segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Juliana Ischiara

No trem da História 

Polêmico, controverso e instigante, o cangaço continua vivo, mesmo após 72 anos da morte de Lampião. Se hoje não temos cangaceiros assolando o sertão nordestino, comandado pelo então Capitão Virgulino, hoje temos desbravadores como pesquisadores, estudiosos, colecionadores e demais interessados pela temática.

O cangaço conquistou um lugar tão importante na história, que hoje palmilhamos o nordeste seguindo suas pegadas em busca de compreender seus motivos, suas causas. Buscamos a compreensão dos pormenores da vida destes homens e mulheres que, ao mesmo tempo em que nos deixa estarrecidos pelas ações violentas, nos encanta pela sagacidade, pelo estilo de vida nômade, pela fortaleza de espírito e presteza.

E é se aventurando nas suas trilhas que acabamos conhecendo mais o nordeste e um pouco mais sobre a vida daqueles que foram parte importante no universo do cangaço. Encanta-nos por os pés nos mesmos espaços onde eles pisaram, porém, também nos entristece ver tamanha devastação e desolação desses lugares que serviram de palco para dinâmica do cangaço.

Recentemente passei uma semana visitando os lugares onde o bando de Lampião passou seus últimos dias. Confesso que, além do natural encantamento pelos espaços históricos, de imediato veio a decepção pelo estado de preservação destes cenários. Claro, não me refiro aos espaços naturais como a Grota do Angico ou o espaço onde se deu o combate de Maranduba, mas o que se encontra hoje em Sergipe, em especial Poço Redondo e Canindé de São Francisco, no que concerne ao cangaço.

Poço Redondo

Em Poço Redondo encontra-se uma cidade que, apesar de pacata e acolhedora, comum às cidades do interior nordestino, encontra-se uma cidade que não valoriza ou explora a temática cangaço, apesar do município sediar o coito mais importante da história do cangaço, no caso a Grota do Angico, tendo sido, também, o município escolhido por Lampião para passar uma longa temporada, claro que ele não deveria prever que seria o lugar onde ele viveria seus últimos dias.

O fato é que em Poço Redondo encontra-se uma modesta praça com dois chapéus de cangaceiros forjados em ferro fazendo menção ao cangaço e um modesto prédio construído logo na entrada da cidade, que serviria de centro de artesanato e cultura, tendo como objetivo fazer menção ao cangaço, que se encontra fechado e, segundo algumas pessoas, nunca funcionou. Nada mais há na área urbana que diga respeito ao cangaço.

Na zona rural de Poço Redondo encontramos o alicerce da casa que pertenceu aos Nicácio, família das cangaceiras Áurea de Mané Moreno, Adelaide de Criança e Rosinha de Mariano, a casa era a sede da fazenda Maranduba, onde houve um dos maiores combates da história do cangaço e, segundo populares, a casa foi demolida sem motivo, apenas por acharem que a mesma não tinha nenhum importância. Cerca de uns 50 metros onde havia a casa, encontramos uma cruz de madeira, posta sobre uma cova funda onde foram sepultados os soldados da volante de Manoel Neto, que tombaram em combate com os cangaceiros, sendo que os corpos dos cangaceiros mortos no combate, não se sabe ao certo o local onde foram sepultados.

Neste mesmo perímetro, encontramos duas pias naturais, encravadas nas pedras. Tais pias têm cerca de dois metros de profundidade, segundo disse nosso guia. Vale ressaltar que a volante de Manoel Neto estava numa destas pias enchendo seus cantis, quando ouviram os cangaceiros conversarem embaixo dos umbuzeiros próximos. Estes umbuzeiros ainda estão vivos e frondosos.

Para se chegar ao campo onde houve o combate de Maranduba é necessário passarmos por entre dois arames farpados, posto não haver uma cancela de entrada.

Indo para o outro lado do município, chegamos à fazenda Logrador de Julio Felix, uma das vias de acesso à Grota do Angico. Seguindo este acesso, chega-se à fazenda Angico, que pertenceu ao pai de Pedro de Cândido e a Durval, coiteiros de Lampião, homens de confiança dos cangaceiros. Vale ressaltar que foi Pedro de Cândido que dedurou Lampião para o tenente João Bezerra. A sede da fazenda Angico fica nas margens do Rio São Francisco e a pouco mais de seiscentos metros da Grota do Angico.

