sábado, 5 de maio de 2012

Em Feira e Salvador, BA


Confira a Programação do 'I Encontro de Estudos das Culturas dos Sertões'


Como parte da Celebração das Culturas dos Sertões, Encontro pretende reunir pesquisadores das artes e histórias dos sertões

As cantorias dos sertões, os versos do cordel, os cangaceiros e a guerra de Canudos integram a programação do I Encontro de Estudos das Culturas dos Sertões. O professor da Universidade Estadual da Bahia (Uneb), Roberto Dantas, coordena as mesas “Fatos e casos no Cangaço”, “Conversando sobre Canudos” e “Arte sertaneja: múltiplas linguagens”. O encontro acontece nos dias 07 e 08 de maio, no Centro de Cultura Amélio Amorim, em Feira de Santana, como parte da Celebração das Culturas dos Sertões.



O professor Roberto Dantas vê no encontro a possibilidade de divulgar as culturas, estórias e polêmicas que envolvem os sertões. “A retomada por parte do governo estadual de uma ação tão nobre, que busca reconhecer outras culturas da Bahia que não são valorizadas pela mídia, é importante, pois demonstra respeito a esta cultura e dá visibilidade a produção cultural dos sertões, possibilitando que se discuta políticas culturais para a cultura sertaneja popular das Bahia”, diz Dantas.

Além da sessão de convidados, o evento está com inscrições abertas até o dia 30 de março para as mesas de apresentação de trabalhos, que terão como temas “Os sertões no cinema”, “Identidades e modos de vida dos sertões” e “Os sertões pelas letras”. Para se inscrever, é necessário enviar um resumo expandido de no máximo duas páginas, com formatação conforme normas da ABNT, contendo título, nome do autor e palavras-chave, além de titulação, profissão e identificação dos vínculos do autor(es) com o tema em nota de rodapé. As inscrições deverão ser enviadas para o email culturadosertao2012@gmail.com.

PROGRAMAÇÃO

Salvador (05 de maio)
Celebração Musical das Culturas dos Sertões, “Baião de Nóis”, com direção artística de João Omar, constituída de atrações musicais diversas, eruditas e populares, profissionais e amadoras, culminando com uma homenagem aos 100 anos de Luiz Gonzaga, no Teatro Castro Alves, às 20h.
Feira de Santana (06 de maio – tarde e noite)
§ Desfile de vaqueiros com aboiadores pelas ruas da cidade, às 9h.

§ Abertura da exposição “Imagens dos Vaqueiros da Bahia” no foyer do Centro Cultural Amélio Amorim.

§ Abertura da Feira de Artesanato Saberes e Sabores dos Sertões na área externa do Centro Cultural Amélio Amorim, às 14h.

§ Encontro de Repentistas na área externa do Centro Cultural Amélio Amorim, às 15h.

§ Aula/Espetáculo de abertura na área externa do Centro Cultural Amélio Amorim, às 18h. Convidado: Ariano Suassuna.
Feira de Santana (dia 07 de maio)
§  Encontro de Estudos sobre Culturas dos Sertões, coordenado pelos professores Alberto Freire e Roberto Dantas. O encontro tem início no dia 07 de maio pela manhã com uma mesa-redonda dedicada ao tema “Universo Cultural dos Sertões”. Convidados para a mesa de abertura: o poeta fluminense Alexei Bueno; o escritor, poeta e compositor Bráulio Tavares, a escritora e professora de Cultura Brasileira da USP Jerusa Pires Ferreira. O encontro prossegue nos dias 07 e 08 de maio (09h às 12h e 14h às 17h), em duas salas, com apresentação de estudos sobre as culturas dos sertões.

§  Circuito Popular de Cinema e Vídeo, com exibição do filme “O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro”, na Sala Principal do Centro Cultural Amélio Amorim, às 15h.

§  Projeção de slides de David Glat na área externa do Centro Cultural Amélio Amorim, às 18h.

§  Apresentação de Maviel Melo na Sala Principal do Centro Cultural Amélio Amorim, às 19h.

§  Apresentação do grupo Sertanília na Sala Principal do Centro Cultural Amélio Amorim, às 20h.
Feira de Santana (dia 08 de maio)
§  Encontro de Estudos sobre Culturas dos Sertões, das 09h às 12h e 14h às 17h.

§  Circuito Popular de Cinema e Vídeo, com exibição do filme “Boi Aruá”, na Sala Principal do Centro Cultural Amélio Amorim, às 15h.

§  Lançamento de livros, discos e outros materiais culturais, às 18h. Coordenação: Nonato Freire.

§  Lançamento do filme “Ritos de Passagem” na Sala Principal do Centro Cultural Amélio Amorim, às 19h.

§  Apresentação de Quininho de Valente na Sala Principal do Centro Cultural Amélio Amorim, às 20h.
Feira de Santana (dia 09 de maio)
Palestras e rodas de conversas com a coordenação da professora Cláudia Vasconcelos em duas salas do Centro Cultural, sempre antecedidas de aberturas musicais (manhã, tarde e noite) na sala principal do Centro Cultural Amélio Amorim, com curadoria dos músicos Fábio Paez e Cássio Nobre. Alguns dos temas das palestras e rodas de conversa: Identidades Sertanejas; Um Outro Sertão Possível; Culturas Tradicionais dos Sertões; entre outros.

