte à esta visita, que resultou na morte de um dos cabras de Ângelo Roque... Como o próprio Diomédio não recordava maiores detalhes e nós não obtivemos confirmação nem sobre a volante envolvida nem quanto à identidade do cangaceiro abatido, preferimos nos ater ao fato mais consistente que já faz de seu Diomédio mais que uma testemunha, uma personagem do Cangaço em Paripiranga.

Aguardem mais uma das histórias colhidas nesta nossa breve e proveitosa diligencia em Adustina.

Reitero nossa gratidão pelo convite e amizade do professor Salomão; Pela agradável companhia do casal Narciso e Catarina e pelo suporte técnico do "oráculo" Sergio Dantas na composição deste artigo.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

A vida após o cangaço

O destino de um "cabra" na selva da cidade

Jornal "O globo" 19 de abril de 1991



Quando o cangaceiro Severino Garcia Santos, "o Relâmpago", chegou ao Rio de Janeiro na década de 40, sabia que suas aventuras na caatinga, ao lado de Lampião e seu bando, haviam terminado. Mas o companheiro de Virgulino Ferreira da Silva não imaginava que, depois de lutar e ser perseguido pelos macacos (Polícia) durante vários anos morreria, aos 84 anos, longe de sua peixeira de estimação, e de uma maneira tão inglória: no INSS, tentando receber sua pensão de Cr$15.100.

Um mês atrás, por estar muito doente Relâmpago pedira a um amigo, o pastor Feliciano Teixeira Filho, da “Igreja Pentecostal Cristo é a Resposta”, que passasse a receber a pensão do INSS em seu lugar.

Aposentado como ferreiro do “Estaleiro Caneco”, ele havia sido internado recentemente na “Casa de Saúde de Irajá”, e tinha dificuldades para se locomover.


O pastor Feliciano Teixeira, na porta da sala onde morreu Severino

Às 8 horas de ontem, o pastor Feliciano chegou ao prédio do INSS na Avenida Presidente Vargas, 418, a fim de receber uma autorização para sacar a pensão do amigo. Após passar por vários departamentos, foi informado de que era preciso apresentar o carnê de benefício e os documentos de Relâmpago.  Embora tenha explicado que o ex-cangaceiro estava doente em sua casa, no bairro as Saúde, aguardando que o amigo levasse alguns remédios que compraria com o dinheiro da aposentadoria, o pastor não conseguiu a autorização.

Ao tomar conhecimento das exigências do INSS “– que qualificava como uma casa de ladrões”..., Relâmpago levantou-se da cama e disse a Feliciano:

- Eles querem ficar com o meu dinheiro. Vamos lá para resolver essa parada.

O pastou ainda tentou fazê-lo desistir, argumentando que o dinheiro de que dispunham, Cr$ 700, mil dava para o táxi. Relâmpago insistiu, afirmando que iria de qualquer maneira, a pé ou de carona. Acabaram se decidindo pelo táxi e restaram apenas Cr$ 30 de troco. Ao chegar ao prédio do INSS, os dois amigos percorreram diversas salas, subindo e descendo as escadas entre a sobreloja e o segundo andar. Eram 12h30m.

De repente ele começou a sentir falta de ar. Então, decidimos subir até o décimo-terceiro andar, onde funciona a Unidade de Assistência de Recursos Sociais, na esperança de resolvermos o problema. O Severino (o ex-cangaceiro Relâmpago) disse que provaria de qualquer maneira, que ele era uma pessoa de confiança e que podia receber o benefício em nome dele. "- Quando, finalmente, estávamos sentados em frente à assistente social, ele deu o suspiro e morreu" – contou o pastor Feliciano.

Embora aparentemente o ex-cangaceiro tenha sido vítima de uma parada cardíaca, o Delegado da 1ª DP (Praça Mauá), Plácido Moreira, registrou o caso como morte suspeita, e ouvirá Feliciano e as pessoas que atenderam Severino nos próximos dias.

Apesar de sua idade, há um ano Relâmpago fora preso por esfaquear o agente de trânsito do Detran Jorge de Oliveira Ribas, de 66 anos, após uma discussão sobre o preço de uma cabeça de peixe num bar na Praça Tiradentes. Na época, o ex-cangaceiro se vangloriara dizendo que, quando vivia no sertão, tivera 12 mulheres e matara mais de 20 pessoas com Lampião.


Fonte: Acervo Histórico de O Globo (Página restrita)