sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Sebo Virtual

Raridades e novidades" do professor Pereira
Catálogo atualizado para Janeiro. Promoções e valores com frete incluso para todo o Brasil.

Autor                                      Título                                            Valor   Obs. 

- Abelardo F. Montenegro Fanáticos e Cangaceiros 2011 – Clássico 2ª Ed. 420 pág. 50,00  Novo
- Aglae Lima de Oliveira  Lampião – Cangaço e Nordeste 2ª Ed. 1970  80,00 Regular estado/necessita encadernação
- Alberto Pinheiro da Silva Memórias de Água Branca 1995 111 pág. 25,00 Bom estado
- Alberto S. Galeno Território dos Coronéis 1987  123 pág. 30,00 Capa dura c/ carimbo
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- Alcino Alves Costa  Lampião Além da Versão, Mentiras e Mistérios de Angicos – 2011 Lançamento (3ª Ed.). 410 pág. 40,00 Novo
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- Alcino Alves Costa  Lampião Em Sergipe 2011  298 pág. 55,00  Novo
- Alcino Alves Costa  Poço Redondo - A Saga de Um Povo 349 pág. 50,00 Novo
- Alcino Alves Costa  O Sertão de Lampião 50,00 Novo
- Ana Cláudia Marques e outros  Andarilhos e Cangaceiros 1999  233 pag.  30,00  Novo
- André Heráclio do Rego Família e Coronelismo no Brasil- Uma História de Poder 378 pag. 35,00  Ótimo estado
- Ângelo Osmiro Assim Era Lampião e Outras Histórias 2012  236 pág.  35,00 Novo
- Anildomá Willans  Lampião – Nem herói Nem Bandido  35,00  Novo
- Antonio Amaury C. de Araújo  Gente de Lampião – Sila e Zé Sereno  20,00 Novo
- Antonio Amaury C. de Araújo  Lampião e as Cabeças Cortadas  55,00  Novo
- Antônio Amaury C. de Araújo  Lampião, Segredos e Confidências do Tempo do Cangaço 3ª Ed. 2011.   229 pág.  55,00  Novo
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- Antônio Amaury C. de Araújo Maria Bonita, A Mulher de Lampião 2011. 279 pág. 55,00  Novo
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- Antônio Amaury C. de Araújo Lampião - As Mulheres e o Cangaço 2012  399 pág.  55,00  Novo
- Antônio Amaury C. de Araújo Gente de Lampião: Dadá e Corisco 2011 329 pág.  60,00  Novo
- Antônio Amaury C. de Araújo De Virgolino a Lampião 2009 319 pág.  55,00  Novo
- Antonio Amaury e Carlos Elydio Corrêa de Araújo Lampião, Herói ou Bandido? 25,00 Novo
- Antonio Barroso Pontes  Reminiscências de Um Caboclo Sertanejo  204 pag. 23,00  Bom estado
- Antônio Barroso Pontes  O Mundo dos Coronéis 25,00 Bom estado
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- Antônio Barroso Pontes Sociologia do Trabuco
1981 119 pág.  28,00  Bom estado
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- Antônio Barroso Pontes  Sertão Brabo-Usos e Costumes 1979 164 pág. 30,00  Bom estado
- Antônio Corrêa Sobrinho O Fim de Lampião, O que Disseram os Jornais Sergipanos 2011. 166 pág.  33,00  Novo
- Antônio Décio Pinto  Coronel Zuza e a República da Estrela 30,00  Bom estado
- Antônio Vilela de Souza  O Incrível Mundo do Cangaço Vols. I e II.  38,00 cada  Novo
- Antônio Vilela de Souza  A outra Face do Cangaço 2012 – Soldado Adrião 102 pág. 28,00  Novo
- Archimedes Marques Lampião Contra o Mata Sete 2012  552 pág.  55,00  Novo
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- Aferso Lampião e o Seu Bando Sangrento 1940 110 pág.  50,00  Regular estado, falta parte da capa.
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- Billy Jaynes Chandler  Os Feitosas e o Sertão dos Inhamuns  213 pág.  80,00  Bom estado
- Bismarck Martins de Oliveira  Histórias do Cangaço - O Saque de Souza – PB em 1924  30,00 Novo
- Bismarck Martins de oliveira  O Cangaceirismo no Nordeste 2002  329 pág.  38,00  Novo
- Bismarck Martins de Oliveira  Cangaceiros de Lampião de A a Z 2012  35,00 Novo
- Câmara Cascudo  Notas e Documentos Para a História de Mossoró  299 pág.  45,00  Novo
- Célia Magalhães  Fatos e Curiosidades- Missão Velha  25,00 Novo
- Cicinato Ferreira Neto  A Misteriosa Vida de Lampião 33,00 Novo
- Claudio Aguiar  Caldeirão  40,00 Ótimo estado
- Cláudio Aguiar  Lampião e os meninos 1990 126 pág.  28,00 Ótimo estado
- Coleção Mossoroense  Pequena Cantoria de Mário de Andrade e Câmara Cascudo para Lampião e Jararaca 103 pag.  35,00  Ótimo estado
- Daniel Lins   Lampião – O Homem que Amava as Mulheres  30,00  Novo
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- Eduardo Santos Maia O Banditismo na Bahia 1928 (livro raro)  258 pág.  80,00 Capa dura. Envelhecido. Folhas soltando
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- Epitácio de Andrade Filho A Saga dos Limões, Negritude no Enfrentamento ao Cangaço de Jesuíno Brilhante 2011. 92 pág. 35,00  Novo
- Érico de Almeida   Lampião, Sua História 1996 (Fac-similar 1926). 137 pág.   70,00  Bom estado
- Estácio de Lima  O Mundo Estranho dos Cangaceiros 1965  327 pág. 110,00 Envelhecido /várias partes do texto sublinhada a caneta. Miolo bom
- F. Pereira Nóbrega Vingança, Não – Depoimento Sobre Chico Pereira e Cangaceiros do Nordeste 1960 1ª edição.   90,00   Bom estado
- Fátima Menezes Nas Entrelinhas do Cangaço (Livro raro)  36 pág. 50,00  Bom estado
- Firmino Holanda Benjamim Abrahão  85 pág.18,00  Novo (Bolso)
- Francisco Fausto de Souza História de Mossoró  275 pág. 35,00 Ótimo estado/c/carimbo
- Francisco Galvão Do Coronelismo ao Caldeirão 2006  192 pág.  35,00  Novo
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- Frederico Bezerra Maciel  Lampião, Seu Tempo e Seu Reinado Vol. II. 1980 188 pág. 55,00  Bom estado envelhecido
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- Frederico P. de Mello Estrelas de Couro. Edição de luxo – 1ª Ed.  1,6kg  95,00  Novo
- Frederico P. de Mello  Guerreiros do Sol 5ª Ed. 2011  519 pág.  60,00  Novo 
- Frederico Pernambucano de Mello  Benjamin Abrahão, Entre Anjos e Cangaceiros 45,00  Novo
- Frederico Pernambucano de Mello  Quem Foi Lampião 1993  151 pag. 70,00  Ótimo estado
- Geraldo Ferraz  Pernambuco no Tempo do Cangaço 2vol.  1.024 pag.  120,00  Novo
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- Geraldo Ferraz  Theophanes F. Torres, Um Herói Militar na cavalaria de Pernambuco 2004.  250 pag. 45,00 Novo
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- Gilbamar de Oliveira Bezerra  A Derrota de Lampião (Mossoró) 2010  104 pag.  28,00 Novo
- Gilmar Teixeira  Quem Matou Delmiro Gouveia? 2011 152 pág.  38,00 Novo
- Gonçalo Ferreira da Silva Lampião, A Força de Um Líder 2005.  268 pág.  45,00  Ótimo estado
- Gouveia de Helias Dias Sem Compaixão 2010 178 pag. 25,00 Novo
- Gregg Narber Entre a Cruz e Espada: Violência e Misticismo no Brasil Rural 206 pag. 30,00    Ótimo estado
- Gustavo Barroso  Terra de Sol  40,00 Novo
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- Gustavo Barroso Heróis e Bandidos, Os cangaceiros do Nordeste 2012.  197 pág.  40,00  Novo
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- Gustavo Barroso Almas de lama e de aço, 2ª Ed. 2012.  117 pág. 35,00 Novo
- Gutemberg Costa  A Influência do Cangaço na Música popular Brasileira 1998  84 pág. 40,00  Bom estado/soltando as folhas
- Haroldo Felinto  Curiosidades e Fatos Sobre Lampião 2012  207 pág. 30,00 Novo
- Honório de Medeiros Massilon 55,00 Novo
- Iaperi Araújo No Rastro dos Cangaceiros 2009 152 pag. 40,00  Novo
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- Ilda R. de Souza e Israel (Zai) Araújo Orrico Sila, Uma Cangaceira de Lampião. 130 pág.  60,00  Bom estado
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- Ilsa Fernandes Queiróz  Mulheres no Cangaço, Amantes e Guerreiras. 144 pág. 30,00  Novo
- Inês Caminha L. Rodrigues  A Revolta de princesa 1981  81 pag. 15,00  Bom estado-Livro Bolso
- Isabel Lustosa  De Olho em Lampião 2011  109 pág.  25,00  Novo
- Ivan Bichara   Carcará- Romance Histórico - Ataque de Sabino Gomes a Cajazeiras em 1926 - 276 pag. 30,00  Bom estado
- Janduhi Dantas Viagem aos 80 anos da Revolta de princesa (Cordel)  41 pág. 12,00 Novo
- João Bezerra da Nóbrega  Lampião e o Cangaço na Paraíba 2011 345 pág.  50,00 Novo
- João de Sousa Lima  A Trajetória Guerreira de Maria Bonita  38,00  Novo
- João de Sousa Lima  Moreno e Durvinha  38,00  Novo
- João de Sousa Lima e Juracy marques (Org.)  Maria Bonita- Diferentes Contextos Que Envolveram a Vida da Rainha do Cangaço  172 pag.  38,00 Novo
- João Lelis de Luna Freire  A Campanha de Princesa 2000  390 pág. 55,00 Ótimo estado
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- Joaquim Inojosa República de Princesa  55,00  Bom estado
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- Joaryvar Macedo  Império do Bacamarte  50,00  Ótimo estado
- José Alves Sobrinho  Lampião e Zé Saturnino, 16 anos de lutas.  40,00  Novo
- José Anderson Nascimento  Cangaceiros, Coiteiros e Volantes.  30,00  Ótimo estado
- José Cavalcanti  Bicho do Cão - Canga, Cangaço, Cangaceiro. 271 pág. 140,00  Bom estado
- José Gastão Cardoso  A Heroica Resistência de Princesa 2ª ed.  25,00  Novo
- José Hilário Do Cangaço ao Congresso 1994 241 pág. 30,00 Envelhecido pelo tempo
- José Peixoto Junior  Bom de Veras e Seus Irmãos (Os Marcelinos)  40,00 /envelhecido
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- José Sabino Bassetti e César Megale Lampião, Sua Morte Passada a Limpo 2011. 192 pag. 40,00 Novo
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- José Vieira Camelo (Zuza)  Lampião, o Sertão e Sua Gente 1ª Ed. 2001.  191 pág. 40,00 Ótimo estado
- Juarez Conrrado  Lampião- Assaltos e Mortes em Sergipe 2010  301 pag.  45,00  Novo
- Késsia Brito e outra  O Mito de Lampião 47 pág.  12,00  Bom estado
- Leonardo Mota  No Tempo de Lampião 2002  40,00  Novo