Apresentação do espetáculo “Baião de Nóis” na Sala Principal do Centro Cultural Amélio Amorim, às 20h.

Confiram a programação completa AQUI

Serviço:
O que: Celebração das Culturas dos Sertões
Quando: De 05 a 09 de maio de 2012
Onde: Salvador, dia 05, Teatro Castro Alves e Feira de Santana, de 06 a 09, no Centro Cultural Amélio Amorim

Pescado em: Jornal Grande Bahia e Portal SECULT Bahia

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Inclusão

Marcos Passos imortaliza obras do cangaço em Braille

por João de Sousa Lima

Marcos Passos e sua equipe da AMAC - Associação Macaense de Apoio aos cegos, deixam para a posteridade mais uma obra do cangaço em Braille. "Moreno e Durvinha, sangue, amor e fuga no cangaço" é o segundo livro do gênero impresso pela AMAC. O primeiro foi "A trajetória guerreira de Maria Bonita" reveja a matéria Clique aqui

Quem é este vaqueiro fluminense?



O que é a AMAC?




Em setembro de 2011 Marcos Passos e seu filho Felipe "Gitirana" Marques estiveram conhecendo em Paulo Afonso, a região onde os cangaceiros passaram por diversas vezes. E estiveram também participando do 3º Cariri Cangaço, evento realizando nas cidades cearenses de Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha, Missão Velha, Aurora e Barro.

Me dignifica muito ter minhas obras como parcela concreta de acesso a leitura especial e como parte de inclusão social e fico muito honrado em ter Marcos e Felipe como amigos.


O livro foi impresso e encadernado de forma simples.
É o primeiro passo do Marcos, uma grande editora bem que poderia investir na ideia.


As obras estão a disposição para os leitores especiais que tiverem interesse em conhecer mais um capitulo histórico do Brasil. Se você deseja ter um exemplar entre em contato com a AMAC:



O blog Lampião Aceso aplaude e agradece o gesto do nosso vaqueiro fluminense Marcos Passos, e que venham outros títulos.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Evento em Serra Talhada

"Escurinho" vence o 2º Festival de músicas do Cangaço


O cantor e compositor pernambucano, radicado há várias décadas na Paraíba, Jonas Neto Escurinho foi o grande vencedor do II Festival de Músicas do Cangaço, realizado na noite de 28 de Abril, na Estação do Forró – Vila Ferroviária, em Serra Talhada/PE, capital do xaxado e terra natal de Lampião, o Rei do Cangaço.

Quando Escurinho chegou à tarde, para “passar o som” de “Nas Estradas de Bom Nome”, melhor música do festival, encontrou-se no museu do cangaço, com seu amigo Epitácio Andrade, contemporâneo da Universidade Federal da Paraíba, nos anos oitenta do século passado.

Momento da premiação

A performance de Escurinho defendendo a música vencedora foi  irretocável, valendo-lhe também o prêmio de melhor intérprete. Para o médico psiquiatra e pesquisador social Epitácio Andrade, a letra de “Nas Estradas de Bom Nome” é um convite ao engajamento político para o enfrentamento das questões sociais.

A segunda edição do festival musical do cangaço foi organizada pelo ponto de cultura “Cabras de Lampião”, patrocinada pela secretaria de cultura de Pernambuco, tendo mais de 90 composições inscritas, oriundas de todo país, e foram selecionadas vinte para a etapa final.

Na manhã seguinte à vitória de Escurinho, Epitácio Andrade foi parabenizá-lo na Pousada Lampião, onde estava hospedado, e lhe presentear com um exemplar de seu livro “A Saga dos Limões – Negritude no Enfrentamento ao Cangaço de Jesuíno Brilhante”.
 
Resultado Geral

2º lugar: "Em versos quebrados, mulher no cangaço"
Autor: João Sereno e Maviael Melo
Intérprete: Carlinhos Pajeú de Juazeiro/BA

3º lugar: "Flores do Cangaço"
Autor: Tavinho Limma e Sandro Livarck
Intérpretes: Tavinho Limma e Sandro Livarck de Ilha Solteira/SP

4º lugar: "O Brasil, o Cangaço e Lampião"
Autor: Rui Grudi
Intérprete: Rui Grudi de Serra Talhada/PE

5º lugar: "Um Cangaceiro e um cão"
Autor: Artur Silva
Intérprete: Laerson Alves Cidade de Guarabira/PB

# Melhor Intérprete: Escurinho





Com informações da assessoria do Dr Epitácio Andrade e do Portal Belmonte

segunda-feira, 30 de abril de 2012

História dos Volantes

Luiz Romão

Pesquisando na internet encontrei um blog "Língua Grande Cultural" do amigo "Beijaminm Almeida" que também posta artigos sobre a cultura e o cangaço brasileiro. No dia 26/04 encontrei  eu seu blog uma postagem muito  interessante de um homem que fora policial em Pernambuco conhecido por "Luiz Romão", seu nome na polícia era "Luiz Ferreira" e lutou  contra o cangaço  de Lampião. Ao término do cangaço, continuou na corporação, mas... Vamos ao texto de  Edson Luiz Ferreira Barros [ Edson Romão]
 

