quinta-feira, 26 de julho de 2018

MARIA BONITA

A Primeira-dama do cangaço

Por José Bezerra Lima Irmão (*)

Lampião, em sua existência atribulada, não tivera ainda tempo ou disposição para dedicar suas energias a uma mulher de forma exclusiva. Tudo mudou quando o veterano cangaceiro do Pajeú, ao passar pela Malhada da Caiçara em dezembro de 1930, na volta dessa razia por Pernambuco, bateu os olhos numa caboclinha de maneiras firmes, meã de altura, toda roliça, de cabelos pretos, lisos e finos, à altura dos ombros, rosto arredondado, boca carnuda e olhos brilhantes. Apesar de morena, tinha os olhos azuis. Sua avó era holandesa de nascimento e casara com um português, tendo o casal emigrado para o Brasil em 1850, indo morar na região de Santa Brígida.

A caboclinha tinha uns 20 anos. Nascera e se criara ali mesmo, na fazenda Malhada da Caiçara, município de Santo Antônio da Glória, em terras hoje pertencentes ao município de Paulo Afonso, a duas léguas da atual cidade baiana de Santa Brígida, quase na divisa da Bahia com Sergipe.

O nome dela era Maria Gomes de Oliveira. Nasceu a 8 de março de 1911. Era filha de José Gomes de Oliveira, vulgo Zé Felipe, e Maria Joaquina da Conceição Oliveira, conhecida como dona Déia. Zé Felipe e dona Déia tiveram treze filhos – cinco homens e oito mulheres: José, Isaías, Oséias, Arlindo, Ananias (Pretão), Maria, Benedita, Olindina (Dorzina), Joana (Nanã, Nanzinha), Francisca (Chiquinha), Antônia, Amália (Dondom) e Deusinha. Sua família era modesta. Vivia da lavoura e da criação de bodes, cabras e umas vacas.

Por ser sua mãe conhecida como dona Déia, Maria quando solteira era tratada de Maria de Déia. Outros a chamavam Maria de Zé Felipe. Quando casou, em 1926, aos 15 anos de idade, foi morar em Santa Brígida. O marido era um sapateiro chamado José Miguel da Silva, seu primo em segundo grau, conhecido como Zé de Neném, passando ela por isso a ser chamada Maria de Zé de Neném, ou Maria Neném.

Zé de Neném e Maria casaram apenas “no padre”. Um irmão de Zé de Neném chamado Cícero, também sapateiro, casou-se com Dondom, irmã de Maria.

Maria e Zé de Neném não viviam bem. Não se amavam. Ela culpava o pai por ter “arrumado” o casamento. Não tinham filhos. Maria reconhecia que o marido era um homem honrado e trabalhador, tinha casa própria, um pequeno roçado e uma profissão definida, coisa rara naquela região, o que representava segurança quanto ao futuro. Porém ela não estava preocupada com essas coisas.

José Miguel da Silva
'Zé de Neném'

A sensação que tinha era de que estava desperdiçando a vida. Zé de Neném, apesar de ser apenas uns 6 ou 7 anos mais velho do que ela, era um homem conservador, calado, meio paradão e desconsolado, se bem que quando bebia uma cachacinha ficava mudado, caía na farra, chegava em casa no outro dia. Maria sentia-se sozinha no mundo. Antes de casar, ia a todas as festas, novenas e leilões daquelas redondezas, esmerando-se para ser sempre a mais bonita em todos os eventos. Agora, só vivia em casa, bordando, lavando, cozinhando. Para completar, contaram a Maria que Zé de Neném estava namorando com uma jovem senhora “largada” do marido. O diabo se soltou no dia em que Maria encontrou no bolso do marido um pente com o nome de uma moça de Santa Brígida.


Mulher geniosa, respondona, atrevida, Maria vivia às turras com o sapateiro. Estava sempre amuada, irrequieta, insatisfeita. Aquela vidinha monótona e insossa de todos os dias não se conciliava com o seu espírito aventureiro.