- Leonardo Mota  Violeiros do Norte 2002   33,00 Novo
- Luitgarde Oliveira C. Barros A Derradeira gesta: Lampião e os Nazarenos Guerreando no Sertão 2000   260 pag.  50,00  Novo
- Luiz Bernardo Pericás Os Cangaceiros  55,00 Novo
- Luiz Luna  Lampião e Seus Cabras 2ª Ed. 1972  160 pág. 45,00  Bom estado
- Luiz Ruben  Lampião Conquista a Bahia 2011  422 pág.  45,00  Novo
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- Luiz Ruben F. Bonfim  Lampião e os Interventores 2007 236 pag. 38,00  Novo
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- Luiz Rubens F. de A. Bonfim  Notícias Sobre a Morte de Lampião 166 pag.  38,00  Novo
- Luiz Rubens F. de A. Bonfim  Lampião e os governadores 35,00 Novo
- Luiz W. Torres  Lampião e o Cangaço  28,00  Ótimo estado
- Luiz Zanotti   Lampião: Texto, Tela e Palco – Tese de Doutorado - 2012. 308 pág.  50,00 Novo
- Manoel Benício O Rei dos Jagunços 1997  30,00  Ótimo estado
- Marcos Medeiros A Caatinga Sustentou Campesino e Cangaceiros  Cordel 16 pg  8,00 Novo
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- Marcos Vinícius Vilaça e Roberto Cavalcanti de Albuquerque Coronel, Coronéis 1978  225 pag. 35,00 Ótimo estado
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- Maria Christina Matta Machado  As Táticas de Guerra dos Cangaceiros 2ª Ed. 1978 150 pág.  35,00  Bom estado de leitura/envelhecido
- Maria Isaura P. de Queiroz  História do Cangaço  25,00  Bom estado / envelhecido
- Mariane L. Wiesebron  Historiografia do Cangaço e o Estado Atual da Pesquisa Sobre Banditismo a Nível nacional e Internacional (Apostila) 28 pag. Coleção Mossoroense Séria “A”  28,00  Bom estado
- Marilourdes Ferraz  O Canto do Acauã  4ª edição 2012 Lançamento  680 pág.  90,00  Novo
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- Mario Souto Maior  Antonio Silvino – Capitão de Trabuco 40,00 Novo