 Luiz Romão, com aproximadamente 34 anos de idade

"Sou um soldado da polícia Pernambucana. Sentei “praça” para perseguir “Lampião” e defender minha corporação, mais por ter defendido um companheiro  da “morte” hoje vivo lutando contra a prisão. Mas sempre sou o soldado Luiz Ferreira, conhecido por “Luiz Romão”

Luiz Ferreira do Nascimento, que mais tarde seria reconhecido e imortalizado como “Luiz Romão”, nascido na cidade de Flores -PE, em 15 de Outubro 1916, filho de José Ferreira do Nascimento ( José Romão ) e Jacinta Gomes de Oliveira. Tendo em seu pai “José Romão”,  que já fazia parte da Força Volante da cidade de Flores -PE, seu maior exemplo, Luiz Ferreira do Nascimento  ingressou também na Força Volante aos “ 17 anos de idade” travando vários combates com “facções” do Bando de Lampião. Sendo extremamente corajoso e habilidoso quanto ao manuseio de armas e táticas da “Caatinga”, com o fim do  “Cangaço” no Sertão, foi escolhido como Ordenança direto do Coronel Manoel Neto.


 Luiz Romão em traje de policial volante e civis.

Sentou praça em algumas cidades do Sertão como Flores, Ibimirim, Serra Talhada, Arcoverde, entre outras. Em todas as cidades em que “Luiz Romão” trabalhou como  Ordenança direto do Coronel Manoel Neto , fez imperar a Lei e a Ordem, pois não havia missão impossível para o mesmo.

Por um lamentável episódio ocorrido em Arcoverde/PE, quando lá destacava, estava de folga nesse dia, quando escuta alguém “gritar” por seu nome; tratava-se de uma mulher que em desespero falava que “havia alguns homens tentando matar um soldado...” Sem pensar duas vezes ele se dirige rapidamente para a cena do crime e se depara do que ele chamava de “linchamento”, o soldado estava sendo “golpeado” a faca e pauladas, por vários homens; outro soldado observava como que pasmo, pois não esboçava nenhuma reação.

Luiz Romão de arma em punho grita; “- Solta o soldado, solta o soldado!!! -”, é quando dois homens enfurecidos vêem  ao seu encontro de “ peixeira” em punho e tenta esfaqueá-lo sem dar-lhe  chance de defesa, rápido e habilidoso como era “Luiz Romão” desfere um disparo que atinge um dos homens no pescoço, o outro, com um segundo disparo é atingido no coração, onde tiveram, os agressores, morte instantânea... Sendo “Luiz Romão” impelido pela “turba” a continuar os disparos, tombam mais dois homens mortos. O restante dos agressores fogem.

O soldado que estava sendo “linchado” escapa gravemente ferido. Por a justiça, na época não entender os detalhes do “fato” ocorrido, “Luiz Romão” se tornou foragido. Foi perseguido , cercado várias vezes, mesmo policial, teve que trocar “tiros“ com a polícia, pois preferia  a “morte” a ser preso.

Mudou de cidade várias vezes, mudou de nome, mais por fim, foi inocentado.

“Luiz Romão fixou residência na cidade de Serra Talhada/PE, terra de “Lampião”, onde seus pais e alguns de seus irmãos já residia, adotando assim, Serra Talhada, como sua cidade, onde viveu por mais de quarenta anos, tendo falecido no dia 7 de Abril de 2003. Toda a sua “história” será contada em um livro... Detalhes do seu convívio com o Cel. Manoel Neto, seus cercos, suas fuga, seus amigos e parentes; as mortes de seus irmãos e sua vingança sua luta para manter-se vivo e conseguir provar sua “inocência”. Com isso “honrando” seu “nome” de geração após geração.

O “livro” será lançado em 2012 e terá como tema: “Luiz Romão, para mim, mais valente que “Lampião”.

Açude: Blog Língua grande cultural

Abraço a todos
Ivanildo Silveira
Colecionador do cangaço
Membro da SBEC / CARIRI-CANGAÇO
Natal/RN

De volta a praça

Antônio Amaury relança seus últimos livros

Você acompanhou Aqui a matéria sobre o lançamento destas duas obras. 

As primeiras edições se esgotaram em dias, foram distribuídas gratuitamente graças a uma iniciativa da Assembléia Legislativa da Bahia. Porem muita gente ficou sem o seu inclusive "este blogueiro". 

Mas agora temos a oportunidade de ter mais estes dois rebentos do mestre Amaury. A Graftech empresa gráfica do confrade Luiz Ruben reeditou os livros e agora eles estão ao alcance dos pesquisadores e colecionadores. 

Garanta os seus.

Maria Bonita
Graftech 279 páginas R$ 45,00 (Quarenta e cinco reais) 
+ frete a consultar.


