terça-feira, 26 de maio de 2009

Desta eu não sabia


Há muito tempo Vera Ferreira, neta de Lampião e Maria, tem desejado implantar o Memorial do Cangaço, espaço que comportará todo o seu acervo e enfim a história de seus avós. Sabe-se que desde então o projeto não sai do papel, e não fica claro o impasse: se é só o dinheiro etc. Mas na gestão do ex governador Albano Franco descobrimos o porque da não realização. 

A matéria é do ano passado, não consegui um exemplar impresso em compensação o site disponibiliza semanas após a retirada de circulção das bancas.

Lampião setenta Publicado em: 30/07/2008 no Jornal da cidade Aracaju - SE.

Virgulino Ferreira da Silva, o famoso Lampião que durante muitos anos aterrorizou o nordeste brasileiro, completou neste final de semana 70 anos de falecido em Sergipe, quando foi abatido pelo comandante da Força Volante, o coronel José Bezerra, numa gruta entre os municípios de Piranhas e Poço Redondo, o primeiro em Alagoas e o segundo em Sergipe. Sete décadas depois do seu fim, a figura de Lampião ainda continua sendo discutida se foi um bandido ou a vítima de violências que o revoltaram no agreste onde vivia.
 

O capitão Virgulino, como era conhecido, formou um grupo de parceiros e durante anos invadiu fazendas, cidades e povoados onde matava quem reagia a ele e roubava os pertences em dinheiro, armas ou objetos. Os bandoleiros nadavam a cavalo e agiam constantemente em suas agressões aos sertanejos de todos os estados. Coiteiros eram denominados alguns fazendeiros da região que atemorizados pelos ataques se aliavam aos bandidos facilitando a sua ação criminosa e até oferecendo dinheiro a eles para protegê-los. 

Um desses ricos fazendeiros residentes em Propriá enchia sacos de cédulas para oferecer aos bandoleiros quando estes entravam na cidade. Lampião tinha uma companheira que se chamava Maria Bonita, com quem teve sua única filha chamada Expedita que foi criada pelo tio João Ferreira. Expedita ainda mora em Aracaju e sua filha Vera escreveu o único livro que existe sobre Lampião em parceria com um jornalista local que editou a obra ainda hoje consultada pelos pesquisadores.

Vejamos agora a "melhor" parte da matéria!

O
governador Albano Franco quis criar o Museu do Cangaço em Aracaju para fins turísticos, colecionando pertences do bando, mas foi desaconselhado pelo seu secretário do Planejamento, Marcos Melo, que o advertiu a não valorizar a memória de bandoleiros. Lampião acabou, mas a sua figura ainda é relembrada.

O que terá pensado João Alves que sucedeu Albano Franco e o que pensa atualmente Marcelo Déda com relação a implantação do tão aguardado museu?
 
Marcos Antônio de Melo atualmente ocupa a Cadeira de número 40 da Academia Sergipana de Letras (ASL).

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