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- Melchíades da Rocha  Bandoleiros das Catingas 1988  178 pág. 55,00  Bom estado
- Melquíades Pinto Paiva  Bibliografia Comentada do Cangaço vol. III. 105 pág.  10,00 Ótimo estado
- Melquíades pinto Paiva Bibliografia Comentada do Cangaço vol. V  89 pag. 10,00 Novo
- Melquíades Pinto Paiva  Ecologia do Cangaço  40,00  Novo
- Melquíades Pinto Paiva  Cangaço, uma ampla bibliografia comentada 2012. “392 pág. 85,00 Novo / Capa dura
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- Miriam V. Garate  Civilização e Barbárie nos Sertões 25,00 Novo
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- Napoleão Tavares Neves  Cariri, Cangaço, Coiteiros e Adjacências 2009.  131 pag.  35,00  Novo
- Nelly Cordes  O Rei dos Cangaceiros 1954  181 pág. 30,00  Bom estado/envelhecido
- Nertan Macedo Lampião- Cap. Virgulino Ferreira – 5ªed. 1975  25,00  Regular estado
- Nertan Macedo O Clã dos Inhamuns 1980  124 pag.  50,00 Ótimo estado
- Nertan Macedo Sinhô Pereira - O Comandante de Lampião 50,00 Ótimo estado
- Nertan Macedo Floro Bartolomeu, o Caudilho dos Beatos e Cangaceiros. 202 pag. 55,00 Ótimo estado
- Oleone Coelho Fontes Lampião na Bahia  50,00  Novo
- Optato Gueiros  Lampião, Memórias de Um Oficial Ex-comandante de Forças Volantes (Ed. Fac-similar). 279 pág. 45,00  Bom estado
- Padre João Carlos Perini  Padre Cícero e Lampião 12,00 Novo
- Paulo Gastão Lampião de A a Z 2011 75 pág. 15,00 Novo
- Paulo Gil Soares Vida, Paixão e Morte de Corisco.  92 pág. 30,00  Bom estado/envelhecido
- Paulo Medeiros Gastão O Cangaço e a Imprensa 2012  80 pág. 23,00 Novo
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- Paulo Moura  Lampião: A Trajetória de Um Rei Sem Castelo  150 pág.  35,00  Novo
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- Pedro Baptista  Cangaceiros do Nordeste 2011  279 pág.  37,00  Novo
- Pedro Nunes Filho  Guerreiro Togado – 2011 - Edição de Luxo  516 pág.  100,00 Novo
- Pery Lamartine  Coronéis do Seridó 2005  177 pag.  25,00  Novo
- Piragibe de Lucena Lampião, Lendas e Fatos 1995. 86 pág. 35,00 Bom estado
- Raimundo Nonato  Jesuíno Brilhante - O Cangaceiro Romântico  45,00 Novo.
- Raimundo Nonato  Lampião em Mossoró 2012  325 pág.  45,00  Novo
- Raimundo Soares de Brito e Antônio Gurgel  Nas Garras de Lampião 1996 122 pág. 45,00 Ótimo estado
- Ranulfo Prata Lampião  28,00 Ótimo estado
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- Ranulfo Prata  Lampião, Documentário 2010 239 pág.  35,00  Novo
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- Raquel de Queiroz  Lampeão, a Beata Maria do Egito - Teatro 1995. 60 pag.  20,00 Ótimo estado
- Raul Fernandes  A Marcha de Lampião - Assalto a Mossoró. 55,00  Novo.
- Raul Fernandes  Lampião na Fazenda Veneza  23 pág. 15,00 Novo
- Rejane Vasconcelos A. Carvalho  O Estado, a Terra e o Coronelismo Nordestinos. 94 pag. 20,00 Ótimo estado
- Renato Phaelante  Cangaço, Um Tema na Discografia da MPB.  97 pág.  40,00  Novo
- Ricardo Albuquerque (org.)  Iconografia do Cangaço – (Livro Álbum) Inclui Filme com Cenas Inéditas de Lampião e Seu Bando (DVD)  215 pág. 120,00  Novo
- Roberto Pedroso Monteiro  O Outro Lado do Cangaço,  As Forças Volantes em Pernambuco entre 1922-1938 2004.  185 pág.  60,00  Ótimo estado
- Robinson Cavalcanti  As Origens do Coronelismo 1984  189 pág. 45,00  Bom estado c/carimbo
- Rodrigues de Carvalho  Serrote Preto 1961 e 1974  70,00  Bom estado
- Ronald Daus O Ciclo Épico dos Cangaceiros na poesia popular do Nordeste 1982  161 pág.  30,00    Bom estado. Envelhecido
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- Rosa Bezerra A Representação Social do Cangaço 50,00 Novo
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- Rui Facó  Cangaceiros e Fanáticos 2012  40,00 Novo.
- Sérgio Augusto S. Dantas  Antônio Silvino: O Cangaceiro, o Homem, o Mito 2ª Edição 2012. 314 pág.  37,00  Novo
- Severino Barbosa  Antonio Silvino – O Rifle de ouro  80,00 regular  100,00 Bom estado.
- Sônia Maria B. de Sousa  Uma Visão do Cangaço 1998  83 pág. 35,00 Bom estado/lombada gasta
- Sousa Neto José Inácio do Barro e o Cangaço 2011 223 pág. 35,00  Novo.
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- Ulysses Lins de Albuquerque  Um Sertanejo e o Sertão 2ª edição. (Anexo "A luta dos Pereiras e Carvalhos") 242 pág. 45,00  Bom estado/envelhecido pelo tempo.
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- Valdir Nogueira  São José do Belmonte 1999 (O trágico fim do Cel. Gonzaga e a História da Pedra Bonita) 361 pág.  65,00  Ótimo estado
- Vilma Maciel  Os Fuzilados do Leitão 2ª Edição 2012  88 pág. 23,00 Novo
- Vilma Maciel  Lampião: Luta, Sangue e Coragem 2012 (Romance Histórico)  188 pág. 33,00  Novo
- Waldemar Alves da Silva Júnior O coronelismo em Salgueiro (1920-1945) 2008  277 pág.  50,00    Capa dura /ótimo estado com carimbo
- Waldir Bitú  Um Coronel do Sertão - "José Abílio" - 1956  207 pág.  60,00  Bom estado para o tempo/amarelado/capa sofrida
  
*Imagens meramente ilustrativas
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Estou sempre comprando e vendendo livros, os preços podem variar para mais ou para menos, a qualquer momento. Possuo apenas uma unidade de alguns títulos, então será sempre importante confirmar o estoque do livro desejado. O pedido pode ser feito para nosso E-mail franpelima@bol.com.br ou pelo tel. (83) 9911 8286 (TIM) - (83) 8706 2819 (OI)

Att. Professor Pereira
Cajazeiras/PB

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Lampião em Mossoró

Quarta teoria: O ataque resultou de um plano político (Sexta parte)

Por Honório de Medeiros

Jerônimo Rosado

No que diz respeito à Mossoró e a Jerônimo Rosado, a historiografia é avara em relação a essa época, excetuando-se as obras de Raul Fernandes e Raimundo Nonato, que tratam apenas do episódio específico da invasão da cidade por Lampião.