Gente de Lampião: Dadá e Corisco  
Graftech, 330 páginas, R$ 50,00 (Cinquenta reais) 
+ Frete a consultar.


Os pedidos serão feitos diretamente ao autor:

Antônio Amaury Corrêa de Araújo
Rua Guajurus, 156 – Jardim São Paulo
São Paulo – SP / CEP: 02.045-070


E-mail: aamaurycangaceiro@gmail.com
Tel.: (11) 2972  4824 

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Descoberta em Jeremoabo, BA

Joana Matilde Conceição, irmã do cangaceiro "Criança"
Por João de Sousa Lima*

Jeremoabo é uma cidade histórica e muito antiga, durante a Guerra de Canudos a cidade serviu de base para uma das companhias do Exército que atacaram o Conselheiro e os Conselheiristas. Em 1739 o Garcia D´Ávila doou uma grande extensão de terras para a construção da Matriz. A povoação tem em suas origens as tribos de Índios Massacará, Cahimbés e Cariris. Abastecida pela cristalina água que jorra da fonte da Pedra Furada e banhada pelo Vaza Barris.

Jeremoabo também foi palco da repressão ao cangaço, formando em suas comunidades volantes policiais que perseguiam sem tréguas os cangaceiros, sendo uma das mais famosas a volante comandada por Zé Rufino, um dos maiores matadores de cangaceiros. A cidade serviu de repressão ao mesmo tempo em que foi uma base de proteção através de um dos grandes coronéis daquela época, o famoso coronel e político João Sá.

Jeremoabo foi uma das cidades onde mais se entregaram cangaceiros depois da morte de Lampião, várias fotografias mostram esses cangaceiros na companhia de padres e policiais. Um dos grupos que se entregou em Jeremoabo foi o grupo do cangaceiro Criança. Criança aparece em fotografia ao lado de sua companheira Dulce (ainda viva e residindo em Campinas, São Paulo), Balão e Zé Sereno.

 Criança está sentado a esquerda de Dulce 
a única cabrocha na imagem.

Criança depois que foi liberado seguiu para o estado mineiro e posteriormente até o estado de São Paulo. Pouca coisa ficou gravada sobre esse cangaceiro e seguindo seu rastro fui encontrar em Jeremoabo, justamente na cidade de repressão ao cangaceirismo, residindo uma Irmã sua.

João de Sousa Lima e Joana Matilde da Conceição.

Com 89 anos de vida, encontra-se lúcida e relembra emotiva dos tempos árduos quando com apenas 10 anos de idade viu o irmão João entrar para o cangaço.

Manuel Lourenço Xavier e Maria Matilde da Conceição, pais de dona Joana, residiam no sítio Poço Grande, em Macururé, no alto Sertão baiano. Com as perseguições policiais e os maltrato sofridos, a família teve que fugir e atravessaram o Rio São Francisco, saindo da Barra próxima a Curral dos Bois chegando a Belém do São Francisco, Pernambuco, indo por fim se arrancharem em Santa Maria, povoação entre Belém e Floresta.

Na fuga para o estado pernambucano a família deixou as criações e em um dia de sábado João* e os primos Pedro e Feliciano retornaram para tentar reunir e alimentar os animais. Os três jovens não retornaram no prazo determinado. Maria Matilde ficou apreensiva com a falta de noticias dos rapazes.

Em um dia de feira na cidade de Belém, Maria e a família se encontrou com Vicente Baldo da Silva, que era irmão da matriarca e tio de João. Vicente deu a péssima notícia: João e os primos haviam entrado para o cangaço. Maria chorou copiosamente, a família se abraçou e a pequenininha Joana, com seus dez anos de idade não compreendia a situação. Vicente só não contou que foi ele quem ajeitou a entrada dos jovens para o cangaço.

João ganhou no cangaço o apelido de Criança por ser o mais jovem dos três rapazes, o primo Pedro ficou sendo conhecido como "Canjica" e Feliciano foi apelidado de "Zabelê".

Dona Maria estava com os filhos Joana, Luiz Lourenço Xavier, Januário e Rosendo estavam na Fazenda Pinhão, próximo a Cabrobró e ficaram sabendo das mortes dos primos Canjica e Zabelê e atravessaram o Rio para Macururé para confirmarem a notícia. Em Macururé as cabeças dos dois cangaceiros foram expostas e a pequena Joana foi proibida de olhar os Troféus Macabros . Confirmado a morte dos dois familiares só restou a Maria rezar para a proteção do filho João que ainda estava na vida cangaceira.

Com a morte de Lampião Criança se entregou em Jeremoabo junto com mais alguns companheiros. Na cadeia o padre Magalhães aproveitou para realizar o casamento de Criança e Dulce, o matrimônio sagrada unia sob as grades da prisão dois bandoleiros das caatingas nordestinas.

 "Criança" em fotolito do documentário "O ultimo dia de Lampião"

Em 1968 Joana seguiu com o filho Dudu até São Paulo para visitarem João, o ex-cangaceiro Criança.