Onde havia a sede da fazenda Logrador encontramos um imponente memorial do cangaço, em fase final de construção. Vale ressaltar que a casa que pertenceu a Julio Felix foi demolida e onde, no mesmo local, está sendo construída outra, em alvenaria, conservando-se a mesma planta. O memorial não está sendo construído pelo município, mas pelo governo do Estado.

Pela zona urbana de Poço Redondo podemos seguir para localidade de Curralinho, por uma pequena estrada de terra construída por Antonio Conselheiro, onde encontramos os restos de duas cruzes, sinalizando que ali, segundo nosso anfitrião Alcino Alves Costa, duas vidas foram ceifadas pelos cangaceiros Corisco e Mané Moreno, tendo como vítimas os soldados da polícia militar de Sergipe, Sissi (ou Cici) e Antonio Vicente.

No lugar onde estão as cruzes vemos algumas réplicas de partes de corpo humano talhadas em madeira onde o povo sertanejo, por ser extremamente religioso, costuma fazer promessas pedindo intervenção para a cura de seus males aos santos ou pessoas mortas de forma trágica, depositando em seus túmulos ou lugares onde morreram, o que eles chamam de milagres, réplicas talhadas em madeira, os ex-votos.

Chegando a Curralinho encontramos um lugar naturalmente mágico, lindo, às margens do Velho Chico. Porém, as casas que antes pertenceram a um lugar de grande importância, até por ter sido uma espécie de porto de desembarque de mercadorias e pessoas que visitavam o lugar ou seus parentes, hoje se encontra em total estado de abandono com suas casas, antes imponentes em sinal da condição econômica dos que ali moravam, estão quase demolidas pelo tempo e pelo abandono. Não se pode deixar de fazer uma comparação com a linda e maravilhosa cidade de Piranhas que fica a poucos quilômetros dali, na outra margem do Rio São Francisco, no estado de Alagoas, que preservou e preserva seu patrimônio cultural, impondo aos nossos olhos admirados por sua beleza a história de um povo. Poço Redondo parece que nega ou não dá o mínimo de importância ao seu sítio histórico.

Vale ressaltar que em Curralinho, meio aos escombros das antigas casas que margeiam o velho Chico, encontra-se algumas casas modestas dos que ali ainda vivem. Nesta vila, vemos ainda uma casa bem estruturada, vizinha a igreja nova ou reformada que pertence a um comerciante de Poço Redondo e logo adiante, a casa de Frei Enoque, prefeito de Poço Redondo.

Em Curralinho, vemos também uma linda igrejinha construída por Antonio Conselheiro, quando de sua passagem por ali. Como historiadora e pesquisadora, não pude deixar de me perguntar o porquê e o que leva um povo a não preservar e contar em seus livros de história, a importância de ter sido escolhida pelos dois líderes dos maiores fenômenos sociais do nordeste e porque não dizer do Brasil?

Poço Redondo foi coito dos cangaceiros e passagem de Antonio Conselheiro e, mesmo assim, não explora culturalmente tais fatos de relevante valor histórico, não preserva, não dá importância. Cangaço e messianismo, bandidos e fanáticos, fico consternada diante de tanto descaso para com a história e pela formação histórica e cultural do nosso país.
  

Pórtico do Monumento Natural Grota do Angico
ao lado do nosso anfitrião o amigo escritor Alcino Costa.

Alcino, historiador sergipano, autor de 6 livros sobre o cangaço,
foi prefeito de Poço Redondo por três vezes
  
Memorial do cangaço. Erguido na fazenda Locador, casa de Júlio Félix .
Onde ocorreu a ultima reunião presidida por Lampião.

Vista proporcionada pelo mirante

Na grota, eu juntamente com alguns turistas ouvimos as palavras do mestre Alcino.

Esta igreja foi construída por Antonio Conselheiro em Curralinho.
O beato chegou a passar meses nesta vila até seguir para o Estado da Bahia.
  
Vila de Curralinho na zona rural de Poço Redondo-SE.
Riqueza histórica desprezada.
  