Porém, apesar das constantes rusgas do casal, Maria e Zé de Neném nunca tinham se separado pra valer. Estabanada como era, às vezes ela ia para a casa dos pais, na Malhada da Caiçara, mas uma semana ou duas depois Zé de Neném ia buscá-la, e tudo voltava à “normalidade”. Conhecendo os rompantes da filha, Zé Felipe e Dona Déia sempre ficavam a favor do genro.


 Zé Felipe e Dona Déia

A melhor amiga de Maria Déia era sua prima Maria Rodrigues, filha de Ursulina, do Sítio do Tará – Ursulina era tia e madrinha de Zé Felipe. Por ser quatro anos mais velha, desde criança Maria Rodrigues de Sá era quem organizava as brincadeiras e orientava a confecção das roupas das bonecas de pano e espigas de milho. Na adolescência e no começo da vida adulta de Maria Déia, a prima Maria Rodrigues era a sua confidente e conselheira. Se Maria não tinha ainda rompido de vez com o marido era em virtude dos conselhos da prima.

Em dezembro de 1930, depois de mais uma discussão com Zé de Neném, Maria decidiu passar uns dias na casa dos pais. Para não viajar sozinha, convidou uma amiga chamada Soledade e foram a pé para a fazenda.

* * *

Lampião já conhecia os pais de Maria desde o início de 1929, pois a fazenda deles ficava na rota de seus deslocamentos entre a Bahia e Sergipe. Às vezes, Lampião parava na Malhada da Caiçara apenas para pedir água. No oitão da casa havia ramalhudos umbuzeiros, onde a cabroeira descansava enquanto o chefe conversava com Zé Felipe. Certa vez, Lampião pernoitou na casa de Zé Felipe.

Dormiu em cima de uma mesa, enquanto Ezequiel dormiu num banco de madeira, pois não havia camas. Um sobrinho de Zé Felipe, que estava gripado, dormiu debaixo da mesa. À noite, o rapazinho teve um acesso de tosse, mas prendia a boca para não tossir, com medo de incomodar os hóspedes. Lampião percebeu o problema e tranquilizou o garoto:

– Tussa, cabrinha, pode tussi qui nun me incomoda não...

Embora os pais de Maria tivessem medo do cangaceiro, como a maioria dos sertanejos, sentiam por ele um misto de admiração e respeito. Nas conversas que mantinham, dona Déia já havia falado a Lampião a respeito de sua filha, dizendo que a moça sentia uma grande admiração por ele.

Coincidentemente, no dia em que Maria chegou à casa dos pais Lampião estava lá, em companhia do coiteiro Odilon Café (Odilon Martins de Sá), do Sítio do Tará, um dos maiores fazendeiros da região.

Maria e a amiga, vendo aqueles homens estranhos no alpendre da casa, passaram pelo oitão e entraram pela porta dos fundos. Lampião perguntou a Zé Felipe quem eram as duas moças. Zé Felipe respondeu:

– A de vistido azu é mĩa fia. É casada. Mora im Santa Brijda. A outa eu nun cunheço. Deve sê amiga dela.



Dona Déia e as filhas estavam atarefadas preparando o almoço para os cangaceiros. Maria e a amiga juntaram-se a elas. Os cangaceiros também ajudavam, uns apanhando lenha no mato, outros pegando, matando e depenando as galinhas. Durante o almoço, Lampião perguntou se Maria sabia bordar. Ela disse que sim. Lampião deixou quinze lenços de seda para que ela bordasse, dizendo que depois passaria ali para pegá-los.