No reencontro João se emocionou ao avistar a irmã que havia deixado ainda criança. O momento serviu para aliviar a saudade que por tanto tempo afligiu aquela menina-mulher, que em um dia de feira viu sua querida mãe verter lágrimas pela ausência de um filho amado que seguiu para as hostes do cangaço e na imensidão das caatingas viu a morte passar próximo e o sangue manchar a terra seca.
"Dona Joana, mulher forte, baraúna sertaneja, flor de cacto que aflora mesmo diante das intempéries, anjo-mulher, que tuas dores sejam aliviadas pelo simples dom de ser uma mulher que aprendeu a amar a vida sem temer as adversidades. Tenho muito orgulho de tê-la conhecido, de ter rastreado suas histórias de vida, de ter conhecido teus segredos tão bem guardados no cofre da memória".

 Jeremoabo/ Paulo Afonso, dias 23, 24 e 25 de abril de 2012.

*Historiador/Pesquisador e Escritor. Membro da SBEC- Sociedade Brasileira de estudos do Cangaço.
Membro da ALPA- Academia de Letras de Paulo Afonso, cadeira nº 06.


**Assim como outros companheiros de cangaço João mudou seu primeiro nome passou a se Chamar "Vitor Rodrigues"

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Velhas novidades

Raimundo Nonato de volta à praça


O Sebo Vermelho relança o livro do historiador Raimundo Nonato. 

Falecido em 1993, Nonato construiu sua obra a partir da análise de documentos e pesquisas em publicações da época.  Foi patrono da cadeira 38 da Academia Mossoroense de Letras, lançou 96 livros, dentre os quais também escreveu sobre "A Revolução de Trinta em Serra Negra" (1955) e o cangaceiro de Patu "Jesuíno Brilhante - o cangaceiro romântico" (1970).

Originalmente publicado em 1955, o título traz preciosidades como o depoimento do cangaceiro Jararaca, capturado pela polícia mossoroense e morto na prisão, publicado no jornal O Mossoroense; e a transcrição do diário do coronel Antônio Gurgel, que registrou a experiência de ter sido refém do bando de Lampião por 16 dias. Também reproduz o suposto bilhete enviado por Lampião ao prefeito de Mossoró em junho de 1927; e traz uma fotografia da milícia formada para defender a cidade.

"Tudo aconteceu no dia 13 de junho, fim de tarde de uma segunda-feira chuvosa, quando Lampião entrou em Mossoró, perdeu dois cangaceiros e colecionou sua maior derrota", diz a obra, que ainda aponta como culpado o jagunço potiguar Massilon, "que fez a cachola de Virgolino, dizendo ser negócio atacar a terra de Santa Luzia".

"Lampião em Mossoró" traz narrativa cronológica, imagens históricas, poemas da época sobre o episódio, transcrição de documentos e referência de processos atribuídos ao bando de Virgolino Lampião Ferreira.

A edição apresentada pelo Sebo Vermelho é um fac-símile da segunda versão do livro de Nonato, de 1956. tem 325 páginas, e custa R$ 40,00 (Quarenta reais) mais frete.  Contatos com Abimael Silva, através dos emails sebovermelho@yahoo.com.br ou argumento@supercabo.com.br.

Maiores informações:  Blog Sebo Vermelho

terça-feira, 24 de abril de 2012

Vaqueirama amiga

Lampião e o padim 

Estou compartilhando vocês o primeiro vídeo CONHECEDORES DA NOSSA HISTÓRIA.
Trata-se de um projeto que quero levar para a rede todo mês com os mais diversos assuntos
de nossa história. Nem sempre vou trazer algo ligado ao tema cangaço, mas vou procurar
sempre trazer algo interessante

Para começar, um tema bastante polêmico para nós que pesquisamos o cangaço: 
'O relacionamento Padre Cicero - Lampião' 

Teremos os depoimentos de 4 renomados pesquisadores do tema. Cada qual de uma escola diferente
e com opiniões bem definidas

Nosso primeiro depoente é Ângelo Osmiro Barreto, Prof. de história, ex-presidente da SBEC e
atual Presidente do GECC.


Os próximos entrevistados serão: Bosco André, Profª Luitgarde Barros e Prof. Renato Casimiro.
Espero que, com esses conhecedores da nossa história, possamos aprender algo mais e tirar
nossas conclusões, ou então nos confundir mais ainda em um tema tão delicado.


Abraços.

Aderbal Nogueira

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Tá chegando a hora!

II Festival de Músicas do Cangaço



O II FESTIVAL DE MÚSICAS DO CANGAÇO, que acontecerá em Serra Talhada/PE, no dia 28 de abril de 2012,  é um momento de reafirmação e reforço na identidade cultural do homem nordestino, tendo como ponto de partida a música e a história. Poucos momentos são tão especiais como este, portanto, venha brindar conosco, curtindo excelentes músicas, com compositores e intérpretes de alto nível, com a participação d’OS PARICEIROS e ANCHIETA DALI, em shows emocionantes,  com uma platéia calorosa e aconchegante.

