sábado, 31 de janeiro de 2026

Jornais

Diário de Notícias (RJ) 2/12/1932

Créditos: Robério Santos "O cangaço na literatura"

Depois de um combate das forças da policia bahiana com o scelerado grupo de Lampião, no municipio de Geremoabo, houve a dispersão dos bandidos. De dois delles, no presente “cliché”, apenas se vêem as cabeças.

Foram elles occultar-se em casa do que se vê ao centro da photographia. Coiteiro de sempre, por força de circumstancias e, como todos os coiteiros, soffrendo séria perseguição e vigilancia por parte das policias volantes, anteriormente tinha promettido á policia, caso o garantissem, que não pouparia a vida dos bandidos que se homiziassem em sua casa.

O commandante da força esteve pelas suas pretensões e instituiu um premio de 600$ pela captura de cada bandido.

Offerecendo-se uma opportunidade, coiteiro (o vocabulo indica o individuo que esconde ou abriga alguem) não hesitou em sangrar á faca dois asseclas de Lampião, communicando ao commandante da força o seu feito.

Como se achava distante do local do trucidamento o commandante da força, o coiteiro levou-lhe as cabeças dos bandidos sacrificados.

A cabeça do cangaceiro " Açucar"

Como se vê acima, foram postas as cabeças sobre latas de kerosene e batida a respectiva chapa, na qual figura o coiteiro. 

O local onde se verificou esse feito dista da capital bahiana cerca de 60 leguas.

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