* * *

Muita bobagem já foi escrita sobre Maria Bonita e sua família. Parte dessas bobagens é perpetrada por aqueles que escrevem “por ouvir dizer”, ou simplesmente dão asas à imaginação.
Sobre a forma como Lampião e Maria se conheceram, a versão de Frederico Bezerra Maciel é pródiga de romantismo e poesia, em que a crueza da vida cede espaço a uma visão idílica, irreal:

Lampião, montado num cavalo bem lavado e arreado, e Maria, vindo do banho, cheirosa, o cabelo comprido, solto, vestido mudado e estampado com flores miúdas e alegres, com babados... O cangaceiro, pasmo e extasiado, mal conseguiu pronunciar o nome da bonita sertaneja, e num instante já estavam sentados juntinhos, no banco de madeira sob o alpendre, onde ficaram a conversar longamente... 
Os olhos de Maria de Déia
colorizados por Rubens Antonio


Aduz o autor que, após esse encontro, para os dois, já de amor aceso, a noite que se seguiu foi de doces sonhos... E no dia seguinte, à mesma hora, retornou Lampião, vestido de branco, pontas de fino lenço perfumado no bolso superior do paletó, chapéu de feltro cinza-claro, de abas largas, jabiraca colorida no pescoço, presa por anel precioso, meias de seda e alpargatas enfeitadas com séries de ilhós brancos, sem descuidar dos apetrechos de guerreiro, portando mosquetão e, sob o paletó, cartucheira, pistola e punhal...



Maria recebeu-o com seu vestido novo, de festa, de chita estampada com saia larga pregueada e blusa fofa, o cabelo repartido à direita, formando uma linda trança enfeitiçante, com um cravo branco preso na ponta... Saíram a passear de mãos dadas, como dois namorados... Entreolhavam-se demoradamente... Abraçaram-se, a respiração em ofegos intermitentes de emoção, e Maria, encabulada, fechou os olhos meigos, para receber um beijo na face...

Ao contrário dessa descrição idílica, houve quem escrevesse sobre Maria Bonita procurado retratá-la como uma mulher vulgar, dando a impressão de que bastou Lampião estalar o dedo para ir atrás dele.

A versão mais chula da forma como Lampião conheceu Maria Bonita é contada por Optato Gueiros, com base num suposto relato de um ex-cangaceiro chamado Cambaio. Conta Optato que Lampião soube que a filha de Zé Felipe era a mulher mais bonita que havia naquele sertão, e teria dito: “Pois bem, a semana que entra irei olhá prá cara dessa pavoa”.

Deixou o grupo em certo ponto e foi à casa do sapateiro, acompanhado de cinco cangaceiros. Maria convidou-os a entrar, e foi logo dizendo “Este é o homem que eu amo”, acrescentando em seguida, “Como é, quer me levar ou quer que eu o acompanhe?”, ao que Lampião teria respondido “Como você quiser, Maria, eu também quero. Se estiver disposta definitivamente a acompanhar-me, vambora”; e então Maria pegou algumas coisas dentro de casa e, voltando-se para o marido, petrificado, no canto da sala, disse: “Adeus, Zé!”, e desapareceu com o seu sonhado novo amor.

Há outra versão segundo a qual Lampião teria humilhado Zé de Neném e por pouco não o matou. Não é verdade. Zé de Neném nunca viu Lampião e jamais foi molestado por ele ou por qualquer dos cangaceiros. E nunca precisou esconder-se, exercendo tranquilamente o seu ofício de sapateiro em Santa Brígida até o fim do cangaço, quando se mudou para Alagoas.

 Aspecto da Malhada antes da revitalização
* * *

Segundo Oséias, irmão de Maria Bonita, os fatos aconteceram assim:

Oséias, em foto de Manoel Severo
Tendo brigado com o marido, Maria, acompanhada de uma amiga chamada Soledade, foi passar uns dias na Malhada da Caiçara. Ao chegar, encontrou uns homens conversando com seu pai no alpendre da casa. Ela e a amiga rodearam a casa e entraram pela porta dos fundos. A mãe lhe disse que era gente de Lampião. Durante o almoço, Lampião pediu que ela bordasse uns lenços, mas só isso, praticamente não conversaram. À tardinha os cangaceiros foram embora.