É assim a Terra de Lampião e Capital do Xaxado. No espaço do evento, na ESTAÇÃO DO FORRÓ, antiga Estação Ferroviária, não faltará  o artesanato, comidas regionais, uma boa poesia cordelesca, barracas com bebidas, regado a uma paixão infinda pela cultura do sertão.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA: www.pontodeculturacabrasdelampiao.blogspot.com.br

Para mergulhar na cultura, se divertirem, se hospedar e comer bem, é só chegar aqui na Terra de Lampião. Segue algumas dicas:

Descanso?

Pousada Lampião – (87) 3831 1402
Pousada Maria Bonita – (87) 3831 1223
Frontal da Serra – (87) 3831 8060
Hotel das Palmeiras – (87) 3831 1625
Hotel São Cristovão – (87) 3831 1093
Cactos Hotel – (87)  3831 1560
Pousada Império da Serra – (87) 3831 5216

Comer?
Pizzaria Luar do Sertão
Churrascaria Plínio
Vianey Churrascaria
Serra China
Trivial
Pizzaria Bis
Oficina do Sabor
Restaurante Gabriela
Pizzaria Arri Égua
Sabor da Gente Restaurante

O visitante poderá ainda comer bode assado e cozido, arroz vermelho, rubacão e muito mais, na ÁREA DE ALIMENTAÇÃO DA FEIRA LIVRE.

O portal de entrada pra história de Serra Talhada é o MUSEU DO CANGAÇO, na Estação do Forró, antiga Estação Ferroviária.

O II FESTIVAL tem patrocínio do FUNCULTURA / FUNDARPE / SECRETARIA DE CULTURA / GOVERNO DE PERNAMBUCO, com o apoio da PREFEITURA DE SERRA TALHADA / SESC/PE e a KM Produções.


MUSEU DO CANGAÇO
Ponto de Cultura Cabras de Lampião
Vila Ferroviária, S/Nº - Centro
CEP: 56.903-170
Serra Talhada - Pernambuco
Tel: (87) 3831 3860 / 9938 6035
E-mail: cabrasdelampiao@gmail.com
www.pontodeculturacabrasdelampiao.blogspot.com

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Novo livro na praça

"Coronelismo e cangaço no imaginário social" do sociólogo Erivam Felix Vieira



O livro  tem como intento uma busca para a compreensão do imaginário e o cotidiano do Sertão nordestino, propondo não apenas relacionar o contexto histórico em que tais manifestações se inserem e situá-lo à nossa realidade, como gerar um ponto de análise sobre as diferentes percepções dos atores em relação a si mesmos e de uns em relação aos outros, onde o paradoxo e o excêntrico se fizeram presentes em importante acontecimento sociológico nacional.

Através das metáforas dos cordéis, explorando o mito libertário, temos uma história construída na qual o real e o imaginário se interligam surgindo um Lampião que torna-se cúmplice do seu próprio personagem e da sua ficção.

Portanto, não se pode negar que um olhar sob a historiografia, por essa perspectiva fará emergir a força do imaginário e do simbólico das lutas, retomando o significado dos conceitos de sujeição e banditismo, e de violência e poder, favorecendo uma visão de conjunto.

Valor R$ 30,00 (Trinta reais) com frete incluso
contato: erivamfv@hotmail.com

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Contos do além-cangaço

Jorge  Amado e o fantasma de Corisco
Capítulo do livro A casa do Rio Vermelho, da escritora Zélia Gattai (esposa de Jorge) -

Zélia e Jorge em foto de Carlos Namba
Pescado in Veja acervo digital

Sabedor da amizade e do carinho de Jorge por Dadá, tempos depois do enterro de Corisco um cidadão telefonou: queria, em nome de Dadá, falar com Jorge Amado um assunto da maior importância. Sendo em nome de Dadá, Jorge marcou entrevista com o cavalheiro. Ele apareceu, a vigarice estampada no rosto:

Seu Jorge Amado — foi dizendo —, tenho uma proposta a lhe fazer, empreitada que pode nos dar muito dinheiro.  

Jorge não mostrou curiosidade pela proposta, perguntou-lhe:

Como vai Dadá? Esteve com ela?

Não é bem isso — confessou o cara. — Andei entrevistando Dadá...

Não foi preciso ouvir mais nada, Jorge entendeu tudo, foi levantando. O sujeito estava ansioso para explicar a que vinha.

Veja bem, seu Jorge — insistiu —, tenho um belo material, material precioso das entrevistas com Dadá e das pesquisas que fiz sobre o bando de Lampião, de Corisco, o amor de Dadá. Pode dar um livro e tanto.

Já está escrevendo o livro? — perguntou Jorge

Bem, a minha participação no livro será apenas de pesquisador, essa é a minha especialidade. Pensei que o senhor poderia, com a prática que tem, escrevê-lo em três tempos. Nós dois o assinaríamos. Que tal?

Vendo Jorge calado, cara de poucos amigos, ele ainda ousou:

A gente pode até dar uma coisinha à Dadá, o que acha? Jorge já não achava mais nada, perdera a paciência. Levantou-se, despediu-se:

A sua proposta não me interessa. Me desculpe, tenho o que fazer. — Chamou Aurélio, pediu que acompanhasse o cidadão até a porta.