Não há, como se pode constatar, mesmo quando consultamos “Notas e Documentos para a História de Mossoró”, de Luis da Câmara Cascudo, ou “História de Mossoró”, de Francisco Fausto de Souza, praticamente nada alusivo aos anos vinte.

Sabemos, entretanto, por textos esparsos, que o começo da ascendência dos Rosados em Mossoró nasce com o século XX, a partir de Jerônimo Rosado, paraibano de Pombal, que se casara com uma integrante da tradicional família Maia [1], enviuvara, desposara sua cunhada, e estava em Mossoró desde 1890 pelas mãos do líder político – já nos idos de 1917 - Coronel Francisco Pinheiro de Almeida Castro, casado com Dna. Yayá [2], da família Veras e Saldanha, parenta, portanto, de Benedito Saldanha.

Sob a liderança de Almeida Castro, Jerônimo Rosado  foi Presidente da Intendência Municipal de Mossoró entre 1917 – 1919 [3]:

Presidente [4] da Intendência: Jerônimo Rosado; Vice, doutor Antônio Soares Junior [5]. Intendentes: Sebastião Fernandes Gurgel, Francisco Xavier Filho, Francisco Borges de Andrade, Raimundo Leão de Moura e Camilo Porto de Figueiredo.

Em 1920-1922 Jerônimo Rosado seria, novamente, intendente (vereador). Muito amigo de Almeida Castro, chegando a ser, junto com Rafael Fernandes, um dos dois principais suportes de sua trajetória política, quando aquele, em 1921, seguiu para o Rio de Janeiro no intuito de assumir seu mandato de Deputado no Congresso Federal, Jerônimo Rosado foi designado, junto com Rafael Fernandes, para assumir a direção política do município, em carta aberta à população [6].

Mas em 20 de junho de 1922 morria Almeida Castro.

Poucos dias depois, no “O Mossoroense” de 15 de julho de 1922, em sua primeira página, é publicado um Edital do Partido Republicano Federal informando a população que a chefia política do Município ficaria sob os cuidados de um Diretório constituído por Raphael Fernandes, como Presidente; Cel. Manoel Cyrillo dos Santos, Vice; e Jerônimo Rosado, 1º Secretário, dentre outros.

Nesse mesmo “O Mossoroense” se informava que Raphael Fernandes fora indicado pelo Governador Ferreira Chaves para substituir Almeida Castro no Congresso Federal. Chegavam os Fernandes, assim, à chefia política da segunda maior cidade do Rio Grande do Norte, com forte influência em todo o Oeste e Alto Oeste potiguar.

Consequência dessa situação vai ocorrer logo em 1926, quando da escolha do novo Prefeito de Mossoró:

1926-1928: Presidente, Rodolpho Fernandes de Oliveira Martins; Vice, Hemetério Fernandes de Queiroz. Intendentes: Luís Colombo Ferreira Pinto, Francisco Clemente Freire, Antonio Teodoro Soares Frota, Manuel Amâncio Leite e Francisco Borges de Andrade [7]. Por qual razão Jerônimo Rosado foi preterido? Tanto o Presidente, quanto o Vice, eram ligados por laços familiares diretamente a Rafael Fernandes. Jerônimo Rosado foi, assim, escanteado das posições políticas que o falecido Almeida Castro para ele reservou ao longo de sua vida de liderança em Mossoró.

Não que Jerônimo Rosado, discreto, lamentasse publicamente o fato. Muito antes pelo contrário. Em Mossoró era pública e notória sua amizade com Raphael Fernandes. Mas não havia qualquer aproximação sua com o Coronel Rodolpho Fernandes. Ficou ele ressentido com seu alijamento do poder?

Por sua vez os coronéis Quincas e Benedito Saldanha, se de fato planejavam a hegemonia política na região, e para tal lutaram tão ferozmente contra o Partido Popular alguns anos depois, defendendo o Interventor Mário Câmara, contavam, portanto, com esses dois fatos, para tentar a ampliação de seu espaço de poder no Oeste potiguar: o desejo do Governador José Augusto de minar a liderança ascendente dos Fernandes e ressentimento de Jerônimo Rosado com seu alijamento do topo da política mossoroense pela ascensão do Coronel Rodolpho Fernandes.

Não que Jerônimo Rosado fosse homem de maquinações maquiavélicas na luta pelo poder, diga-se de antemão. Pelo menos até onde se sabe. Muito antes pelo contrário, é de se presumir. Sua conduta foi e é considerada irrepreensível até hoje.

Mas era uma liderança política inconteste e influente em Mossoró, respeitado política e empresarialmente, muito mais significativa, em termos de prestígio, que Antônio Soares, o “nome” da oposição e do Governador José Augusto em Mossoró. Se Almeida Castro, anos antes, rompera com os Maranhão [8], não seria estranho Jerônimo Rosado romper com os Fernandes e se aliar a José Augusto.

E os coronéis Quincas e Benedito Saldanha sabiam que graças aos laços familiares de Jerônimo Rosado, natural de Pombal, na Paraíba, casado duas vezes no seio da família Maia, tradicional aliada dos Saldanha, com o desaparecimento do Coronel Rodolpho Fernandes da política, a balança penderia a seu favor em Mossoró e Região.

Contra Jerônimo Rosado depõe sua estranha ausência na defesa da cidade que escolhera para si e sua família e que o recebera tão bem ao ponto de lhe guindar à participação concreta na sua elite dirigente. Não há registro, sequer, de sua participação nas reuniões promovidas pelo Coronel Rodolpho Fernandes, antes da invasão, para discuti-la.

Não é aceitável a desculpa, muitas vezes ouvida em Mossoró, de que Jerônimo Rosado fugiu da luta contra Lampião para preservar sua numerosa família.

O Coronel Rodolpho Fernandes, por exemplo, assim como outros, obrigou Raul Fernandes, seu filho, dezoito anos à época, a embarcar com sua esposa, filha e netos no trem que saiu da cidade conduzindo mulheres, crianças e idosos, mas contou sempre com a ajuda de seu filho mais velho [9] na trincheira do Palacete. Paulo Fernandes, seu outro filho, estava naquele ano no Rio de Janeiro, onde fazia medicina.

