quinta-feira, 6 de novembro de 2008

História dos Volantes

Mané Véio, O carrasco de Angico 
Por: Alcino Alves da Costa


Todos foram endeusados, ganharam fama, glórias e troféus especialmente o comandante da Força responsável pelo grande feito, o Tenente João Bezerra e seus imediatos Aniceto Rodrigues e Francisco Ferreira de Melo. No entanto o que não se pode esconder é a bravura de alguns dos participantes daquela memorável batalha, homens como o Cabo Bertoldo, Cabo Juvêncio irmão do afamado rastejador Gervásio da volante de Zé Rufino, Panta de Godoy (possível matador de Maria Bonita), Zé Gomes, Noratinho e Abdom. Homens que faziam parte de um contingente de verdadeiros heróis.

Todavia não tem como esquecer a bravura e a coragem daquele que foi sem nenhuma dúvida o grande baluarte, o gigante de Angico, o verdadeiro comandante daquela inigualável batalha o extraordinário Manoel Marques da Silva famosamente conhecido pelas alcunhas de Mané Veio e Antonio Jacó. Mané Veio era baiano de Santa Brígida, ele e o Cabo Juvêncio deixaram as forças de seu estado e foram trabalhar sob as ordens de João Bezerra.

Vale a pena enfatizarmos a História desse titã de Santa Brígida. Manoel Marques da Silva é o seu nome de batismo. Era filho de Jacó Marques da Silva e Jovina Maria da Silva, sendo sobrinho de outro valentão, o lendário Elias Marques, morto no fogo da Maranduba e primo do filho deste o não menos famoso Procidônio. Pai e filho formam a dupla infernal que costumava brigar unida em memoráveis batalhas, contra os grupos cangaceiros. Na Maranduba Elias é baleado em um dos braços.

A principio o ferimento não parecia grave, no entanto sobreveio uma hemorragia e, se esvaindo em sangue, é amparado pelo sobrinho e pelo filho. Era tarde.Nada se podia fazer. Elias morria nos braços do filho e do sobrinho. Mané foi criado nas modestas ruas de Santa Brígida. Os moradores daquele pequenino arruado eram aparentados e o filho de seu Jacó viveu a sua meninice e infância ao lado de Zé de Neném, de Maria Bonita e de seus numerosos irmãos.

Como sabe, anos depois, já em 1930, a filha de seu Zé Felipe e Dona Maria Déa, após um casamento mal sucedido com o sapateiro Zé de Neném, bandeia-se para a companhia de Virgulino Ferreira. O baianinho desde criançinha era chamado pelo carinhoso apelido de Mané Veio. Era magricela, esguio, alto, de boa presença e com uma conversa fluente, porém genioso e mal criado ao extremo. Ao completar 17 anos em 1929, uma vez que veio ao mundo em abril de 1912, ingressou nas fileiras da volante de Francisco Moutinho Dourado, o terrível Douradinho, passando depois pela volante do Sargento Adolfo, até ingressar na Força comandada pelo irmão de João Maria de Serra Negra, o Tenente Liberato de Carvalho.

Mané Veio foi um dos participantes do extraordinário combate da Maranduba, ocasião em que atirou tanto que seu mosquetão ficou com o cano em brasa estourando a culatra da arma, deixando-o surdo de um dos ouvidos pelo resto de seus dias. Acontece uma terrível inesperada desgraça na vida do valentão de Santa Brígida. Essa provocação veio da esteira de seu casamento com uma mocinha dali mesmo. Uma bela menina chama Cidália. Os primeiros anos foram de felicidade. Nasceu um filho. Foi batizado com o nome de Abílio. O casal vivia num mar de rosas. Os dois se amavam profundamente. Mas entre eles existia uma quase que intransponível barreira. O gênio fortíssimo de ambos.

Apesar de se amarem, Mané Veio e Cidália possuíam uma incompatibilidade de gênio muito forte. Encruzilhada que fez com que aquele casamento se tornasse uma tragédia sem precedentes na história da povoação do sertão da Bahia. O principal motivo para os dissabores eram os pendores irreversíveis do filho de seu Jacó para as aventuras amorosas. Alem de outros romances extraconjugais mantinha forte e ardoroso caso com uma mocinha do lugarejo Curituba, daquele mesmo estado. A cabocla se chama Pureza e é ela a causa maior dos desacertos do casal que se arrasta até chegar na separação definitiva.

