sábado, 14 de julho de 2012

Canudos nas telas

Um filme poético e delirante sobre a epopéia da Guerra de Canudos. Um mosaico sobre o maior acontecimento histórico do país.



ANTÔNIO CONSELHEIRO - O TAUMATURGO DOS SERTÕES (de José Walter Lima) é o encontro de Antônio Conselheiro, ressurgindo nos sertões da Bahia, com seu próprio mito no imaginário popular. O filme é uma metáfora sobre os sertões, uma epopeia da saga desse peregrino.

O filme se desenvolve seguindo duas linhas: a do sagrado ou apostolado, e a da campanha militar. A confluência dessa narrativa se dá no reencontro dos mitos do Cel. Moreira Cezar e do Antônio Conselheiro, o primeiro como Anticristo e o segundo como Iluminado.

Em comum ambos têm a morte que os transformou em mito no imaginário popular, tal como o Demônio e o Santo. Um vive pelo outro. Ambos morrem, mas o mito, atemporal, sobrevive.

Confira trailer:



HISTÓRICO - As primeiras imagens deste filme foram realizadas com o ator Carlos Petrovich (Idade da Terra/Glauber Rocha) no final de 1987. Esperamos três anos para o projeto ser aprovado e, quando a primeira parcela dos recursos foi liberada, o governo Collor de Melo confiscou.

Em seguida, uma tragédia se abateu sobre o cinema brasileiro com a extinção da Embrafilme. Os recursos confiscados foram liberados em 18 parcelas, o que resultou em um grande prejuízo para produção do filme. Além disso, um incêndio ocorrido no incío da década de 90 consumiu 40% dos negativos e 100% do som original.

Em 2009 retomamos o processo de finalização do filme. Fizemos uma imensa garimpagem e restauração do material de audio e vídeo. Promovemos soluções criativas, realizando filmagens complementares para enfim deixar pronto esse longa-metragem que documenta um importante momento da história do Brasil.

Mais informações: www.antonioconselheiroofilme.com.br

Pesquei in Luz de Fifó

sexta-feira, 13 de julho de 2012

O inimigo nº 2 de Lampião


Coronel "Zé" Lucena

Por: Luiz  Nogueira Barros ( * )

 José Lucena de Albuquerque Maranhão
De grande perseguidor de cangaceiros à político.

Vou ao cemitério visitar o túmulo de minha mãe. Estou em Maceió e sou adulto. Na saída pergunto para um funcionário: 

– Aquele é o túmulo do coronel Lucena?

Ele me diz que não sabe, que trabalha ali faz pouco tempo. Fico a me lembrar de que o coronel foi prefeito de Maceió *(1953-1955). E de que o seu túmulo foi uma homenagem da Prefeitura, ao tempo do prefeito Sandoval Caju.


Túmulo de Lucena em Maceió
Acervo Ivanildo Silveira
E mais: que morrera humilde e sem riquezas. E logo um frio percorre o meu corpo. E os ventos - tais os da infância - me transportam aos anos quarenta. Estou em Santana do Ipanema. 

A cidade se confunde com as minhas lembranças. O velho Quartel da Polícia Militar enche o meu olhar. Nele funcionava o "Comando de Caça a Lampião", que tinha como comandante o coronel Lucena. Tipo forte, cabelos ondulados, boca pequena, nariz fino, corado e sempre alegre, ele encarnava o mito da coragem. Fora disso, era o homem venerado e de quem jamais se colocou em dúvida a honestidade de princípios.

E de súbito, vejo-me na formatura do curso primário tendo o coronel como nosso padrinho, fato sobre o qual até bem pouco eu ainda tinha uma fotografia. Depois o coronel está abraçado com "Seu" Carola, dono da maior farmácia da cidade, brincando o carnaval acompanhado por uma multidão de foliões, entrando em todas as casas da cidade e recebido como um rei. 

Um rei para o qual as famílias preparavam comidas e bebidas. Mas os dois foliões não bebiam. Os seus acompanhantes, pessoas simples do povo, é que se fartavam. O que valia era a alegria de receber o coronel e o seu inseparável amigo de carnaval. Percorrendo ruas e ruas o coronel a todos prestigiava tornando os carnavais tranquilos.

Mas o coronel Lucena não era o único mito da cidade. Ele dividia o privilégio com o padre Bulhões. Um era o poder material e outro o poder espiritual. Coronel Lucena, no Monumento – parte alta da cidade. E padre Bulhões, no Camoxinga – parte baixa da cidade.

Assim, eles estendiam um arco de proteção sobre toda cidade. Um dia o tenente Porfírio, homem valente, tornara-se suspeito de que se preparava para formar um bando de cangaceiros. Já houvera morto uma esposa, segundo suspeitas. A desculpa fora simples: encontro casual com grupos de cangaceiros, tiroteio e etc. Saíra-se bem com a justiça. Mas haveria de matar outra esposa de nome Durvalina, refugiando-se no Camoxinga. Todos sabiam que cangaceiros não agiam nas terras de Senhora Santana. E o coronel Lucena mandou-lhe ordem para comparecer ao quartel, através de seus dois soldados de confiança, Artur e Zé Pereira. Mas tenente Porfírio debochou: 

 – Digam ao coronel que a distância é a mesma. Ele que venha aqui.

Acabrunhados, os soldados comunicaram o fato ao coronel. E ouviram: 

– Muito bem: voltem e tragam Porfírio de qualquer jeito!

Quando os dois se aproximaram da casa de Porfírio ele já saltou de revólver em punho, na varanda. Mas tombou (numa fração de segundos) mortalmente ferido, sem ter tido tempo para algum tiro certeiro. Colocado numa rede foi levado para o quartel e depois sepultado com uma sava de tiros a que tinha direito. Abriu-se inquérito policial para apuração da ocorrência. Motivo: desacato a autoridade.

Desperto-me. Estou outra vez em Maceió. Olho para a presumível sepultura. Não consigo ir vê-la de perto. E deixo o cemitério remoendo lembranças e ainda sentindo os ventos da infância.

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( * ) Luiz  Nogueira Barros  
Nascido em Pão de Açúcar a 02 de novembro de 1935. Em 1941 sua família mudou-se para Santana do Ipanema, onde permaneceu até 1950. Daí que entre próximo que será publicado, com ensaios, e contos, 30 contos retratam histórias de Santana do Ipanema. Médico, formado pela Faculdade de Medicina da UFAL, em 1963. Atualmente aposentado pelo Ministério da Saúde. Sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, função de Segundo Secretário, em seguida Secretário Perpétuo em 2001. Segundo vice-presidente, diretoria de transição, após a morte do presidente, prof. Ib Gatto Falcão, da Academia Alagoas de Letras.  nogueirabarros@uol.com.br

Publicado originalmente no Jornal Gazeta de Alagoas, em 18/4/1993
Disponível online em  sistema3001.com.br/?p=353
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As " fotos e informação complementar" foram inseridas a matéria, no sentido de enriquecê-la..

Créditos do achado e inserção das fotos para:
Ivanildo  Alves  da  Silveira
Colecionador do cangaço
Membro da SBEC e do Cariri-Cangaço
Natal/RN

terça-feira, 10 de julho de 2012

Velhas novidades saindo do forno!!!

Professor Pereira apresenta três relançamentos simultâneos

Nosso confrade e colaborador Pereira, além de ser o sebista mais festejado do ramo, tomou a iniciativa e passou a desempenhar um maravilhoso serviço em pró da historiografia nordestina. O homi agora é editor de livros. No afã de resgatar obras principalmente as que estavam esgotadas a décadas, para que os colecionadores e pesquisadores possam adquirir as mesmas com qualidade e o principal "um preço acessível".