Outro flagrante: Palestra proferida pelo amigo Alcino durante a trilha até Angico.

Neste local Corisco assassinou duas pessoas.
Fica na margem da estrada que vai para a vila de Curralinho.
Esta estrada foi construída pelo Conselheiro.
  
Local onde era a casa da Fazenda Maranduba.
Nesta casa moravam "os Nicácios".
  
Aqui ocorreu um dos maiores fogos entre cangaceiros e volante de Mané Neto.
O famoso combate de Maranduba.

A volante de Mané Neto estava nesta pia natural enchendo seus cantis,
quando ouviram os cangaceiros conversarem, dando-se o cambate.
  
Outro ângulo da pia. Detalhe, ela tem dois metros de profundidade.

Aqui foram sepultados os soldados da volante
que tombaram no combate de Maranduba.
Entre os Nazarenos: Hercílio Nogueira.
  
Na casa do Sr. Elsinho. Ele me emprestou esta cartucheira com relíquias:
munição intacta e cartuchos que foram utilizados no combate de Maranduba.

Canindé de São Francisco, cidade vizinha a Poço Redondo. 
Como é comum a citação de Canindé de São Francisco nos livros sobre cangaço, pensei que lá encontraria as coisas em melhores condições. Ledo engano.
Um banner gigante na entrada da cidade com a foto de Maria Bonita e três estátuas, uma de Lampião, uma de Maria Bonita e a terceira de um famoso vaqueiro da região, instaladas estratégicamente na entrada da cidade nova e na divisa dos estados de Sergipe e Alagoas, respectivamente, foram as únicas referências ao cangaço que lá encontramos.

A sede de Canindé de São Francisco divide-se em duas, uma antiga, às margens do São Francisco e a nova cidade de Canindé de São Francisco, que fica na parte alta do município, ligadas por uma bem cuidada rodovia que descortina uma belíssima paisagem do Rio São Francisco.
O que encontramos em Canindé de São Francisco foge a qualquer compreensão racional no que se refere a um fato em especial. Trata-se do antigo cemitério, que fica na cidade antiga de Canindé de São Francisco.
Vendo-o ao longe, decidi conhecê-lo. Encontrei-o em meio a um matagal, cercado por um arame farpado, graças à ajuda de um cidadão muito prestativo que se encontrava trabalhando próximo ao local e, ao entrar no cemitério a surpresa foi maior ainda ante o visível estado de abandono que, até então, eu não havia compreendido.

Todos os túmulos haviam sido violados e onde existiam covas, hoje não há mais nada. A população resolveu, ao se mudar para cidade nova, levar consigo os restos mortais de seus entes queridos. Desenterraram os restos mortais e enterraram, em seus lugares, as suas histórias e os seus sentimentos. Eu realmente não compreendi, pois temos exemplos de cidades que foram cobertas por água após a construção de barragens e açudes de grande porte e a população, ao se mudar para as novas moradas, decidiram por respeitar a memória e o desejo de seus entes queridos, deixando-os em seu descanso eterno, mesmo que sob as águas.

Entrada de Canindé no sentido de quem vem pela capital sergipana

Monumento recém inaugurado na entrada de Canindé ,
divisa entre os estados de SE e AL.

Piranhas

Piranhas, uma cidade linda, encantadora. Parece uma lapinha sertaneja às margens do São Francisco. Os prédios, em sua grande maioria, estão conservados. As pessoas respiram história, cultura. Do artesanato às ruas limpas, da gentileza à consciência de um povo que respeita sua formação histórica e cultural. Para nós que pesquisamos e estudamos o fenômeno cangaço fica a pergunta: como pode municípios como Poço Redondo e Canindé de São Francisco, que estão ali, do outro lado do rio, há poucos quilômetros de Piranhas, ter uma concepção ou comportamento de preservação tão diferentes?

Sabemos que as receitas dos municípios não são iguais, mas todos estão nas mesmas condições geográficas, às margens do São Francisco e Piranhas, que teve uma participação menor na história do cangaço, soube fazer desta pequena participação um grande feito, mantendo viva a história e o universo cangaceiro. Por outro lado, as duas cidades sergipanas, já referidas, relegam ao esquecimento fatos tão importantes, fatos estes vividos por quase dez anos por aqueles que deixaram suas vidas, até então pacatas, para fazer parte do fenômeno social mais complexo do nordeste, o cangaço.