Apesar de separado da esposa e do filho o militar não deixa de cumprir com suas ocupações de dono de casa, procurando assim manter as despesas da família. Recomenda ao parente João Silva que não deixe a sua mulher e seu filho passarem fome durante os dias em que estivesse viajando, durante a sua ausência o parente e amigo suprisse as necessidades da casa que quando ele retornasse das viagens quitaria as dividas. Em um desses retornos inicia-se a grande provocação e desventura do moço de Santa Brígida. Depois de mais uma caçada, perseguindo cangaceiro, retorna para o merecido descanso.

Mais que depressa procura o parente. Precisa acertar contas. A conversa entre os dois foi a de sempre. Tudo acertado vão tomar banho na fonte das Caraíbas. O rapaz de Santa Brígida conta peripécias de sua viagem pelos cafundós dos sertões à caça de bandidos. O banho é demorado. Lá pelas tantas resolvem sair da fonte e vão vestir as suas roupas. É nesse instante que a desgraça se apresenta na vida do moço da volante. Do bolso da calça do João cai um papel.

Mané Veio vê, imagina que é um bilhete e de sua cabeça brota uma inconcebível injustiça, julga que a letra que está naqueles rabiscos é a de sua esposa. Apesar de violento o caçador de cangaceiro consegue dominar seu doentio ciúme. Nada diz ao amigo. Continua a conversa calmamente. Não demonstra que está enlouquecido pela suspeita de infidelidade de sua esposa. Ao se ver sozinho o militar quer saber onde Cidália está. É informado que ela se encontrava na Fazenda Cajueiro lavando roupas, acompanhadas de amigas e da irmã Zafira. Ensandecido pega o mosquetão e vai procurá-la. A mulher, inocentemente lava suas roupas e a de seu filhinho. Não imagina a tragédia que dela se avizinha.

Conversa alegremente com as companheiras. De repente o marido desponta. Apesar de com ele não mais morar, ainda o ama e o respeita por demais, alegra-se com a presença do pai de seu filho. As lavadeiras olham, curiosas, o homem que vem chegando. Nada temem. Não esperam que ele seja capaz de cometer alguma ação criminosa contra a sua esposa. O soldado chega se aproxima de Cidália e manobra sua arma. A infeliz mulher percebe a desgraça que se abate sobre ela e corre, procurando amparo no corpo da irmã. O enlouquecido marido não lhe dá tempo e nem oportunidades de se livrar da morte.

Um certeiro balaço destroça o seu rosto, deixando-a estendida no chão morta. O verdugo ainda dá mais dois tiros na infeliz e deixa o local. Acabava de praticar um monstruoso e hediondo crime. O crime que abalou Santa Brígida e todo o sertão baiano. O povo se revolta. Tudo aquilo era uma descomunal injustiça. Ficou comprovado que Cidália era inocente. Jamais mantivera romance com quem quer que fosse. A atitude extremada do soldado foi abominável. Severas providências teriam que ser tomadas. O assassino não quer pagar pelo bárbaro crime que cometeu. Homizia-se.

Embrenha-se na mataria e fica um ano escondido no Serrote do Galeão, enfurnado numa gruta que hoje é conhecida como A Toca de Mané Veio. Protegido pelos militares consegue se transferir para Alagoas, onde fica sob a proteção do Tenente Lucena e sob o comando de João Bezerra da Silva.

Em Alagoas troca de nome. Deixa de ser Mané Veio para se tornar Antonio Jacó e, como não poderia deixar de ser, confirma a fama de valentão. Em pouco tempo é um dos principais homens da volante. Em todos os combates é um dos vanguardeiros. Um feroz guerreiro. O verdadeiro comandante da tropa que atua. Eis que chega o dia de Angico. É nesse épico que sua valentia e desassombro o torna ainda mais grandioso. A sua destacada atuação foi especial, fazendo-o grande timoneiro que dirigiu a lendária batalha desde os momentos iniciais do cerco até o seu retumbante desfecho.

Vejamos: Foi Mané Veio, ou Antonio Jacó, se quiserem, quem arrancou as unhas de Pedro de Cândido, fazendo-o revelar onde Lampião estava acoitado. Foi através de suas ameaças que Pedro acabou delatando o seu irmão Durval que ao se ver com um punhal apontado para sua garganta pelo aspirante Francisco Ferreira de Melo, que Bêbado e violento poderia muito bem consumar o seu intento homicida, além de já ter dado alguns safanões no então rapazinho de Dona Guilhermina, o moço se viu obrigado a dizer onde Lampião e seu bando estavam acoitados.