Dias depois, dona Déia soube que sua mãe, dona Ana Maria, residente em Lagoa Grande, ao lado de Rio do Sal, estava doente. Dona Déia e Maria foram então visitar a anciã.

Dona Ana Maria realmente estava doente, mas não tanto a ponto de alterar a rotina da vida das netas. As primas de Maria lhe falaram de uma festa que ia haver numa fazenda vizinha. Maria acompanhou-as. Ao chegar lá, surpresa: quem patrocinava a festa era Lampião! Assim que as moças chegaram, Lampião bateu os olhos em Maria. Quando ele veio cumprimentá-la, Maria, nervosa, supondo que o cangaceiro iria cobrar os lenços que lhe dera para bordar, foi logo explicando:

– Ói, os seus lenço eu ainda...

Lampião interrompeu-a:

– Qui lenços, minina?! Aquilo foi só pra cunvessá cum você... Vamo dançá?

Dançaram várias vezes naquela noite. E também nas noites seguintes – ora numa fazenda, ora noutra. Uma semana depois, dona Déia disse:

– Maria, mãe já tá boa e nóis vamo vortá pra casa amanhã.

Maria sentiu um aperto no coração. Veio-lhe súbito à mente uma ideia providencial:

– Mãe, eu quiria ficá mais uns dia cum vó... Ela parece bem mió, mais tá tão fraquĩa... Dexe eu ficá tumano conta dela...

Dona Déia concordou. Voltou sozinha para a Malhada da Caiçara. Na mesma semana, seu irmão Ju chegou à Malhada da Caiçara com uma notícia alarmante:

– Déia, Maria fugiu cum um cangacero!
 

– Qui histora é essa, Ju? Maria fugiu cum um cangacero? Qui cangacero?
 

– Nun sei. Só se sabe qui é um cangacero.
                                                                                                                                                                
* * *

Oséias não sabe a data em que isso aconteceu, mas afirma que foi alguns dias antes do Natal de 1930.

Zé Felipe soube do fato pela boca da polícia: uma volante riscou em sua porta para ele dar conta do paradeiro da filha e de Lampião. Ao explicar que não sabia do que estavam falando, baixaram o pau nele.

Passado um mês, dona Ana Maria, já recuperada, estava lavando roupa num tanque, atrás da casa, quando alguém jogou uma pedrinha na água. Olhou para os matos e viu, escondida entre as ramagens, aquele rosto querido. Largou os panos e foi até lá. Maria estava sozinha. Um pouco afastado estava um homem de óculos, sério, de jabiraca, com um chapelão de couro na cabeça. Dona Ana Maria abraçou a neta:

– Mĩa fia, o que tá haveno cum você?

Abraçada à avó, Maria explicou:

– Vó, eu tou viveno cum Lampião. Nun vou largá mais ele.

– Mĩa fia, nun faça isso, pelo amô de Deus!...

– Tou dicidida, vó. Seja cumo Deus quisé. Console mĩa mãe e meu pai. Diga a eles qui me perdoi.

As duas continuaram abraçadas, chorando. Afinal, Maria desprendeu-se dos braços da avó e correu em direção ao cangaceiro.

Foi a última vez que dona Ana Maria viu sua neta.

* * *

Zé Felipe, a fim de demover a filha daquela ideia tresloucada, mandou dizer que queria vê-la. O encontro seria no outro lado do São Francisco, na fazenda Malhada, de Inácio Moreira, padrinho de Maria.

Lampião foi contra:

– Santĩa, quano você quisé vê seus pai é só dizê – Santinha era como ele a chamava –. Desde quano macaco me impata deu ir adonde eu quero? Você tá pricisano é dũa cumpanhera. Arranje ũa.

Maria pensou primeiro na prima Maria Rodrigues. Depois se lembrou de Mariquinha, sua prima e cunhada, que não vivia bem com o marido. Mariquinha (Maria Miguel da Silva), irmã de Zé de Neném, largou o marido, Eliseu, dono da fazenda Ingazeira, e juntou-se ao cangaceiro Ângelo Roque.