Rodolpho Fernandes [10]

Estamos, agora, em pleno 1927, e o Coronel Rodolpho Fernandes é o Prefeito de Mossoró, segunda maior cidade do Rio Grande do Norte. Aos poucos vamos inter-relacionando Massilon, Quincas e Benedito Saldanha, José Augusto Bezerrra de Medeiros, Jerônimo Rosado, e Rodolpho Fernandes.

Mossoró rivaliza com Natal, a capital. Sua população, incluindo a do município, era, em 1927, de 20.300 habitantes. Natal alcançava 30.600, nos diz Raul Fernandes [11]. A ascensão ao poder do Coronel Rodolpho Fernandes revela o predomínio político que sua família, descendente do filho [12] de um português casado com uma filha do fundador de Martins, o português Francisco Martins Roriz, adquirira ao longo do tempo, e que se baseava, fundamentalmente, na exploração industrial da cultura do algodão e do sal.

Aqueles eram novos tempos, o Coronel Rodolpho Fernandes o pressentia. O Sertão, através de José Augusto Bezerra de Medeiros granjeara, para si, o poder que os Maranhão, ricos usineiros do açúcar, entregaram lentamente aos coronéis proprietários de terra onde o algodão brotava. Esse mesmo poder, entretanto, calcado na terra, cedia agora, por sua vez, espaço a uma burguesia que se firmava por intermédio da industrialização e do comércio em larga escala.

Os Fernandes estavam à frente desse processo de mudança e iriam viver seu apogeu logo mais, após a vitoriosa campanha do Partido Popular [13] contra o Interventor Mário Câmara, com a eleição do médico Rafael Fernandes para dirigir os destinos do Rio Grande do Norte.


Julieta Fernandes e seu esposo Nogueirinha
Foto jotamaria-imagemmossoro.blogspot.com/

Enquanto não se consolidava de vez o poder estadual nas mãos dos Fernandes, seguidores de José Augusto Bezerra de Medeiros, na capital, olhavam com preocupação o avanço político da família oestana em Mossoró, cidade de liderança inconteste do Oeste Potiguar, sob o comando do Coronel Rodolpho Fernandes.

No Alto Oeste, sua cidade principal, Pau dos Ferros, já era dominada pelo Coronel Adolpho Fernandes, parente e correligionário do Coronel Rodolpho Fernandes. De Mossoró para dentro, até a fronteira com a Paraíba e o Ceará, incluindo, portanto, Martins [14] e Luis Gomes, os Fernandes dominavam. Em Apodi, embora o Coronel Chico Pinto não fosse Fernandes, era correligionário, compadre, contraparente [15] e amigo pessoal do Prefeito de Mossoró.

Mas a oposição em Mossoró não descansava, era aguerrida e o eco dos seus passos chegava até os salões do Palácio do Governo, onde auxiliares diretos de José Augusto Bezerra de Medeiros o intrigavam junto ao Coronel Rodolpho Fernandes e vice-versa.


Em carta dirigida ao escritor Nertan Macedo [16], Paulo Fernandes, filho do Coronel Rodolpho Fernandes, enfatiza essa intriga entre os dois líderes políticos:

O Governador do Rio Grande do Norte, Doutor José Augusto Bezerra de Medeiros e o seu chefe de polícia, Desembargador Manoel Benício de Melo, estavam à época, em franco dissídio com o prefeito de Mossoró (meu pai); O Sr. Mirabeau Melo, chefe da repartição do telégrafo em Mossoró era irmão do chefe de polícia, e atuava como informante das coisas locais e porta voz do governo era um medíocre intrigante, inadequado para a missão que o destino lhe reservou pois tanto o governador do estado e seu chefe de polícia como o prefeito de Mossoró eram homens de bem e do mesmo partido político de modo só se compreende o dissídio entre eles em torno do problema de interesse público em virtude da ação maléfica de mexeriqueiros [17] (...).


Continua...

[1] A família Maia era tradicional aliada dos Saldanha no Sertão paraibano. O Coronel Francisco Pinheiro de Almeida Castro, cearense, era casado com uma Saldanha. Jerônimo Rosado era, portanto, fortemente relacionado com os Maias e os Saldanhas.

[2] Dna. Francisca Veras Saldanha (1862-1909).

[3] “NOTAS E DOCUMENTOS PARA A HISTÓRIA DE MOSSORÓ”; CASCUDO, Luis da Câmara; Fundação Vingt-Un Rosado; Coleção Mossoroense, Série “C”; Volume 849; Maio de 1986; 3ª. Edição; Co-edição com EFERN/UNED Mossoró e Petrobrás S.A.

[4] Presidente da Intendência, ou seja, da Câmara dos Vereadores.

[5] O mesmo Antônio Soares Junior que lideraria a oposição veemente contra o Coronel Rodolpho Fernandes na época da invasão de Lampião. Ligado a José Augusto Bezerra de Medeiros.

[6] “CONVERSA EM TEMPO DE MUTIRÃO SOBRE FRANCISCO PINHEIRO DE ALMEIDA CASTRO”; ROSADO, Tércio e Outros; Coleção Mossoroense; Série “C”; volume 1.080; 1999; Mossoró, RN.

[7] “NOTAS E DOCUMENTOS PARA A HISTÓRIA DE MOSSORÓ”; CASCUDO, Luis da Câmara; Fundação Vingt-Un Rosado; Coleção Mossoroense, Série “C”; Volume 849; Maio de 1986; 3ª. Edição; Co-edição com EFERN/UNED Mossoró e Petrobrás S.A.

[8] “Almeida Castro fora Presidente da Intendência em outubro de 1891, na vaga de Manoel Benício de Melo, e elaborou o primeiro orçamento da Mossoró Republicana. O Dr. Miguel Joaquim de Almeida Castro, também cearense, seu primo, filho de Joaquim Felício, irmão do seu pai, eleito pelo Congresso, assumiu a presidência do Estado em setembro e foi deposto em novembro desse 1891. A Junta Governativa, amiga de Pedro Velho, adversário medular de Miguel Castro, demitiu Castro da presidência a 16 de novembro, nomeando Manoel Cirilo dos Santos. O demitido jamais esqueceu o golpe, jurando oposição a todos os governos da oligarquia Maranhão (“CONVERSA EM TEMPO DE MUTIRÃO SOBRE FRANCISCO PINHEIRO DE ALMEIDA CASTRO”; ROSADO, Tércio e Outros; Coleção Mossoroense; Série “C”; volume 1.080; 1999; Mossoró, RN.).

[9] José Rodolpho.

[10] Dizia-se em Mossoró que o Coronel Rodolpho Fernandes era bom de briga.

[11] “A MARCHA DE LAMPIÃO”; Editora universitária; Universidade Federal do Rio Grande do Norte; 1981; 2ª edição; Natal, RN.

[12] Mathias Fernandes Ribeiro.