Dias depois, o "pesquisador" voltou à carga, uma, duas, três vezes, tentando, por telefone, convencer o escritor a ser seu sócio no livro. Cansados dos repetidos telefonemas, resolvemos não atender mais, deixamos que a secretária eletrônica gravasse as mensagens. Uma delas, creio que a última, porque depois ele desistiu, foi tarde da noite. Uma voz de além-túmulo dizia:


Jooorge Amaaado, hóóó Jooorge Amaaado! Quem fala aqui é a alma de Corisco... ouviu bem? Coooriiiscooo... Faça o livro de Dadáaaa, Jorge Amado! Faça o livro de Dadáaaa... ouviu bem? Hó! Jorge Amado... senão eu vou aí com Lampião te puxar os pés...

Créditos: Felipe Gitirana, Comunidade do Orkut Lampião, Grande Rei do Cangaço

terça-feira, 17 de abril de 2012

Nota

Faleceu Luiz Antonio Barreto

A cultura e história sergipana sofreu uma grande e irreparável perda no dia de hoje. O lagartense Luiz Antônio Barreto, Jornalista, historiador, diretor do Instituto Tobias Barreto e ex-secretário de Estado da Educação e da Cultura, faleceu, depois de vários dias internado.


Luiz Antonio Barreto
Foto: Maria Odília, Agência Alese

O último boletim médico acabou de ser divulgado pela assessoria de Comunicação do Hospital Primavera:

"É com pesar que comunicamos o falecimento do historiador Luiz Antônio Barreto. Ele estava internado desde a madrugada do dia 04 de Abril no Hospital Primavera, sendo preciso o encaminhamento para a UTI. Ele faleceu às 10h20, com falência múltipla dos órgãos. Seu diagnóstico foi infecção generalizada decorrente de uma infecção urinária"

Com informações do Portal Lagartense e Portal Infonet.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Novo Livro na praça

Iconografia do Cangaço de Ricardo Albuquerque

A história do cangaço brasileiro ganhou o imaginário popular como poucos outros casos de revoltas populares na História do Brasil. Lampião, o grande responsável por tirar o movimento do sertão profundo e levá-lo para os jornais das grandes cidades, soube valer-se dessa grande invenção que se popularizou no início do século XX: a fotografia.

Através dos registros fotográficos, feitos, num primeiro momento, por fotógrafos ocasionais espalhados pelo sertão e, depois, pelo libanês Benjamin Abrahão – autor da série mais significativa dessas imagens –, o cangaço ganhou as páginas dos jornais e a imaginação popular.

Benjamim (foto divulgação)

Com as notícias, que se produziam ora enaltecendo os feitos de bravura, ora narrando enfaticamente a crueldade dos crimes dos cangaceiros, as personagens dessa história foram se encorpando no imaginário do povo. Daí para as canções populares, os cordéis e as lendas sertanejas foi um pulo.

Reunir essas fotografias com qualidade gráfica e sistematização é produzir, além de um documento para a posteridade, uma nova chance de avaliar a importância histórica desse movimento. As fotografias, sobretudo as de Benjamin Abrahão, revelam detalhes das vestimentas, pormenores do cotidiano, costumes e hábitos disso que se convencionou chamar de estética do cangaço. Da riqueza estética ao interesse histórico, este livro propõe uma reflexão sobre o papel da iconografia para a criação de mitos populares, e como, a partir dela, o povo opera seu próprio imaginário de construção de um mito.

Por fim, um brinde ao leitor: o DVD que acompanha o livro traz imagens em movimento produzidas por Benjamin Abrahão, agora numa nova montagem feita por Ricardo Albuquerque, que privilegia as cenas tematicamente e foge à caricatura impressa ao filme Lampião: o rei do cangaço, que reuniu em 1955 as imagens censuradas no final da década de 1930. Além de uma nova montagem, esta nova edição traz também aproximadamente 5 minutos a mais, recuperados, em 2002, pela Cinemateca Brasileira.


Organizador Ricardo Albuquerque
Páginas 216
Projeto gráfico Delfin – Studio DelRey
Formato 23 x 25 cm
Acabamento Capa dura
Patrocínio Banco Volkswagen
Apoio Ministério da Cultura
R$120,00

Fonte: Terceiro nome

sábado, 14 de abril de 2012

Memorial

Militares mortos... Baianos e na Bahia

Por Rubens Antonio


O levantamento do número de militares mortos em combate, seja baianos ou na Bahia, tem surgido apenas esparsamente, muito dado a erros e imprecisões.

Esta listagem é uma contribuição que aponta aqueles mortos que estão referenciados em diversas publicações, especialmente aquelas reconhecidas, no momento, pela própria Secretaria de Segurança da Bahia.

O seu acompanhamento é interessante ao demonstrar evidente o despreparo inicial da polícia baiana, no combate ao Cangaço. No seu passo, a correta dimensão do problema e a profissionalização crescente permitiu, primeiramente, a queda do número de militares mortos. Em segundo lugar, a inversão, com a progressão de cangaceiros eliminados.

Outro ponto que chama a atenção foi a desatenção descuidadosa do Estado, em relação aos seus mortos.
Inumados em sepulturas simples, seus restos, em sua maior parte, perderam-se.