* * *

Foi assim que Virgulino, aos 32 anos de idade, conheceu o amor de sua vida.

A polícia passou a mover intensa perseguição à família de Maria, cometendo todo tipo de violência e ofensas morais. O tenente Liberato de Carvalho recebeu ordem de matar Zé Felipe. O pobre homem, avisado a tempo pelo soldado Antônio Calunga (Antônio Barbosa da Silva), fugiu para Alagoas – passou uns tempos na fazenda Salgado, em Água Branca (atualmente, município de Delmiro Gouveia, na beira do rio) e depois no povoado Salomé (hoje cidade de São Sebastião).

José de Déia, irmão de Maria, depois de ver várias vezes sua casa ser vasculhada por soldados, passando por vexames e humilhações, procurou a irmã e transmitiu sua decisão: queria ser cangaceiro. Maria não concordou. Mesmo assim, José acompanhou o bando durante uma semana, embora desarmado. Enfim, Maria chamou o irmão e disse:


 
Liberato de Carvalho


– Zé, vorte pra casa e vá tumá conta das coisa de pai. Disgraçada pur disgraçada, basta eu.

Até mesmo Zé de Neném foi preso e levado para Jeremoabo, acusado de ser coiteiro de Lampião!
As perseguições à família de Maria só cessaram depois do combate de Maranduba, quando Lampião mandou um bilhete para o capitão João Miguel, de Jeremoabo. O portador foi Tonico, primo e cunhado de Maria. Não se sabe o teor do bilhete. Sabe-se apenas que, depois de ler o bilhete, o capitão João Miguel disse a Tonico:

– Se você está numa missão dessa é porque Lampião confia em você. Diga a ele que pode mandar o sogro voltar para casa porque a partir de hoje não passa mais soldado em sua porta.

* * *

É duvidosa a origem do apelido “Maria Bonita”. Atribui-se a primazia a Ezequias da Rocha, um médico, professor (catedrático de História Natural da Faculdade de Medicina de Maceió), político (chegou a ser senador por Alagoas), jornalista e poeta (membro da Academia Alagoana de Letras e do Instituto Histórico de Alagoas), que fazia versos à moda dos trovadores de cordel com o pseudônimo de Alexandre Zabelê, ou simplesmente Zabelê. O certo é que de uma hora para outra o apelido passou a ser adotado pelos jornalistas, poetas populares, violeiros e repentistas.


 Ezechias da Rocha, à esquerda, 
e o poeta sergipano Hermes Fontes
In História de Alagoas.combr

No bando, ninguém a chamava assim. As outras cangaceiras chamavam-na simplesmente Maria, Maria do Capitão ou Maria de Lampião, já que havia mais de uma Maria no bando. Os cangaceiros, quando se dirigiam diretamente a ela, tratavam-na de Dona Maria, e quando se referiam a ela tratavam-na como a mulher do Capitão. Dentre os cangaceiros, poucos a chamavam de Maria, só os de “alta patente”, como Luís Pedro, Ezequiel e Virgínio. Na intimidade, Lampião chamava-a de Santinha, e ela chamava-o de Meu Véio ou, mais carinhosamente, “Nego Véio do meu coração”.

A notícia da cangaceira de Santa Brígida alastrou-se pelas caatingas. No sertão não se falava em outra coisa. O imaginário popular ganhava novos motes com esse sucesso nunca visto. Nas feiras, os violeiros e repentistas deslumbravam a gente sertaneja louvando o encantamento daquela mulher impossível. Os jornais estampavam a delirante façanha de Virgulino Ferreira, cujo reino agora estava completo – ascendera ao trono a ardente cangaceira, a bonita e aventurosa Rainha do Cangaço.

Lampião e Maria

(*) Texto extraído do capítulo 129 do livro “Lampião – a Raposa das Caatingas”, de José Bezerra Lima Irmão.

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