[13] Acerca dessa histórica campanha, ler “HISTÓRIA DE UMA CAMPANHA”, de Edgar Barbosa.

[14] O prefeito de Martins era Emídio Fernandes, parente seu.

[15] Conforme telegrama encaminhado pelo Coronel Francisco Pinto ao Coronel Rodolpho Fernandes em 16 de junho, com o seguinte texto: “Queira prezado parente aceitar e transmitir ao povo mossoroense meus sinceros parabéns” (PIMENTA, Antônio Filemon Rodrigues; “O CANGAÇO NA IMPRENSA MOSSOROENSE”; Tomo II; Coleção Mossoroense; Série “C”; nº 1.104; 1999; Mossoró).

[16] Autor de “LAMPIÃO”.

[17] “POLÍGONO – REVISTA DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE ESTUDOS DO CANGAÇO – TOMO I – ANO I - Coleção Mossoroense; Série “C”; Volume 963; Co-edição ETFRN/UNED; Mossoró; 1997.

Tá tudo no Blog do confrade Honório

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Novo livro na praça

Cangaço Tatuado no Traço


o cirurgião-dentista e artista plástico Reinaldo Azevedo lançou pela Sebo Vermelho edições "Cangaço Tatuado no Traço", um livro que reúne cerca de 100 gravuras que contam a história de Lampião e seu bando pelo sertão nordestino.

O livro conta com a colaboração do cirurgião-dentista Humberto Dantas, que escreveu alguns dos textos contextualizando as gravuras feitas por Reinaldo. E com o apoio do SOERN (Sindicato dos Odontologistas do Rio Grande do Norte).

A obra foi apresentada oficialmente no dia 20 de dezembro de 2012, porem vamos considera-la como primeiro lançamento de 2013.

Beleza Macabra
Por Edilson Lima
Passados mais de setenta anos da sua extinção, o cangaço conserva uma atualidade imensa, uma presença tão marcante, que projeta sobras cada vez mais longínquas, reacendendo debates e instigando temas de cunho histórico e sociológico.

Num simples olhar sobre o álbum “cangaço tatuado no traço”, da lavra de Reinaldo Azevedo fica evidente a sua capacidade impar de recriar os rudes personagens que povoaram o ermo e hostil sertão nordestino, assinalados por Graciliano Ramos e Euclides da cunha, com seus galhos pelados de uma caatinga rala, das juremas secas e mandacarus, xique xiques, imburanas, juazeiros e baraúnas, e dos serrotes azulados, covil de suçuaranas, jararacas e cascavéis.

O cangaceiro, também fazendo parte desta fauna, é retratado em todo esplendor de rusticidade, com seus costumes, suas lutas, seus amores, vitorias e fracassos.
 


Verdadeiros heróis e bandidos, vivificados por Reinaldo através deste dificílimo idioma que é a arte da pirogravura, queimada na vaqueta do couro, ou do traçado obliquo de pena sobre papel onde ele exibe todas a sua irreverencia artística, chegando ao ápice de recriar a “ ultima ceia” daqueles jagunços, dando viva vida a suas cabeças até então decepadas, num surrealismo estonteante, em um quadro por assim dizer de certa beleza macabra!
A obra de Reinaldo, que é um misto de Odontólogo, sanitarista, musico, artesão, luthier e desenhista, além de cultivar a nobre arte de fazer amigos, vieram para deixar, indelevelmente, a sua marca no mundo cultural brasileiro e, de forma definitivamente e acabada, reintegrar a saga do cangaço ao universo do qual ele encontrava-se exilado.
Edilson Lima é advogado graduado pela UFRN

Livro "Cangaço tatuado no traço"
Autor:  Reinaldo Azevedo
Editora: Sebo Vermelho
Nº de páginas: 134

Preço? R$ 68,00 (Sessenta e oito reais) e com frete já incluso. Onde comprar? Com nosso revendedor oficial Professor Pereira através do E-mail franpelima@bol.com.br ou pelos tels. (83) 9911 8286 (TIM) - (83) 8706 2819 (OI). Podem comparar a oferta, façam simulações de compra nos demais revendedores na Internet.


Texto e fotografia do autor colhidos no site do CRO/RN
Capa e imagem no Blog Pouso da Verdade

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

SCAN: Revista Bravo Jan - nº 1, Maio de 2002

"O retorno de um cangaceiro" História e arte de Anilton Freires


Clique para ampliar. Atenção! A página 7 era apenas publicidade a história tem continuidade na página 8.









Colaboração do pesquisador e colecionador Raimundo Gomes

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Eis a questão:

Quantos fôro os "Azulão"?

Por Kiko Monteiro

É notório para alguns e confuso para outros, mas no cangaço uma das práticas mais comuns era a de um membro recém chegado escolher ou ser batizado com o vulgo de uma cabra morto ou desertor. "Azulão" foi um destes vulgos que se multiplicou. A pesquisa de Alcides Niceas citada pela pesquisadora Lúcia Gaspar em seu artigo "Cangaceiros: alcunhas e nomes próprios" nos informa que o primeiro Azulão era integrante do bando de Antônio Silvino, o segundo era do bando de Sinhô Pereira, o terceiro e o quarto pertenceram ao bando de Lampião.

Desses dois primeiros só conseguimos dados sobre o comandado por Silvino:
Que se chamava Félix José da Costa, um negro alto, forte e valente, nascido na Fazenda Dominga, localizada nas proximidades da Caverna da Caridade, distrito de Caicó, RN. Após famoso combate ocorrido entre o grupo de cangaceiros de Antônio Silvino e polícia paraibana, na Fazenda Pedreira, do coronel Janúncio Salustiano, no dia 15 de fevereiro de 1901 o cangaceiro Azulão consegui fugir, conhecia a localização da Caverna da Caridade e sabia que no local havia água. A ideia do foragido era “dar um tempo” e procurar os amigos que tinha naquele setor e assim escapar daquela situação. Na caverna, junto com Azulão,  estava o cangaceiro conhecido como Moreninho.
Consta que após o tiroteio na Pedreira, os dois cangaceiros vararam o sertão em direção Norte/Nordeste, passando pela região onde hoje se encontra o Açude Itans, mantendo a cidade de Caicó a esquerda deles. Seguiram então pelas proximidades das Serra da Bernarda e da Formiga, até a região da Serra da Cruz, em um estirão comprido, mas que o desespero ajudava a amenizar a distância.

Antes dos fugitivos chegarem a caverna, passaram na casa de conhecidos, se abasteceram e seguiram para Serra da Cruz, onde passaram cerca de dez dias e noites na cavidade, logo no salão frontal do local.

No dia 25 de fevereiro eles saíram do abrigo rochoso e foram em busca da Fazenda Dominga, do tenente-coronel Gorgônio Ambrósio da Nóbrega, algum apoio. Mas o que encontraram foi bala. A polícia, avisada pelo pessoal da propriedade, deram cabo dos dois homens.