Eis aqui mais três rebentos, proporcionados pela parceria com os respectivos autores. Posteriormente vamos publicar uma entrevista realizada com o professor tratando de detalhes e propostas para familiares que detém os direitos autorais de um livro extinto nos catálogos ou você escritor que guarda na gaveta ou no pen drive uma obra do gênero e ainda busca condições de realizar o sonho da publicação do seu trabalho.

Lampião: Luta, Sangue e Coragem - Romance Histórico - Vilma Maciel - 2ª Edição.

A escritora Vilma Maciel nos oferece a 2ª Edição, atualizada e acrescida, do Romance Histórico Regional de primeira linha, “Lampião: Luta, Sangue e Coragem”,  em que  a autora criou as falas  fictícias para os personagens reais, pois Antônio, José Ferreira, Livino, José Saturnino, os Nazarenos, Corisco, Maria Bonita e demais personagens fazem parte da vida do Cap. Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião.

Essa obra demandou milhares de horas de trabalho e recebeu uma atenção e zelo todo especial da autora, pois foi cuidadosamente elaborado, obedecendo à sequência  cronológica da vida e ações do rei do cangaço.

O romance inicia com a história de José Ferreira e Maria Lopes, os pais de Lampião;  segue narrando os primeiros desentendimentos dos irmãos Ferreiras com Zé Saturnino ; a mudança para Poço do Negro  e depois para Alagoas;  continua com a morte dos pais de Virgolino e sua entrada definitiva no cangaço, fazendo parte dos grupos de Antônio Matilde,  dos Porcinos e depois de Sinhô Pereira.

Com a ida de Sinhô Pereira para Goiás, Lampião assume definitivamente a chefia do grupo, que passou a aterrorizar  o interior de sete Estados nordestinos. Destaca a visita de Lampião ao Juazeiro do Padre Cícero, em 1926; sua ida para a Bahia em 1928.

Continua narrando a presença da mulher no Cangaço, iniciando com Maria Bonita a partir de 1930. A formação de um grande bando, divididos em pequenos grupos, chefiados por Corisco, Labareda, Zé Sereno, Virgínio, Moreno, entre outros. Segue com  a tragédia de Angico, em Sergipe, onde morreram Lampião, Maria Bonita e mais nove cangaceiros. Por último,  o morte de Corisco e o fim do cangaço no nordeste brasileiro em 1940.

Podemos destacar várias qualidades positivas nesse romance, como por exemplo, a escrita acessível e leitura agradável. Também destacamos a sua preocupação pedagógica de facilitar a compreensão e o entendimento dos fatos ocorridos durante o cangaço lampiônico, mesmo que o leitor seja um iniciante no estudo deste fenômeno.


Serviço
Livro "Lampião: Luta, Sangue e Coragem - Romance Histórico" - Vilma Maciel - 2ª Edição. 187 págs. R$ 33,00 (Trinta e três reais) com frete incluso.


Os Fuzilados do Leitão, Uma Revisão Histórica - Vilma Maciel -  2ª Edição.

O fato se passou no local denominado alto leitão em Barbalha no cariri cearense na madrugada do dia 5 de janeiro de 1928. Foram mortos os irmãos Miguel e Pedro Miranda, João Marcelino e Manoel Toalha, além do mais famoso deles, o cangaceiro "Lua Branca".

A professora e escritora Vilma Maciel, nesse seu trabalho “Os Fuzilados do Leitão,  Uma Revisão Histórica” procurou resgatar  a memória histórica dos conhecidos e afamados “Irmãos Marcelinos”, Bom de Veras, João Vinte e Dois e o cabra Lua Branca, que palmilharam o Cariri cearense, cometendo crimes cruéis.

Em seguida,  a autora narra com lucidez e competência, os fatos ocorridos naquela madrugada onde ocorre o assassinato e sepultamento de cinco pessoas no Alto do Leitão, acontecimento que ensejou o título desse trabalho.

Vejamos o comentário do cientista e escritor Melquíades Pinto Paiva no seu extraordinário  trabalho “Bibliografia Contada do Cangaço”. Vol. II: 52-53, 2002, sobre o livro
“Os Fuzilados do Leitão” aborda aspectos do Cangaço no sul do Ceará e Oeste de Pernambuco  -  vale do Cariri/chapada do Araripe e áreas limítrofes. Estuda o envolvimentos dos Coronéis com os bandidos  e ressalta que o cangaceirismo é um produto nefasto do coronelismo vigente no espaço considerado. Concede especial atenção ao bando dos Marcelinos, desde sua formação, reportando lutas e o final destroço, chefiado por Bom de Veras e contado com a participação dos irmãos João "Vinte e Dois" e "Lua Branca". Descreve o fuzilamento de cinco pessoas, na manhã de 05 de janeiro de 1928, pela escolta policial comandada pelo sargento José Antônio da Acauã no sítio Alto do Leitão, à margem da estrada da feira ligando Crato a Barbalha (estado do Ceará):  Os fuzilados foram Lua Branca, Manoel Toalha, Joaquim e João Gomes (irmãos) e Pedro Miranda. De maior importância são os depoimentos recolhidos sobre o fuzilamento e a transcrição de trechos do caderno de ocorrências deixado pelo coronel/prefeito de Jardim ( Estado do Ceará)  - Luís Aires de Alencar. Um outro destaque é o diálogo de Lampião com o coronel Chico Romão (Serrita - Estado de Pernambuco )”
 Depois desse esclarecedor comentário só nos resta desejar uma boa leitura, dessa obra, a todos.
                                                                
Serviço
"Os Fuzilados do Leitão, Uma Revisão Histórica" - Vilma Maciel -  2ª Edição. 86 págs. - R$ 25,00 (Vinte e cinco reais)  com frete incluso.

Para adquirir esses dois livros -  Autora: vil.maciel@zipmail.com.br  - Tel. (88) 9700 7008 - ou Editor: franpelima@bol.com.br Tel. (83) 9911 8286.


Antônio Silvino: O Cangaceiro, o Homem, o Mito - Sérgio Augusto S. Dantas - 2ª Edição.

Com primeira edição esgotada até mesmo em sebos um dos melhores tratados sobre o governador so sertão está ao seu alcance. Manoel Baptista de Moraes, celebrizado no cangaço como Antônio Silvino, foi o mais famoso antecessor de Virgolino Ferreira, o Lampião, nas guerras da caatinga, no alvorecer do Século XX. O período de atuação de Silvino vai de 1897 a 1914, quando é ferido em combate com a Polícia e, posteriormente, preso. O livro Antônio Silvino: O Cangaceiro, O Homem, O Mito refere-se a algo inédito na historiografia nacional. De efeito, são poucos os títulos que cuidam da sua vida, e quando o fazem, a contam de forma exagerada e sem caráter científico. Em verdade, os melhores livros sobre a atribulada vida do cangaceiro foram escritos tendo como fonte quase única, folhetos de “literatura de cordel”. O livro foi iniciado em 2002.

De acordo com o autor Sérgio Dantas, foi concebido dentro dos mais rígidos critérios de pesquisa histórica. A busca de informações e dados para a composição do texto final, foi realizada em três vertentes: A primeira, através de pesquisas em jornais, em “Arquivos Públicos” da Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. A segunda, a partir da análise de documentos governamentais e comunicações entre Chefes de Polícia dos três Estados citados acima; e a terceira, por fim, utilizando-se de depoimentos de pessoas que tiveram conhecimento de alguns fatos relevantes em torno da polêmica personagem.