Ainda no município de Piranhas, encontramos em sua zona rural a fazenda Patos, com a casa do vaqueiro Domingos Ventura, onde Corisco assassinou pessoas inocentes por pensar ter sido eles os traidores de Lampião. Embora a casa esteja abandonada e aos poucos sendo demolida pelo tempo, ainda encontra-se em pé e, do lado, o curral de pedras, palco da crueldade de Corisco.

Fachada da Prefeitura Municipal de Piranhas.

Aqui morou o tenente João Bezerra quando prefeito desta cidade.

Território da fazenda Patos

Antiga e abandonada casa de Domingos Ventura.
 * Juliana Ischiara
 Pesquisadora , Quixadá / CE

10 comentários:

Narciso disse...

Parabéns Juliana,belíssima postagem isso só vem a enriquecer
cada vez mais nosso interesse pela história do cangaço.

Mendes e Mendes disse...

Antes de mais nada, é um belo trabalho. Parabéns. Juliana, assim como Jotabê contou a história da cabra e do sal, eu também tenho a minha. Esta eu escutei quando eu ainda era criança, contada pela minha avó Herculana Maria da Conceição (Mãenanana), que nasceu no final da década de 1890. Certo dia, dizia Mãenanana, Lampião e seu bando, se encontravam arranchados bem próximos a um rio no Estado de Sergipe. E por ironia do destino, um senhor chamado Lauriano, que andava procurando caças para alimentar os seus filhos, saiu no local onde se encontrava o bando. Logo os cangaceiros o rodearam e começaram as suas humilhações contra ele. Cuspiram e surraram o infeliz. Lampião apenas observava. E em seguida disse: -É mió ixecutá-lo, do qui ficarim maltratando um home qui ainda nada fêz cronta nóis. E apoderando-se do seu rifle, mandou que o colocassem em posição de execução. O homem ajoelhou-se dizendo-lhe: -Senhor, pelo amor de Deus não me mate! Eu deixei em casa três filhinhos pequenos para criar, e minha esposa é paralítica dentro de uma rede, sem condições de terminar de criá-los. Sem eu, eles vão morrer de fome senhor! Lampião condoeu-se da história do homem e lhe disse: -Eu lhi faço um desafi cabra! Se ocê tivé sorte, num vai morrê... Tá vendo aquela catinguera? -Estou sim senhor!-Ocê vai andano até a catinguera. Conde si impariá cum ela, corra, qui a partir daí é qui eu cumeço a atirá. Num corra ante pruque eu atiro e ocê morre logo. Pela proposta feita ao pobre infeliz, Lampião não tinha intenções de matá-lo. O seu desejo era que ele escapasse das balas e fosse criar os seus filhinhos, já que não havia motivo para executá-lo. O homem conhecia bem a região. Da catingueira até ao rio, tinha uma ladeira. Mas quando ele se emparelhou à catingueira, em vez de correr, deitou-se e saiu rolando em direção ao rio. Lampião saiu correndo e atirando para cima. Mas o homem caiu dentro dágua, submergiu e adeus Lampião!- Mas que cabra inteligente! Pegou-me de chei. Disse Lampião. José Mendes Pereira - Mossoró - Rio Grande do Norte

Mendes e Mendes disse...

Juliana Pereira Ischiara:
Se algum dia um leitor colocar em seu blog, afirmando que não gosta das histórias sobre o cangaço, não fique chateada, e não diga nada, pois é apenas falta de conhecimento sobre a literatura lampiônica.
Eu já fui assim. Odiava quando se falava em cangaço. Hoje sou um leitor cativo, não podendo me ausentar por muito tempo do computador, sempre procurando algo que vocês escreveram.
Não diga nada. Mande sempre para o leitor, uma mensagem de incentivo. Pois com as suas palavras, o leitor irá se render aos estudos da literatura lampiônica.
José Mendes Pereira - Mossoró-Rn.

Mendes e Mendes disse...