Foi Mané quem repudiou a tentativa covarde de João Bezerra de não atacar Lampião em seu reduto de Angico, com a justificativa de que dispunha de poucos homens para enfrentar tão numeroso grupo de bandidos, comandados pelo Rei cego. Foi Mané Véio o matador do cangaceiro Mergulhão, um daqueles de Poço Redondo, quando este, no meio da fumaceira, tentava salvar-se do inferno de Angico e murmurava: - Sou do Poço, sou do Poço. Foi Mané Véio ainda o matador de uma das maiores estrelas do cangaço, um dos poucos que restavam dos afamados veteranos que com Lampião lutara desde os tempos de Pernambuco, o famoso valentão do retiro, um dos maiorais da história cangaceira, Luis Pedro.

Conta o bravo homem de Santa Brígida, avalizado pelo respeito de sua própria história, que durante a batalha, já no final do tiroteio, começa a descer o riacho e, de repente, vê um cangaceiro caminhando, em sua direção. O bandido parece dominado pelo cansaço. Caminha lentamente. Sobe com dificuldade a ribanceira do riacho. Aquele dia é um dia de sorte para a força que cercou e atacou Lampião.

Uma grande e providencial pedra protege e ampara o valentão da Bahia que expectante observa o caminhar do cangaceiro e tranquilamente espera-o com o dedo no gatilho de seu mosquetão. Conforme o bandido se aproxima, o soldado vai trazendo-o sob o ponto da mira de sua arma. Está abismado. As vestes daquele cangaceiro são especiais, muito luxo, muita riqueza. Parece mais um tesouro ambulante. O chapéu é coberto de estrelas, os dedos estão repletos de anéis e alianças. Percebe, no entanto, que o bandido não é Lampião. Sabia que o rei era amorenado, cabo verde, e aquele que se aproximava era branco, meio sarará, pensou que era Corisco. O assecla cada vez mais se aproxima. Vem chegando. Vem chegando. Está muito cansado. Sua respiração é ofegante.

A pedra impede que o sequaz veja o soldado apontando-lhe o fuzil. Chegou a hora. O dedo aciona o gatilho. O estampido da arma estronda. A bala atinge o coração do cangaceiro. Algo inesperado está acontecendo. Contra toda expectativa o bandido continua caminhando. Dando a impressão de que não foi atingido e, ainda mais assustador, o facínora faz menção de puxar uma arma do coldre.

Neste instante os dois valentões estão frente a frente. Mané Véio é rápido. Dá o segundo tiro. Dessa vez bem em cima do umbigo. O assecla cai de lado. Não faz movimento algum. Parece até que caiu morto. Sem perder tempo o matador corre e inicia o saque. O morto era Luís Pedro, seguramente o principal companheiro de Lampião, talvez o último remanescente das grandes estrelas dos tempos de Pernambuco. Ali está, no meio do famoso riacho, o corpo do célebre caititu, apelido que lhe dera Maria Bonita.

O homem de Santa Brígida está abismado com o luxo e a riqueza do bandido. Além dos anéis e alianças que abarrotam e enfeitam seus dedos, carrega em seu corpo um número vultoso de lenços e jabiracas, tudo da mais refinada qualidade. Apressado e sem querer que os companheiros cheguem, o baiano corta as munhecas do facinoroso, arranca os lenços e as jabiracas, colocando tudo dentro do seu bornal. Revira os bolsos e os bornais do assecla e encontra uma quantidade muito grande de dinheiro e uma lata cheia de ouro. Ao ver tanta fartura, tanto dinheiro, tanto ouro, dá gritos de alegria e felicidade.

O cabo Juvêncio e o soldado Zé Gomes chegam. Mané Véio já havia saqueado quase tudo. Conseguira tanta coisa que estimula os companheiros a procurar o que restou dos pertences do afamado bandoleiro. A procura dos militares não foi em vão. Num dos bolsos do sequaz, Juvêncio ainda encontrou a quantia de quatro contos de réis.