 
 Notícia da morte de Azulão na Fazenda Dominga.
Segundo Seu Nelson Soares de Medeiros, em depoimento ao pesquisador Rostand Medeiros, ele sabe bastante desta história pois um dos um dos homens que participaram da ação foi seu pai. Ele comenta que sabe até mesmo onde os homens estão enterrados a sombra da Serra da Cruz.

Viveiro de Lampião

Mais centrado nas personagens dos domínios lampionicos realizei uma varredura na web e consultei um livro dedicado a nomeclatura da turma, recém lançado. E localizamos (que pretensão, qualquer um poderia) mais um, além dos dois citados por Niceas. 

No artigo de Lúcia Gaspar há uma relação em ordem alfabética, mas não cita nenhum dos cabras com o vulgo. Este terceiro Azulão - devidamente identificado - ficou ao nosso critério, podendo ser o pernambucano morto em 1927 no Rio Grande do Norte, ou o Sergipano que conseguiu escapar do cerco a Angico em 1938.

Mas o que me intrigou e levou-me a compartilhar este tema com os amigos foi me deparar com uma curiosa matéria de um jornal carioca disponibilizada pelo site DocVirt.com . De repente nossa pesquisa constatou mais um, ou seja um 4º Azulão no cangaço de Lampião, ou de repente o que fez o terceiro Azulão após sua saída da prisão. Fato ou farsa que lhes apresentarei mais adiante. Vamos tratar por ordem de atuação:
 
O Azulão I

Pernambucano de Serra do Monte, Patrício de Souza era irmão do também cangaceiro "Serra D´umã". Tanto Sérgio Augusto de Souza Dantas, quanto Raul Fernandes e Raimundo Nonato, os principais autores que trataram do ataque de Lampião a Mossoró, nos relatam que no dia 10 de junho de 1927, após o bando do Rei do Cangaço haver cruzado a fronteira potiguar, seguiu em direção norte, visando a cidade de Mossoró.

Próximo à povoação de Vitória, atual município de Marcelino Vieira, atacaram as primeiras casas do sítio conhecido como “Caiçara, ou “Caiçara dos Tomaz”. Travou-se um combate com a volante comandada pelo tenente Napoleão de Carvalho Agra , morreu um soldado o cangaceiro "Azulão" que foi enterrado em cova rasa. Ainda não conseguimos foto que o identificasse.


O Azulão II 

"Mariano" é a única informação que temos sobre seu nome próprio. Baiano de Várzea da Ema, (localidade no centro do Raso da Catarina e não em Sergipe como sugerido por alguns autores), primo do célebre cangaceiro "Balão" foi  um dos "doze mais de Lampião". Dotado de eximia pontaria, mas que no dia 14 de Outubro de 1933 junto com sua companheira Maria, tombaram na Lagoa do Lino, local na divisa entre os municípios de Várzea do Poço e Serrolândia no estado da Bahia, pelas volantes dos sargentos José Fernandes Vieira e Zé Rufino.

O Prof. Lamartine Lima que foi assistente de Estácio de Lima relatou ao  pesquisador e também médico Leandro Cardoso Fernandes aspectos médico-legais da cabeça deste e dos outros. Trechos de entrevistas que colheu, como por exemplo: O soldado que o matou Azulão, conta que após acertá-lo na coluna deixando-o tetraplégico, degolou-o vivo.

No dia 16 de Outubro de 1933 o Diário da Tarde, "de Aracaju" transcrevia a seguinte noticia.



Arquivo pessoal


Sgtº José Fernandes Vieira, comandante de Volante baiana, que participou de 5 combates com grupos de cangaceiros, inclusive, no que dizimou o grupo de "Azulão". 
- Cortesia de Ivanildo Silveira -


Cabeças de Maria e Azulão
 - Cortesia de Rubens Antonio -

Túmulo de Azulão e companheiros no cemitério Quinta dos Lázaros em Salvador. 
- Cortesia de Sergio Dantas -


O Azulão III


De acordo com a pesquisa de Bismarck Martins em seu livro Cangaceiros de Lampião – de A a Z. O sergipano Luis José da Silva ou Luis de Maurício, natural do distrito de Serra da Guia no Poço Redondo de Alcino, ingressou no cangaço em 1934 e atuou no grupo de Zé Sereno. Estava em Angico em 28 de julho de 1938. Escapou do fogo, entregou-se a policia na cidade de Jeremoabo em Outubro de 1938. Condenado a 30 anos de prisão cumpriu 19, foi indultado em 6 de novembro de 1957 aos 68 anos. Até aqui temos a segurança de afirmar que foram 5 e não quatro os Azulões do cangaço.


Zé Sereno, Azulão e Mané Moreno
- Foto de Benjamin Abrahão 1936 -


Cangaceiros que se entregaram em Jeremoabo recém chegados capital baiana 
em Novembro de 1938 . Azulão II está entre eles.  
- Cortesia de Rubens Antonio -

Até aqui temos a segurança de afirmar que foram cinco e não quatro os Azulões do cangaço...


E este quarto Azulão?

Já em 19 de Março de 1962 passados pouco mais de 20 anos do fim do cangaço o jornal Ultima Hora do Rio de Janeiro noticiava a morte de outro pássaro inquieto. A matéria é um tanto intrigante, evidente que as informações foram fornecidas por familiares, talvez pelo ex cangaceiro em matéria anterior. Acontece que a reportagem afirma que João Balbino Pereira ou se preferir João Ferreira Filho, 55 anos, teria entrado para o bando de Lampião em "1930" permaneceu por "cinco anos" tendo sobrevivido ao massacre de Angico... como ??? Será que a redação queria se referir à década de 30 ao invés do ano de 30?


Eis a matéria, clique para ampliar.



Já tinham lido sobre este cabra.? Como conceber dois Azulões atuando na mesma época, e correndo da morte em Angico? Quando um recebeu indulto aos 68 anos e o outro morreu aos 55. É notório o excesso de conjecturas e lapsos cometidos pelos próprios cangaceiros em seus depoimentos. Parece exagero, mas julgando uma possibilidade de mascarar a idade, além de preservar a verdadeira identidade o que era comum, e da eterna confusão cronológica da imprensa seria possível concluir que:
- O Azulão III e IV são a mesma pessoa?
- Existiu de fato um 4º indivíduo, porém de atuação apagada?
- Ou este Azulão foi simplesmente um farsante?
 É possível uma comparação das fotos?



Outros detalhes e ações de "Azulões", que eu localizei, mas não consegui associar:

- Qual destes dois últimos Azulões era primo do ex cangaceiro "Vinte e Cinco", citado por ele em Entrevista para João de Sousa Lima ?