Amiga Juliana Pereira Ischiara:
Espero que você não receba a minha pergunta como crítica. Você que já é veterana no que diz respeito ao cangaço, sabe muito bem, que quando a gente começa a estudá-lo, é como se voltasse a ser criança (de tudo quer saber).
Você diz que na zona rural de Poço Redondo,lá na antiga fazenda de Maranduba, onde aconteceu um dos maiores combates da história do cangaço, encontrou o alicerce da casa que pertenceu aos Nicácio, família das cangaceiras Áurea de Mané Moreno, Adelaide de Criança e Rosinha de Mariano.
O que eu quero saber é o seguinte:
O velho Zé Nicárcio era parente do vaqueiro Lé Soares? Segundo Alcindo Alves "Lampião Além da Versão - Mentiras e Mistérios de Angicos", diz que Áurea era filha de Nicárcio. Rosinha e Adelaide eram filhas do vaqueiro Lé Soares.
Ficarei grato com a sua resposta.
José Mendes Pereira - Mossoró-Rn.

Juliana Ischiara disse...

Olá caro José Mendes, não se preocupe, não recebi sua pergunta como se fosse uma crítica, mesmo se fosse eu não ficaria chateada, criticas é uma condição subjetiva, alguns acham ruim e se ofendem, eu já as recebo como um forma de avaliar e reavaliar o que penso e escrevo. Mas este não é o caso, sua pergunta é muito pertinente.

Quanto a sua pergunta, vamos a ela.

O nome do pai de Âurea não era Zé Nicácio e sim Antônio Nicácio. Sim,
ele era primo/irmão de Lé Soares, o pai de Adelaide, de Criança, a
mulher que morreu de parto no cangaço e de Rosinha, de Mariano.
Rosinha foi morta por ordem de Lampião, e enterrada no mesmo local, no
riacho do Quatarvo, onde Lídia de Zé Baiano foi enterrada.

Saudações Cangaceiras

Juliana Ischiara

Mendes e Mendes disse...

Juliana Ischiara:
Muito obrigado pela sua informação sobre o Antonio Nicárcio, pois eu estava enganado que o seu nome era José Nicárcio. Agora aprendi que Rosinha de Mariano e Adelaide de Criança que eram filhas de Lé Soares, são primas em segundo grau de Áurea de Mané Moreno, sendo esta filha de Antonio Nicárcio.
Eu já tinha conhecimentos sobre eles através do livro de Alcindo Alves Costa "Lampião Além da Versão - Mentiras e Mistérios de Angicos”, cedido gentilmente pelo amigo Francisco das Chagas do Nascimento, um dos membros da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço em Mossoró.

Que Deus ilumine o seu caminho ao deslocar para as suas atividades jurídicas.
José Mendes Pereira – Mossoró – Rio Grande do Norte.

Tavares disse...

Olá Juliana,estive lendo sua reportagem e me trouxe ótimas lembranças de quando estive na cidade de Piranhas em 2.006 e também não compreendo como não exploramos esse tema.Sou de Londrina no Paraná e me surpreendi com a cidade de Piranhas.
Parabéns pela matéria.

Juliana Ischiara disse...

Olá Tavares, fico feliz que tenhas gostado da matéria. Pois bem, infelizmente também não compreendo o descaso, a omissão por parte dos gestores, mas, devemos fazer a nossa parte para mantermos viva nossa história, cultura e costumes,pois caso contrário, estaremos condenando a completo esquecimento. Obrigada pelas palavras gentis, e sim, Piranhas é um pedacinho do paraíso nordestino.

Saudações Cangaceiras

Juliana Ischiara

Anônimo disse...

Nossa você está de parabéns, nunca vi uma versão tão realista. Moro em Poço Redondo e vejo reportagens na tv sobre o cangaço, mas tods diziam que lampião morreu em Canindé.
Essa é a realidade do meu município. Tenho um notícia triste para você, Alcino morreu já faz um ano.

Kiko Monteiro disse...

Sr Anônimo

Obrigado pela atenção quanto a informação devo lhe dizer que todos os pesquisadores souberam da morte de Alcino. Este blog foi um dos que acompanharam os seus últimos meses da vida e a autora do artigo Juliana Schiara era considerada como uma filha do saudoso mestre, decano e maior celebridade de Poço Redondo.