O livro – escrito não somente para estudiosos do tema, mas igualmente para leigos – pode ser dividido em três partes distintas, as quais refletem três diferentes fases do cangaceiro. Importante, também, é o registro de encontros do cangaceiro – após seu aprisionamento – com intelectuais de expressão, como o potiguar Câmara Cascudo, o cearense Leonardo Mota, os pernambucanos Nilo Pereira e Jayme Griz, além do alagoano Graciliano Ramos e do líder comunista Gregório Bezerra, com quem o cangaceiro travou profunda amizade na Casa de Detenção do Recife. A narrativa é finalizada com a descrição da morte do cangaceiro e seu funeral, repleto de populares, admiradores e curiosos, na cidade de Campina Grande, em 1944.

Serviço
Livro "Antônio Silvino: O Cangaceiro, o Homem, o Mito" - Sérgio Augusto S. Dantas - 2ª Edição - 313 págs. - R$  37,00 (Trinta e sete reais) com frete incluso. Para adquirir esse livro - entre em contato com o Editor pelo email: franpelima@bol.com.br

Abraços
Francisco Pereira Lima
Professor e estudioso do cangaço

sábado, 7 de julho de 2012

Bonita Maria do Capitão

É hoje! Abertura oficial no Museu da gente sergipana as 18h

De 10 de Julho à 05 de agosto, em Aracaju.


Despertar o interesse sobre a história do Cangaço pela perspectiva da biografia de Maria Bonita. Este é o objetivo principal da exposição “Bonita Maria do Capitão”, que será inaugurada às 18 horas da próxima terça-feira, 10, no Museu da Gente Sergipana, fechando as comemorações ao centenário de Maria Bonita, a companheira de Lampião.

Painéis em lona de 4x2 metros, objetos que pertenceram a Maria Bonita, Bonecas, réplica da vestimenta e projeção em multimídia irão compor o acervo da exposição, que ficará no Museu da Gente Sergipana até o dia cinco de agosto, segundo informou Vera Ferreira, neta de Maria Bonita e curadora da mostra.

“Em 2009, a Sociedade do Cangaço inaugurou uma série de ações comemorativas ao centenário de nascimento de Maria Bonita, com a finalidade de romper com um histórico silencioso sobre a importância da mulher para o movimento do Cangaço, e enfatizar temáticas que discutem gênero, como também expandir o papel social da mulher na estrutura política do movimento. No ano passado lançamos o livro “Bonita Maria do Capitão” e nesta próxima terça-feira estaremos abrindo a exposição que leva o mesmo nome da publicação”, explicou Vera Ferreira.

A partir do livro e da exposição, que foi idealizada e elaborada para entrar para a história literária de Sergipe, a Sociedade do Cangaço pretende também enriquecer a discussão sobre gênero e o movimento no imaginário popular, considerando o apelo da mídia nesse processo; valorizar as artes que tratam das representações de Maria Bonita; e esclarecer acontecimentos históricos, através de  depoimentos que possibilitem a distinção entre mitos e lendas sobre Maria Bonita.

Vera Ferreira destacou que a exposição está voltada para a toda a sociedade, em particular para  docentes, discentes, pesquisadores, escritores, turistas, profissionais da Imprensa e outros formadores de opinião, artistas, artesãos e entidades culturais. Ela enfatizou a importância do patrocínio do BNB Cultural e do Instituto Banese na realização do evento.

Açude: Infonet

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Estreando na capital baiana


Vorta Seca no teatro


Release: Espetáculo solo baseado na vida do cangaceiro Volta Seca, integrante do bando do Rei do Cangaço, Lampião. A montagem constrói uma tessitura peculiar, que se afasta da imagem clássica e recorrente do cangaço e do nordestino. O espetáculo constrói atmosferas diferentes, que tanto aproximam a plateia da experiência mística, das batalhas sangrentas, como dos medos, desejos e sofrimentos do personagem, compondo, assim, um panorama mais próximo do carismático, misterioso e imprevisível Volta Seca. A localização do cangaço se liberta da concepção geográfica para ganhar a conotação mais humana e universal possível.

“Escrito em um ato para o teatro, o texto é documental e revela as perseguições das volantes, os momentos de descontração do bando e, de maneira particular, a própria saga da personagem. Um dos maiores fenômenos populares do Brasil, misto de banditismo e heroísmo no imaginário coletivo, o cangaço de Lampião desafiou as autoridades e sobreviveu por 20 anos às investidas das unidades volantes da polícia.”, revela o diretor Fabio Nieto Lopez.

Apesar da referência histórica, e do encontro da plateia com seu personagem no palco, próximos uns dos outros, esse momento não faz referência unicamente a uma história distante, porque o plano dessa “prosa” aparentemente improvisada se dá em um ambiente onírico, articulando a linguagem teatral em sua concepção poética, inventiva, sonora e plástica. Nesse plano de possibilidades, Volta Seca é o anfitrião.

Os fatos históricos foram transformados em cena na peça teatral "O cangaceiro Volta Seca", escrita e interpretada pelo ator e dramaturgo Edmar Dias.

Serviço
O quê: Peça Volta Seca – O sentinela do cangaço
Onde: Espaço Xisto Bahia (Rua General Labatut, 27, Barris – Salvador)
Quando: 5/7 a 26/7 e 2 e 9/08 (Quintas) 20hs
Quanto: R$ 20 e R$ 10
Classificação: 14 anos
Realização: Edmar Dias e Fábio Nieto Lopez
Site: www.espetaculovoltaseca.blogspot.com.br
Tels: (71) 3117 6155 / 9330 9385 / 9121-1940
E-mail: espetaculovoltaseca@gmail.com

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Novo livro na praça

Outras mentiras e mistérios de Angico segundo Paulo Gastão

Por Ivanildo Silveira

O pesquisador e escritor pernambucano Paulo Medeiros Gastão, fundador da SBEC - Soc. Bras. de Estudos do Cangaço, lançou extra-oficialmente, mais um livro sobre cangaço. Trata-se da obra  "1938 - Angico " impressa na ind. gráfica e editora Montaigne Ltda., de Mossoró/RN.


O livro tem 144 páginas. É diferente, constam centenas de perguntas e respostas, diretamente relacionadas ao combate em Angico, em que morreram Lampião + 10 cangaceiros, além do soldado Adrião. O autor que tem mais de 20 anos de pesquisa sobre o tema, procura  dar uma resposta, na sua ótica, sobre  as principais dúvidas verificadas neste combate, e de seus personagens ( volantes e cangaceiros ).

A aquisição do livro, pode ser feita diretamente com o autor ( não está á venda em livrarias ), ao
preço de R$ 20,00 ( vinte reais + frete ), através do email, abaixo: paulomgastao@hotmail.com

Abraço a todos, e, parabenizo o autor por mais essa contribuição ao estudo do cangaço.

Ivanildo  Alves  Silveira
Colecionador do cangaço
Membro da SBEC e Cariri-Cangaço
Natal/RN

terça-feira, 3 de julho de 2012

Super evento em Serra Talhada, PE

Tributo a Virgolino - A celebração do cangaço

Dias 26, 27, 28 e 29 de julho de 2012.
- Na Estação do Forró -


Programação
"Espetáculos com todos os ritmos nordestinos"

Dia 26 (Quinta feira)
09h00min
Ø  Grupo Dinâmico Cultural – João Pessoa/PB;
Ø  Grupo Fênix - João Pessoa/PB.

Dia 27 (Sexta feira)
09h00min
Ø  Grupo Dinâmico Cultural – João Pessoa/PB;
Ø  Grupo Fênix - João Pessoa/PB.
Ø  Grupo Imbalança – Carnaíba/PE.