1927
Quarta–feira 18 de fevereiro de 1927 - Picos, em Santo Antônio da Gloria

+ soldado Paulo Sant’Anna

1928
22 de dezembro - Fazenda Curralinho, no Cumbe (Atualmente Euclides da Cunha)

+ sargento José Joaquim de Miranda, (que aparece também citado como João Joaquim de Miranda, apelidado “Bigode de Ouro”).
+ soldado Juvenal Olavo da Silva, (Que aparece também citado como Juvenal A. da Silva).
+ soldado Francellino Gonçalves Filho, (Que aparece também citado como Francisco G. Filho).

1929
7 de janeiro de 1929 - Arraial de Abóbora, em Jaguarary (Atualmente é povoado de Juazeiro)
+ soldado José Rodrigues
+ soldado Manoel Nascimento de Souza

João Alves Guimarães, testemunha do combate de Abóbora, aponta a localização da entrada do antigo cemitério de Abóbora. Os soldados foram enterrados próximo à quina branca que se vê à esquerda. um novo cemitério foi instalado em outra localização, entretanto, os restos dos mortos não foram retirados. Daí, os restos dos soldados ainda repousam nos mesmos sítios, sob o pavimento da nova Abóbora.

26 de fevereiro de 1929 - Novo Amparo
+ soldado desconhecido
+ soldado desconhecido

4 de junho de 1929 - Brejão da Caatinga - Campo Formoso
+ cabo Antônio Militão da Silva
+ soldado Pedro Santana
+ soldado Cecílio Benedito da Silva, (Que aparece também citado como Cecílio Bernardino Alves).
+ soldado Manoel Luiz França, (Que aparece também citado como Manoel Luis de França).
+ soldado Leocádio Francisco da Silva, (Que aparece também citado como Leocádio Francisco dos Santos).



Os corpos dos soldados mortos em Brejão da Caatinga foram exumados e levados para a cidade de Campo Formoso, em cujo cemitério foram enterrados. Em uma reforma no cemitério, os restos de diversos mortos foram retirados e agregados em uma cova comum, em uma quina do cemitério. Entre eles estavam os restos dos militares. Na imagem, o coveiro atual, Eduardo Costa Sebastião, mostra onde repousam os mortos de Brejão da Caatinga, na quina, sob a árvore e os tocos de madeira.

20 de setembro de 1929 - Tanque Novo - Juazeiro
+ soldado desconhecido
+ cabo João Soares

21 de outubro de 1929 - Patamuté

+ soldado Olegário C. da Silva
Soldado Pantaleão da Silva foi dado por Felippe Castro (1975) como morto, mas foi apenas ferido, tendo sido promovido.


Soldado Pantaleão da Silva,
ferido, recuperando-se em Salvador.


18 de dezembro de 1929 - Uauá

+ soldado Vitorino Baldoino Lopes
+ soldado João Felix de Souza

19 de dezembro de 1929 - Santa Rosa - Jaguarary
+ soldado Vitorino Baldoino Lopes
+ soldado João Felix de Souza
+ soldado desconhecido
+ cabo João S. da Silva

22 de dezembro de 1929 - Queimadas

+ anspeçada Justino Nonato da Silva
+ soldado Olympio Bispo de Oliveira
+ soldado Aristides Gabriel de Souza
+ soldado José Antônio do Nascimento
+ soldado Ignacio Oliveira
+ soldado José Antônio da Silva, (Que aparece também citado como Antônio José da Silva).
+ soldado Pedro Antônio da Silva

1930
1 de agosto de 1930 - Fazenda Lagoa dos Negros - Tucano
+ tenente Geminiano José dos Santos
+ sargento José de Miranda Mattos, (Que aparece também e erradamente citado como José Miranda Marques).
+ soldado Argemiro F. dos Reis, (Que aparece também citado como Francisco Almiro dos Reis e Aquino Francisco dos Reis).
+ soldado Arnaldo Claudio de Souza, (Que aparece também citado como Arnaldo Cândido de Souza).
+ soldado André Avelino de Souza, (Que aparece também citado como André Avelino dos Santos).

1931
30 de janeiro de 1931 - Brejo do Burgo
+ soldado desconhecido

3 de fevereiro de 1931 - Vassouras
+ soldado desconhecido

24 de abril de 1931 - Fazenda Touro - Paulo Afonso
+ sargento Leomelino Rocha

1932
15 de abril de 1932
+ soldado Odilon G. da Silva

1933
2 de outubro de 1933 


+ soldado Pedro Emygdio de Oliveira (Ferido em tiroteio, trazido a Salvador, faleceu no Hospital da Força).

1934
21 de abril de 1934 - Paripiranga
+ soldado João Pereira de Souza

De uma maneira geral são estes os nomes e as datas. Caso haja outros dados referenciados, basta comunicar que serão inseridos.

Colhido no fértil Cangaço na Bahia

Boas Vindas

Blog parceiro de uma aguerrida colega

Blog "Mulheres cangaceiras" está na rede visse, mais um empreendimento cultural da vaqueira Wanessa Campos

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