- Qual destes fez parte do Grupo de Corisco, citado pelo cangaceiro "Moreno" em A Saga de Moreno e Durvinha

- Qual destes seria o citado por Frederico Pernambucano de Mello em sua pesquisa intitulada "A castração real no Cangaço: Nota prévia - Estudo de Caso" * Pág. 8, Disponível em: Periódicos da Fundação aponta que em 19 de Maio de 1936 um "Azulão" acompanhava o "sub grupo de Virgínio", tomando a retaguarda no ataque ao arruado Morro Redondo, distrito de Catimbau, do município de Buíque, Pernambuco??? 


Avia macho, ajude aí comentando!

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Fontes:

Lúcia Gaspar. - Cangaceiros: alcunhas e nomes próprios -Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em  Disponível em Fundação Joaquim Nabuco
Rostand Medeiros - Caverna da caridade, Caicó, sertão do Rio Grande do Norte – Antigo esconderijo de cangaceiros. Em: Tok de História
Rostand Medeiros - O Grande Fogo da Caiçara e a desconhecida "Missa do soldado" Disponível em: Lampião Aceso

OLIVEIRA, Bismarck Martins de. Cangaceiros de Lampião – de A a Z” Edição do autor, João Pessoa 2012. Págs 48, 49 e 50.

Rubens Antonio "Lagoa do Lino" em seu blog Cangaço na Bahia

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Abrindo os serviços de 2013

Clementino Quelé "2": O Cangaço marcou seus passos

Por João de Sousa Lima

Clementino Francisco da Silva, “Quelé”, nascido em  Canindé do São Francisco, Sergipe, em  08 de novembro de 1914, filho de José Francisco e Júlia Alves, teve várias facetas de sua vida ligadas com o cangaço. Primeiro foi criado na fazenda Jerimum, sendo amigo de infância da cangaceira Dulce Menezes, a Dulce companheira do cangaceiro Criança.
 
Seu Quelé e João de Sousa no terreiro de sua casa, no povoado Nambebé, 
reduto de Cangaceiros.

Quelé estava em Canindé do São Francisco quando a cidade foi invadida pelos cangaceiros comandados por Lampião  tendo por companhia o perverso Zé Baiano que ferrou as irmãs Marques. Quelé viu os cangaceiros entrando na cidade e depois ouviu o clamor das mulheres que tiveram suas faces ferradas com as iniciais JB.

 Maria Marques e a marca ferrada.

Quelé hoje reside no povoado Nambebé, em Paulo Afonso, Bahia. Mora justamente na casa de Pimba que era tio dos cangaceiros "Bananeira" e "Artur", era irmão de “Lixandrão”, grande coiteiro de Lampião.

Em uma das entradas de Lampião no Nambebé Pimba denunciou a passagem à polícia e Lampião ficou sabendo da entrega, voltando ao povoado com o intuito de matar o delator e só por pedido de Lixandrão que era um coiteiro respeitado e pai do cangaceiro Bananeira foi que Lampião não concluiu sua intenção.

Por castigo Pimba teve tatuado em sua testa uma cruz feita por Lampião, ferida aberta pela afiada lâmina de um canivete.

 Escombros da casa do coiteiro Lixandrão, pai dos cangaceiros Bananeira e Artur, 
povoado Nambebé, Paulo Afonso/Bahia.

Quelé é casado com Maria Teixeira, filha do coiteiro Antonio Curvina. Antonio Curvina foi um ótimo artesão em couro e era quem fazia chapéus, cartucheiras, alpercatas, cintos e bandoleiras para Lampião e seus seguidores. Quando do combate da Lagoa do Mel onde morreram dezenove soldados e o Ezequiel (irmão de Lampião), um dos soldados que fugiu ao cerco, se perdeu dentro da mataria fechada e saiu justamente no povoado Nambebé.


 Maria, filha de Antonio Curvina e esposa de Quelé

Com o alerta que ali era reduto de Lampião o soldado pegou Antonio Curvina e o menino Epifhânio de Félix como reféns e ordenou que eles o levassem até Santo Antonio da Glória. No trajeto, o soldado bastante cansado, entregou seus pertences ao Antonio Curvina para que ele o ajudasse a levar o material. Assim que eles saíram do Nambebé alguns cangaceiros que vinham no encalço do soldado chegaram ao povoado. Maria, esposa de Antonio, contou a história acontecida com seu marido e a falou da preocupação que estava passando por ver seu companheiro nas mãos do militar.

Os cangaceiros seguiram por outro caminho que levava em um tempo mais curto até o povoado Salgadinho. Ganhando tempo os cangaceiros chegaram a um ponto e armaram emboscadas para pegar o soldado. Ao longe avistaram as três pessoas que seguiam uma vereda, Antonio Curvina vinha com os bornais e o chapéu do soldado. Os cangaceiros confundiram o coiteiro com o soldado e atiraram, o soldado correu, o garoto Epiphânio de Félix se emparelhou em uma árvore e nada sofreu, Antonio Curvina caiu morto.

 Cruz de Antonio Curvina

O soldado chegou ao povoado Salgadinho e justamente na casa da irmã da cangaceira Lídia, que avisou a ele que ali era coito de cangaceiros. O soldado se negou a sair da residência.


 Escombros da primeira casa de Pimba

No encalço dos cangaceiros e do soldado, montado em um burro,  vinha o primo de Antonio Curvina, o jovem Lindo de Zezé. Lino encontrou o primo morto e saiu em perseguição ao soldado indo encontrá-lo no povoado Salgadinho. Lino pegou o soldado, amarrou-o, montou no burro e saiu arrastando o soldado, na subida da Serra do Padre Lino matou o soldado, pegou seu armamento e foi se apresentar ao cangaceiro Lampião que ouviu sua história e de imediato o aceitou em seu bando, passando Lino a ser chamado de Pancada, o famoso cangaceiro Pancada.
 
 Lino José da Silva, Vulgo Pancada

Quelé chegou a Paulo Afonso ainda na década de 1940. Com o começo das obras da CHESF Quelé derrubava a golpes de machado, frondosas árvores que eram utilizadas pela companhia para fazer as pontes para os caminhões passarem transportando material para a construção das usinas.

Hoje, aos 99 anos de vida, Quelé ainda é lúcido e bom de conversa residindo no povoado Nambebé onde todos os dias uma numerosa família senta-se ao seu redor para ouvir suas histórias de vida e seus ensinamentos de homem justo, correto e trabalhador. Lutando contra um problema de próstata, sempre de olho na sonda que lhe acompanha, o velho senhor enumera seus passos que coincidiram com as passagens do cangaço e entre um misto de orgulho e de dono do seu tempo, ele conta histórias, encanta, recita versos, declama histórias completas aprendidas nos cordéis, relata fatos, emociona e emociona-se, considera suas andanças nas ásperas veredas que o sertão lhe impôs. Sábio cavalheiro de um tempo que tem perdido a oralidade dos fatos pela idade dos períodos corridos.