Dia 28 (Sábado)
09h00min
Ø  Grupo Mulheres do Cangaço – João Pessoa/PB;
Ø  Grupo Artefatos – Moreno/PE;
Ø  Grupo Tenente Lucena do SESC – João Pessoa/PB.

Dia 29 (Domingo)
09h00min
Ø  Celebração do Cangaço - Ato Ecumênico;
Ø  Salva de Tiros com Bacamarteiros do Pajeú;
Ø  Banda de Pífanos do Caruá – Carnaíba/PE;
Ø  Violeiros Repentistas: Damião Enésio e Francinaldo Oliveira – Serra Talhada/PE;
Ø  Declamadores: Dedé Monteiro, Dudu Moraes e Neide Nascimento – Tabira/PE.
Ø  Show com Humberto Cellus e Produto Nordestino – Serra Talhada/PE.

IX Encontro Nordestino de Xaxado
Dias 25, 26, 27, 28 e 29 de julho de 2012.
- Na Estação do Forró -

Programação

Dia 25 (Quarta feira)

21h30min
Grupo Dinâmico Cultural – João Pessoa/PB;
Grupo Fênix - João Pessoa/PB;
Grupo de Dança Xaxado – Parnamirim/RN.
Show com As Severinas – São José do Egito/PE.

Dia 26 (Quinta feira)

21h30min
Grupo Dinâmico Cultural – João Pessoa/PB;
Grupo Fênix - João Pessoa/PB.
Grupo Renascer do Sertão de Jericó – Triunfo/PE.
Grupo Musical Xote Mania – Serra Talhada/PE.

Dia 27 (Sexta feira)

21h30min
Grupo Mulheres do Cangaço – João Pessoa/PB;
Grupo de Xaxado Gilvan Santos – Serra Talhada/PE;
Espetáculo AS MARIAS, pela APDT  – Paulo Afonso/BA.
Grupo Tenente Lucena do SESC – João Pessoa/PB;
Trio Regional do SESC – João Pessoa/PB.

Dia 28 (Sábado)

21h30min
Grupo Mulheres do Cangaço – João Pessoa/PB;
Grupo de Artefatos – Moreno/PE;
Grupo Tenente Lucena do SESC – João Pessoa/PB.
Naldinho Carvalho e Forró Tição de Fogo – Serra Talhada/PE.

Dia 29 (Domingo)

21h30min
Grupo Herdeiros do Xaxado – Serra Talhada/PE;
Grupo de Xaxado Manoel Martins – Serra Talhada/PE.
Grupo de Xaxado da Serra - Luís Gomes/RN.
Show com Roberta Aureliano e Banda Fulô de Maracujá  - Maceió/AL.
Durante toda Programação estará acontecendo Feira de Artesanatos da região, livros e Literatura de Cordel.

O Massacre de Angico - A morte de Lampião


Um dos capítulos mais complexos da História do Brasil, os últimos dias da saga de Lampião, é a peça teatral  da autoria do pesquisador do cangaço, Anildomá Willans de Souza, direção de José Pimentel, no município de Serra Talhada.  A produção é da Fundação Cultural Cabras de Lampião, que teve o projeto aprovado pela Funarte / Ministério da Cultura.

A temporada irá acontecer no período de 25 a 29  de julho, na Estação do Forró. O diretor já está no município de Serra Talhada em longas jornadas de ensaios com os atores e atrizes, além de figurantes e técnicos. O papel de Lampião será vivenciado por Karl Marx, a Maria Bonita terá vida pela atriz alagoana Roberta Aureliano. O elenco que se destaca está assim composto:

Lampião..............................Karl Marx
Maria Bonita......................Roberta Aureliano
Dona Bela..........................Gorete Lima
Giboião...............................Gilberto Gomes
Padre Cícero......................Taveira Júnior
Getúlio Vargas...................Feliciano Félix
Zé Saturnino......................Taveira Júnior
Assistente I..........................Beto Filho
Assistente II......................... Marcos Fabrício
Assistente III........................Humberto Cellus
Pedro de Cândido...............Carlos Silva
Soldado...............................Taveira Júnior
Luiz Pedro...........................Diógenes de Lima
Zé Sereno............................Carlos Amorim
Sila....................................... Karine Gaia
Enedina................................Danúbia Feitosa
Dulce....................................Leandra Nunes

O massacre de Angico – A morte de Lampião retratará os últimos momentos dos cangaceiros chefiados por  Lampião, arranchados no leito de um riacho seco, na fazenda Angico, Sertão de Sergipe, onde foram massacrados juntamente mais dez companheiros, entre eles, sua mulher, Maria Bonita,  no dia 28 de julho de 1938. Mas na construção do enredo são mostradas cenas do passado marcantes na história do Rei do Cangaço, como suas desavenças com o primeiro inimigo José Saturnino, seu encontro com Padre Cícero para receber a patente de capitão do Exercito Patriótico, uma das cenas será no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, sede presidencial da época,  onde o presidente Getúlio Vargas determina o fim do cangaço, várias outras cenas ligadas ao imaginário popular, com a cabroeira dançando xaxado, a traição de Pedro de Cândida, até culminar com a morte do casal mais famoso do cangaço, fazendo o expectador mergulhar na história, com uma arrojada trilha sonora, efeitos de luz e efeito especiais.

Um espetáculo que vai reafirmar o estado de Pernambuco como o palco dos maiores espetáculos teatrais do Brasil. E, nesse caso, um grande autor, um consagrado diretor, para contar essa história de TRAIÇÃO, AMOR E ÓDIO, que tem como palco, os confins do sertão, na primeira metade do século passado.

Figurantes

Cangaceiros:

1.     Mannoel Lima
2.     Anderson Cristhian
3.     Gildo Alves
4.     Leandro Soares
5.     Marcelo George
6.     Bruno Vieira
7.     Franklin Gomes
8.     Gilberlanio Santos
9.     José Francisco de Souza
10.    Antonio Carlos Amaral
11.    Sandino Lamarca
12.    Genésio Ferreira
13.    Odair José
14.    Kaká Ericsson
15.    Cícero Alves
16.    Freddye Pichôty
17.    Miguel Taveira
18.    Givanildo Pereira
19.    Diego Adriano
20.    Markfon Dantas

Mascarados:

1.     Carlos Silva
2.     Gorete Lima
3.     Juliana Guerra
4.     Karina Santiago
5.     Adriana Morais
6.     Victor Ferraz
7.     Gilberto Gomes
8.     Milena Raquel
9.     José Adriam
10.   Vitória Lima
11.   Andriele Caroline

Realização
Museu do Cangaço
Ponto de Cultura Cabras de Lampião
Vila Ferroviária, S/Nº - Centro
CEP: 56.903-170
Serra Talhada - Pernambuco
Tel: (87) 3831 3860 / 9938 6035
E-mail: cabrasdelampiao@gmail.com
www.pontodeculturacabrasdelampiao.blogspot.com

Açude: Ponto de Cultura Cabras de Lampião

domingo, 1 de julho de 2012

Para quem não viu!

O Cangaço - Grande Debate
Com: Coroné Severo, Coroné Ângelo Osmiro, Aderbal Nogueira e Ricardo Albuquerque.

Por ser contada quase sempre pelos vencedores, a história do brasil costuma menosprezar seus heróis populares. No caso do cangaço, no entanto, a coisa foi um pouco diferente... Lampião, ícone do movimento dos cangaceiros, soube tirar proveito de uma das mais importantes invenções do início do século passado, para tirar o cangaço do sertão profundo e levá-lo ao conhecimento da população das grandes cidades.

