sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Terra de cangaceiro


É sábio por muitos admiradores do cangaço que a cidade que mais “fabricou” cabras para as hostes de Lampião foi Poço Redondo aqui em Sergipe.

Um título que orgulhava os jovens despojados, mas que em nada agradava os cidadãos de bem, pois geralmente eram vítimas de preconceito na capital, fama que perdurou por muitos anos.

Dos 9 cangaceiros mortos com Lampião e Maria, cinco eram filhos de lá, Enedina (companheira de Cajazeira ou Zé de Julião), os irmãos Moeda e Alecrim; Mergulhão (irmão de Sila) e Elétrico.

Com a colaboração do amigo escritor Alcino Alves autor de “Lampião além da versão: mentiras e mistérios sobre Angico” e “O Sertão de Lampião” detalhamos os nomes de todos esses cabras provenientes da terra que mais tarde seria palco do fim da saga do Rei do Sertão.

OS HOMENS
1. Sabiá
2. Canário
3. Diferente
4. Zabelê
5. Demundado (Cabra de Zé Baiano)
6. Bom bocado
7. Delicado
8. Coidado
9. Zé de Julião ou Cajazeira
10. Novo Tempo
11. Mergulhão
12. Marinheiro (irmão dos dois acima)
13. Elétrico
14. Penedinho
15. Bom - de - Vera
16. Santa cruz
17. Beija-flor
18. Cravo roxo
19. Cajarana
20. Quina-quina
21. Ponto fino
22. Zumbi
23. Alecrim
24. Sabonete (Secretário de Maria Bonita)
25. Borboleta (Há indícios de que este ainda esteja vivo em algum lugar do Mato Grosso).

AS MULHERES

26. Adília
27. Sila
28. Cinda
29. Enedina
30. Áurea
31. Rosinha
32. Adelaide

Cacto vira doce na terra dos Cangaceiros.

Coroa de frade é o ingrediente principal da iguaria inventada por cangaceiros,
Será?

Em Poço Redondo (SE), a receita de um doce está dando o que falar durante as celebrações pelos 70 anos das mortes de Lampião e Maria Bonita. É o doce de cacto. A iguaria é preparada com a coroa-de-frade, planta da família das cactáceas, muito comum na região da caatinga nordestina. Para quem olha o doce e sabe que é feito de cacto, a impressão inicial não é das melhores, mas assim que as pessoas provam, o sabor do quitute se revela surpreendente. Semelhante ao doce de mamão com coco ou até mesmo com uma cocada mole, tanto na apresentação como no sabor, o doce de cacto é um dos mais procurados na região.


Os moradores mais antigos contam que a receita, guardada parcialmente em segredo, foi segundo as crenças, elaborada por cangaceiros.

Luciana Rodrigues, 25 anos comerciante instalada na entrada da trilha de Piranhas (AL) para a Grota de Angicos, prepara o doce da seguinte forma: ela lava, tira os espinhos e depois corta a coroa-de-frade em pedaços. Em seguida, Luciana rala o cacto e lava tudo novamente com bastante água. Depois de seco, ela os coloca na panela para cozinhar por cerca de quatro a cinco horas. "O tempo depende da qualidade da coroa-de-frade. A gente já sabe, quando pega uma para fazer o doce, o tempo que vamos demorar para o preparo", disse.


Depois de parcialmente cozido, ela acrescenta o açúcar, a canela em pó e bastante cravo. "É este último ingrediente que dá o sabor um pouco ardidinho no final. Mas nem todos os ingredientes nós revelamos. É segredo de cangaceiro", brinca a comerciante.


Ela também não conta como se descobre o ponto exato do doce, que é servido em porções equivalentes a uma colher de sopa. Cada unidade sai por R$ 0,50. "É o doce que mais vendo aqui. Além dele, também vendemos muito a 'bala que matou Lampião', que é feito com doce de leite.


- Xiiiiiii com esse histórico deve ser bastante indigesta!

Autor: Glauco Araújo
Do G1, em Poço Redondo (SE) G1 -Globo


2 comentários:

Charles disse...

Por gentileza, gostaria de fazer uma correção se possível. O cangaceiro Elétrico, não era irmão de Sila, somente Mergulhão.


Grato,


Charles Garrido

Kiko Monteiro disse...

Obrigado Charles, correção efetuada