sábado, 8 de janeiro de 2011

Eu "mais" Adília...

Mais uma paixão dividida com vocês! 

Por Aderbal Nogueira

Há pouco Rangel Alves da Costa, filho do querido amigo Alcino postou uma matéria sobre Adília.
Eu também tive o prazer de estar com Adília várias vezes, entre elas estive ciceroneado pelo nosso grande Alcino, uma visita cheia de emoção. Rangel prova que, filho de peixe, peixinho é. Adília realmente era uma pessoa cativante.

Confiram um destes momentos.


Lampião Aceso comenta, Mestre Alcino sua disposição ainda é a mesma, mas os cabelos... quanta diferença? Maldita evasão capilar! 
Quando estive lá, em outra ocasião, ela nos falou dos açoites de bala que recebeu, inclusive um na testa. Mais uma vez, parabéns à família de Alcino que, pelo andar da carruagem, a tradição vai continuar. Já que falei de Alcino queria fazer aqui uma homenagem a quatro pessoas que formam os pilares de sustentação dessas histórias cangaceiras, que sustentam essa grande mesa, que são: Antônio Amaury, Alcino Costa, Paulo Gastão e Frederico Pernambucano; cada qual dentro da sua alçada, um pelo tempo, outro pela proximidade, outro pela luta e pela garra e o outro pela extrema destreza em nos mostrar a saga do Cangaço.

Parabéns aos mestres. 
Sem vocês a história não seria a mesma.

*Aderbal Nogueira é pesquisador, documentarista.
Fortaleza-CE

6 comentários:

José Mendes Pereira disse...

Gostei de ver o vídeo do acervo do pesquisador Aderbal Nogueira, onde Adília abre uma página de sua vida cangaceira. Com ela, são dois depoentes que em minha humilde opinião, não fantasiaram as suas respostas.
O primeiro não foi cangaceiro, mas os seus pais eram cangaceiros e afamados (Corisco e Dadá), o Sílvio Bulhões, que falou, falou, não ficou nervoso, continuou firme no que dizia.
Agora vi as respostas da cangaceira Adília, falando com segurança, sem colocar fantasias.
Os demais depoentes, as suas respostas são duvidosas.

Alcindo Alves fala à repórter que os historiadores da época não fizeram as histórias usando os fatos reais, por motivo de respeito a muitos coronéis; e em minha opinião, por estarem vivendo a época da ditadura, os fatos que eram reais, às vezes ferindo os poderosos, se levassem ao conhecimento da nação, poderiam pagar caro pelo assunto publicado.
Parabéns ao pesquisador Aderbal Nogueira pelo seu texto; e seu vídio, que com certeza, será guardado em um cofre com registro e trancado com chave de ouro para apresentar às futuras gerações.

José Mendes Pereira – Mossoró-RN.

Helio disse...

Simplesmente brilhante o video de Adilia, bem como as justas homenagens. Pr. Helio

ADERBAL NOGUEIRA disse...

Os amigos notaram o que Adília diz a respeito do cangaceiro Diferente. Estranho não? Um homem? Um cangaceiro? Desmaiar? Eu não sabia que cangaceiro dava chilique.

Aderbal Nogueira

Marcos Cunha disse...

Adilia era uma pessoa alegre e retraida ao mesmo tempo, muito bom esse registro, vai ficar para a historia.Marcos Cunha

Anônimo disse...

Certa a afirmativa do senhor Alcino Costa, os poderosos sempre davam um jeito de ficarem de fora das artimanhas promovidas por eles, por receio ninguém tinha coragem de mostrar isso, os Cangaceiros sempre levavam toda a culpa. Muito bom o depoimento de dona Adília, não conhecia esse video.
Francisco Jr.

Francisco Filho disse...

Acabei de ver um video bem interessante no blog Cariri Cangaço sobre as imagens de Lampião, o que tem tudo haver com o que Alcino diz. A corda sempre quebra do lado mais fraco. Francisco Filho