Após o saque os três militares descem o riacho. Estão indo para o coito. Não sabiam que o cangaceiro apagara de vez a sua luminosa estrela. De repente um cabra passa em desabalada carreira. Dá para se notar que o cangaceiro carrega em uma das mãos uma lata. O bandido já está apavorado. Quer se salvar daquele inferno. Mané atira e erra. O assecla joga a lata no chão. Foi sua salvação. Soldado não caçava cangaceiro para proteger a sociedade, a caçada tinha um único objetivo: os pertences dos bandoleiros. Foi o que aconteceu. O bandido foi deixado de lado. Foram procurar a lata.

Zé Gomes foi o felizardo encontrando-a e dentro dela existia uma quantidade tão grande de dinheiro que chegava a ultrapassar cento e vinte contos de réis. Pensa-se que esta lata pertencia a Lampião ou a Maria Bonita. O nunca esperado havia acontecido. Lampião está morto. As cabeças são decepadas. João Bezerra ordena que os despojos sejam colocados em um monte para que sejam repartidos entre todos os que participaram da extraordinária contenda. Zé Gomes, simplório e ingênuo, bestamente entrega a lata com todo o dinheiro que ela continha.

Mané Véio fica enfurecido com a atitude do companheiro. Sabia que nunca mais nenhum soldado iria ver aquela enorme quantidade de dinheiro. E foi o que aconteceu. Nunca mais ninguém soube o paradeiro daquela fortuna. Aborrecido com a loucura de Zé Gomes, o baiano aguardou sua vez. Espera que seu comandante proceda com ele da mesma forma que procedeu com seu companheiro. É o que acontece. João Bezerra o intima a também entregar os bens arrecadados nos saques.

Antonio Jacó já estava prevenido. Respondeu com desassombro que não tinha nada pra dá a ninguém e que tudo que havia conseguido era dele e não adiantava pedido, era dele e de mais ninguém e se alguém não quisesse que fosse assim que o enfrentasse. João Bezerra não era de enfrentar situações perigosas. Conhecia a valentia de seu comandado. Não insistiu no sei intento e o matador de Luís Pedro e Mergulhão ficou com tudo o que achava ter direito. Ainda tinha algo fazer. Em um de seus bornais estavam as munhecas das mãos de Luis Pedro. O que fazer com elas?

Ao chegar em Piranhas, nas Alagoas, encontra solução para seu problema. Enterra as mesmas no oitão da igreja da cidade Ribeirinha. Conhecendo, como conhecia João Bezerra, o baiano sabia que o mesmo não o perdoaria pela desobediência e por não ter lhe entregue os pertences dos cangaceiros. Tudo o que aconteceu é motivo de preocupação. Precavido, esconde num lugar bem seguro, o ouro e o dinheiro. Toma uma decisão. Deixa a policia e foge para as longes terras do Estado de Goiás.

Após alguns anos muda-se para São Paulo. O seu meio de vida ainda é a herança da grota de Angico, negocia com ouro, esse precioso metal tem sido a sua única fonte de renda. No entanto a sua vida continuou cheia de enormes provações, com fatos e acontecimentos que lhe trouxeram sérias desventuras e grandes tristezas. Naquelas estranhas terras, mais uma vez, volta a mudar de nome.

Agora se chama Euclides Jacó. Todavia o destino não queria saber dessas mudanças, vivia sempre em seu encalço e, para tal, tinha um poderoso instrumento: as mulheres. Cidália, a esposa de Santa Brígida, foi sua primeira desventura. Uma tragédia sem limites. Nas terras grandes, como diziam os antigos, os fatos se repetiram. Corre solta? A fantástica história de que o matador de Mergulhão e Luis Pedro, em sua nova vida, se casara com uma bela mulher e os dois tiveram uma linda menininha.

Tudo era felicidade naquele lar. Até que a desgraça volta a se apresentar na vida do antigo combatente de Lampião. Sua esposa está amando outro homem. É avisado. Sua filha já tem quase quinze anos. Morre de amores por ela. A noticia da infidelidade da mulher destroça sua alma se seu sentimento. Reage. A sua dignidade de homem e de macho não será afrontada.

