sexta-feira, 29 de julho de 2011

Missa na Grota do Angico celebra 73 anos da morte de Lampião

Texto e imagens de Valeria Lima (Divulgação Assessoria Semarh/SE)



Virgulino Ferreira da Silva, mais conhecido como Lampião, era o cangaceiro mais temido e respeitado pelo povo nordestino. Para celebrar os 73 anos de sua morte, uma missa foi celebrada no Grota do Angico, localizada entre os municípios de Poço Redondo e Canindé do São Francisco, local da chacina ocorrida em 1938, episódio apontado por historiadores como o marco do fim do cangaço no Nordeste brasileiro.



O extermínio do bando comandado por Lampião e Maria Bonita foi relembrado durante a 14ª Missa do Cangaço nesta quinta-feira, 28, familiares do casal de cangaceiros, representantes do governo do Estado e de organizações da sociedade civil acompanharam a missa celebrada pelos padres Fabiano Rodrigues e Murilo Moraes.



Após a celebração religiosa, houve a visita à sede administrativa do Monumento Natural Grota do Angico, construída pelo governo sergipano. O coordenador da Unidade de Conservação do Angico, Jefferson Simanas, destacou a importância da unidade para manter a preservação da caatinga, como também desenvolver atividades de pesquisa científica, educação ambiental, ecoturismo e visitação pública.

"Sacos plásticos foram distribuídos para os visitantes durante o percurso da trilha ecológica até a chegada ao memorial do cangaço visando a preservação do ambiente".


Para a filha de Lampião e Maria Bonita, Expedita Ferreira Nunes, o aniversário da morte dos seus pais é algo inesquecível, que levará para toda eternidade. “Fico muito feliz em ver todo esse pessoal prestando essa homenagem. Para mim, é um sinal de muito orgulho”, afirmou.

“A nossa pretensão é deixar viva a memória histórica do cangaço que é um motivo importante para nós, como também que as tenham consciência e busquem mais sobre a história do cangaço”, destacou a neta de Lampião, Vera Ferreira.

Outra figura que foi homenagear Lampião foi Inácio José do Nascimento, de 72 anos. filho de Zé de Julião o cangaceiro "Cajazeira". “A data de hoje traz a recordação de meu pai que fazia parte do bando de Lampião. Sinto muito orgulho de compartilhar minha alegria com todos que estão aqui presentes”, revelou emocionado.

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