Foi através da fotografia, dos registros fotográficos, que o cangaço ganhou as páginas dos jornais e excitou a imaginação popular. Fez de Lampião herói nacional e inimigo público número um do estado. Estado, que também soube usar o poder da imagem quando não hesitou em divulgar as imagens das cabeças decepadas de lampião e seu bando... Imagens que chocaram o mundo. Tudo isso, e muito mais, está registrado numa das mais importantes publicações brasileiras sobre o cangaço que está sendo entregue esta semana ao público brasileiro e é o tema do Grande Debate! Apresentação e moderação do jornalista Ruy Lima.




 





Parecer do Coroné Severo

Na última quarta-feira 20/06 tivemos a grata oportunidade de participar ao lado dos confrades de GECC-Cariri Cangaço; Ângelo Osmiro, Ricardo Albuquerque e Aderbal Nogueira; do Programa Grande Debate, veiculado pela TV O Povo e que tem como âncora o jornalista Ruy Lima. O debate teve como ponto principal o livro "Iconografia do Cangaço", orgnizado por Ricardo Albuquerque e que traz um conjunto de imagens da época em que o fenômeno do cangaço imperava pelos sertões nordestinos.

Por mais de uma hora foi possível discorrer sobre vários aspectos ligados a esta mesma iconografia, quando nos detemos por exemplo, sobre a percepção que Lampião possuia "de sua própria imagem" e o quanto o rei do cangaço acabou utilizando-se da mesma, quando compreendeu o magnetismo que exercia sobre a população do sertão; outros aspectos foram abordados, como a presença das mulheres a partir de Maria Bonita, seu papel dentro do bando, o amor, a paixão, a vaidade, enfim.

Ricardo Albuquerque, o responsável pelo "Iconografia do Cangaço" , nos apresentou todo o cenário que antescedeu a grande saga do mascate Benjamin Abrahão em busca da fama por ser o primeiro a filmar o bando de Virgulino; a presença de avô de Ricardo, Ademar Albuquerque como grande financiador e incentivador da empreitada e todo o rosário durante mais de 15 anos, pelo qual foi submetido o espetacular material colhido pelo secrerário do Padre Cícero.

Ainda com a qualificada participação dos confrades Ângelo Osmiro e Aderbal Nogueira, foi possível discutir sobre as muitas imagens contidas no obra organizada por Ricardo Albuquerque que ainda traz um DVD com os 15 preciosos minutos do que restou das filmagens originais de Abrahão com o bando de Lampião; 4 desses minutos, totalmente inéditos.

A noite foi extremamente agradável, não só pela atmosfera do Programa e talento do grande apresentador Ruy Lima, mas e principalmente pelo oportunidade de levar mais uma vez ao grande público telespectador, um pouco dessa intrigante e sensacional história do cangaço no nordeste. O Grande Debate é veiculado na Tv O Povo de Fortaleza e será reprisado durante a semana em curso.

Manoel Severo
Sócio da SBEC, Diretor do GECC
Curador do Cariri Cangaço



O Grande Debate você assiste ao vivo de segunda a sexta às 19h na TV O POVO/Fortaleza (Canal 48 | Net 23 | TV Show 11 ou pelo Site

Pesquei na: TVOPovo/YouTube

sábado, 30 de junho de 2012

Game de cangaço no Facebook


O Cangaço Wargame foi lançado no dia 9 de junho de 2012, e pode ser jogado gratuitamente através do Facebook. A idéia do jogo nasceu há cinco anos, a partir da vontade de se desenvolver um jogo com base em nossa própria cultura, fugindo dos tradicionais cavaleiros medievais e soldados da segunda guerra mundial. Naquele momento, o Cangaço Wargame foi idealizado como um jogo de tabuleiro para tablets e smartphones.

Essa ideia inicial foi desenvolvida como um protótipo para tabuleiro com peças pintadas à mão, que foi utilizado para se testar e evoluir as mecânicas, regras e idéias do jogo. A experiência de desenvolver um protótipo de tabuleiro foi bastante gratificante e mostrou que o jogo e o tema se encaixam de uma forma muito divertida.



Durante os testes, notou-se que as batalhas eram muito competitivas, e os dois jogadores duelavam e interagiam com afinco durante a partida. Nesse momento, percebeu-se que o jogo possui características sociais muito marcantes e que o melhor ambiente para sua utilização seria o Facebook.

O jogo
No cangaço Wargame, você lidera um bando de cangaceiros em batalhas épicas nas fazendas, cidades e brejos da caatinga. Cada batalha é jogada em turnos contra um amigo de sua rede social no Facebook. Isso significa que você pode fazer a sua jogada sem que o seu amigo esteja necessariamente online. Dessa forma, uma partida pode ser jogada imediatamente, ou ao longo de um dia, ou até mesmo uma semana.





Ao iniciar uma partida, você irá comandar o seu bando de cangaceiros contra a temida volante, que será controlada pelo amigo escolhido na sua rede do Facebook. À medida que você vai vencendo seus amigos, sua pontuação vai aumentando e você poderá se tornar o “Rei do Cangaço”.

Em cada turno, você irá movimentar os seus personagens, atacar os seus inimigos, e se posicionar de forma a dominar o time adversário ou defender seu território, dependendo do tipo de batalha sendo jogada e do grupo que você está controlando: cangaceiros ou a volante, que possuem personagens e estratégias diferentes.

Para desbravar a aridez do sertão, você terá que racionalizar o uso da água, que é o recurso mais escasso e importante tanto para os cangaceiros quanto para a volante. No jogo, a água é usada para se “treinar” novos personagens e assim tentar obter uma vantagem tática na batalha.

História

Todos os elementos do Cangaço Wargame estão sendo baseados no movimento brasileiro que batizou o jogo. Muito do cotidiano dos cangaceiros será retratado, como por exemplo o fato dos cangaceiros atirarem de lado, pois assim, eles eram “meio homem” e ficavam mais difíceis de acertar. As roupas, cores, armas e as estratégias do jogo são cuidadosamente embasadas na historia do movimento. Para isso, a Sertão Games contou com a consultoria de um dos maiores especialistas sobre o assunto, o médico e escritor Leandro Cardoso Fernandes.

Confrade Leandro in foto do coroné Severo

O primeiro desafio que será apresentado ao jogador é completar a campanha de batalhas sob o ponto de vista de um bando de cangaceiros. A sequência de batalhas nessa campanha retrata diversos lugares onde ocorreram importantes eventos ligados ao cangaço. Para completar a campanha, o jogador precisará vencer seus amigos em cada uma dessas batalhas.



A época e os lugares em que o fenômeno do cangaço aconteceu também estão retratados no estilo, nos textos e na música do jogo, cuja trilha sonora está sendo composta pela banda Validuaté.

O cangaço foi lançado no dia 09/06/2012, e pode ser jogado gratuitamente, de qualquer lugar do mundo, através do Facebook.

Para notícias e mais informações, acompanhe a fanpage da Sertão Games: CLIQUE AQUI

Para jogar : CLIQUE AQUI

Videos





    Açude: Cangaço.com

terça-feira, 26 de junho de 2012

Novo livro na praça

A outra face do Cangaço - Vida e morte de um praça

Depois da merecida homenagem em Angico Clique aqui para rever a matéria o escritor pernambucano Antonio Vilela de Souza autor de "O Incrivel mundo do cangaço", volumes I e II apresenta o resultado de sua mais recente pesquisa.