Ainda é o mesmo homem dos tempos do norte. E a filha? Como reagir para não machuca-la tanto? De imediato passa a viver sozinho. O freio de sua vingança é a filha que tanto ama. Eis que a desgraça se apresenta. Um dia ao passar em um ponto de ônibus, se depara com a esposa e a filha esperando o coletivo. Não se controla. É dominado por uma fúria sem igual e se vê dominado por uma medonha e brutal vontade de assassinar a mãe de sua querida filha. A tragédia foi total. Sua amada filhinha foi também mortalmente ferida. Ali, no meio da rua, mãe e filha foram ceifadas desse mundo pelo desesperado esposo e pai.Mané Véio foi preso. Passou muitos anos na cadeia. Pagou sua irreparável dívida com a costumeira dignidade.

Muito tempo depois um judeu o conheceu e resolveu ajudá-lo. O antigo militar conseguiu angariar a confiança de seu protetor e com ele viajou para muitos países e lugares do mundo. Naqueles mundos distantes o antigo caçador de bandido pôde ver as diferenças absurdas naquelas terras com o sertão do norte, o sertão de sua vida aventureira, os sertões distantes da Bahia. O sertão em que perseguiu Virgulino Ferreira da Silva. Portanto, foi este homem, um dos grandes titãs da guerra cangaceira. O verdadeiro carrasco de Angico. Mané Véio é verdadeiramente uma lenda viva perambulando por este Brasil.

* Agradecimento aos confrades Ivanildo Silveira e Clenaldo Santos pelas páginas transcritas.

6 comentários:

Anônimo disse...

Euclides Marques da Silva faleceu aos 92 anos de idade - na cidade de Pires do Rio - Goias - em 09 01 2003 ao lada de sua terceira esposa - a goiana Nori Alves Marques da Silva.
62 3273 6957
62 9162 8563
Norí - a viuva de Mané Véio

Marylu disse...

Sr. Euclides Marques da Silva - Mané Veio - faleceu saciado de dias - em 08 01 2002 - (92 anos) - na cidade de Pires do Rio = Goiás, junto a sua terceira esposa dona Nori Alves Marques da Silva - hoje residente em Goiania - GO
(62 3273 6957)

Charles disse...

Prezados senhores, permitam-me fazer uma pequena correção sobre um relato equivocado texto acima: na verdade, não foi Antônio Jacó ( Mané Veio ) quem torturou os irmãos Pedro e Durval na intenção dos mesmos delatarem o local do coito de Lampião e seu bando, muito menos teria sido ele o " contratado " a ter ido até a casa de Pedro de Candido afim de trazê-lo à força até a volante. Na realidade, o homem a ir à Entremontes cumprir essa missão, foi o soldado Elias em companhia de outro. Outra informação importante que faz cair por terra a possível tortura de " Mané Veio " contra os irmãos " Cândido " , é a de que eles eram parentes em segundo grau, tanto é que; na subida à Grota do Angico, um dos soldados teria agredido fisicamente Durval Rosa, imediatamente seu primo Mané Veio reagira dando um soco no agressor de seu parente.
Pra finalizar, gostaria de citar que essas informações por mim citadas, estão gravadas em vídeo, em entrevistas que tive o prazer de presenciar com os Senhores; Durval Rosa ( em sua residência em Poço Redondo ) e o Soldado Elias Marques ( em sua residência em Olho D'Agua do Casado ) âmbas em fevereiro de 1999.

José Mendes Pereira disse...

Esta excelente história sobre o policial Mané Véio, eu já havia lido em: "Lampião Além da Versão - Mentiras e Mistérios de Angicos", do escritor de Poço Redondo, Alcindo Alves da Costa, através do amigo Francisco das Chagas do Nascimento, membro da "SBEC" de Mossoró.

Posso afirmar com toda sinceridade, que todos os estudantes, e principalmente os principiantes do cangaço, devem procurar ler esta maravilhosa obra do escritor Alcindo.
É um grande espetáculo de sabedoria, tanto em relação ao cangaço, como bem detalhadas as histórias.

Leia-o. Você vai conhecer uma série de histórias fantásticas, como: A morte de Vulcão, Zepelim, Santo da Mandassaia, Sabonete, Mané do Brejinho, confusão no coito de Lampião...
Não perca tempo. Procura com urgência ler esta rica obra. Eu iníciei o estudo do cangaço por ela.

José Mendes Pereira - Mossoró-RN.

rita disse...

historia interessante que eu ouvi da boca do meu avo euclides marques da silva

Abilio Marques da Silva Filho. disse...

Uma historia incriável, e muito interessante que nos orgulha, de fazermos parte dessa família.