A presente obra custa R$ 20,00 (Vinte reais) + frete a consultar. Tem 102 páginas, fotos inéditas e está sendo comercializado exclusivamente pelo autor via email :  incrivelmundo@hotmail.com ou telefones: (87) 3763 - 5947 / 8811 - 1499 / 9944 - 8888 (Tim)

Soldado Adrião - O herói esquecido

Resenha de Ivanildo Silveira



Por muitos anos, em que pese a vasta produção literária sobre a morte de Lampião e seu cangaço, pouco se falou sobre o soldado Pedro Adrião de Souza, o único do lado da força a morrer no combate de Angicos, ocorrido em 28 de julho de 1938. Ainda hoje,  há polêmica sobre esse assunto...

E, as perguntas não querem calar: Vejamos :

1º) Teria o soldado Adrião sido morto  por balas disparadas pelos cangaceiros ?
2º) Teria ele sido vítima do chamado " fogo amigo ' ?
3º) Ou, teria sido eliminado, de propósito, por algum colega no calor da refrega ?

O novo livro, recentemente lançado, " A outra face do cangaço : Vida e morte de um praça ", de autoria  do professor pernambucano, Antonio Vilela de Souza, procura jogar mais lenha na fogueira, e tenta, na sua ótica, esclarecer as indagações, acima citadas....

Vamos aguardar, o que os estudiosos do tema nos trarão de conclusão, sobre essa obra, e, sobre esse mistério que, ainda, paira sobre o combate de Angicos....

Ivanildo Silveira
Colecionador do Cangaço
Membro da SBEC e conselheiro consultivo do Cariri Cangaço
Natal, RN

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Ao pé da cerca

A conversa do Coronel Joaquim Rezende com o Capitão Virgulino Ferreira

Por Ticianeli

Joaquim Rezende (à esquerda) conversa com Melchiades
da Rocha. Foto: Maurício Moura - A Noite
A morte de Lampião, em 28 de julho de 1938, chegou ao conhecimento dos jornais da então capital do país, Rio de Janeiro, pelas mãos de um alagoano. Melchiades da Rocha era repórter do jornal carioca A Noite, quando recebeu um telegrama o seu irmão Durval da Rocha, despachado de Santana do Ipanema, em Alagoas, comunicando que “onze bandidos, inclusive Lampião, foram mortos pela polícia alagoano na fazenda Angicos, em Sergipe”. Foi um dos maiores furos de reportagem daquela época.

A título de curiosidade, a participação da família da Rocha no episódio não para por aí. Quando as cabeças dos cangaceiros chegaram à Santa Casa de Misericórdia de Maceió, foram autopsiadas pela equipe chefiada pelo Dr. Ezechias da Rocha, outro irmão de Melchiades.

Como prêmio pelo furo de reportagem, e também porque era alagoano, Melchiades recebeu a incumbência de viajar, no dia seguinte às mortes, para a sua terra e acompanhar os acontecimentos. Do aeroporto, o repórter se dirigiu para Santana do Ipanema, onde as cabeças iriam ser expostas. Foi assim que, no dia 30 de julho de 1938, Melchiades descobre que naquela cidade do sertão alagoano, se encontrava o prefeito recém eleito de Pão de Açúcar, Joaquim Rezende, a quem se referiam como tendo sido um dos amigos de Lampião.

O Coronel Joaquim Rezende foi prefeito de Pão de Açúcar entre 1938 e 1941. Segundo Etevaldo Amorim, em seu livro Terra do Sol, Espelho da Lua, a sua administração foi marcada por investimentos importantes para cidade, principalmente na melhoria das condições de moradias das populações mais pobres. Morreu assassinado em 1954, quando ocupava o cargo de delegado de Polícia. Os assassinos formam os irmãos Elisio e Luiz Maia. Elisio era o prefeito do município.

Melchiades da Rocha, no seu livro Bandoleiros das Catingas, lançado em 1942, recorda do encontro que teve com Joaquim Rezende em Santana do Ipanema. Ele se refere ao prefeito de Pão de Açúcar como sendo “um abastado proprietário em seu município” e que ele estava em Santana também “à espera da cabeça de Lampião, pois desejava certificar-se se de fato ele havia morrido”.

A situação de amigo de Lampião de Joaquim Rezende aguçou os instintos do repórter, que começou a se perguntar o que teria levado um rico cidadão a “se tornar um afeiçoado do Rei do Cangaço”, quando era prefeito de uma cidade que era alvo das ações do bandido. A narrativa a seguir é um valioso documento de como se davam as relações de Lampião com o poder político e econômico das regiões sertanejas vítimas do cangaço.

Sem quaisquer etiquetas, pois nós sertanejos não somos, apenas, iguais perante a lei, apresentei-me ao Cel. Rezende e lhe disse à moda da terra:

— "Seu" Rezende, eu queria uma palavrinha do senhor!

— Pois não! — respondeu-me, amavelmente, o prefeito de Pão de Açúcar.

Momentos depois o Sr. Rezende e eu nos achávamos na sede da Prefeitura de Santana. Em poucas palavras relatei os meus propósitos ao cavalheiro que me fora apontado como sendo grande amigo de Lampião.

Após ter-me oferecido uma cadeira, o Sr. Rezende sentou-se e narrou, pormenorizadamente, como e por que se tornara amigo do Rei do Cangaço, amigo ocasional, bem entendido, pois não poderia ter sido de outro modo.

Fala o Coronel Rezende

Conheci Lampião em 1935, época em que me escreveu ele, pedindo mandasse-lhe a importância de quatro contos de réis, prometendo-me, ao mesmo tempo, tornar-se meu amigo se fosse atendido. Em resposta à carta do terrível bandoleiro, mandei dizer-lhe pelo mesmo portador que lhe daria de muito bom grado o dinheiro, mas que só o faria pessoalmente.

Três dias depois Lampião mandou-me outro bilhete do seu próprio punho, dizendo-me que me esperava às 10 horas da noite na fazenda Floresta, município de Porto da Folha, em Sergipe, recomendando-me que fosse até ali, mas não deixasse de levar o dinheiro. Não obstante os naturais receios que tive, à hora aprazada cheguei ao local do encontro, onde permaneci até uma hora da manhã, quando surgiu um cangaceiro que, ao ver-me, perguntou-me se eu era o moço que desejava falar ao capitão. Respondi que sim.


Frente do Salvo-conduto entregue por Lampião ao
Coronel Joaquim Rezende
Dentro de poucos minutos, então, o Rei do Cangaço ali se apresentava acompanhado de quatro homens, “Juriti”, “Zabelê”, “Passarinho” e "Nevoeiro". Ao ver o grupo aproximar-se, identifiquei logo Virgulino e a ele me dirigi, cumprimentando-o. O famoso bandoleiro, ao contrário do que eu esperava, recebeu-me amavelmente e foi logo perguntando sobre o que lhe havia levado. Sabendo que o Rei do Cangaço gostava de beber, eu, que levava comigo três litros de conhaque, lhos ofereci.

A fim de que desaparecesse logo qualquer suspeita do bandoleiro, prontifiquei-me a ser o primeiro a provar a bebida. Encarando-me com olhar firme, Lampião me disse em tom natural: “Concordo em que o senhor beba primeiro, mas não é por suspeita e sim porque o senhor é um moço decente e eu sou apenas um cangaceiro”. Tomamos, então, o conhaque e, em seguida, abordei o Rei do Cangaço sobre o dinheiro que ele me havia pedido. Como resposta, disse-me ele: "-O senhor dá o que quiser, pois eu dou mais por um amigo do que pelo dinheiro”.

— Esse fato — disse o conceituado comerciante de Pão de Açúcar — teve lugar no mês de agosto de 1935, e a minha palestra com Lampião durou três horas, tendo ele me falado de vários assuntos, entre os quais o relativo à perseguição de que era alvo, acrescentando que, de todas as forças que andavam em seu encalço, a que mais o procurava era a do então Major Lucena, dada a velha inimizade que o separava desse oficial da policia alagoana, a quem reconhecia como homem de fato e dos mais corajosos.



Verso do Salvo-conduto, com os seguintes dizeres:
"Au Amo Joaquim Rezendis, como prova di amizadi e garantia perante os Cangaceiro.
Offereci C. Lampião."
Quanto às forças dos outros Estados, disse-me Lampião que se arranjava “a seu gosto...”, fazendo nessa ocasião graves acusações a vários oficiais dos que andavam em sua perseguição.

— Aí está como foi o meu primeiro encontro com o Rei do Cangaço. — Depois — acrescentou o prefeito de Pão de Açúcar — Lampião mandou pedir-me bebidas, charutos e também objetos de uso doméstico. Mais tarde, porém, fui informado de que ele estava empregando esforços no sentido de matar o Sr. José Alves Feitosa, ex-prefeito de minha terra que, como eu, o esperara muitas vezes ali, a fim de fazer-lhe frente, pois foi das mais terríveis a ação de Virgulino em nosso município.

Tratando-se de um amigo meu o homem que estava destinado a morrer às mãos de Lampião, procurei um pretexto para me avistar com este e não me foi difícil encontrá-lo. Todavia, após uma série de considerações, em que fui até exigente demais, Lampião, dizendo ao mesmo tempo que só fazia tal “sacrifício” para me satisfazer, prometeu-me sustar a realização de sua sanguinária intenção, declarando-me naquele momento que já tinha em campo dois homens para fazer o “serviço” lá mesmo na cidade de Pão de Açúcar, já que o visado andava resguardado, não saindo para parte alguma.

Tal conhecimento com Lampião, deixou-me, aliás, em situação crítica, pois inimigos meus denunciaram ao Coronel Lucena que eu era um dos coiteiros do celerado cangaceiro. Ao ter ciência de tal acusação, dirigi-me ao referido oficial e lhe expus as razões que me levaram a ter contato com o Rei do Cangaço, após ter andado prevenido contra ele, longo tempo. Jamais faria isso se não fosse a situação em que, como muitos outros sertanejos, me encontrei durante longo tempo.

Intercedi, depois disso, em favor de várias firmas comerciais de Maceió e Penedo, cujos representantes teriam caído às garras do bando sinistro se não fora a minha intervenção junto a Lampião. Há dois meses passados, fui forçado, do que não guardei reserva ao Coronel Lucena, a intervir novamente em defesa de algumas vidas preciosas, no que fui feliz, conseguindo que Virgulino desistisse dos seus sinistros propósitos.

Pesquei nexitante em Ticianeli

Adendo

Joaquim Resende – Ex-Prefeito de Pão de Açúcar e chefe político da UDN, partido do governador Arnon de Mello, o delegado de Policia Joaquim Resende foi assassinado em São José da Tapera, a época pequeno povoado do município de Pão de Açúcar, numa manhã de setembro de 1954, a tiros de parabélum. Os assassinos foram o então prefeito Elisio Maia e seu irmão Luiz Maia, que se diziam perseguidos pelo mesmo. Inclusive, conforme declarações do próprio Elisio Maia, feitas na fase do inquérito policial, a vitima vinha armando varias emboscadas para matá-lo Elisio,que era Prefeito, abandonou a Prefeitura e foi embora para o Sul do país.

Trecho da reportagem "Crimes e Processos Insolúveis em Alagoas" publicado em 8 de julho de 2011 no Jornal Extra de Alagoas.
Pescado em André Cabral História

terça-feira, 19 de junho de 2012

A força do coronel

Documento que conferia prerrogativas especiais aos ex-integrantes da Guarda Nacional:

Por Dênis Artur Carvalho

Eis a carta-patente que pertenceu ao Cel. João Militão da Silva Barros.




Tradução:

Junta Militar do Município de Floresta, 23 de Agosto de 1937.

Honras e garantias aos oficiais da Guarda Nacional.

A lei n° 602 de 19 de setembro de 1850, conferiu aos senhores Oficiais da Guarda Nacional as mesmas honras e garantias que competem aos Oficiais do Exército e Armada Nacional (Artigo 60 e 66), tendo o Decreto n° 13.040, de dezembro de 1918, que extingue a aludida guarda, lhes assegurando, como não podia deixar de fazê-lo, tais prerrogativas, assim dispondo no número um do parágrafo 1° do artigo 22, os oficiais da Guarda Nacional continuam nos gozos de seus direitos de acordo com a lei em vigor, não podendo serem recolhidos a prezídios [sic] destinados a réus de crimes comum. Parecer n° 85 de 7 de setembro de 1936 do Supremo Tribunal Federal e Justiça Militar do Boletim diário n° 79 de 23 de setembro de 1936. (Assignado)

Antonio Luiz Cavalcante d’Albuquerque.
O major à quem foi conferido esse documento foi preso e mandado à cadeia pública do Recife pela símples acusação de acoitar cangaceiros (o que realmente aconteceu, mas quem seria o louco de expulsar 93 homens armados de seu "terreiro", vindos do combate da Tapera?).


Cel. João Militão da Silva Barros  

Essa famosa questão da "injustiça social e miséria" não está apenas relacionado ao coronelismo. E cangaceiro também não é o "herói" que assaltava as fazendas e distribuía os saques com os "flagelados" da seca, como muitos acreditam.

Não defendo a tese do "banditismo social" e nem puxo a toalha para nem um dos lados, mas colocar os "coronéis"  como únicos responsáveis pelo surgimento do banditismo e considerá-los pior de que estes é uma tremenda injustiça.

Sinhô Pereira era descendente de barão, membro de uma das famílias dominantes da região, muitas vezes até chamado de "coroné" e mesmo assim era cangaceiro. Então, não combina essa questão de "os oprimidos rebelaram-se contra seus opressores".

Um abraço e desculpa as entrelinhas.

Dênis Artur Carvalho.

domingo, 17 de junho de 2012

Voltamos a apresentar

Lampião em Limoeiro, CE

Segunda parte da entrevista de Custódio Saraiva de Menezes Juiz municipal de Limoeiro do Norte em 1927, concedida a Agenor Ferreira, da Rádio Vale do Jaguaribe, em 1977.

Constam também mais dois depoimentos gravados por nós, em 1997. Um é do irmão de Custódio Saraiva e o outro de mais uma testemunha ocular, uma senhora que presenciou a entrada de Lampião em Limoeiro.



Bom proveito
Aderbal Nogueira!

A propósito

Vocês sabem algo sobre esse pistoleiro que acompanhava Lampião em Limoeiro?
Se não me engano, Frederico Pernambucano uma vez me falou que Lampião tinha serviço de pistolagem para cobrar dinheiro emprestado  por ele para comerciantes nas capitais.

Isso procede?


 


quarta-feira, 13 de junho de 2012

Games

Universitários recém-formados expõem game "Guerra no Sertão" na Espanha

Obra de brasileiros, que tem o cangaço como tema, é selecionada por júri internacional para compor a II Muestra de Estudiantes BID10

Por Larissa Drumond, iG São Paulo

Estudantes recém-formados de Design de Games criaram o jogo “Guerra no Sertão” como trabalho de conclusão de curso, em 2008. E mal sabiam que, dois anos depois, ele seria selecionado por um júri composto por especialistas de vários países para ser exposto na II Muestra de Estudiantes BID2010, em Madri, na Espanha. O trabalho será exibido em formato audiovisual no prédio da Central de Design do Matadero de Madri, onde será a II Bienal Ibero Americana de Design – que segue até 31 de janeiro. Mas o público não poderá interagir. “Os visitantes verão apenas imagens do trabalho, mas está publicado na internet para jogarem depois”, afirma o professor Delmar Galisi, da Universidade Anhembi Morumbi, que orientou e inscreveu o projeto.

A ideia era usar uma temática ligada à cultura brasileira. “Queríamos fazer algo sobre nosso país. Estávamos em dúvida entre índios ou cangaço, porque ambos possuem muitos elementos ricos culturalmente. Tiramos cara ou coroa para decidir”, conta Bruno Barbosa Ramalho, que faz parte do grupo Picolargo – ainda composto pelos alunos Alex Canduço, José Alexandre Paiva Castro, Rafael Padovani e Vinícius Gouveia.


O objetivo do jogo é fazer o cangaceiro ficar cada vez mais famoso

Este foi o primeiro jogo completo desenvolvido pelo grupo, com exceção do primeiro – de tabuleiro. “Os outros eram apenas demonstrações, pois jogos mais complexos não são fáceis de fazer”, diz Bruno. “Para o ‘Guerra no Sertão’, nos inspiramos em games antigos, em que o maior objetivo é alcançar certa pontuação. É como o Pac-Man, o Space Invaders e esses jogos de fliperama”, comenta José Alexandre.

Ao todo, foram nove meses de produção – cinco destinados a pesquisa e projeto de criação e outros quatro ao desenvolvimento. Mesmo antes do início do ano letivo, o grupo já havia colhido informações para que a batalha sertaneja ficasse pronta a tempo.

Acessibilidade
Critério também importante é a acessibilidade. Os usuários jogam sem a necessidade de instalar programas no computador. “Não queríamos que fosse mostrado apenas como um projeto acadêmico e que não saísse desse âmbito”, explica o aluno. “O objetivo era que o maior número de pessoas pudesse jogar; por isso, escolhemos a web. Quanto menos barreiras, melhor”, continua.

Eles ainda dizem que o PC ainda é a plataforma que se encaixa melhor. Computador e internet bastam. “Fazer o jogo para algum console se tornaria um obstáculo para a maior parte das pessoas”, explicam. Mas isso não impede que o jogo seja portado, no futuro, para celulares, que já possuem algumas facilidades para o desenvolvimento em flash. Ou até para o XBOX Live e o Playstation Network.



 "Pesquisamos bastasnte para ficar o mais original possível" 
diz Bruno Barbosa

Press start
“Guerra no Sertão” é um típico jogo de estratégia, que possui combate e coleta de recursos. A jornada, disponível apenas em português, acontece com o cangaço servindo como pano de fundo. “O grupo percebeu que há muita sincronia entre os games de estratégia e o contexto sertanejo do começo do século XX. Por outro lado, é casual, acessível e não precisa ser manipulado por especialistas”, revela o professor.

O jogador controla um cangaceiro que tem de sobreviver no sertão. Quanto mais tempo o personagem sobreviver, mais famoso será – e, consequentemente, a pontuação será maior. O objetivo é obter fama, que cresce de acordo com o número de batalhas vencidas e o tempo de saque nas vilas. Para isso, é preciso comprar mantimento, enfrentar o ataque da polícia e, claro, assaltar os vilarejos. O nível de dificuldade do jogo aumenta conforme a versão virtual do “Lampião” derrota um exército da polícia e se fortalece. É assim que o jogo fica mais complicado, até o personagem morrer e a pontuação ser registrada no ranking.

Segundo os criadores, as regras foram criadas para que o game fosse realmente sobre o cangaço, e não apenas rotulado como um determinado gênero – ação, corrida ou luta. E foram atrás. “Pesquisamos bastante para identificar elementos dentro do tema e ficar o mais original possível”, compartilha Bruno.


Da esquerda para a direita: Bruno, Rafael, 
Vinícius e José Alexandre

Select
O “Guerra no Sertão” já esteve em outras exposições, como a Life Online of Life, na Galeria Olido (SP) neste ano. Também foi selecionado para o Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (File) 2009, onde foi considerado um dos melhores projetos multimídia da história do evento, e para a Bienal Iberoamericana. Neste ano, ainda foi vencedor do Festival de Jogos Independentes na categoria “PC”, por voto popular, no Simpósio Brasileiro de Jogos e Entretenimento Digital (SBGames).

A partir de dezembro, todas as obras farão parte de uma exposição virtual da BID10, que poderá ser acessada pelo site oficial. O lado negativo é que os próprios designers não verão a reação do público espanhol. “A organização de Madri não previu o envio de passagens”, finaliza o professor.

Pesquei no IG jovem

domingo, 10 de junho de 2012

Todos a Mossoró!!!

XIV Fórum do Cangaço


Caros Sócios e amigos, Confiram abaixo a Programação do XIV Fórum do Cangaço a ser realizado no periodo de 12 a 14 de junho de 2012 na Universidade Potiguar - UNP Mossoró/RN.O Tema desta edição é: "A violência nos sertões do Nordeste no tempo do cangaço"             

Coordenação Geral:
Lemuel Rodrigues da Silva

Comissão Organizadora:
Emanuel Pereira Braz; Francisco das Chagas Nascimento; Francisco de Assis Nascimento; Marcilio Lima Falcão; Lemuel Rodrigues da Silva; Paulo Medeiros Gastão, Rosimeiry Florêncio de Queiróz Rodrigues

Realização:
Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço – SBEC

Organização:
Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço - SBEC
Universidade Potiguar

Contatos:
Lemuel Rodrigues da Silva (84) 8879 3893 - sbecbr@gmail.com

Cronograma de atividades

Dia 12/06/12 – Terça-feira.

19h15min
Local: Universidade Potiguar
Solenidade de abertura

20:00h
Conferência de abertura
Tema: "O código do sertão: violência e resolução de conflitos"
Conferencista: Prof. Francisco Linhares Fonteles Neto – Fortaleza/Ce
Coordenação: Paulo Medeiros Gastão

21:00h
Lançamento de livro:
Obra: "A outra face do cangaço": vida e morte de um praça.
Editora. Edições Bagaço     
Autor. Antônio Vilela de Sousa

Dia 13/06/12 – Quarta-feira

08:00h
Assembléia Geral da SBEC

19h15min
Mesa-redonda
Tema: "Violência contra a mulher no tempo do cangaço"
Debatedoras
Juliana Pereira Ischiara  - Quixadá/CE
Susana Goretti Lima Leite – Mossoró/RN
Moderadora
Rosimeiry Florêncio de Queiróz Rodrigues
                      
Dia 14/06/12 – Quinta-feira

19h30min
Posse da nova diretoria

20h00min
Mesa Redonda
Tema: "Narrativas sobre o cangaço na imprensa"
Debatedores
Anildomá Willans de Souza – Serra Talhada/PE
Wescley Rodrigues Dutra – Cajazeiras/PB
Moderador
Marcilio Lima Falcão
 

Taxa de inscrição: R$ 20,00
Carga horária: 12h
12 de junho das 07:00h às 11:00 e 14:00 às 19:00: Credenciamento


Atenção:

O sócio da SBEC terá direito a 50% de desconto na inscrição, conforme previsto no estatuto.
São considerados sócios todos aqueles que efeturaram o recadastramento na 1ª e 2ª fase. (2011-2012).
Consta em mãos dos monitores relação dos sócios que efetuaram o recadastramento.

Informações sobre hospedagens:

Hotel Valley
Av. Presidente Dutra, 360. Ilha de Santa Luzia Mossoró/RN
Fone: (84) 3315 1950
http://www.hotelvalley.com.br
Informações e reservas: hotelvalley@hotmail.com



Lemuel Rodrigues da Silva
Presidente